Fugaz
Fugaz
Preciso fugir,
Me perder
E encontrar um pouco de paz,
Eu preciso fingir,
Disfarçando a mesmice,
A rotina,
Solidão;
Ah
Eu preciso,
Preciso ir,
Esgueirando-me na culpa,
Abdicando do tempo,
Cantarolando rouco,
Justificando minhas fugas
Para moucos-embriagados,
Sujeitos-injustiçados;
E no caminho quem sabe
Redescobrir o marasmo,
A monotonia,
O prédio construído de tédio;
Ah
Deve
Nesses andares
Haver melhor lugar
Para estacionar minha inocência,
Coerente incoerência,
Uma mixaria que ainda me resta,
Paradoxo particular.
Preciso dar no pé,
Ensebar as canelas,
Subir,
Sumir,
Escapar
Deste lado do hemisfério ferino,
Insatisfeito com metades,
Maldizendo os retalhos,
Recolhendo as ambições e vivendo,
Precário,
Limitado;
E mais uma vez mudar,
Reinventar o eu,
O fazer,
A juventude perdida,
O devaneio de amar.
Eu estou saindo depressa,
Saindo daqui
Com a esperança de um dia
Reaver o novo,
Num incidente-previsto
Me encontrar de novo,
E nesse novo-antigo lugar
Que também tem validade,
Novamente tentar
Reconstruir,
Escapando de mim,
Do outro,
Das vaidades,
Simplificando,
Sabendo que um dia
Tudo se repete,
O caminho já trilhado,
O percurso já sabido;
O amor mal amado,
Os valores mal vividos,
Voltando o adulto a ser criança,
E acreditando
Que aos tanto e poucos anos
Se pode recomeçar
Sim
Pode recomeçar
Com a fugaz eclosão dos meus sentimentos, hoje me encontro perdida, em um estado onírico, de onde a alma pungente reclama.
Prosa e verso
Claro e sincero
Ingrime e belo
Alto e aberto
Prosa e Verso
Fugaz e discreto
Bem cuidado com esmero
Com carinho singelo
Prosa e verso
Côncavo e circunflexo
Sempre de fácil acesso
Ao entendimento concreto
TROVA - 93
Na vida tudo é fugaz,
É necessário dizer-te,
Mas de mim não sai jamais
Este desejo de ter-te.
Instantes
Por um instante, vivi um sonho fugaz, reluzente
Pois em minha vida te fizeste presente
Foram dias lindos intensos mas não houve um consenso
e teu coraçao inconstante me pos de ti distante
E hoje resta apenas a lembrança, criança sapeca que vive alegre e. Inquieta
Na minha memoria e no meu coraçao
Cantando sua doce canção.
IPÊ AMARELO (soneto)
No teu fugaz aflorar. És partitura
Duma melodia cálida fulgurante
De etérea figura num semblante
No ápice duma passagem pura
Se ergue na paisagem, vibrante
Em efígie no cerrado, escultura
Tão cróceo de aparata candura
Num teor pomposo e insinuante
Ave ipê! Natureza na sua mesura
Aos olhos se faz guapo arruante
Ao poeta estro em embocadura
E neste Éden de aptidão gigante
Ao belo, a quimera se aventura
Numa viagem de visão alucinante
Luciano Spagnol
Agosto de 2016
PESSIMISMO
O pessimismo é apenas uma efígie fugaz e
Inóspita,que logo bate em retirada quando
As mãos do otimismo bate em sua porta.
Mentes covardes têm a preferência de escolher a fugaz emoção de hostilizar a trabalhosa racionalidade de pensar.
meus temores minhas lastimas
percorro meus desejos fugaz...
meramente prazer foragido...
como tumores que consome está carne,
no diluvio reatado mero sonho.
pelo ter obter o obscuro...
sensato momento
num terremoto ardi-o
sentimento obtuso
estranho tanto um vazio,
solto preludio...
mesmo calado trocado
pisado vidrado...
como seria sendo um apenas
momento se diga selado...
fato extremo no obscuro...
teor o digo profundo.
prazer gosto pelo vazio...
temores nessa silenciosa,
centelhas no estimulo...
de tumultos nesse sentido,
larga feroz com ato...
sentido mero absoluto...
vitorioso selado pelo dito..
almejo ate o apogeu...
ferida que nunca cura,
com estrela diurna...
entre as trevas
sejam dilúvios,
de tantos que se foi
mero obscuro.
por celso roberto nadilo
fato de uma vida
E o fogo trepida no ar
Fagulhas sobem ao céu
Exalo fumaça fugaz
Não sei quem é o réu...
mel - ((*_*))
En esta vida fugaz, yo soy yo y tú eres tú. Siguiendo asi, usted me puede ver como semilla, mientras que yo sólo veo las flores en te!
Trad: Nessa vida passageira, eu sou eu e você é você. Seguindo assim, você pode me ver como semente, enquanto eu só vejo flores em ti!
Almany Sol
A beleza das palavras é tão sutil, fugaz e volátil, creia pois, na sinceridade que reside na essência de um singelo olhar.
A vida é curta a experiência é longa,
A experiência ensina a oportunidade é fugaz
E o julgamento dificíl.
Quinta-floyd
Plenitude fugaz das horas.
Quero a paz do meu bonsai,
Quero mudar sem medo,
Plantar e cuidar.
Viver sem dicionário
Ler a vida devagar.
Sou tão fugaz que vivo me perdendo de vista.
Vivo a procura de mim, e quando me encontro, já me tornei um pseudônimo.
Preciso de vida própria, mas várias vidas se apropriam de mim.
Quando serei meu dono?
Serei um eterno servo do quem nem conheço?
E nesse movimento de ir e vir,
não posso levar bagagem, tenho que me desprender de mim.
Me acostumar com incertezas, pra conseguir dar o próximo passo.
Não posso me olhar no espelho, porque quando voltar posso não me reconhecer.
Prefiro viver assim, numa eterna construção de mim.
Preciso ficar ao meu lado, porque se eu for de vez, quem continuará me procurando?
Preciso me seguir a todo instante para marcar o caminho da volta.
Talvez nem queira voltar, mas sigo as ordens de algum pseudônimo.
No fim sinto que estou livre dentro de minha própria prisão.
Mas até que ponto é seguro, conviver tão perto de mim?
Será que vivo me perdendo de vista por não conseguir me olhar nos olhos?
Ou não quero ter consciência de que posso voltar o dobro do que sou,
ou metade do que fui?
Perder é dificil, mas é sempre bom deixar lá tudo aquilo e voltar com o essencial!
Mas a maior parte da minha essência é feita do que não conheço, como definir?
Por isso minha constante busca em juntar as partes que me constituíam ontem.
Elas são valiosas, quando não imagino quem eu serei amanhã.
Encontrar quem eu sou hoje é muito importante, pra não correr o risco de dar de cara comigo nas voltas que o mundo dá, e passar despercebido por não saber que era eu.
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