Fria
"Alguns disseram que sou fria, mas a verdade é que esqueceram todas as vezes que fui abrigo para o seu próprio gelo."
' DOR DE SAUDADE '
Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !
Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.
Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !
Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
TANKA 003
Folhas espalhadas
dançam soltas no terreiro
numa tarde fria.
E o céu se fecha em silêncio
Na alma dessa poesia
Uma Sexta-feira
Triste dia
tarde vazia
noite tão fria...
Tempo avança
deixando fatos
tristes lembranças.
Traços
Indômita é minh'alma nesta vida,
não segue o coração a fria razão;
prezo o afeto, o carinho e a emoção,
fazendo do amor minha guarida.
Se a face se apresenta endurecida,
não muda a gentileza a direção;
não me calo ao falar de paz e união,
nem deixo a esperança adormecida.
Meu destino eu mesmo vou traçando,
crendo no amanhã que sempre vem;
de ninguém tenho o gosto de desfazer.
De gente alegre sigo me cercando,
pois sei que o amor nos faz o bem,
e às paixões dou espaço para viver.
Frangriot
(Cultivador das Miudezas Poéticas)
2021
*Saudade à Espera*
Enquanto fugia de mim, eu olhava o céu sentindo na pele a fria brisa da noite. No coração, a certeza cruel da incerteza de ter você. Na mente, o grito mudo da lembrança, a ausência do teu sorriso, a saudade do teu abraço. Oh lua, oh céus, oh estrelas cadentes, tragam de volta o que nunca foi meu. A ruína da minha existência, as estações inteiras dos meus pensamentos.
Em uma tarde fria de um dia qualquer, vou tentando me reerguer… entre lembranças que insistem em doer e a esperança que, mesmo frágil, ainda teima em permanecer. Cada passo é lento, mas carrega em si o peso da coragem de não desistir.
Noite fria, chuva martelando o telhado, vento que uiva nas copas. As ruas estão vazias, a cidade ilumina apenas o que é frio, que não tem vida, não vejo ninguém, como se a cidade tivesse recuado para dentro de si. Caminhar nessa chuva é rasgar-se por dentro, poucos têm estômago para esse abandono.
Pés despidos na pedra fria, olhos que sabem de dor. Mas há no rosto cansado a chama viva do amor. Quem carrega o que é amado não sente o peso que levou.
Assim como o orvalho gélido de uma manhã de inverno, a dúvida se instalou em meu coração, fria, silenciosa e com o poder sutil de congelar toda a esperança. O cristal, que parecia belo e puro à primeira vista, era, na verdade, a evidência de uma noite rigorosa que ainda não havia chegado ao fim. Não era um prelúdio de sol, mas a prova de que a vida, por vezes, se detém em sua forma mais dura e intocável.
A maior resistência em um mundo feito de guerra fria e navalhas é o músculo tenro da ternura, ela é a revolução mais difícil, a bandeira branca erguida com
a força de um soco.
Eu me sento na penumbra fria de um quarto que já foi lar, observando as sombras se alongarem e consumirem cada canto da esperança, porque as pontes que tentei construir para fora, feitas de sussurros sinceros, foram engolidas pelo oceano de indiferença que cerca o mundo. Neste declínio da sociedade moderna, onde a frieza se tornou a moeda mais forte, tudo o que resta são as minhas próprias preces, silenciosas e sem destinatário, enquanto o eco da minha voz não encontra outra parede senão a minha própria pele.
Atravesso um campo de lama sob uma neblina espessa e uma chuva fina, fria e incessante. Pelo caminho, criaturas de asas, escamas e dentes enormes observam minha passagem. No entanto, nenhuma delas me causa medo. O verdadeiro horror não habita nesses monstros, mas na certeza de que, ao alcançar o fim do lamaçal, descubro que ele era apenas o início. E, condenado ao mesmo percurso, recomeço infinitamente uma jornada da qual jamais consigo partir.
- Tiago Scheimann
Era apenas um bilhete.
Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.
Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.
Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.
Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.
Meu coração está doente de saudades de você mesmo não ter te conhecido diante de uma tela fria, pois em um mundo virtual você se fez bela.
Suas palavras provocam meus desejos que em momentos me pego em desatento com a vibração do meu pulsar em ter a esperança de finalmente conhecer você.
Não julgarei ninguém pelas
minhas dificuldades, pois
por traz dessa tela fria...
Existe alguém com princípios
disposto a lutar pelo básico da vida!
Eis que o despertar cativante da manhã sombria e fria....paira sobre meu desejo!
Da noite quente em ternura de sua pele, ósculo ardente em brasa incandescente sobre duas almas fundidas no calor da paixão.....
.... ao mais intenso frio estelar da galáxia distante que separa nossos corações e almas.
Almas perdidadas no espaço tempo da paixão buscando entender a dor dilacerante que aflige os corações partidos....
Alma apaixonada da razão irracional que busca métricas inexistentes para explicar o inparável e mais profundo sentimento do desejo !!!!!!
Mansa Ovelha
Naquela manhã, fria e de forte tempestade!
Foste para mim, como o sol emprestado...
Sim! Tu pomba branca daquela manhã...
Rosa bela, mãe da paz, minha irmã...
Continua pois sempre, nesse teu andar!
Tu princesa! A mim, a outros a ajudar...
Nessa mansidão, ao mundo dá a mão!
E a mim, vem ainda alegrar meu coração!
És mansa ovelha! Agora e sempre, nesse jardim!
Dessas flores, vai dar, a todos, já sem fim, sem fim!
Como o tens feito sempre, até agora, pois sim!
Continua! Nesse teu andar! Nesse teu amar enfim!
Nesse teu andar! Nesse teu pois lindo dançar!
Continua, pois sempre, a alegrar a todos, pois assim!
HelderDuarte
