Fria
Traços
Indômita é minh'alma nesta vida,
não segue o coração a fria razão;
prezo o afeto, o carinho e a emoção,
fazendo do amor minha guarida.
Se a face se apresenta endurecida,
não muda a gentileza a direção;
não me calo ao falar de paz e união,
nem deixo a esperança adormecida.
Meu destino eu mesmo vou traçando,
crendo no amanhã que sempre vem;
de ninguém tenho o gosto de desfazer.
De gente alegre sigo me cercando,
pois sei que o amor nos faz o bem,
e às paixões dou espaço para viver.
Frangriot
(Cultivador das Miudezas Poéticas)
2021
*Saudade à Espera*
Enquanto fugia de mim, eu olhava o céu sentindo na pele a fria brisa da noite. No coração, a certeza cruel da incerteza de ter você. Na mente, o grito mudo da lembrança, a ausência do teu sorriso, a saudade do teu abraço. Oh lua, oh céus, oh estrelas cadentes, tragam de volta o que nunca foi meu. A ruína da minha existência, as estações inteiras dos meus pensamentos.
Era apenas um bilhete.
Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.
Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.
Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.
Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.
Meu coração está doente de saudades de você mesmo não ter te conhecido diante de uma tela fria, pois em um mundo virtual você se fez bela.
Suas palavras provocam meus desejos que em momentos me pego em desatento com a vibração do meu pulsar em ter a esperança de finalmente conhecer você.
Não julgarei ninguém pelas
minhas dificuldades, pois
por traz dessa tela fria...
Existe alguém com princípios
disposto a lutar pelo básico da vida!
Eis que o despertar cativante da manhã sombria e fria....paira sobre meu desejo!
Da noite quente em ternura de sua pele, ósculo ardente em brasa incandescente sobre duas almas fundidas no calor da paixão.....
.... ao mais intenso frio estelar da galáxia distante que separa nossos corações e almas.
Almas perdidadas no espaço tempo da paixão buscando entender a dor dilacerante que aflige os corações partidos....
Alma apaixonada da razão irracional que busca métricas inexistentes para explicar o inparável e mais profundo sentimento do desejo !!!!!!
Mansa Ovelha
Naquela manhã, fria e de forte tempestade!
Foste para mim, como o sol emprestado...
Sim! Tu pomba branca daquela manhã...
Rosa bela, mãe da paz, minha irmã...
Continua pois sempre, nesse teu andar!
Tu princesa! A mim, a outros a ajudar...
Nessa mansidão, ao mundo dá a mão!
E a mim, vem ainda alegrar meu coração!
És mansa ovelha! Agora e sempre, nesse jardim!
Dessas flores, vai dar, a todos, já sem fim, sem fim!
Como o tens feito sempre, até agora, pois sim!
Continua! Nesse teu andar! Nesse teu amar enfim!
Nesse teu andar! Nesse teu pois lindo dançar!
Continua, pois sempre, a alegrar a todos, pois assim!
HelderDuarte
"Há Flores em tudo que eu Vejo"
Até na pedra fria mora um ensejo.
O olhar que planta é o que colhe cor,
quem semeia dentro, floresce ao redor.
Carol
Branca como a neve,
mas não fria...
Ela queima.
Ruiva de cachos indomáveis,
carrega o incêndio no próprio nome.
Onde passa, deixa rastro.
Brava como todo sagitariano que se preze,
não abaixa a cabeça,
não mastiga palavra,
não pede licença para existir.
Carol não é brisa.
É rajada.
É seta lançada sem aviso.
E quem tenta segurá-la
descobre rápido:
ela não nasceu para ser contida —
nasceu para atravessar.
Aprendi tarde que existem pessoas que confundem bondade com recurso infinito. Não virei fria por começar a dizer “não”. Só cansei de alimentar o mundo inteiro enquanto eu mesma passava fome por dentro.
Uma criança perdida na aduana
Na fila fria da aduana vazia,
um carimbo ecoa, corta a nostalgia,
luz fluorescente, cheiro de papel,
e um mundo adulto que nunca foi céu.
Pequenos passos num piso riscado,
um nome trocado, um visto negado,
o guichê não olha, só pede razão,
mas a infância não cabe em formulário e mão.
Há bandeiras cansadas no vidro embaçado,
México distante num sonho quebrado,
Uruguai sussurra num vento lateral,
Colômbia sangra num mapa postal.
E a criança pergunta sem ter voz alta,
por que a fronteira sempre falta e assalta?
Se o mundo é um só, por que dividir?
Se o peito é caminho, por que impedir?
Um rádio distante fala em espanhol,
mistura de ordem, de medo e farol,
e o agente carimba sem nem perceber
que ali tem um universo tentando crescer.
Tem cheiro de estrada, de ônibus antigo,
de alguém que perdeu o próprio abrigo,
de um Renault velho cruzando a serra,
levando saudade que nunca se encerra.
E a criança espera — não sabe o quê,
talvez um abraço que o mundo esqueceu de ter,
talvez um sinal, uma mão no ar,
dizendo “pode ir, você pode passar”.
Mas a aduana é feita de tempo e parede,
de quem não entende a sede da rede,
e a infância ali vira só suspensão,
entre o “fica” e o “vai” sem tradução.
No fim, só restam selos no olhar,
e um mapa que aprende a não voltar,
mas mesmo perdida, insiste em sonhar:
que toda fronteira um dia vai respirar.
Quando a guerra era fria, a paz nos aquecia! Hoje, os EUA controlam a paz e espalham a guerra! Gelam os corações e queimam o globo!
A brisa fria das manhãs
me abraçando ao abrir a porta.
O toque leve no meu rosto.
O mato verde dançando ao vento,
É nesse instante simples,
quase silencioso,
que o coração desacelera
e a alma encontra repouso.
A paz não grita, ela sussurra
nos detalhes que quase passam despercebidos.
E a felicidade.
ah, ela mora justamente ali,
no sentir, no viver, no existir.
Depois de uma noite escura fria, veio a barra do dia no romper da aurora, o sol nasceu e fez a alegria da fauna e a flora, amanheceu o dia, a passarada agradeceu com muita alegria e cantoria sonora, tudo numa inspiração e renovação, enquanto o humano fala em reclamação e chora.
A chamada "guerra de narrativas" sobre alienígenas durante a Guerra Fria é um tema fascinante porque envolve espionagem, tecnologia militar, propaganda, medo coletivo e mistério.
Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética entraram em uma disputa tecnológica intensa. Novos aviões espiões, radares, mísseis e satélites começaram a surgir em segredo. Como muitos desses projetos eram altamente confidenciais, avistamentos de objetos estranhos nos céus tornaram-se frequentes.
Um exemplo famoso é o avião espião Lockheed U-2. Quando ele começou a voar em altitudes nunca antes alcançadas, muitas pessoas relataram luzes e objetos misteriosos. Na época, o público nem imaginava que tal aeronave existia.
Alguns pesquisadores argumentam que governos aproveitaram a confusão em torno dos OVNIs para esconder programas militares secretos. Se uma testemunha relatasse uma nave impossível, isso poderia desviar a atenção da tecnologia real que estava sendo testada.
Por outro lado, surgiu uma narrativa oposta: a de que governos estariam escondendo evidências de visitas extraterrestres. Casos como o suposto incidente de Roswell tornaram-se símbolos dessa visão.
Durante décadas, essas duas narrativas disputaram espaço:
1. Tudo seria tecnologia humana secreta.
2. Parte dos fenômenos envolveria algo não humano.
O interessante é que ambas foram alimentadas pelo mesmo ambiente de sigilo da Guerra Fria. Quanto menos informação oficial existia, mais espaço surgia para especulações.
A partir dos anos 1950, filmes, livros e programas de televisão também passaram a explorar o tema. Alienígenas viraram um elemento cultural poderoso, refletindo medos da época: invasão, espionagem, armas desconhecidas e perda de controle sobre o futuro.
Hoje, muitos historiadores veem a questão dos OVNIs como um fenômeno que mistura vários elementos ao mesmo tempo: tecnologia militar secreta, erros de identificação, fenômenos naturais, crenças populares e alguns casos que continuam sem explicação definitiva.
O ponto central da "guerra de narrativas" é que, durante a Guerra Fria, a informação se tornou uma arma estratégica. E quando informação e segredo se encontram, surgem histórias que atravessam gerações, alimentando debates que continuam até hoje.
27 Outonos
Já são altas horas na madrugada de uma sexta feira fria e silenciosa.
O tempo vai passando e os dias parecem tão curtos,
Porém ao mesmo tempo monótonos.
27 outonos, onde as folhas caem e os dias ficam mais escuros
Avisando que o inverno está para chegar.
A beleza transforma-se em feiura, e a juventude em velhice.
Deixe-me suspirar pela vida
que reflete no meu ser.
Assim, penso nas horas
que não posso mais perder
e nas que eu perdi tentando me encaixar.
Me deixem ficar aqui, sozinha no meu quarto refletindo como é bom agradecer pelo bem que é viver, vivendo.
Obrigada!
A flor que chora
Numa noite fria e intensa os ventos golpeavam a floresta impiedosamente,
De tom vermelho forte e característica aveludada uma rosa se fazia presente ,
Amada pelas abelhas, borboletas e os pequenos pássaros a rosa de charme único era aplaudida todas as noites pela lua e tinha no seu manto vibrante o carisma do sol durante os dias,
É duro pensar que o outono chegou e a deixou quase sem vida, sua cor agora é ofuscada pela estação dura, mas ela é insistente e luta para se manter viva,
Folhas vão, pétalas caem, o dia ainda azul revela uma floresta quase cinzenta, a flor apesar de suas mudanças ainda brilha e se destaca no ambiente,
A estação sombria chegou, o inverno é implacável, não perdoa nem os aplausos, a rosa resiste bravamente derramando suas lágrimas pelo vasto vale,
Em uma certa noite congelante, a rosa fechou seus olhos, então a lua caiu em prantos, logo um corredor foi formado até a correnteza de um rio e ela foi carregada por aqueles que a visitavam constantemente, foram tantos pássaros de pequeno porte, foram tantas borboletas e abelhas que resolveram prestar está ultima homenagem deixando-a partir nos braços do rio sendo iluminado nos seus dois lados por diversos vagalumes,
e a partir daquele dia, o sol resolveu entrar em luto temporário e demorou a se reerguer,
Agora é primavera, novos recomeços, doces lembranças, o momento é de renovação.
Se quiser viver bem, mantenha os pés quentes pelo exercício.A cabeça fria pela temperança.
Se tiver à tendência a ganhar peso!
Abra os olhos e fecha â boca.
Thomaz Parr
