​O Velho e o Cavalo ​A manhã... Jovênio Borba

​O Velho e o Cavalo
​A manhã desperta fria, trazendo consigo o rastro da madrugada na grama ainda molhada de orvalho. Sob o céu pálido, ele caminha com passos firmos, guiando seu animal com uma determinação que desafia o próprio tempo. O destino é a cocheira, onde o sustento espera por ambos.
​O velho carrega no rosto e nas mãos as marcas profundas de quem já viveu um tempo que parece interminável. O cansaço pesa em seus ombros, mas não abate sua vontade. Ao seu lado, caminha uma força da natureza: um cavalo imponente, de espécie dominadora e vigor inquestionável.
​Cena de um contraste sublime: a força bruta e o ímpeto daquele animal colossal são, no fim, docilmente controlados pelas mãos calejadas e pela alma pacífica de um homem frágil. Ali, não é o vigor físico que impera, mas sim o respeito silencioso e a conexão de uma vida inteira.