Fria
Água fria, que do céu cai,
revigora o verde, faz brotar.
Água quente, do mate extrai
suave amargo, faz trovar.
Nem toda FEIURA é Fria. Nem todo Pássaro é Ligeiro. Nem toda DOR é Passageira. Nem toda FELICIDADE é Duradora. Nem todo ESCRITO é Verdadeiro!!! Rolemberg.
MOLDURA DA SAUDADE
Madrugada fria e ela lê uma saudade batendo
intensa pela fresta da janela .
Não há como fugir !
Os olhos não se fecham...
Inertes conversam com o que ficou
Percorrem a lugares de imenso vazio
O coração dispara frio
num descompasso de ausências
do que desbotou.
O aperto explode no peito
As notas das lembranças dançam
por entre espinhos .
Nos lábios um gosto amargo
daquele amor
Chorou
E ela permanece assim
Naquele canto
sozinha
contando estórias de faz de conta
em prosa e verso para ninguém
ouvir
A moldura daquele sorriso lindo
ainda passeia com devoção
em sua insônia
Os cheiros ,os enfins ,os trejeitos ,os resquicios dele
gritam em seu peito feito
zum zum zum de tamborim.
E um samba de saudade cria asas e
explode caos em seus silêncios
Numa nostalgia cinza e dolorida
que parece não ter fim.
Depois de tudo que te disse, depois de abrir meu coração,
você chegou fria — pediu que eu não te amasse.
E nessa recusa silenciosa, meu mundo inteiro desabou,
meus sonhos se dissolveram no vazio.
Mas meu amor, mesmo ferido, não se rende:
ele transcende barreiras e vai até você —
mesmo diante do seu olhar que diz, não.
Quando a água fria vem do vulcão mais próximo do coração, uma lágrima de pedra desliza suave a dor no rosto sombrio.
Você não se tornou uma pessoa fria e sem sentimentos. Você está anestesiada pelo excesso de decepções.
Eu achava que eu era fria. Achava que não precisava do amor, que meu coração tinha aprendido a sobreviver sem se abrir. Eu dizia isso com certa firmeza, como quem repete uma verdade para não encarar o vazio. Mas então você apareceu, e tudo o que eu achava que sabia sobre mim começou a se desfazer.
Quando pensei em você, pensei em presente. Não por obrigação, mas por cuidado. Fiquei me perguntando do que você mais gostava, tentando entrar no seu mundo. A camiseta do time surgiu quase sem perceber, e eu ri sozinha pensando: “como não pensei nisso antes?”. Talvez porque amar seja isso prestar atenção.
Te vi pela primeira vez e me apaixonei. Não foi barulhento, foi silencioso. Um reconhecimento. Como se algo em mim dissesse: é aqui. Nosso primeiro beijo foi no cinema. O filme era de terror, e eu estava assustada, mas você segurou minha mão, beijou meus dedos, acariciou com calma. Ali, no escuro da sala, eu me senti segura. Foi meu primeiro beijo que não pediu nada além de presença.
Foi meu primeiro date. Meu primeiro carinho sem sufoco. Pela primeira vez, o afeto não me prendeu me acolheu.
E não foi apenas um final de semana. Foram idas e vindas, beijos repetidos, carinho constante. Foi esforço. Foi escolha.
Eu te tocava com cuidado, fazia massagem no seu corpo, te dava beijos como quem aprende uma língua nova a do afeto sem medo. Com você, meu corpo não pediu defesa. Ele descansou.
O tempo está frio, nublado, com chuvinhas finas. Você está distante agora. E dói. Mas há algo que ninguém pode me tirar: eu vivi isso. Eu senti. Nunca vou te esquecer. Estou aprendendo a viver sem você, e enquanto a chuva cai, as lágrimas escorrem dos meus olhos. Mas não são só de perda. São de descoberta. Porque foi com você que eu descobri que havia amor em mim. Compaixão. Doçura. Presença. Talvez essa história nunca tenha sido só sobre nós dois. Talvez, no fundo, sempre tenha sido sobre mim sobre quem eu me tornei ao permitir sentir.
E isso, mesmo doendo, é para sempre.
Quero o cheiro de teu suor
Meus erros de grafia
Na fria noite que expia
O quê era sombria
Nunca dia
Quero tua nudez a luz do dia
Tua pele e magia
Que guia a minha
Fraqueza guia
Entre amor e agonia
Quero a sala vazia
Monotonia
As vezes noite
As vezes dia
Quando ela partia
Ficava tudo menos dia
Quero teus olhos castanhos
Estranhos, belos, tamanhos
Olhos espelhos e danos
Olhos que a mim refletia
Só quero a doce magia
De sentir a tua pele um dia
"A doce madrugada.
As vezes fria e gelada.
A madrugada.
Amiga incansável, ouve meus pesares, atenta e calada.
É doce a madrugada.
Por quantas vezes o teu perfume não me lembrou o da mulher amada?
Ah madrugada.
Quantas vezes deixou gelada e secou-me do rosto cada lágrima?
Solitária é a madrugada.
Mas ainda sim acolhe a quem nela busca um refúgio pra alma.
Madrugada, traz calma à minha mente perturbada.
Madrugada, faço de ti minha companheira amarga.
Peço-lhe madrugada, me leve o frio e traga-me a o calor da alvorada..."
O cume da montanha, tão dourado visto
lá de baixo, é apenas pedra fria e vento quando chegamos ao topo. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões).
opera
fria
sem sentimento,
horizonte frio,
terror...
esquecimento,
tremor
para gelo da alma
copo d´água fria noite
sede sem fim
as horas são obras
na solidão
dois quais uma sombra
nas sobras do sentimento.
DE LA CUCA FRIA...Melhor é o homem ou a mulher de cabeça fria, do que esquentada, porque de cabeça quente... só se faz besteira.
Amizade é a flor que floresce mesmo na estação mais fria da vida — ela aquece o coração e ilumina o caminho.
❝ ...Ela respira fundo o aroma da terra molhada e fria, E em seu sorriso, o cansaço vira paz. Ela é a Mulher Guerreira que ao findar do dia, É feliz por saber que a força em seu interior se refaz
Que venham as estrelas, cúmplices de seu descanso. A alma se despe do uniforme, simples e liberta. Pois a prova de sua bravura não está no avanço, Mas na serenidade de sua espera, tranquila e certa...❞
------------ Eliana Angel Wolf
O Brilho do que Fica
A xícara de café já estava fria sobre a mesa, mas eu continuava ali, encarando o vapor que não existia mais. No celular, uma música qualquer tentava preencher o silêncio da casa, que parecia maior naquela manhã. Olhei para a estante e vi o livro que você me emprestou quando tudo ainda era confusão na minha cabeça. Lembrei daquela tarde chuvosa, da sua paciência em me ouvir e de como, sem perceber, você se tornou o meu porto seguro.
Sabe, eu nunca fui bom com despedidas. Mas, enquanto guardava as últimas camisas na mala, entendi que partir não era sobre fugir de você. Pelo contrário. Eu resolvi partir justamente porque gostei tanto de você — e, se quiser a verdade, ainda gosto. Gosto, sobretudo, da forma como o destino nos apresentou e do jeito leve com que você
estendeu a mão quando eu mais precisei.
No fim das contas, a vida me ensinou que o tempo tem o hábito cruel de desgastar até as cores mais vivas. E eu não queria ver o que fomos se apagar em brigas bobas ou rotinas amargas. Às vezes, é melhor fechar a porta enquanto o riso ainda ecoa no corredor. É melhor guardar uma lembrança boa de alguém do que insistir até que a decepção tome o lugar do carinho. Vou levar comigo esse retrato intacto de nós dois, guardado onde o tempo não alcança.
