Frases de Salomão
O algoritmo conhece nossos hábitos; o Direito ainda precisa aprender a reconhecer nossas fragilidades.
Quando a solidão se torna previsível para uma máquina, ela deixa de ser apenas um sentimento e passa a ser também um dado.
O Direito do futuro não protegerá apenas aquilo que fazemos na rede, mas também aquilo que a rede aprende sobre nós quando não fazemos nada.
Há pessoas cercadas por milhares de perfis e abandonadas por todos os vínculos que realmente importam.
A multidão digital é capaz de testemunhar a nossa existência sem necessariamente testemunhar a nossa humanidade.
A solidão digital começa quando a quantidade de conexões passa a ser usada como prova da existência de vínculos.
Quando a sociedade transforma reconhecimento em curtidas, o silêncio passa a parecer fracasso e a invisibilidade, culpa.
A liberdade digital será incompleta enquanto o indivíduo puder escolher o que dizer, mas não puder escolher quanto de si deseja entregar.
O direito à intimidade será cada vez menos o direito de esconder segredos e cada vez mais o direito de conservar partes de si que nenhuma máquina deveria conhecer.
A solidão do século XXI não é a ausência de pessoas; é a ausência de pertencimento em meio à abundância de presenças.
O ser humano inventou redes para nunca mais estar sozinho e descobriu que uma rede também pode ser uma arquitetura sofisticada de isolamento.
Toda tecnologia que mede o comportamento humano corre o risco de esquecer que comportamento não esgota a pessoa.
A privacidade é o último território onde o indivíduo ainda pode existir sem precisar explicar sua existência ao mundo.
O perigo não está apenas em alguém saber quem somos, mas em uma máquina acreditar que já sabe quem seremos.
O Direito protege a dignidade porque nenhuma pessoa deveria precisar provar seu valor para merecer proteção.
