Frases de Salomão
A inteligência artificial poderá conhecer milhões de decisões; ainda assim, cada decisão justa continuará sendo singular.
O futuro será verdadeiramente inteligente quando soubermos não apenas o que as máquinas podem fazer, mas o que elas não devem fazer.
Uma máquina pode aprender a linguagem da lei; somente uma sociedade pode decidir o significado da justiça.
A inteligência artificial ameaça menos a lei do que a nossa tentação de transformar eficiência em justiça.
O verdadeiro teste da inteligência artificial não será saber se ela pode pensar, mas se saberemos continuar pensando diante dela.
Toda tecnologia que torna a decisão mais fácil torna ainda mais necessária a pergunta: ela continua sendo justa?
O Direito não deve ensinar a máquina a ser humana; deve ensinar o humano a permanecer humano diante da máquina.
A máquina pode herdar os dados do passado; o Direito deve proteger a humanidade de herdar suas injustiças.
A última fronteira da inteligência artificial não é tecnológica; é jurídica: decidir até onde ela pode ir.
Quando a humanidade entregar às máquinas o poder de decidir, sua maior invenção será descobrir se ainda sabe dizer não.
A tecnologia aproximou os corpos, mas o Direito ainda procura uma linguagem para proteger as distâncias da alma.
Na solidão digital, o indivíduo pode estar conectado a milhões e, ainda assim, permanecer juridicamente invisível.
O Direito protege a pessoa contra a violência dos outros; no mundo digital, terá também de protegê-la contra a violência da própria ausência.
Toda sociedade que transforma atenção em mercadoria acaba descobrindo que a solidão também pode ser um modelo de negócio.
A internet aboliu muitas distâncias geográficas, mas criou uma nova fronteira jurídica: a distância entre estar conectado e ser reconhecido.
O maior paradoxo digital é este: nunca tivemos tantos meios de comunicação e talvez nunca tenha sido tão difícil dizer que estamos sós.
