Frases de Salomão
A natureza não precisa de representação simbólica; precisa que o Direito reconheça sua indispensabilidade.
Um Estado que protege a economia destruindo suas próprias condições ecológicas de existência está apenas administrando o próprio declínio.
A justiça climática é a tentativa do Direito de corrigir uma assimetria que a física tornou impossível esconder.
O planeta não é parte de um contrato humano; somos nós que somos partes de uma realidade planetária.
Quando a ciência anuncia um limite, o Direito não deveria perguntar quanto podemos ultrapassá-lo, mas como podemos respeitá-lo.
A tragédia climática começa quando o Direito confunde a ausência de proibição com a existência de legitimidade.
A responsabilidade das gerações não se mede apenas pelo que fizeram, mas também pelo que sabiam e escolheram não fazer.
O princípio da dignidade humana perde sentido quando a proteção jurídica da vida ignora as condições ambientais que tornam a vida possível.
O Direito ambiental é, em última instância, uma disciplina sobre limites: limites ao poder, ao consumo, ao lucro e à capacidade humana de destruir.
A maior inovação jurídica do século XXI talvez seja reconhecer que o futuro também possui interesses juridicamente relevantes.
A mudança climática converteu a distância temporal em proximidade jurídica: o amanhã tornou-se parte do presente.
Nenhuma geração deveria exercer sua liberdade de modo a confiscar a liberdade das que ainda não podem responder.
