De que vinhas vinham aquelas engarrafadas paixões que me aniquilam?
Ainda se pretende que o pobre não tenha defeitos.
O homem só é homem porque soube reunir-se ao homem.
Folhas do ciclame ao vento pra lá e pra cá - um coração pulsa.
folhas escuras tremem na brisa à contra-lua
brasa do tempo acende quando passas no pensamento
Vento de primavera: Sobre uma antena, um pardal Trina e defeca
Antes que algum nome nos designasse, já rias, pequena cascata.
após a festa da aldeia ficou ainda um crepe a lua cheia
Sob a névoa fria, O cemitério da vila Cercado de ciprestes
Só há vantagem em substituir um homem por uma máquina, desde que esse homem encontre trabalho noutro local.
A tarde é bem quente. Cansada, boneca ao lado, menina dormindo.
A ditadura é a forma mais acabada do ciúme.
Sapo no quintal Uma vassourada trêmula Nós dois a pular.
outubro pássaros pousam nas primeiras praias
O sacramento do matrimônio não apaga, como o do batismo, as manchas originais.
Cabelos tão brancos: ancinho que raspa a terra, colheita de anos.
Um chapéu de chuva flutua no horizonte; pela tarde cai a neve.
O homem abafa no homem.
Velho casarão. Iluminam o interior raios de luar.
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.