Água do poço: o menino baixa o balde, sobe uma estrela.
Navalha de barba: numa só noite enferruja, ó esta chuva de maio!
Não há comida E as moscas se ocupam Em fazer mais moscas.
Quem desconfia de si próprio, menos pode confiar nos outros.
Caravelas brancas navegam no ar o nunca chegar.
velho caminho sol estende seu tapete de luz passos de passarinho
Casar-me com ele! Asseguro-te que não; já basta que ele se case comigo.
florescente espinheiro tão parecido aos caminhos onde eu nasci!
Morcego em surdina morde e sopra o velho gato. Não contava o pulo...
Na casca amarela se esconde em vão a goiaba: tantos bem-te-vis...
seja mais sensato, não me vá tomar por lebre: é cocô de gato!
A morte troça das palavras; a doença teme a palavra, mas a morte está-se nas tintas.
Ilhotas boiando. Sob um céu vasto e sereno este mar tranqüilo.
Só se mata bem o que se ama.
Não é o objetivo que tem interesse, são os meios para o alcançar.
chão de caruma, crepitar no pinheiral - passos ou fogo?
As doenças são as viagens dos pobres.
Quero ouvir na noite os sapos que embalarão, eternos, meu túmulo.
Não gastes contando com os ganhos futuros, pois muitas vezes eles faltam-te ou são menores do que o esperado.
vento nas cortinas fico atenta ao que a manhã ensina
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.