Frágil
As religiões começam frágeis, depois se tornam fortes quando estão no ápice e enfraquecem quando estão se encaminhando para o fim. Um dos índices que indica o estágio em que está a religião são a quantidade e a qualidade dos milagres.
T A I O B A
quero una muda de taioba
debruçar-me em toda folha
pôr-me frágil ao frágil
ainda que a grandeza seja
o que resta no espaçamento
entre as horas do réveillon
y minha lágrima-pedestre quando
vê a foto de meu póstumo pai
na carteira de meu irmão
uma resma de taioba
custa Ícaros - para quem vai saber:
Ícaro não pôde voar tanto
não tinha crença em Akará-Vento
Oyá dizia
também me emociona erês saindo das escolas
sinto a eternização do rosa desbotado dum
prédio que ignorei todo o resto
todo o tamanho que havia
pois só a cor pode explicar
pois só a cor pode explicar
s'esse banzo
rema ou rima
ficamos enquanto puder
Haverá coisa mais frágil do que a água? Ela, que em pedra dura tanto dá até que fura? Onde não há água não há Vida; a Vida nasce e vive na água. Isso acontece até com as células do nosso corpo. A água é o símbolo da fraqueza poderosa, assim como a Vida é a onipotência da impotência.
– Não faz sentido. Quer dizer que temos que acreditar que a civilização simplesmente chegou ao fim?
– Bem, ela sempre foi um pouco frágil, não acha?
Basicamente, o que testemunhei foi aterrorizante demais para que minha mente frágil conseguisse reter. Então eliminei o acontecido mentalmente.
Frágil
Fragilmente me levanto
Em tuas mãos repouso
Teus lábios suspiro
Em teu coração pouso
Vagas palavras te falo
Sem medo sigo sorrindo
Em breve, já não vejo
Meu seio por te agindo
Frágil, mais que frágil
Ontem homem, hoje Criança
Auroro moça e hoje mulher
Por te toda minha esperança
Sois fim e também o começo
Deito-me novamente amada
Este teu ser já o conheço
Para sempre sereis declamada.
Acabou o Temor, não compartilharei mais doses de conhaque. Esse temor era um medo de perder Deus sabe o que. Pessoas nunca serão nossa propriedade. Pessoas tem pernas para irem aonde quiser, essas pernas podem levar até um bar deprimente no Brás ou quem sabe até a uma delicada floricultura. Como Acorrentar um ser humano? Ou ele fica espontaneamente, por ternura ou por pena, ou sai pela mesma porta que um dia adentrou desatento. Quando resolve sair bate essa porta com tanta força que trinca tudo que há de mais frágil. Mas... E se cortássemos as pernas do individuo? Como ele faria para sair do nosso lado e ganhar novas histórias e outros momentos. Se as pernas lhe faltassem ainda assim não o aprisionariam. A mente tem asas para voar e pousar nos campos mais remotos.Então que voe inteiro com suas pernas. Nunca se sabe quando haverá um pouso em terras inóspitas, sendo necessário correr.Só não corra em minha direção, possivelmente você não vai me encontrar, caso não tenha se dado conta eu também tenho pernas e sei voar deliciosamente bem.
Não tenho a menor disposição
de provar nada a ninguém...
A convivência entre as pessoas precisa
acima de tudo, ser baseada
em confiança mútua, respeito e
tolerância... se nenhum desses
itens estiver presente então,
rompe-se o frágil elo da amizade...
e do que vale tentar esconder os rasgos
do que sempre parecerá um remendo?
Chega um dia em que dizer adeus é inevitável, então mesmo se sentindo frágil é necessário que se faça, para não machucar e nem sentir-se mais machucado!!
by@negrapoetisa
Parte da compreensão da nossa fragilidade diz respeito a, justamente, reconhecer que não somos de aço. Está tudo bem em abraçar o ursinho de pelúcia antes de dormir.
TEMPO
"Porque quando estou ao teu lado, invade-me uma vontade enorme de transformar os dias em décadas.
Mas como não tenho nem ao menos o domínio dos meus pensamentos - que tolice essa de controlar o tempo - fico transformando as décadas em dias, juntando o que se foi com o que é...
Fazendo com que todas as emoções e sentimentos de uma década completa fiquem presas em uma centelha de momento e nos fazendo, por um instante, unidos por uma vida inteira.
E assim vou mantendo os meus segredos, com o dedo em riste diante dos lábios, rezando baixo para que eles não me preguem uma peça e deixem escapar palavra alguma contra minha vontade.
E quem não os tenha que se atire da primeira pedra . Ora, quão fácil é se atrapalhar com segredos e rochas.
De repente, tal como um riso franco, um segredo bobo daqueles tantos que guardo com um cuidado descomunal, escapa-me maroto, e com as mãos ao alto tento alcançá-lo para de novo mantê-lo guardado.
Descubro que esses segredos são ágeis, e levados por Hermes já chegaram ao seu ouvido... Tarde demais.
Assim, percebo a fragilidade que temos quando falamos de tempo. Tracejamos tênue linha sobre o sofrimento e, de quando em quando, falseamos os passos e acabamos por sofrer. É assim, não tem jeito. Então se for para sofrer que soframos logo.
As chaves que achamos que tínhamos presas em riste nas mãos agora jazem ao chão, mirando com certo deboche desta nossa
debilidade.
E como não sofrer, quando chegada a hora? O que fazer com essa aflição? Pois o instinto me leva a correr para a saída.
Jogar-me no vazio inevitável ao qual todos somos submetidos... Somos vigiados, espreitados a todo o momento, como tão logo se perceba, estejamos sendo devorados por um monstro que nos ladeia silencioso.
Vou dando conta de que o vazio é sempre uma incógnita. E por ser um vazio, não sabemos do seu tamanho, nem do seu tempo.
E com o passar do tempo, juntamos as chaves, os cacos, os espólios... Pois quanto mais nos aprofundamos em algo, mais inevitável é esse sofrer. Quão tolo querer dominar o tempo, tolice maior é não se aproveitar dele.
E partindo nessa mesma aflição, dessa mesma inquietação e de tantos outros preceitos, descubro que já não quero mais alcançar chave alguma. Recupero a razão, deixo-me ser abraçado com carinho. Farto-me até ser preenchido, aprofundando-me em teu aconchego, roubando o meu sossego, mudando as horas do meu tempo.
Revolvendo as gavetas, vejo no fundo o brilho levemente opaco e já empoeirado; eis ali a chave, bem ao lado daquele já tão conhecido silêncio. E com um medo desmedido, fecho-a rapidamente antes que algum outro segredo ladino fuja.
E se sofrer, então, é inevitável; deixa-me com os breves momentos de alegria e de amor, desses que preenchem uma vida inteira em singelos segundos...
Frágeis segundos, frágeis vidas, ledo engano do domínio.
Então aceita desta feita e permita-me jogar as chaves fora e viver, mais uma década que seja, todo inteiro ao teu lado.
Quem quer encontrar as chaves, que pule da primeira pedra.
Já o tempo, tão abstrato... tão frágil, tão efêmero, tão tempo, tão tão...
Que é melhor deixar que se defina sozinho"
De todas as amarguras vividas, cheguei à conclusão de que não devemos ser sempre passivas. Homem gosta de mulher de atitude, mulher de fibra, mulher que é mãe, dona de casa, profissional e que não deixa de lado sua feminilidade, seu romantismo, sua fragilidade... Homem gosta de mulher vencedora!
