Fogo
ENQUANTO O CIRCO PEGA FOGO
Já fui palhaço em algum carnaval
E aprendi a sorrir quando o circo pegava fogo,
Descobri que os palhaços não são felizes,
Descobri que os palhaços não são engraçados,
Descobri que são solitários
E se escondem atrás de um sorriso,
Descobri que se arrependem
Do que dizem e do que deixam de dizer,
Descobri que se arrependem,
Do que fazem e do que deixam de fazer
Descobri que também já fui palhaço...
BRISA SUAVE
Quando o fogo consumiu
O corpo de Joana D’Arc
Uma brisa suave soprou
Para aliviar todos os espíritos,
A dor de todas as almas,
Que viram suas glórias
Nos campos de batalhas...
Aquela cinza se espalhou
Sobre o solo francês,
Germinando bravos guerreiros...
Sua espada brandiu em outras mãos,
Venceram outras batalhas,
Fazendo surgir uma França
Justa e gloriosa...
A cada dia me convenço: Só escreve bem quem sente ardor no peito. A chama é fogo em letra. O resto é vazio.
AMOR TEMPORÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aprendi que o amor vira um hábito em nós;
perde fogo e se adequa, se torna comum,
ganha voz de cansaço e de acomodação
na viagem do tempo sobre nossa idade...
A paixão se dissolve, o mormaço evapora,
ficam sombra e costume sobre a convivência,
cai a hora do sono sobre as emoções
que se perdem dos olhos, dos passos e gestos...
Mesmo assim é o amor para quem sobrevive
às vivências reais que se apossam do sonho;
que se aprende a sentir com sentidos dormentes...
É o amor como dentes que perdem a força,
mas ainda são dentes, a boca os deseja
e se acerta com eles pra sobressorrir...
RECUO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Apaguei o meu fogo pra todos que um dia
só me deram soslaio em troca dos meus olhos,
foram hora tardia se lhes dei mais tempo,
pois desconfiaram de minha confiança...
Abortei meus afetos por todos aqueles
que me deram as costas quando fui frontal,
viram mal nos empenhos do meu bem querer
desarmado e disposto feito exposição...
Dou ausência completa para quem me viu
como aquela presença que já era tanta,
quase planta excessiva para pouco solo...
Deixo em paz quem parece temer uma guerra
ou enterra o seu brilho porque tem temor
do calor mais humano; menos trivial...
RASTROS DO FOGO CONSUMIDOR
Demétrio Sena - Magé
Por absoluta pressão corporativa de família e meio social cuja maioria é profundamente preconceituosa, fanática, extremista, finalmente a moça decidiu ceder. Virou ativista do extremismo político da direita. E por venda casada inevitável, virou evangélica. Ela era homossexual, e a primeira providência do meio foi fazê-la renegar sua essência, porque era pecado e "Deus" a massacraria com o Seu Rolo Compressor; Sua Espada; os seus anjos carrascos, caso ela insistisse em ser feliz como era.
E a moça tentou: armou-se até os dentes do mais raivoso bolsonarismo; do mais terrível evangelho; participou dos atos golpistas daquele fatídico 8 de janeiro... e assim, as portas da sociedade que a rodeia se abriram para ela. O caminho largo de bênçãos em forma de vitória sobre os mais fracos... de subjugação dos diferentes... da velha exclusão dos inadequados conforme as mentes reinantes, as minorias (das quais, no fundo, ela nunca deixou de fazer parte) se apresentou. O sinal do poder de compra, venda, outros negócios, casar e dar em casamento nos trâmites da "lei religiosa" etc.
Mas não deu. Não era ela. Em pouco tempo sua real natureza reclamou. E como todos lhe convenceram das Maldições do Deus Fogo Consumidor, se ela optasse por ser livre, quem era, pela graça que o cristianismo jamais aceitou, que se preparasse. Foi assim que a moça não suportou e subtraiu a própria vida. E foi assim que todos se livraram das ameaças de sua liberdade. Como foi assim que mais uma vez a natureza terrível do Velho Testamento Bíblico desgraçou a graça do Novo Testamento.
... ... ...
#respeiteautorias É lei.
Sol, chuvas e rimas.
Paixão, amor e sinas.
Desejo, flores e solidão.
Fogo, dor e coração.
É disso que são feitos os dias confusos
Com Lagrimas, choro e soluços.
Sede, clamor e alma.
Reza, pedido e calma.
Paz, controle e chama.
Luz que ascende e anda.
É disso que são feito os dias de fé
Com orações e forças que nos Poe de pé
Pai
é o vento que refresca
O fogo que aquece
A mão que levanta para amparar
Pai
é a voz que orienta
Corrige e acalenta
É o abraço mais sincero
Que transmite fortaleza
Beleza
Pureza
Pai
Educa com exemplo
Como flecha no caminho
Vai indicando a direção
Pai é proteção Quando erra se corrige
Porque a missão de pai exige
Transparência ternura e retidão
NOSTALGIA
(Branquinho Lourenço)
Os meus olhos...
Tochas de fogo ardendo de tristezas...
E a nostalgia veste-me trapos de solidão! E eu caminho na procura louca das alegrias que perdi na imensa noite das desilusões.
Diminutivo de Carne: Espetinho
Aumentativo de Carne: Churrasco
Aumentativo de fogo: fogueira
Diminutivo de fogo: faisca
Feminino de Corno: Esposa
Masculino de carne: Bife
Adjetivo de sogra: Bruxa, inferno, cão
Diminutivo de porco: torresmo
Aumentativo de porco: feijoada
Macho do porco: Cachaço
Fêmea do porco: Carne na lata...(Patife)
Se Meu nervo é ferro,
Minha cabeça é maciça...
gelo em circulo de fogo
evapora em meio a vista
eu posso ser mais um crioulo
ou só mais artista,
foda-se seu problema
eu comprei mais uma fixa,
nesse poker apostaram em uma rixa,
tão invetando história ou prova fictícia?
a raiz do problema começa com... menos problema
eles sismarão que são groove street
mais não se compara
a onda do hachixi, o exemplo do big smook
em meio a salva triste
Como pode um confronto entre dois lados opostos, com armas de fogo, um lado, o "supostamente errado", perder todos seus oito integrantes de uma só vez, enquanto o lado "certinho" sair intacto, sem nenhum arranhão? Coincidência? Incompetência? Ou erraram dos os alvos?
Fluxia Ignis, fluxo e fogo - luz em travessia sagrada
È o nome que arde nas entrelinhas. Dança entre véus e verdades, faísca que escreve com a alma exposta. Não fala para agradar, escreve para despertar. Onde outros veem ruínas, ela vê renascimentos. E onde há silêncio, ela ouve o fogo.
Nasceu do fogo da própria transmutação, de um ser preso à matéria para uma alma em expansão. Fluxia é transformação, fluidez e impermanência criativa. Ignis é paixão, impulso, destruição fértil e renascimento, o fogo que consome para dar lugar ao novo.
Entre Leão e Virgem floresce a soberania do espírito, onde o fogo desperta e a terra sustenta.
Em nome do fogo que anima o meu nome e da terra que, em Virgem, me firmou, eu retorno ao templo da minha origem. Não mais como quem se perdeu, mas como quem se lembrou.
Leão ruge em meu horizonte, e sua chama abre os portais da alma. Desfaço os véus da ilusão e da matéria, e me ergo em presença soberana.
Chamo meus ancestrais com o sopro do vento, banho-me na memória das águas primordiais e acendo a tocha da consciência que me liberta.
Que a armadura da carne não prenda minha luz, mas a sustente como veículo de sabedoria. Eu sou filha do eterno. Retorno, renasço e permaneço.
Que assim seja!
Nos dias atuais, tenho notado a falta de fervor em nossas amizades, a falta de fogo em nossa comunhão e a falta de unção em nossa fidelidade.
