Fogo
NA MINHA CABEÇA
Na minha cabeça existe uma luz, uma cruz
Um fogo em uma espada cravada numa pedra sem vida
Sou um filho, um pai, um neto, um avô e um tio
Sei o que é a vida porque vivo
Não sei o que a morte pois ainda não morri
Mas se dúvidas das minhas palavras duvide das suas,
Deixa que das minhas e o mesmo duvido...
CÍRCULOS
Extraordinário o que a união entre pessoas proporciona.
O fogo do movimento chamado vida circula e alquimiza, e o que emerge é o essencial.
Delícia de vida, movimento e percepções dos perfeitos encaixes, conexões e sinergias.
Desdobrar-se de vivências e práticas que convergem do amor universal presente e consciente.
Perceber é sentir como a generosidade do universo, tão magicamente se apresenta. Sinto, Sou, Estou e Vivo.
Isso e aquilo, único e coletivo, sol e lua, vida e morte, nascimento e renascimento, EU SOU CÍRCULO.
Esse leve sopro de percepções e verdades traz consciência, desperta compaixão e amor, estabelecendo elos circulares de saberes, e
amizades, assim creio e sigo.
KIM - Erika Silva.
Certamente, vamos embarcar nessa jornada de palavras que elevam a alma e reacendem o fogo interior. Imagine um cenário onde a vida se abre como um livro de possibilidades infinitas, onde cada página virada é uma afirmação do nosso valor inato. A introdução dessa aventura é um sopro de ar fresco, um convite a reconhecer que, sim, merecemos coisas boas. Não por sorte, mas por direito divino de existir e contribuir com o brilho único que cada um de nós traz ao mundo.
Ter um culpado…
Colocaram fogo no restaurante comigo ainda lá dentro. As chamas lambiam as paredes como línguas de uma ira que nunca foi minha, mas, de alguma forma, sempre me escolheu como alvo. O calor não me assustou. Pelo contrário, senti uma espécie de familiaridade com ele. Eu, que vivi tantos incêndios na alma, agora era apenas mais uma peça no cardápio do caos.
Enquanto o teto ruía e o ar se tornava pesado, percebi: não valia a pena gritar. Quem acendeu o fósforo já havia saído pela porta da frente, talvez assobiando uma melodia de inocência fingida. E quem passava pela calçada, ao ver as labaredas, não pensava em salvar quem estava dentro. Pensava apenas no espetáculo da destruição. Porque é isso que as pessoas fazem, não é? Elas assistem.
Então eu olhei ao redor. Louças estilhaçadas. Mesas tombadas. Cortinas em chamas. E, pela primeira vez, senti uma espécie de alívio. Uma certeza incômoda, mas libertadora: se é pra me chamarem de culpado, talvez eu devesse ser. Não me restava mais nada pra salvar — nem o restaurante, nem a mim. Peguei o que sobrou de força, virei o gás no máximo e, com um fósforo que achei no bolso, devolvi o favor. Explodi aquele lugar como quem assina um bilhete de adeus: com firmeza, sem remorso, mas com estilo.
Saí pela porta de trás, enquanto os destroços ainda voavam pelo ar. A fumaça subia, preta como os julgamentos que viriam. E eu sabia que viriam, claro. Sempre vêm. “Por que você fez isso?”, perguntariam. “Por que não tentou apagar o fogo? Por que não pediu ajuda?” Ah, os paladinos da moralidade, tão rápidos em condenar e tão lentos em entender. Mas eu não queria me explicar. Explicações são como água despejada sobre um incêndio: às vezes apagam, mas quase sempre só espalham mais fumaça.
Ser o vilão era mais fácil. Mais honesto. Assumir o papel de quem destrói é menos exaustivo do que tentar convencer o mundo de que você foi destruído. Porque, no final das contas, ninguém realmente escuta. Eles só querem um culpado. E, se é pra ser apontado de qualquer jeito, que seja com a dignidade de quem escolhe o próprio destino.
Não estamos falando de restaurante. Nunca estivemos.
Chá a dois
Ingredientes: água, ervas, vasilha, fogo, adoçante, ambiente romântico
Não se ofereça para fazer o chá.
Convide para fazerem juntos.
Ofereça a vasilha.
A água
O fogo.
… ela trará as ervas da magia…
Com seus cheiros.
Pegue sua vasilha limpa…
Do passado.
A água….
Não pode ser lágrimas,
são salgadas.
Não pode ser o suor …
Pois não pode haver esforço.
Não pode ser muita…
ou o sabor será insonso.
As ervas devem terem sido colhidas,
Entregues.
Jamais arrancadas.
Lave-as em água corrente,
Para levar as impurezas.
Não podem ser secas,
Mas torradas pela vida,
sem que todos os sabores ..
tenham se perdido.
Com a água em sua vasilha,
Leve ao fogo brando.
Para causar borbulhas...
Jamais ferver!
O assobio da vasilha será aviso,
De que ferveu em excesso.
Irá queimar...
Insuportável a ambos.
Nos lábios e no estômago.
Deixe que ela coloque a erva…
Escolhida para aquele momento...
No momento certo.
Saberá a quantidade que pode colocar...
Para que reste para si.
Para que não deixe com sabor forte.
Prepare a mesa…
Cadeiras próximas…
Mas que permita
o outro se movimentar.
Uma toalha branca...com rendas.
Um pequeno arranjo de flores.
Em cores diversas…
Em contraste com o vestido dela.
Xícaras de bordas finas…
Para tocar os lábios
Com delicadeza…
E influenciar no sabor.
Sirva em suas próprias xícaras ..
Para que cada um tenha…
o deguste do outro,...
Dentro de si.
Ao ingerir em doses…
Conforme seu desejo.
Nunca como que com sede.
Para não engasgar.
Adoce a gosto
Cada um em sua xícara ...
Mexam,
Misturem.
Se misturem.
O confortável calor...
Do sabor de cada um….
Dentro de si.
A boa prosa
atenciosa.
Na boca, o sabor do chá é servido.
Nos ouvidos o adoçante.
Nos olhos…
O tempo sem pressa.
Nas xícaras…
a colher que mistura…
O sabor do outro.
Tenham o costume
Do chá a dois.
Não a toda hora…
Para que na hora do chá…
Queiram chá a dois.
Tenham vontade de tomar …
O chá a dois.
Da próxima vez,
Invertam….
A vasilha,
A água.
O fogo.
As ervas.
Os adoçantes.
A mesa.
A toalha
O tempo.
Os adornos.
Mas façam o chá juntos.
Tomem a dois.
Um pouco de cada um.
Com gosto de si…
Sirva ao outro…
O chá de ambos.
Tomem chá a dois.
Canção da Magia
Nos sussurros do vento, a verdade escuto,
No fogo que dança, segredos oculto.
Pelos ciclos da Lua, meu passo é guiado,
No rastro das sombras, meu dom despertado.
Sou a chama, sou a terra,
Sou o rio e a tempestade,
Na dança antiga dos tempos,
Sou a voz da eternidade.
Na raiz do carvalho, memórias se enlaçam,
Nas folhas do outono, destinos se traçam.
O corvo me chama, a coruja vigia,
No espelho da noite, reflete a magia.
Com sangue e com sonho, o traçado se faz,
No ciclo infinito, o tempo é fugaz.
No tombo, na luta, renasce o poder,
Pois toda consciência aprende a morrer e viver.
No grande salão, mistérios fervilham,
Na voz do trovão, os Deuses me trilham.
Sigo o chamado da Noite e do Dia,
Pois eterno é o Caminho da magia.
A terra é o lago de fogo onde está o inferno com seus demônios, atormentando e sendo atormentados de dia e de noite...
A terra é o lago de fogo,
onde está preso o diabo da carne...
A terra é o lugar onde os anjos ardem por dentro em um corpo sentenciado a morte...
A terra é o abismo profundo onde está o inferno
de covas, cercado de flores,
gemidos e lágrimas...
A terra é a casa dos mortos e vivos...
Me mórica vulcânica
Sou o puro fogo
Larva...
vulcânica!
Que queima reduzindo a cinzas, tudo o que tiver no caminho.
Sou fogo intenso.
Intensifico seu sentido
Chama que não se apaga
bem acesa queimando por dentro e por fora
Te aqueço em noites frias, madrugadas
Te aqueço e me esqueço que queimo.
Deixando em chamas seu ser por dentro
Não gosto tanto de água, detesto calmaria.
detesto calmaria, pois o fogo me alucina.
Calmos pássaros em águas translucidas
Essa inconstância das águas me assusta.
Bomba relógio
Bomba reló...
detesto calmaria.
prestes a estourar.
Sou amor e ódio
As vezes me mórica vulcânica em madrugadas frias.
"Não é preciso se queimar, basta se aproximar do fogo, pra sentir seu poder. É na aproximação de pessoas, aquecendo uma ideia que as coisas ficam mais fáceis, sujeitas a uma concretização."
"Somos feitos de água, terra, fogo e ar. Nossa missão no mundo é descobrir o quinto elemento: o ser quântico!"
Isso é palha! A palha queima, mas não faz fogo!
Trabalhe com foco em resultado, se algo não vai avançar!
Mude o foco rápido e perca pouco tempo vendo a palha queimar!
Nas discussões banais, não leve tudo a ferro e fogo não, prefira mais ser feliz do que ter sempre razão.
O fogo devorador começa numa centelha sutil.O desenvolvimento humano é construído com sangue daqueles que lutaram e lutam pelo respeito, liberdade de crença e diversidade. Não dê ibope para assunto que ataca religião, porque são centelhas de intolerância.
