Fogão
Feliz Dia Das Mães!
Mãe não é escrava de fogão, não é empregada, e sim a mulher da nossa vida. Se a amamos, temos que cuidar dela, pois quem ama cuida.
Mãe é mulher da nossa vida onde damos o nosso amor de filho, tem que ter todo nosso carinho, amor e admiração.
A todas as mães dou o meu respeito, sem vocês não seríamos nada !
Um filho (a) de verdade sabe dar valor para uma Mãe, que se doa por inteira por seu lar.
Mãe é para a gente amar...
Mãe é para a gente ficar amando a vida inteira.
Minha mãe é minha vida, você sempre será a mulher que mais amarei. Sou o filho mais feliz, porque é de verdade o amor que minha mãe, oferece pra mim e para meus irmão todos os dias.
Amamos as nossas mães e não sabemos a imensidão, só nos damos conta do quanto, quando estamos longe. Mas estamos longe de Km e ao mesmo tempo perto, dentro do coração.
Mãe:
Se traduz; amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe não é só dar a luz, e sim participar da vida dos seus frutos gerados ou criados.
Que a chave da nossa vida seja a sua felicidade e que a chave da nossa felicidade seja sua vida.
Obrigado por existir Mãe , a mulher virtuosa que Deus escolheu pra mim chamar de mãe.
PRA VOCÊ QUE NÃO TEM MAIS A MÃE, SINTO MUITO !
A mãe nos gera , nos dá a vida, nos cria, nos ensina, onde através de todos os momentos de nossa vida, ela está lá. Presente ou através de lembranças, dos seus ensinamentos e do seu amor, perder uma mãe é estar se corroendo dia a pós dia.
Desejo a você que não tem mais sua mãe por perto, meus sinceros sentimentos pela sua perda. Posso imaginar o quão profunda sua dor e infelizmente não há nada que se possa dizer para minimizar esse sofrimento. Mas o tempo trará clareza e serenidade e atenuará a dor, deixando apenas a saudade.
Sua mãe continua vivendo através de você, onde com você deixou lindas lembranças, muito amor e ensinamentos, e nisso espero que consiga encontrar consolo. Muita força para você !
Feliz Dia das mães para todas as mamães.
Cheirinho de café e de terra molhada
Nostalgia tem gosto de infância: fogão a lenha, risada de vó e chuva batendo no telhado.
Coloca o bule no fogão, acende o fósforo e aproveita o fogo pra acender mais um cigarro.
Dois tragos e o pensamento preso a ele.
Coloca as xícaras, o açúcar, o bolinho de chocolate sobre a mesa.
Coa o café e o pensamento preso a ele.
Toma o café, meio amargo, parecido com o sorriso forçado do ultimo sábado.
Traga mais uma vez e olha a fumaça desfazendo-se com o vento, assim como os seus sentimentos e pensa nele.
Um boa lembrança surgi com o calor que o café provoca, mas logo se desfaz com todo o resto.
O café acabou. O cigarro apagou. E os sentimentos?
Tava com vontade de fazer doce de abóbora e acabei me queimando no fogão. Minha mãe falou que eu emagreci mais, que meus olhos estão sempre entupidos de lágrimas e meu rendimento nos estudos continua piorando. Não sei o que anda acontecendo comigo. É algo bem grave, mas realmente não sei. Só sei que desde que você se foi minha vida se tornou uma coisa insuportável, repleta de bagunça, e olha que ela nunca foi arrumadinha.
Faltou fósforo
pra ascender o fogão,
ascendo da boca
pro chuveiro,
tomo um gole fervente
da ducha no modo inverno,
que mesmo no verão
vem direto da caixa
e carrega todo aquele
mormaço que passa dos
cacetaequatro graus
de teoria
e muito prática em suor!
Mimimi
Daí a gente acorda meio torta e esquece o leite no fogão só pra ver transbordar.
(É engraçado que transborde alguma coisa enquanto somos cheios de vazio, voce nao acha? Posso apostar. É, hum… Vazio transborda?)
Toma cuidado pra não se queimar! Digo, com o leite.
Mas até aí tá tudo bem, rapaz.
O problema é quando a gente acorda meio torta e já nem lembra que se importa.
Não, não mais.
Quero um amor, que seja como o cozimento de fogão à lenha, que venha devagar, e que tenha sabor especial.
Faça você mesmo.
Tem olhos, tem mão.
Tem perna e coração.
Pulmão, e limão.
Água e fogão
Panela e latão.
Talento e dom
Faça então a sua porção
De amor e paixão.
E até de perdão.
Sim, seu mingau
De carinho,
De pão, de feijão,
De quinoa, alfarroba, kefir.
De aveia de fubá.
De melão.
Mesmo você, faça.
Depois diga-nos,
como foi bom.
(Paulo Feliciano).
O ser humano e igual um fogão a gás!
O fogão a gás quando não tem gás, ele não tem fogo, e sem o fogo não amolece o arroz duro!
O homem sem Deus, ele não tem fogo, ele não tem vida:
E sem Deus é impossível amolecer as coisas duras da vida!
BOCADO
nem tanto me abrasei
às bocas do fogão
tampouco me rebucei
na boca da mata
ou cai em estado líquido
em boca de lobo
virei foi sorte
na boca do sapo
teu nome: sotaque
de boca de boca
na anoxia
no bocejo
no grito y desejo
um bocado de fome
da boca
pra
fora
SONETO CAIPIRA
Fogão de lenha na poesia a poetar
Panela a chiar, vastidão pela janela
Cheiro da noite no negror sem tramela
Desprendendo olor na roça aformosear
O entardecer se tingindo de canela
No céu estrelas soturnas a navegar
Em uma sensação de paz, de amar
Amassando jeito matuto na gamela
É só silêncio, cigarro de palha a pitar
Saudade esfumaçada na luz de vela
Arando sensos num canoro devanear
Depois, uma pitada de solidão donzela
Acalentando as lembranças a revigorar
Ah, gostoso a vida caipira na sua tutela
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Hoje o almoço vem do fogão à lenha,
Gosto da minha infância,
Da vizinha dona Linda,
Tantos anos de distância.
Que Deus no céu a tenha!
mel - ((*_*))
Havia quartos que nem possuíam banheiro; apenas uma cama, fogão e poucos objetos faziam à composição do ambiente. Contudo aquele local lhe trazia uma brisa de felicidade e independência. Achava ótima a ideia de morar naqueles pequenos cubículos. Parecia uma vida perfeita, onde os mundos estavam bem próximos um do outro e talvez a solidão não residisse naquele endereço.
(Livro E o céu de Miramar?)
[...] E perto do fogão a lenha, sentindo o calor do tacho quente a me aquecer no inverno sorriria, saboreando as delícias feitas pela poetiza. Com um pedaço generoso de bolo de milho com queijo às mãos e rodeado por vários cães e gatos manhosos, por todos os lados que olhasse, me lembraria de Minas!
Fragmento do poema
"De Goiás a Brasília –
Memórias de Minas Gerais".
Fogão de lenha
Ah! O velho fogão de lenha
O fogo estalando o graveto
Panelas empretejada e prenha
Exalando seu tempero secreto
Só saudade, razão quem o tenha
Na fornada os biscoitos de goma
D. Celina. Quem duvidar, que venha
Provar, do pão de queijo, puro aroma
Velho fogão, assim, faz sua resenha
Envolta os causos e mexericos soma
Ao café no bule, que na alma embrenha
Só tu pode e guarda em seu fogo lento
O poetar que meus versos ordenha
Lembranças de um tempo de contento
És tu velho e bravo fogão de lenha!
Luciano Spagnol
