Filósofos da Ciência
Alguns comportamentos e vícios são considerados como pecado por grande parte dos religiosos, julgados como algo em que os "pecadores" praticam por fraqueza ou falha de caráter, resultantes da falta de fé e comunhão com Deus onde se tem como consequência a influência do maligno na vida dessas pessoas... Quando na verdade - na maioria ou em boa parte das vezes - tais "pecados" tratam-se de transtornos cientificamente comprovados, não possuindo assim relação intrínseca ou tão somente com a espiritualidade e práticas religiosas, isto é, não necessariamente dependem de fé, força de vontade e ação voluntária por parte daqueles que os tem. (Refiro-me aqui - obviamente - a comportamentos, condutas e vícios relativos aos transtornos que não envolvam atos maldosos e criminais dos quais se tem por objetivo prejudicar ou ferir o outro).
Levando em conta o fato de que ultimamente está cada vez mais frequente situações de "escândalos" protagonizadas inclusive por líderes religiosos, em que parece ser inadmissível a condição de humanidade de um pastor ou padre. É nítido que muitas vezes eles próprios se colocam no mesmo nível de santidade de Jesus, quando passam - propositalmente ou não - uma imagem irrepreensível, ocultando suas limitações e falhas em uma tentativa vã de esconder os seus dilemas e transtornos, seja por não saberem ou simplesmente não quererem lidar com isso; uma vez que geralmente são eles os primeiros a apontar, julgar e até condenar os pecados alheios.
Depressão, ansiedade, fobias, entre outras comorbidades ou distúrbios correlacionados e resultantes de transtornos não corretamente laudados e tratados, como: TDAH, TEA, TOC... É mais fácil fingir que não acontece e espiritualizar tudo, do que reconhecer e falar sobre o assunto?
Isto nos faz questionar: Até que ponto a ciência e a religião não devem se misturar? E como ficam essas questões para o mundo real e para o Reino?
Já parou para pensar que, o quê atrai as pessoas não é a verdade, e sim o que convém a elas? Portanto a verdade não é o centro da procura, e sim a ilusão do ego de querer validar algo que reafirma o que ela já pensa.
A mente parece gostar mais de se sentir certa, do que descobrir a verdade e ressignificar muitas coisas anteriores.
Não tentes entender ninguem e muito menos a ti mesmo, a vida é um mistério que não precisa de inteligência para mostrar o quão as formigas são trabalhadoras.
Quando cientistas prenunciam catástrofes na linha do horizonte humano, só constatam o descuido desse com seu próprio destino.
"A verdadeira inteligência reside na capacidade de questionar, aprender com a experiência e aplicar o conhecimento para o benefício do mundo."
São os padrões que permitem apresentar diagnósticos, prognósticos e tratamentos mais adequados em relação a todos os fenômenos.
De maneira geral, as pessoas operam, a partir dos fatos e das opiniões, que valem pouco se não temos padrões.
Parece que quando há suspeitas de grandes catástrofes humanitárias para acontecer, cria-se "grandes descobertas" para entreter!
Todas as discussões teóricas são aceitas sem problemas, e não importa se o método cientifico se aplica por completo ou não à teoria, mas o criacionismo, pelo meio acadêmico, é tido sempre como algo ridículo de se pensar; bem "cientifico" não?
O conhecimento científico deve ser considerado de extremo valor, porém, não se pode torná-lo inquestionável. Não há conhecimentos infalíveis.
Não existe atividade operacional de ninguém que não se baseie, em algum nível, na produção conceitual de outro alguém.
Soneto Cruel - A Ferocidade da Verdade Humana
No olhar infecto, a turba ignóbil rasteja,
Afogando-se na podridão sem rumo;
Vãos são seus gritos, seus gemidos sumo,
Na selvageria humana, onde viceja.
Riem-se a ciência e a filosofia insana,
Enquanto o mundo, em seu delírio, padece;
E a multidão ignorante se esquece
Da alma em trevas, da agonia taciturna.
Vertem-se visões de sangue e desespero,
Em vastidão de almas em decomposição;
Ecos abafados de um grito último e sincero.
Desperta, consciência, e enfrenta a provação!
Pois somente tuas chamas refulgem
Neste reino grotesco de bestas e ilusão.
Soneto das Bestas Humanas
No abismo das almas vãs e lúridas, prossigo,
Contemplando a miséria, ao ouro encoberta,
Do humano coração, qual leopardo, a berta,
Sob o peso do urso, em seu marchar antigo.
Entre visões e dúvidas, a razão fustigo,
A filosofia e ciência, em guerra aberta,
Com o olhar dos infectos, a boca desperta,
Um socorro angustiado, do abismo, mendigo.
O mundo a girar, em sua rota impura,
Com excrementos, musgos, cobrindo a lisura,
Das almas que clamam por paz e entendimento.
Nas veias do destino, o sangue escorre e verte,
E a consciência, afinal, desperta e se faz forte,
Na batalha contra o vil e torpe sofrimento.
A publicação das pesquisas científicas são como uma corrida armamentista onde poucos se preocupam de fato com o que se faz, o cuidado, o tempo vêm sendo ignorados, pois o que demonstra ser valioso é a quantidade e não a qualidade das pesquisas e isso deve mudar.
A negação de algum problema ou de alguma dificuldade inicialmente é até instintivo e até mesmo humano. Só que perseverar na negação em detrimento da ação propriamente dita – que engloba a ciência, a razão e a pesquisa – aprofunda a mais perversa ignorância.
