Filha mais Velha

Cerca de 3546 frases e pensamentos: Filha mais Velha

⁠Eu me olho no espelho
Refletido pela luz da velha porta
Impregnado e morto
Nos olhos do poeta que não mais existe
Eu me molho na chuva
Refletida na luz da janela
Aquela, que se abria em agosto
Nos dias de agostos passados
Me despeço, me peço um abraço
Pergunto por que foi que me deixou partir
Por que foi que não passaste a velha porta
E guardaste a criança que eu era
Refletida na luz da janela
Que se fecha em agosto
Me pergunto por que não se vai
Nem me deixa partir
Que se queixa em meus sonhos
Por eu ter partido
É que o tempo corre noutra direção
Quando se sonha
Depressa como uma flecha
E passa pela porta que nunca envelhece
E voa pela janela que nunca se fecha
De um agosto que não se acaba
O poeta que me busca e não se acha
À luz que meus olhos ofusca
No espelho que não te reflete.

Edson Ricarrdo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Conselhos.

Ela existe
Sim, elas existem
Me lembro de uma velha tia
Que, de vez em quando, me dizia
Me dizia pra eu tomar cuidado
Dizia pra eu olhar pra dentro e não pros lados
Eu jamais dava atenção
Eram coisas sem sentido
Eu estava era atento ao barulho
As palavras dela eram ruídos
Mas, de vez em quando, eu percebia
Que seus olhos eram tristes
Hoje, após ter engolido todo orgulho
Penso que era tão bom
Quando ela dizia
Que as sombras que eu tanto temia, era só medo à tôa
As armadilhas do destino
São como coisas que estão à venda
Expostas à beira da estrada
Hoje, tudo faz sentido
Eu devia ter ouvido esses conselhos tolos
Se alguma sombra me causava medo
É que existia uma pequena luz
Que protegia a gente da completa escuridão
Hoje, ao olhar-me no espelho
Não vejo mais a sombra do meu velho orgulho
Prossigo com a boba alegria
Sorrir pra nuvens, dar bom dia a dia
Saber as coisas que a chuva traz
Ouvir meu silêncio em mim
E confiar em tudo que o tempo faz
Elas existem, sei que elas existem
E, se por acaso houver
Um pouco de tristeza em meu olhar
Vá dizer à minha tia assim:
Eu também aprendi
Esse bem pouco é
Tudo que a tristeza conseguiu de mim.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Por algum tempo
A gente ainda vai poder
Sentar-se à sombra da velha árvore
Talvez perceber
que as folhas do ultimo verão
Se foram no outono
A gente necessita somente
do bastante a abater a fome
Mas tem sempre uma sede
A que nada sacia
E lá se vai a alegria de viver
Troca tudo por sonhos
Briga pela prata que não leva
E quando encontra
Não percebe que a procurava
Aposta na sorte traiçoeira
E espera passar mais um tempo
Pra que as coisas fiquem no lugar
Quando o lugar de tudo
Era o tempo que se esvaia
A estrada onde o Sol se põe
Que compôs a vida
Meio cansada
e metade arrependida
Pois a essência da vida é indivisível
E a vida é sem graça, se não for dividida
Descobre que é possível
A viagem no tempo
Mas o tempo só corre pra frente
E corre mais e melhor que a gente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠MENTIRA
Mentir não é um crime, é somente uma velha arte, a arte subterrânea da covardia.

Inserida por Davi-Roballo

⁠as paredes sujas no quarto
a pintura velha
a falta de voz
a dor interna
sentindo o coração rasgando
com a solidão e a saudade
dos dias alegres e ensolarados
em que você esteve aqui
iluminando minha vida.

Inserida por warleiantunes


A ficção apenas reporta, aumentando mais o fato histórico, a ficção é uma velha fofoqueira que conta verdades aumentando a verdade histórica.

Inserida por Rogerio727

Caminho eu como uma velha alma, em um corpo novo, ligado a um Espirito eterno, eterna transição de forma, afim de expandir, minha essência é mente na busca de consciência mais elevada.
“Lembra-te do teu criador nos dias de sua mocidade, porque breve virão os maus dias e dirás, não tenho neles contentamento, que o pó volte ao pó, que o era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Ecl. 12:1 e 7)
Paz, Luz, Sabedoria a todos.

Inserida por ruisdaelmaia

VILA-VELHA

De madrugada um atrito,

detritos no beco,

no gueto zumbidos

paredes e dez mil ouvidos

viver sonhando não posso

meus ossos estão doloridos,

meus olhos estão diluídos

sonho sim, devia não sonhar assim

mas a nave me pega

a ave me eleva, ave Maria...

haveria alguma possibilidade

de não haver um AVC,

ave Cesar, avença,

avestruz, avestruzes,

arre égua, arre ema

minhas plantações de milho e mastruz

avenca, cabelo-de-anjo,

cabelo-de-vênus,

crisântemos, acácias. lírios,

as vespas visitam

os cálices por todo o jardim

às vésperas do fim

have you ever seen the rain

no nordeste não é assim,

alimentamos mais o espírito com a fome

e mais a alma com o que nos consome

mas guardamos sorrisos

de grandes invernos,

fartura de ternuras e abraços

que exercitam os nossos membros

e tornam fortes os nossos braços

você já viu o arco-íris

have you ever seen the rain

no olhar, na íris de alguém

Inserida por tadeumemoria

⁠⁠Tire a figura humana das relações afetivas e conseguirás enxergar de verdade que aquela velha concepção que o homem foi feito para a mulher e vice-versa é simplesmente ilusória. Assim, compreenderás que, o amor verdadeiro, independe do gênero, e que esse foi criado apenas para que o ser transitasse entre as diferentes espécies e aprendesse a amar.

Inserida por tucafriba

⁠A angústia é uma velha amiga
E sabedoria é meu dever.
Lentamente, a razão está desbotada
Pela guerra que cessou a beleza

- Dynamics No.1 – Hamartia

Inserida por hellyeahmusiccompany

⁠Lugares novos com velha companhia,pode não trazer a vista novos horizontes.

Inserida por BrioneCapri

⁠"Eu sou igual a
ponte velha de Iracema;
muitos agouram que caia
e ela continua lá,
como uma espécie de desafio.
"☆Haredita Angel

Inserida por HareditaAngel

⁠Um dia...
ouvi a voz da criança que gritava:
- Me tira daqui por favor!
Vinha de uma velha gaveta que eu tinha fechado
e acreditava ter perdido a chave.
Haredita Angel
24.09.2017

Inserida por HareditaAngel

⁠⁠"O melhor professor é o tempo,
ea melhor sala de aula é a
pessoa mais velha"
12.01.23

Inserida por HareditaAngel

⁠Ser "velho" ou ser "velha" não é condição ofensiva para ninguém. Se incomodar porque foi chamado de "velho" ou de "velha" é ser desleal com a sua própria história de vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O laureado brinca
de fazer poesia,
afogado na mentira
que é para nós
velha conhecida;
não se comercializa
e nem se brinca
com qualquer poesia.

Ele que não deu
resposta devida
as minhas perguntas,
e sobretudo
as perguntas
do irmão do General,
pensa que com poesia
o cérebro trinca.

Não é por causa
um ou uns
saio reverberando
falsas notícias,
responsabilizando
todos pela dor
alheia sem eira
e nenhuma beira.

Notícias que sem
nenhuma timidez
espalhadas aos quatro
cantos do mundo
por uma imprensa
de Cuba que brincou
com o sentimento
de uma Família,
e mentiu para
quem quiser ler
que o General preso
inocentemente
há quase dois anos
sem acesso à justiça
virou Governador.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Barra Velha, eterna namorada


Barra Velha, eterna namorada
dos meus pensamentos,
entrego-te meus sentimentos,
te amo em chaves de silêncios
e com as minhas altas potências.

Sou eu a embarcação do tempo
dos bugres, dos açorianos
e de todos os sambaquianos,
e te amar profundamente
sempre esteve nos meus planos.

Barra Velha, eterna namorada
dos meus doces sentimentos,
eu sou onda no seu mar,
e assim tu sempre estás
a me levar nas tuas praias.

Barra Velha, eterna namorada
escrita no meu destino
e presente do Imperador
ao valente pescador,
deste-me para mim o teu amor.

Barra Velha, eterna namorada
dos giros que o mundo dá,
és glória infinita desde
a tua existência repartida
e guardas para a mim a poesia.

És essência e cura para mal
de amor desde a Praia do Grant:
a tua história é imensurável,
guardiã poderosa e inabalável
dos meus sonhos profundos.

Barra Velha, eterna namorada
dos meus ternos impulsos,
caminho do Peabirú aberto
e desde sempre você soube
e sabe ser meu destino certo.

Onde sempre deixo para trás
todos os meus tormentos
com a bênção da Festa
do Divino Espírito Santo
e todos os dias sempre te amo.

Barra Velha, eterna namorada,
com o sabor do teu pirão
na Praia do Costão o coração sobrevivente do Cruzeiro
dos Náufragos aqui se salvou.

Na tua costa da paixão
vivo amando demais o teu povo
valente que dá tudo de si sempre,
muito além das correntes
da vida e das correntezas do mar.

Barra Velha, eterna namorada,
com os teus dias amorosos de Sol
e noites sedutoras ao luar,
está escrito nas estrelas
que viveremos para nos amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rolo, voo e pouso,
Tudo depende
do arremesso,
sou até velha
conhecida: pedra viva.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ideologia de um vencido


Essa ideia enegrecida e velha,
de ideologia hipócrita e tola,
penetra no fundo de minha mente
há tempos já insuportáveis.

E me irrita muito esta ideia,
pois se abstém de sentido
para mexer com as sensações humanas
da ilógica do coração.

Tenho sentido o cortisol
advindo desta ideia maldita
que pulsa cá dentro,
na angústia eterna do desamor.

À este ponto, a luta torna-se vã
e não vejo caminho certo,
nas indecisões da vida vazia,
que satisfaça este coração cansado.

Inserida por usuario235049

⁠“Eu ainda guardo aquela velha caixinha de música, lembra? Aquela que você comprou pra mim no centro histórico da sua cidade. E ainda coloco pra funcionar toda vez que sinto saudade sua. Na verdade, é uma das minhas muitas manias querer que as coisas funcionem a meu modo e no meu tempo. Porém, da mesma forma que tenho essa velha e péssima mania, o universo conserva a mania de rir da minha cara a cada vez que eu fracasso. Fracassei com você mais uma vez. E aí fui obrigada a doar os presentes que você me deu, pois seria covardia deixá-los envelhecerem guardados no armário. Exceto pela caixa de música. Você sempre dizia que cada música tem o poder de criar histórias únicas e essa música da caixinha conta a história de dois corações se encontraram e enquanto um foi lua, o outro foi sol. E o ritmo de ambos não permitiu que um eclipse se formasse. Essa lua quer tudo no teu tempo, já o sol não soube medir a temperatura dos raios que lançava. Essa música, em específico, conta a história de dois corações que nunca aprenderam a dançar aquela valsa. Nada deles era ensaiado e, embora isso seja o mais lindo no amor, o ensaio da mão dada e da conversa e do diálogo é só uma das partes de uma receita inteira sobre como fazer dar certo. Lembra que eu gosto de tudo no meu tempo? Mantenho em meu pulso um relógio com dois minutos atrasados pra que nada que eu faça em relação a você seja apressado demais. E eu sei que não faz sentido. Mas aquela música, aquela da caixinha que eu ainda guardo, ela também conta a história de alguém que mete os pés pelas mãos e erra incontáveis vezes tentando acertar. Mas se há algo que ninguém nunca me contou sobre o amor, é que por mais que os erros sejam peças importantes de um tabuleiro, também são eles que nos fazem levar um xeque-mate. Do tempo, da vida, do outro, do próprio amor. Quando eu fui lua, você foi sol e a gente teve que aprender a viver assim, se admirando de longe, se querendo por perto, mas obrigados a viver separados. E aí a música que toca nessa caixinha me lembra que a composição feita dela também fala de amor. Fala de beijo na boca, de discussão, dos medos e dos pequenos acertos do dia a dia. Fala daquele abraço apertado e da gigantesca saudade que minhas células sentem das suas. Na verdade, agora eu posso ouvir uma história diferente ecoando da melodia. Fúnebre, triste, melancólica, como quem diz que infelizmente essa música não pertence mais a mim. Eu não aprendi a te deixar. Mas a cada nota que falha pela gasta bateria dela, eu me convenço que esta história morreu e que preciso- muito- construir outra. Seria burrice não fazer isso. Agora posso dizer que ainda guardo a caixinha, mas quando sinto saudade sua, me contenho e faço um café. Vi no jornal que hoje tem eclipse, mas infelizmente não sou mais a lua.”

Inserida por arcoguid