Filha mais Velha
Outros Tempos da Velha Direita Nova
Um doce
De melancolia
De tardes
De domingo
De antigamente
Na
Rua Direita
Mormaço
De sol poente
Com preguiça
De segunda
Pela frente
Inda ontem
Era sábado
Dia de banho
De corpo inteiro
Na bacia grande
À noite
Cinema
De Romeu
Coboiaço
E seriado
À saída,
Cafezinho
Com
Pão de queijo
No Dormival...
Eram tempos
De
Se ter tempo
Outros tempos!
Ser "velho" ou ser "velha" não é condição ofensiva para ninguém. Se incomodar porque foi chamado de "velho" ou de "velha" é ser desleal com a sua própria história de vida.
MANHÄ DE DOMINGO
Sobre a mesa redonda adornada com uma velha toalha de renda vermelha
Um prato de sobremesa com arroz branco e uma pequena poção de Strogonoff.
Um sachê de algodão estéril
Dois esmaltes de cores preta e laranja.
Algumas lixas de unha e outros acessórios para adornar as unhas do mais velho.
Missangas enfeitavam as bonecas passadas da netinha.
À minha frente um copo de cristal cica amealhado de cerveja me dava inspiração.
Uma garrafa plástica de refrigerante indaiá sabor limão discretamente desamparada.
O óculos de grau redondo fechado ao centro da mesa
Paralelamente o chaveiro com a chave do carro que mais tarde levaria todos deixando a saudade e o sonho de um novo reencontro.
Era assim o domingo da vovó
"Eu sou igual a
ponte velha de Iracema;
muitos agouram que caia
e ela continua lá,
como uma espécie de desafio.
"☆Haredita Angel
Um dia...
ouvi a voz da criança que gritava:
- Me tira daqui por favor!
Vinha de uma velha gaveta que eu tinha fechado
e acreditava ter perdido a chave.
Haredita Angel
24.09.2017
Simplesmente rotina
Faço sempre o mesmo trajeto
Dia após dia na velha calçada
Ainda assim feliz por continuar
Uma história talvez abençoada
Pode ser rotina, mas é valiosa
Cortando a praça da infância
Encontrando gente do bairro
E tendo paz em abundância
Sou desprovido de ambição
Dispenso ganhos absurdos
O consumismo não me atrai
Só quero ter saúde, marujos
Seguir andando, com calma
Vestes simples e alma nobre
Em busca de alguma riqueza
Que não é trocada por cobre
Acredito que sou afortunado
Pois sinto que nada me falta
E eu volto para a minha casa
Como quem dedicou serenata.
Ideologia de um vencido
Essa ideia enegrecida e velha,
de ideologia hipócrita e tola,
penetra no fundo de minha mente
há tempos já insuportáveis.
E me irrita muito esta ideia,
pois se abstém de sentido
para mexer com as sensações humanas
da ilógica do coração.
Tenho sentido o cortisol
advindo desta ideia maldita
que pulsa cá dentro,
na angústia eterna do desamor.
À este ponto, a luta torna-se vã
e não vejo caminho certo,
nas indecisões da vida vazia,
que satisfaça este coração cansado.
“Eu ainda guardo aquela velha caixinha de música, lembra? Aquela que você comprou pra mim no centro histórico da sua cidade. E ainda coloco pra funcionar toda vez que sinto saudade sua. Na verdade, é uma das minhas muitas manias querer que as coisas funcionem a meu modo e no meu tempo. Porém, da mesma forma que tenho essa velha e péssima mania, o universo conserva a mania de rir da minha cara a cada vez que eu fracasso. Fracassei com você mais uma vez. E aí fui obrigada a doar os presentes que você me deu, pois seria covardia deixá-los envelhecerem guardados no armário. Exceto pela caixa de música. Você sempre dizia que cada música tem o poder de criar histórias únicas e essa música da caixinha conta a história de dois corações se encontraram e enquanto um foi lua, o outro foi sol. E o ritmo de ambos não permitiu que um eclipse se formasse. Essa lua quer tudo no teu tempo, já o sol não soube medir a temperatura dos raios que lançava. Essa música, em específico, conta a história de dois corações que nunca aprenderam a dançar aquela valsa. Nada deles era ensaiado e, embora isso seja o mais lindo no amor, o ensaio da mão dada e da conversa e do diálogo é só uma das partes de uma receita inteira sobre como fazer dar certo. Lembra que eu gosto de tudo no meu tempo? Mantenho em meu pulso um relógio com dois minutos atrasados pra que nada que eu faça em relação a você seja apressado demais. E eu sei que não faz sentido. Mas aquela música, aquela da caixinha que eu ainda guardo, ela também conta a história de alguém que mete os pés pelas mãos e erra incontáveis vezes tentando acertar. Mas se há algo que ninguém nunca me contou sobre o amor, é que por mais que os erros sejam peças importantes de um tabuleiro, também são eles que nos fazem levar um xeque-mate. Do tempo, da vida, do outro, do próprio amor. Quando eu fui lua, você foi sol e a gente teve que aprender a viver assim, se admirando de longe, se querendo por perto, mas obrigados a viver separados. E aí a música que toca nessa caixinha me lembra que a composição feita dela também fala de amor. Fala de beijo na boca, de discussão, dos medos e dos pequenos acertos do dia a dia. Fala daquele abraço apertado e da gigantesca saudade que minhas células sentem das suas. Na verdade, agora eu posso ouvir uma história diferente ecoando da melodia. Fúnebre, triste, melancólica, como quem diz que infelizmente essa música não pertence mais a mim. Eu não aprendi a te deixar. Mas a cada nota que falha pela gasta bateria dela, eu me convenço que esta história morreu e que preciso- muito- construir outra. Seria burrice não fazer isso. Agora posso dizer que ainda guardo a caixinha, mas quando sinto saudade sua, me contenho e faço um café. Vi no jornal que hoje tem eclipse, mas infelizmente não sou mais a lua.”
Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa. (Rute 3:11)
A enfermagem foi uma Mãe que nutriu, zelou e amparou a Filha medicina até que ela cresceu e se destacou
Sinto saudades ! de meus netos, de minha filha, de minhas irmas,de meu irmao, de minha mae, de meu pai, da minha Maria, de meus sobrinhos e de todos aqueles queridos, que nao estao junto de mim. Uns porque estao longe, outros porque ja se foram para uma outra esfera...que nao conhecemos e da qual nada sabemos...mas uma coisa e certa: todos estao aqui agora comigo, no meu coracao e na minha alma.
- Mãe , quanto custa seu sonho ?
- Hã ?
- Deixaria de acreditar nele por algum valor ?
-Não filha , sonhos não se vendem .
A falata de explicação da mãe deixa a menina confusa .
- Todos os sonhos mãe ?
- Sim .
- Porque ?
-Porque agente precisa acreditar em algo .
- Isso quer dizer que quanto mais agente acredita em um sonho mais chance de realiza-lo termos ?
- Exatamente .
- Mãe a senhora sonha muito ?
-Hã ?
- Nada não .
A mãe contiunua costurando . Enquanto isso Pollyana senta no chão da sala e abraça forte a boneca Lilica e diz : " Mais eu acredito Lilica . "
- Mãe !
- O que foi agora ?
- Tem alguma doença que faz com que esses nossos sonhos não se realizem ?
- Sim , não é bem uma doença , seria nossa falta de fé .
- E o que é fé ?
- Fé é acreditar naquilo que não se pode ver .
- Mas se não pode ver como acreditar ?
- Tem que ter fé .
Como é issso ?
- Ah Pollyana chega!
-È que eu tava pensando ....
- Pensando o que ?
- Acho que estou doente .
- Não entendi .
- Então posso continuar ...?
- Filha tenho mais o que fazer né .
Pollyana sai , e volta para a sala , e em um cantinho olha nos olhos da boneca e diz :
- Não liga não , um dia você vai falar , andar e respirar é de vagar viu ?
Abraça forte a boneca . - Porque eu acredito ! Minha mãe disse que agente tem que acrditar !
Decepção é você criar uma filha com tanto amor e carinho, dar educação e tudo de melhor a ela, e ela crescer e se envolver com um traste qualquer. Acho que ela não deve estar no seu juízo perfeito, só pode.
Sim, sou filha... Sou mãe... Sou esposa... Sou irmã... Sou prima... Sou sobrinha... Sou neta... Sou amiga... Sou tia... Sou madrinha... Sou cunhada... Sou nora... Sou sogra... E quer saber? Sou muito feliz por, simplesmente ser: MULHER!
Com a filha no colo, Dark presenciara a descida de sua mulher para a cova. Era como se observa-se um grupo de desconhecidos enterrando seu coração.
Deus : Nunca desista minha filha.
Ela(e) : Mas está doendo muito.
Deus : Eu sei que dói mas eu estou contigo , pra tudo ! Eu te amo !
Ela(e) : Eu também te amo muito PAI !
