Filha mais Velha
Nome: Vozes da minha cabeça
Homem:
aquela coberta
já tá velha
rasgada
pq vc ainda a têm?
Seu Zé:
não sei
pq eu não posso ter aquela coberta?
Homem:
sei lá
as pessoas preferem coisas novas
Seu Zé:
ela pode não tá nova
mas tem história
isso importa
se eu a jogasse
sabe aonde estaria minha consideração?
no lixão
o mesmo lugar que eu ia deixá-la
Homem:
mas sei lá
ela só fica ali jogada
parece que não serve para mais nada
Seu Zé:
aí que vc se engana
ela tem desenhada
uma flor de banana
Homem:
e oq isso tem haver?
Seu Zé:
é simples
não jogo ela fora
pq ela tem uma flor de banana
Homem:
não faz o menor sentido
Seu Zé:
tem sentido
só não faz sentido
Cuidador:
ei vc aí
tá na hora do seu remédio
Seu Zé:
maravilha
não tava aguentando mais aquele cara chato
tava enchendo meu saco
ele vai embora
mas amanhã ele volta...
as paredes sujas no quarto
a pintura velha
a falta de voz
a dor interna
sentindo o coração rasgando
com a solidão e a saudade
dos dias alegres e ensolarados
em que você esteve aqui
iluminando minha vida.
A ficção apenas reporta, aumentando mais o fato histórico, a ficção é uma velha fofoqueira que conta verdades aumentando a verdade histórica.
VILA-VELHA
De madrugada um atrito,
detritos no beco,
no gueto zumbidos
paredes e dez mil ouvidos
viver sonhando não posso
meus ossos estão doloridos,
meus olhos estão diluídos
sonho sim, devia não sonhar assim
mas a nave me pega
a ave me eleva, ave Maria...
haveria alguma possibilidade
de não haver um AVC,
ave Cesar, avença,
avestruz, avestruzes,
arre égua, arre ema
minhas plantações de milho e mastruz
avenca, cabelo-de-anjo,
cabelo-de-vênus,
crisântemos, acácias. lírios,
as vespas visitam
os cálices por todo o jardim
às vésperas do fim
have you ever seen the rain
no nordeste não é assim,
alimentamos mais o espírito com a fome
e mais a alma com o que nos consome
mas guardamos sorrisos
de grandes invernos,
fartura de ternuras e abraços
que exercitam os nossos membros
e tornam fortes os nossos braços
você já viu o arco-íris
have you ever seen the rain
no olhar, na íris de alguém
A angústia é uma velha amiga
E sabedoria é meu dever.
Lentamente, a razão está desbotada
Pela guerra que cessou a beleza
- Dynamics No.1 – Hamartia
Era outubro, na cidade velha de pedra,
de areia e espanto.
Foi de propósito — que sem querer — eu te olhei.
Você também, sem disfarce, me encarou.
E eu pensei: o que é tudo isso?
Artifício do acaso, ou um descuido da dor?
O tempo parou.
O céu ficou suspenso.
A primavera se atrasou.
A luz dos teus olhos me iluminou —
quando dei por mim, era verão.
Como parece ao vento
eu sussurrei um monólogo
Sem melancolia, nem saudade.
Quando tudo terminou, como num sonho
Inefável, eu aprendi a soletrar
A palavra eternidade.
O amor é feito aquela roupinha velha, que agente veste, e se sente bem, porque o amor é a única tendência, que nunca sai de moda.
Qualquer pessoa, com a alma velha de pecados, nunca terá um ano novo, se não se tornar uma nova criatura em Cristo.
Alguém atuava com poder na velha vida do homem convertido e como cristão atua hoje o poder do Espírito Santo.
A velha natureza do pecador perdido já passou para o nível morto das Cantareiras: se não chover bênçãos, vai precisar de Água viva para ser achado.
As pessoas estão cansadas da velha política, porque carregam propostas, bagagens e um passado de mentiras.
A velha maneira de proceder como os mandamentos de Davi acerca do Velho Testamento aborrece a nova Dispensação no Novo Testamento, que vivamos na graça e no conhecimento de Jesus.
Assim como o idoso deve tomar a vacina H1N1 contra a gripe, toda alma depois de se tornar velha de tanto pecar, deveria tomar juízo para se batizar, tomar a Palavra de Deus para fortalecer seu coração e continuar tomando a Santa Ceia para lembrar da morte de Cristo até que Ele venha.
Estou esperando uma nova temporada nos Céus, porque a velha geração de pecadores ainda não aprendeu como aguardar com sabedoria a esperan;ca dada por Deus em Sua passagem pela terra.
Viver uma velha vida é o mesmo que dar cordas em um relógio enferrujado por dentro e andar parado no tempo, carregando uma nova cobertura, polida pelo próprio bafo.
