Fernando Pessoa Ausencia
AUSÊNCIA
Sinto falta, desejo, saudade da tua "presença"
Sinto alegria, felicidade, calma, doces lembranças de ti
Sinto ausência do fogo, da chama a nos consumir
Sinto presente o encanto, latente, eterno, sempre a fluir
Sinto apenas que quero e preciso de ti
Então porquê me ausento e me privo de ti?
Então porquê te ausentas e não te dá a mim?
De mim eu sei, o tempo, atropelos,
A luta da lida, necessidades, consequências,
Mudanças nos rumos pela ordem de sobreviver
Sinto que a vida passa e esvai-se o tempo
E aumenta a saudade na ausência de ti
De ti eu não sei, quisera tanto saber.
Não existe grande poeta se esse não sofreu, pois a supressão ou a ausência de toda opressão em sua vida o faz apenas sorrir...
O HOMEM FINGIDOR
Na síndrome da ausência de um coração
corre o pranto fado e imperfeito,
que não se ria nessa vida e tanto mais agora
deu todo o amor, que não deveria tê-lo feito.
Pois o homem quando ama tem de se tornar um fingidor
esconder o sentimento pura e aguar o seu coração
Na dúvida insana dos homens, que não podem parecer
eles mesmos, mas devem ser uma enganação.
Enganação para si mesmo, mentir para si é a pior de todas
antes não tivéssemos vindo a ter esnobe sentimento
Que nos transforma a vida, deixa mais leve e sonhadora
entorpece e transforma, nos faz ser divinos por um momento.
A ilusão do sentimento é um descontentamento que vale a pena
É melhor tê-lo vivido do que nunca ter sonhado, um sonho perdido
que passou em sua vida como um vendaval, arrastando tudo e
desafiando a sanidade, não compreendido por todos, mas por você sentido
Amor que transcende a distância, a ausência do corpo colado, amor de alma,
Amor de mente, sentimento estampado em meus olhos amantes, que te amam de longe
É porque na verdade eu acredito que o tempo é o senhor de todos os destinos,
É por isso que peço pra que fique esse amor preso nas paredes do tempo, pra não ser breve;
Tudo que existe no mundo não é suficiente para descrever o vazio que se dar por ausência de amor humano. Somos a espécie mais desamparada de nós mesmos.
PASSAPORTE PARA A ETERNIDADE
Ah, se tivesses noção
Do estrago causado
Pela ausência tua
Virias à mim
Ah, se tivesses
A noção da dor
Que esmaga o peito
E escorre nos olhos
Ah, se sentisses
Um mínimo que fosse
Da saudade opressora
Que sufoca o ar
Ah, se pudesses
Me ver agora
Entenderias melhor
O que fizestes
Ah se entendesses
Do amor verdadeiro
Saberias que a morte
Não me mete medo
Ah, se tivesse sobrado
Só um pouco de verdade
Entenderias que a eternidade
Sou eu e é você...
(Nane-27/03/2015)
Não há distância se o lar de quem amamos fica dentro da gente. Se a ausência tentar nos separar, a saudade me fará voltar. E quando nos reencontramos, confirmei: nunca estivemos separados.
Não existe nada tão mágico, quanto o silêncio sem angústia e, a ausência sem solidão de uma verdadeira amizade.
Na ausência das tuas palavras
Guardo a lembrança do teu olhar
Na ausência de uma declaração de amor
Guardo a ternura dos teu beijos
Na ausência de um Eu Te Amo
Guardo um Te Adoro e um Te Gosto Muito
Mas certa estou que todo os teus receios,
Todas as tuas defesas
Tem tempo e hora certa para acabar.
Ausência
No meu peito existe uma dor
Tamanha, e com grande ardor.
Tem cheiro, tem gosto e tem cor
Tem nome, tem rosto e tem voz
Tem até choro, riso e som...
Ah!!!
Tem cura essa melancolia?
Quem dará jeito nesse coração que vive em aflição?
Atormentado e em uma prisão.
Escura e úmida feito a chuva no sertão.
Em prantos com frio e entregue a solidão
Que dor aguda feito um punhal a sangrar a alma
Sem esperança de um anjo que venha e a acalma.
Cruel Ausência, que me tira as forças e me leva a desfalência.
Que tortura dia a dia, sem piedade e compaixão
Deixando os destroços ao chão
A voz do silêncio...
O silêncio na voz...
Amargo se é ausência de nós
Entre lágrimas que torturam
Rasgam por dentro o sentir
A voz do silêncio...
Acetinado o afago de sons
por palavras que murmuram
entre si, suaves pétalas de fogo
Jamais espere meu grito de socorro. Ele não virá...
Mas escute minha ausência de sorrisos...
Este é o sinal.
Na ausência de suas palavras imagino o que poderia ser dito, palavras essas belas se pronunciadas trariam sossego para um coração. Palavras dolorosas, humildes, mas quando pronunciadas com amor se tornam indiscutivelmente as mais belas já ditas
O que dói, não é o fim. É a saudade que vem depois. O não ter mais, a ausência, a chegada, a saída que se perde. O riso que se apaga, o olhar que se põe e não nasce mais ao amanhecer. É a espera, de algo, alguém que nunca vem. Que não mais voltará. Os dias que se sobrepõem nesse amontoado de memórias que se acumulam com o tempo. Quisera ter tempo para uma palavra mais. Ouvir uma vez mais. Nem pensamentos, nem emoções, lembranças se propagam interiormente e trazem a luz girassóis. É mais um dia de sol, o qual reina soberano, sob nossas cabeças. Fé em Deus! Fé na vida!
Vou estudá-los, os não incríveis,
Vou estudar os banais,
Os incrédulos, os com ausência do bem,
Incríveis são os loucos,
Se dividem pelo lado das coisas
já sei e os conheço
Os banais, incrédulos e ausentes
são mutações não mutáveis da nossa espécie
Instintos elaborados para a ausência.
