Fantasia e carnaval

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⁠CAR NA VAL

A CARne NAda VAle numa percepção materialista nos leva a aceitar algumas concepções menos felizes diante do mundo de valores invertidos.

Existem duas visões que nos permitem analisar este momento social:

1 - Os ascetas - que vivem para o detrimento dos prazeres do corpo em louvor da alma.

2 - Os Materialistas que vivem para negar a alma em valoração dos prazeres corpo.

Duas idéias antagônicas mais que não define o molde do comportamento humano em suas escolhas, pois existem um número muito grande dos indiferentes, que agem de acordo com as sensações, aceitando uma postura laissez-faire diante de valores morais e imorais...

Se perde nas noites dos tempos a origem das bacanálias primeiro na Grécia e depois em Roma, na adoração dos deuses Dionísio e Baco, deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente os sexuais... E nestas festas se enaltece que A CARNE NADA VALE...

E afirma Bezerra de Menezes que hoje mesmo como antes...

" ... A festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e que um dia desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade.”

Assim, nossas escolhas nos define...

E não devemos trocar a paz que nos vivifica como ser integral por momentos fugidios de prazer que nos leva a desesperança por longos períodos de reajuste.

Viemos da Luz e na luz nos consubstanciaremos em Deus...

Paz e bem

Inserida por sidneylourenco

Acabou a única época do ano em que o rico paga pra ver o pobre sorrir

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠O que é irreparavelmente profano para Deus não pode ser santificado. Se o poder de santificação pertence exclusivamente a Deus, como, então, o homem, desprovido desse poder e sem o aval divino, pode realizar tal ato e ainda apresentar a ele o que ele claramente abomina?

Inserida por iptdv

Não viva de imitações ou pensamentos de massa, se assim o fizer será apenas uma cópia, uma sombra, mais um na fila, mais um folião perdido no meio da multidão comemorando uma vitória ou conquista inexistente!

Inserida por nosor_beluci

Nada simboliza de forma tão evidente a mentalidade coletiva e chula que não conduz a lugar algum quanto o carnaval.

Inserida por nosor_beluci

Em países desenvolvidos ⁠desfruta-se o conforto de uma vida e educação de qualidade plena, enquanto nos subdesenvolvidos pulamos carnaval e fazemos dancinhas em comemoração a escassez e fome!

Inserida por nosor_beluci

O trio é elétrico, mas quem o move é pobre coitado.

Inserida por reconceituando

FCarnaval trás desgraça !⁠


Os que desceram a sepultura,
já não são mais lembrando.
O que interessa para os governantes é que outros sejam sepultados.

Carnaval trás desgraça, mas também trás dinheiro.
Agora às portas se abrem, pra receber os estrangeiros.

Depois que a festa passar, vai haver lamentação, pois o vírus vai atacar,
sem dó e sem compaixão.

Eu lamento carnavalescos, pela grana que ganharam, mas o povo que hoje choram,
é porque foram otários.

Inserida por COMPOSITOR

Vidas marcadas por traumas, angústias jamais sonhadas. Desilusões e decepções passadas que nunca foram superadas. Casamentos desfeitos que sempre pareceram sem jeito. Sorrisos forçados que escondem corações dilacerados e marcados. Mas... Tudo isso parece normal nos dias de carnaval.

Inserida por LucianoSobral

"Samba de um Coração Silencioso"

Naquela manhã de fevereiro, o Rio acordou coberto de purpurina. O vento carregava restos de serpentinas e risos embriagados, enquanto Clara caminhava pela orla de Ipanema, os pés ainda marcados pelo salto que abandonara na noite anterior. Tinha vindo à cidade para escrever sobre o Carnaval, mas o Carnaval escrevera nela uma história que não saberia terminar.

Foi no Arpoador, enquanto o sol nascia tingindo o mar de mel, que ela o viu pela primeira vez. Rafael estava sentado na pedra, dedilhando um cavaquinho como quem conversa com o vento. A música era doce e triste, um chorinho que se misturava ao barulho das ondas. Ele usava uma camisa aberta, a pele dourada como se fosse feita da própria luz do Rio. Quando sorriu, Clara sentiu algo desabar dentro de si, como aqueles prédios antigos de Santa Teresa que se deixam engolir pelo mato.

— Você é estrangeira? — perguntou ele, em um português arrastado que a fez rir.
— Metade. Minha mãe é carioca — respondeu, mentindo sobre o frio que sentira no peito ao ouvir sua voz.

Nos dias seguintes, o Carnaval os engoliu. Dançaram na Lapa debaixo de arcos iluminados, onde o suor e o cheiro de cerveja se misturavam ao aroma de pastéis fritos. Rafael ensinou-a a sambar, as mãos dele firmes em sua cintura, os olhos brilhando mais que as lantejoulas de seu cocar. Clara vestiu-se de baiana, rodopiou até perder o fôlego, e em cada esquina ele aparecia com um sorriso e um copo de caipirinha gelada.

— Você é minha estrela — dizia ele, enquanto subiam os degraus de Santa Teresa, vermelhos como um coração aberto.
Ela não perguntou quantas outras "estrelas" haviam brilhado para ele naquela semana.

As noites eram quentes, mas havia algo frio nas pausas entre um samba e outro. Rafael falava de Salvador, de um amor que deixara lá, com a mesma voz suave com que falava do mar. Clara ouvia, fingindo que as palavras não doíam. Escrevia em seu caderno: *"O Rio é uma cidade que ri até de dor. Talvez por isso eu me sinta em casa."*

Na terça-feira gorda, enquanto o Cristo Redentor se cobria de névoa, ele a levou a uma rua deserta de Santa Teresa. As máscaras de Carnaval penduradas nas janelas pareciam rir deles.

— Clara... — começou ele, segurando suas mãos como se fossem de porcelana.
Ela interrompeu-o com um beijo, doce e apressado, como quem tampa um vulcão com um dedo.

— Não — ele sussurrou, afastando-se. — Minha alma ainda dança com outra música.

O bloco "Cordão da Mentira" passou naquele momento, com seus tambores abafando o silêncio. Clara riu, porque no Rio até a tristeza tem que ser disfarçada de folia.

Na manhã seguinte, ele partiu sem avisar. Deixou apenas um bilhete no café da pousada: *"Até mais, estrelinha."* Ela rasgou-o, misturando os pedaços às pétalas murchas que cobriam a rua.

Na despedida, enquanto seu avião sobrevoava o Pão de Açúcar, Clara abriu o caderno. Escreveu: *"O Carnaval é um amor não correspondido. A cidade te abraça, te beija, te faz sentir única... e no dia seguinte, te esquece. Mas talvez seja assim mesmo: o Rio não é de ninguém. E alguns amores são como o samba-enredo — brilham por uma noite, e depois viram cinza."*

O avião virou, e ela jurou ver, lá embaixo, um vulto de camisa aberta tocando cavaquinho na praia. Mas era só a imaginação, ou o jeito que o Rio tem de nunca deixar ninguém partir inteiro.

Inserida por MatheusHoracio

É fato que desde as espartanas épocas as contemporâneas, as civilizações, sempre dedicaram um certo período do ano a manifestações de efêmera mas desenfreada loucura. Disso surgiu o Carnaval. Uma vez por ano, as pessoas (em grande maioria) experimentam a curiosa necessidade de abolir a própria personalidade para assumir outra, fictícia, praticar as mais extravagantes atividades e dizer, gracejando e rindo impunemente de tudo e de todos. Esse desejo humano de expansão e libertinagem perdura desde as devassidões gregas e as saturnais romanas.
Mais um carnaval e o mesmo frívolo de alegria frágil de felicidade venal, prazeres momentâneos, só perduraram efêmeros quatro dias apagou após a festa. E o que restou? Cinzas?
A grande verdade é uma só: esta é uma festa que não agrada a Deus! Quem dá ênfase aos desejos canais, despreza a palavra sacra e vive de forma tola. Como diz o Salmo 14: “ignoram a existência de Deus, corrompem-se e praticam atos detestáveis!”
Quem ama a Deus quer agradá-lo. Deus não pede grandes feitos heroicos nem sacrifícios complicados. As coisas que agradam a Deus são simples, cito: “o arrependimento” “fé” e o “amor”, “o Senhor se agrada dos que o temem, dos que colocam a esperança no seu amor leal.” Sl 147:11
Enfim, para vivermos com uma vida de equilíbrio precisamos reconhecer efetivamente que Jesus é o Senhor, o Caminho, a Verdade, a Vida, a Verdadeira Alegria, a Paz que excede o entendimento, o Encaixe Perfeito para uma vida do coração pleno de felicidade, antes, durante e após o carnaval.

Inserida por FCNOBREGA

Vamos esquecer um pouco das cobranças, esquecer um pouco dos rancores, deixar de lados as desavenças, se jogar nas confetes de ternura, nadar nas confetes de alegria, principalmente fazer dos momentos descontraídos do carnaval, a pista de fraternidade. Banhados em confetes coloridas de amor.

Inserida por netomontana

Carrego nos pés o frevo que de vez em quando samba.

Inserida por DaniLeao

Hoje seria o dia de programação carnavalesca, mesmo sem gostar de aglomerar. É sabado de Zé Pereira, dia de subir ladeira sem hora para acabar. Porque amo essa magia ⁠que contagia e paira no ar. Carnaval é festa de gente grande, para quem sabe brincar. Amo a fantasia que musicaliza todos os ritmos e crenças no mesmo lugar. É tanta alegria que irradia e faz a gente dançar. São quatro dias e noites de frevo que ajuda a gente aguentar. Olinda faz minha alma vibrar. É tempo de sentir a folia que sacode tudo por dentro, mas a vida é para quem sabe esperar. Passatempo que ao lembrar é sorriso no rosto e brilho no olhar⁠

Inserida por DaniLeao

Da própria desgraça...
O povo faz graça...
Esconde seu rosto ...
Atrás de uma máscara...

É Pierrot... é Colombina...
Melindrosa na esquina...
Vestindo a alma sorrateira...
Tudo se acaba na quarta-feira...
Mesmo que ainda não queira...

Vestidos coloridos...
Corpos retorcidos...
Ao som de músicas alegres...
Copos cheios...
Desejos...

Um brilho se faz...
Contumaz...
Nosso verdadeiro desponta...
Na cabeça que gira...
Na alma vazia...
No corpo que clama...
Da sofreguidão a chama...

Nessa hora tudo é querer...
Mesmo sem poder...
É lícito...
Será que me convém um gemido?

Façamos de conta que tudo vai bem...
Seus confetes e minhas purpurinas...
O quarto não tem paredes...
A cama lama...
Sem carência de malícia...
Aonde deixei minhas plumas?

Tanto tempo no vai e vem...
Que continuo à deriva...
Subindo e descendo...
Já não sou nada...
Já não sou ninguém...

Breve, forte, verdadeiro...
Amor de tempestade...
Foi consumado...
Trouxe felicidade...

#É #carnaval...
Não me leve a mal...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠" Que todo sorriso seja abençoado,
ver você sorrindo é muito bom...

Inserida por OscarKlemz

⁠Janeiro demora
fevereiro tem pressa
e a vida não é uva, passa...

Inserida por OscarKlemz

⁠Só acreditei cegamente no amor, de resto nada mais me enganou...

Inserida por OscarKlemz

⁠⁠Se vc disser que me ama
e também digo que te amo
se vc disser que me odeia
eu continuo dizendo que te amo
sabe o porquê?
porque te amo de verdade.

Inserida por OscarKlemz

⁠Nasceu um pé de não sei quê, na minha horta
agora não sei o que faço
não sei se é mato e mato
ou se rego para ele crescer e fortalecer um dia
algum prato...

Inserida por OscarKlemz