Falecimento de um Parente Querido
Nada mais estranho e incompreendido
que controlar o próprio destino
acertar o relógio em seu pulso
ao ritmo de seu tempo
trazer a si o definitivo crepúsculo
saber pensar o último pensamento
dar o tão temido passo
ter controle sobre o minuto exato
olhar, ouvir, cheirar, tocar a tudo
ter ciência que cada qual é seu respectivo último
aquele que sereno escolheu a hora
não teme o que há atrás da porta
um insignificante passo para a humanidade
o maior dos passos para um homem
toda importância reduz-se à leviandade
quando se olhar do outro lado da ponte
a única coisa certa
é que a certeza estará a espera
onde a dúvida não resta
e a metafísica nua se revela
o amanhecer infinito de um céu
a revelar toda verdade por trás do véu
não há dia mais feliz que o último
para aquele que da árvore colheu o fruto
triste é se agarrar até do corpo ser expulso
ou ser vítima das intempéries do mundo
os mais sábios jogadores
sabem quando se levantar da mesa
desacorrentados tornam-se senhores
sem temor em atravessar a fronteira
tem em mãos teu próprio controle remoto
e fazem sua hora no desligar-se do jogo
enquanto todos dormem, eu acordo
transformando em fato o sabido agouro
deixo-os em vossa platônica caverna
neste reino de ilusão sensorial
tenho meu próprio universo a espera
onde sou o absoluto bem e mal
saio da Matrix para entrar na vida
saio deste sonho de informações coletivas
para uma realidade paradisíaca
onde a verdade é aquela que se imagina
onde toda mente é divina.
As pessoas que vão embora das nossas vidas só estão cumprindo um prazo estabelecido por Deus. Ninguém fica demais e nem vai embora cedo demais.
Já não sou parte,
Da sua história.
Cabe você ser,
O próprio autor .
E rescrever
Sua própria história.
FORMA DE PERCEBER
.
A forma de perceber
Supera aquilo que é percebido
A flor que acabou de morrer
Traz em si o sagrado poder
De criar novos campos floridos.
.
A dor que magoa a carne
Deixando a pele vermelha
Faz com que a pessoa se desarme
E se renda diante do charme
Dos brincos nas orelhas.
.
Diante da forte tempestade
É triste testemunhar-se a destruição
Mas experimentamos a felicidade
De exercitar o amor e a solidariedade
Quando trabalhamos para a reconstrução.
.
O momento de nos despedirmos
Causa em nós enorme ferida
Mas nada descreve o que sentimos
Quando abraçamos quem há muito não víamos
O reencontro torna bonita a despedida.
"Perante um ciclo de vida que se encerra,
Estremece o chão seguro,
Pelas cinzas do Fogo que eleva alma,
Parte um pouco da nossa história,
Ausente no momento presente, mas viva na memória."
Homenagem à Rainha Elizabeth II
O fim chegou sem aviso, pegando o mundo inteiro de surpresa.
Encerrado está o reinado mais longo da história do Reino Unido. Nossa querida rainha se foi, para estar ao lado de Deus.
A monarquia jamais será a mesma sem ela. Seu legado nunca será esquecido marcado por suas conquistas e também por suas polêmicas.
Elizabeth II deixou um reinado que foi um símbolo de força, determinação e dedicação absoluta ao trono britânico.
Para muitos, ela tornou-se uma referência constante em um mundo de mudanças rápidas e imprevisíveis.
Seu sucesso ao preservar a monarquia durante períodos turbulentos torna-se ainda mais extraordinário ao lembrar que, em seu nascimento, ninguém imaginava que o destino a levaria ao trono.
Descanse em paz, rainha. Em nossos corações, você será eterna.
Adeus à Rainha Elizabeth II.
Na prateleira daqueles poucos, mas ainda sim alguns anos, não tardou em se planejar. O único erro foi não ter partido.
Foi-se noite, foi-se dia, manhã vem e não se vai minha agonia.
O que se foi? Minh'alegria.
Foi-se noite, foi-se dia, me vem o medo da despedida.
O seu amor? Minha terapia.
Foi-se noite, foi-se dia, Lua e Sol eu já não vejo.
O meu desejo? Teu beijo.
Foi-se, noite, foi-se dia, me pego em prantos, em desespero.
O meu refúgio? Teu aconchego.
E me vem a noite, me vem o dia, me vem a calma, minha alegria, você quem trouxe, minha menina.
O meu sonho? Te ter um dia, para sempre, sua companhia...
"Eu te buscarei em outras enseadas.
Te buscarei em outros pores do Sol, em outras alvoradas.
Te buscarei em outros abraços, novas casas.
Te buscarei em novas noites, em outras madrugadas.
Te buscarei em novos poemas, em novas palavras.
Buscarei por ti, pelos rincões da desilusão e novamente, por ti, derramarei novas lágrimas.
O vinho do seu beijo, já não me embriaga mais, te buscarei em outras safras.
Já não beberei mais de ti, te buscarei em outras garrafas.
Te buscarei em novos lares, novas moradas.
Navegarei por outros mares, com novas cartas.
Novos beijos, novos olhos, novos cheiros, novas armas.
Novas mazelas, novas decepções, novos nadas.
Buscando por ti, afogar-me-ei, em novas enseadas..." - EDSON, Wikney
Meu amor!
Mas se todos os dias a tua ausencia me visita
Então saberei que não foi vão o meu amor
Durante anos foi reflexo de tristeza e dor
Uma ferida dilacerada trazia-me as lembranças de um desfecho sem despedida!
Quando caminhava entre sons de pássaros que voavam
Meus pensamentos devaneavam
Com você estive nas nuvens
Mas estar nas nuvens é perder a razão
A eloquência do discurso
É loucura, é emoção!
É perder a batalha por conta da paixão!
A tua ausência visitava o meu coração Vazio de amor
Era condoído saber que desde que se foi ele nunca mais palpitou!
O meu amor congelou!
Era meu corpo fundido ao seu que desfazia as camadas de gelo superpostas!
Eram seus beijos que me faziam flutuar
Por isso eu só queria te amar e te amar
Te amar com desejo ardente
A minha alma despida e envolvente
Porque se meu pecado foi te amar
Morrerei sem meus pecados expiar!
Se te amar causou-me feridas
Então, um outro amor as cicatriza!!!
Na dança suave da vida, um fotógrafo a caminhar,
Entre luzes e sombras, o coração a palpitar.
Um capítulo encerra, um amor que se desfez,
Mas na resiliência encontro força outra vez.
Nas lentes da vida, capturo a superação,
Cada clique, um passo em direção à redenção.
A separação, qual negativo a revelar,
Mas na revelação, a força a desabrochar.
O obturador da dor, em meu peito pulsante,
Cada lágrima caída, uma cena marcante.
A separação, um foco desajustado,
Mas na resiliência, um novo olhar é forjado.
As fotos do passado, um álbum a fechar,
Memórias que persistem, mas o futuro a esculpir.
No estúdio da alma, moldo a minha trajetória,
A resiliência é a luz, a guiar-me com glória.
Entre poses de tristeza, sorrisos ressurgem,
A cada revelação, mais forte me ergo.
O coração, como câmera, guarda o aprendizado,
Na força da resiliência, o amor é renovado.
No tripé da esperança, firmo meus passos,
Como um fotógrafo que encontra em seus traços,
A beleza da vida, mesmo após despedidas,
Na resiliência, a alma se refaz e se desdobra.
Assim, eu sigo, um fotógrafo resiliente,
Clicando a alegria que emerge, mesmo após o lamento.
A separação, uma paisagem no meu caminhar,
Mas na resiliência, um novo horizonte a se revelar.
Não digo que vá, mas que fique. Se não for oportuno ficar, vá, vá! Vá o quanto antes, não demore. Contudo volte, volte em breve. Esperarei o quanto preciso for, um dia você chegará.
- Você faz juz ao seu nome, uma Bárbara mulher! -
E então me deixando sem graça e sem argumentos depois de sua fala, enfim se foi.
150 anos se estendem como fios de uma trama,
E minha alma anseia deixar sua marca na chama.
Que o mundo, ao me ler, encontre a beleza oculta,
Na simplicidade das palavras, na melodia que se tumultua.
Sou um sonhador que tece versos no horizonte,
Como constelações que brilham com ponte ardente.
Quero ser um eco suave na brisa noturna,
Uma poesia que toque a alma e a faça mais ternura.
Que as estrelas, cúmplices do meu sonho audaz,
Espalhem meu nome pelo tempo, em luz fugaz.
E que os olhos que cruzarem minha história breve,
Encontrem inspiração, esperança, naquilo que escreve.
Que minha voz ecoe em páginas douradas,
Sopre pelos ventos, em rimas apaixonadas.
E quando eu deixar este plano efêmero,
Que meu legado floresça em versos sinceros e verdadeiros.
Que minhas palavras sejam uma canção celeste,
Um hino de amor, que jamais se cale ou esqueça.
Que alcancem corações, como pétalas a flutuar,
Espalhando beleza, mesmo além do meu caminhar.
Que minha voz seja um murmúrio na brisa suave,
Um sussurro etéreo que o tempo não é grave.
Que inspira almas perdidas a sonhar,
E acenda a chama da poesia, a jamais se desligar.
Que meu legado seja um jardim de poesia,
Onde cada palavra floresça, em plena sinfonia.
Que perfumes de esperança se espalhem pelo ar,
Lembrando ao mundo que um dia eu estive a passar.
E quando o tempo me envolve com seu véu,
Que minhas palavras sejam memórias do céu.
Que perduram além do tempo, como estrelas a brilhar,
Iluminando corações, mesmo quando eu não mais estar.
Assim, rogo-te, poeta divino e inspirado,
Traça com tua pena um poema entrelaçado.
Que transcendam o tempo, toquem almas em suavidade,
E eternizem minha presença no manto da eternidade.
Ele permanece à beira do limiar, o vento frio da estação tocando seu rosto enquanto o trem repousa por um momento. A porta aberta à sua frente é um convite silencioso, mas a decisão pesa como um fardo nos ombros. De dentro do vagão, ele observa o caos organizado da estação. Pessoas correm de um lado para o outro, cada uma com seus próprios destinos, carregando sonhos, dores e despedidas. A estação é imensa, cheia de vida, cores que se misturam em um psicodélico turbilhão de emoções, refletindo o turbilhão dentro dele.
É como se o mundo inteiro estivesse em movimento, exceto ele.
Ali, parado no limiar, com os pés ainda dentro do trem, ele sente a hesitação apertar seu peito. O próximo passo não é apenas uma escolha física — é uma decisão que ecoa na alma. Há tanto peso no ato simples de sair do vagão, como se estivesse deixando para trás uma parte de si, uma vida que já não faz sentido continuar. Cada rosto que passa por ele é uma lembrança do passado que tenta se afastar. Há dor, sim, mas também há uma promessa de algo novo do outro lado. Só que para dar esse passo, ele precisa deixar algo para trás, algo que talvez nunca mais volte a ser.
E então ele percebe: a verdadeira viagem não é sobre o destino. É sobre as paradas, os momentos em que decidimos se seguimos em frente ou se ficamos.
A estação pulsa à sua frente, vibrante e viva, mas a escolha é dele. Ficar no trem, confortável no familiar, ou descer, enfrentar o desconhecido e descobrir o que a vida reserva do outro lado?
No fundo, ele sabe que o trem não esperará para sempre.
Eu desci da estação. Não foi fácil, não foi leve, mas foi necessário. Deixei o trem seguir sem mim, e junto com ele, tudo o que não era mais meu, tudo o que me prendia e me fazia duvidar de quem eu realmente sou. Não preciso mais correr atrás de algo que nunca foi para mim. Não preciso fingir que estou bem, não preciso lutar para ser mais do que sou. E isso, de um jeito estranho, me traz paz.
Eu desci carregando cicatrizes que ainda ardem, mas são minhas. Eu as aceito. Não vou mentir: ainda dói. Despedir-se de algo que um dia fez parte de mim sempre vai doer, mas agora eu respiro. Pela primeira vez em tanto tempo, respiro sem sentir o peso esmagador no peito. Não preciso mais medir minhas palavras, não preciso mais pisar em ovos. Não estou curado, não estou inteiro, mas estou livre. E essa liberdade, por mais amarga que tenha sido a conquista, é minha.
Aqui fora, a estação parece imensa. Mas não me assusta mais. O trem que seguiu em frente me deixa para trás, e tudo bem. Eu não preciso continuar naquele caminho. Finalmente, eu estou no meu próprio. A dor ainda me acompanha, sim, mas ela não me define mais. Eu a sinto, mas ela não dita meus passos. O horizonte é vasto e desconhecido, mas ao invés de medo, sinto um leve alívio. Não preciso saber o que vem a seguir, só preciso seguir.
Agora posso ser quem eu sou, sem medo, sem forçar um sorriso, sem tentar me encaixar em algo que nunca coube em mim. E por mais que isso traga uma espécie de solidão, ela é mais confortável do que qualquer máscara que já usei. Eu não preciso ser mais do que sou. E isso, finalmente, me basta.
Vou me despedindo, despindo do meu ser
A cada lapso temporal, desprende fragmentos, sem que possa mensurar. Sim, vou me despindo de meu eu, depreendendo da razão, esvaindo a emoção, até que em dado momento, satisfaça a extinção.
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