Fale de sua Aldeia

Cerca de 2426 frases e pensamentos: Fale de sua Aldeia

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

Inserida por soaraujo

Quando a física não for o bastante a ignorância estará reinando em nossa aldeia.

Inserida por SilverMoon

Havia um menino na aldeia, ele era alguém de grande inteligência, mas tinha uma fraqueza. Solidão era seu único amigo próximo e confidente.

Inserida por kyoryu_123

Leveza
Anoiteceu na aldeia,
Como um vulto,
A aranha
Balança-se na teia.

Que sorte tem ela
Agarra a própria linha
Se lança destemida
Segura de si.

Me vejo imóvel
Não tenho igual certeza
Não me desprendo da teia
Me falta a leveza.

Inserida por MoacirLuisAraldi

ALDEIA DESMAMADA

"Abrigo a frivolidade de apagões em conveses arrebitados,

Costuro entabulamentos de limbos do adverso,

Entorno riscos de sobriedade na aldeia desmamada,

Respiro gravames de respaldos infantes,

Sacramento espinheiras no anelo da rotulação,

Arcabouço o estalo do esmero mais cunhado

Do meu enervamento,

Almiscaro o decalque do nevoeiro realçado

Por minhas continuidades."

CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES

Inserida por CAROLINE__GUTERRES

são fragrâncias únicas as daquela cidade
pequena, aldeia grande, que tenho e tinha
que me pertence por não ser minha
eternamente nossa e somos só nós na verdade.

Alentejo cheio de sabores e desertificação
cidade perdida e achada no meio dos campos
com tantos cheiros e brilhos e encantos
com gente com vontade de emancipação.

é linda; é cercada com serra.
tem ruas e castelo e ruelas
e cheiros únicos escondidos em vielas
e gente…esta é a minha terra.

Inserida por fati63

O tempo cessou, o espaço desapareceu. Nós agora vivemos numa aldeia global... Tudo acontece simultaneamente. (Marshal MC Luhan.)
Tais coisas digo, vacuo evaporou ao calor e piscar de tempo o meio com o objeto.,Eron.

O maior acesso à informação poderá conduzir a sociedades e relações sociais mais democráticas, mas também poderá gerar uma nova lógica de exclusão, acentuando as desigualdades e exclusões já existentes, tanto entre sociedades, como, no interior de cada uma, entre setores e regiões de maior e menor renda. No novo paradigma, a universalização dos serviços de informação e comunicação é condição necessária, ainda que não suficiente, para a inserção dos
indivíduos como cidadãos. (TAKARASHI, 2000, p. 7)
A democracia representativa compreende pelo menos três elementos: representantes, representados e o sistema da representação que os conecta. A maioria das abordagens sobre os efeitos da nova mídia na democracia representativa tem se concentrado no primeiro elemento, em detrimento do segundo ou do terceiro (COLEMAN & SPILLER,
2003, p. 4).
TAKARASHI, T. (Org.). Sociedade da Informação no Brasil: Livro verde. MCT, Brasília, 2000.
COLEMAN, Stephen & SPILLER, Josephine. Exploring new media effects on representative democracy. The Journal of Legislative Studies. 9 (3), 2003, p. 1-19

Inserida por 123Eron21

Noite de inverno.....
numa aldeia lá para trás das serras e montes
A rua está escura e fria, a água corria devagar
por debaixo da ponte velha, gasta e sentida
as fragas da rua estão escorregadias da geada.

Vaguei por caminhos sombrios e vazios das
ruas desertas, geladas e frias,
aldeia serrana deserta
fria sem gente, ouve-se ao longe o uivar do lobo
do latir dos cães presos em casa,
currais e cortiças.

Ando pelo adro da igreja onde já foi um cemitério
sinto arrepios das almas em dor, corre a água da fonte
onde eu já bebi esta água gelada e fresca no verão e
fico a olhar, hoje com sede e já não consigo beber
desta água que passa e passou pelos mortos do cemitério.

Rua da aldeia fria gelada,
sombras à solta marcadas de dor
casas caídas de barro, de lama, de fragas e caminhos
amores perdidos, esquecidas por caminhantes Del Rei
afinal foi uma aldeia importante em tempos, em tempos.

Hoje vazia, deserta, sem alma, sem gente, sem escola
sem comboio, onde os velhos ficam à lareira sozinhos
esquecidos a recordar os tempos de juventude já perdida.!!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

A ÁRVORE TORTA

Um dia, diante de uma velha árvore torta, vergada pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua casa para aquele discípulo que conseguisse vê-la na posição correta.
Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria enxergar a árvore na posição correta?
A mesma era tão torta que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.
Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso que para ver aquela árvore em sua posição correta seria vê-la como uma árvore torta. Só isso!
Temos em nós, esse jeito, essa mania de querer "consertar" as coisas, as pessoas e tudo o mais de acordo com a nossa visão pessoal.
Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como uma árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é.
Se você tentar "endireitar" a velha árvore torta ela vai rachar e morrer...por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.
Tente , pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor.
O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer!
E para terminar, olhe para você mesmo com os "olhos de ver" e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez!
Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais florida e perfumada da região, e isso não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.
Pense nisso...

Inserida por RivaAlmeida

É de madrugada quente de verão...
Dorme a cidade, a vila, a aldeia
Dormem os lobos e o homem
Dormem as flores do meu jardim
Dormem as aves em cima da arvores
Dormem os peixes no fundo do mar
Dorme a minha alma cansada de dor
Dorme o meu coração protegido e quieto.!!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Meu Querido Tupi

Regressei à aldeia de velhos sábios
Que nas meias verdades
Escondiam palavras
Que regridem aos mais velhos sonhos
E escondem a coragem
Que na língua tupi
Se entende o que fala

Não sou poeta tupi
Mas se falo tupi guarani
À aldeia tenho que ir
Para ver o poeta despido
De todo mal do século
No litoral frio que o escraviza
Ôh que malvados colonos!

E de longe
Miragens erguiam bandeiras
Gritavam vitória
Ancorando em vossos corações
A mentira e falsas conquistas
Na terra dos mais belos mestiços

Aqui não falo mais
Minha língua proibida
Que não foi salva pelos Jesuítas
Aqui morrem meus poemas
Românticos e modernistas

Não explorem mais minha língua
Pois nela meu povo habita
Um povo morto, mas agora livre

Inserida por GiovannyXavier

Paz Na Minha Aldeia

Verdes campinas e prados
Entre concretos gigantes...
Agitam o clarear d aurora.
Trépidos rumores adiante...
Num andar descompassado,
Choram a fauna e a flora!

Tristes veredas sombrias,
Visão da calma despojada
Desencantar da vida!
Funesto prenúncio do nada
Mãos calejadas e frias,
Tranquilidade perdida.

Quero a paz na minha aldeia!
Voar livre qual o vento,
Semeando mil afetos...
Nas asas do pensamento
Toda a brandura em cadeia,
Olhos de brilho repletos.

No aconchego dese lar
Fraternidade e amor,
A brindar com minha gente...
Do alto, Nosso Senhor,
Sorrindo vem abençoar
Minha ladeia, então contente.

Inserida por SoniaRipoll

⁠depois de tantos momentos de luta o Brasil nunca deixou de ser uma aldeia a momentos que nos frustra mais somos filhos de mãe solteira

Inserida por gabriel_correia

⁠A bruxa e o sátiro

Era uma vez, uma aldeia encantada,
Santa Adelaide era chamada.
Lá habitava uma bruxa de cabelos verdes,
Que não queria ser encontrada.

Logo foi achada,
Por um sátiro flautista, encontrada.
Quem diria que um dia a pequena bruxa estaria apaixonada?

O sátiro admirava as estrelas,
A bruxa o mar.
O sátiro amava a música,
A bruxa cantar.

Toda história de amor tem um final feliz,
Mas desta vez o destino não quis.
O sátiro se foi, prometendo voltar,
Quando voltou, sua bruxa não estava lá.

Inserida por danilo_de_almeida_1

MORADA DA ALMA

A aldeia Vilarinho de Negrões,
Visual Bucólico colossal,
Colírio aos olhos e corações
Uma bela joia de Portugal.

Um lago azul a banhá-la,
Onde o sol, espelha n'água ,
Difícil alguém não amá-la.
No âmago da própria alma.

Tudo bem posto e ordenado,
Na mais brilhante singeleza,
Qual fosse um quadro pintado,
Pelas mãos da Mãe Natureza.

Lá não há como sentir medo.
Parece um conto de fadas,
Um regalo da vida e sossego.
Onde a alma descansa e faz morada.

Em suma, pode-se afirmar,
No tempo a paisagem resiste,
E jamais há se duvidar,
Da prova de que Deus existe.

Inserida por marsouza42

Pois é, agora com o Coronavírus nós notamos que nossa planeta realmente é uma pequena Aldeia, principalmente nesse momento globalizado. Nenhum ser humano na Terra poderá escapar se dela não tomarmos conta, tanto da sua natureza, tanto dos abusos exagerados civilizatórios que estamos vivenciando que poderá causar todo tipo de tragédias. Temos que ter consciência que mais vale uma árvore do que "desenvolvimento" que nunca leva a nada, apenas a montes de lixos enferrujados...

Inserida por rivaldoRribeiro

Aldeia de Menino

Na aldeia, perdida no alto monte,
estreitada num vale verde,
rústica de odores matinais.
Meu olhar vagueia no horizonte,
limitado de céu e se perde
em mil sussurros de adágio.

Aldeia de fragrâncias naturais,
de cores divinas matizadas:
os verdes, os amarelos, os laranjas…
Os fumos do lar em espirais
voam como danças orquestradas,
pelo vento, em farrapos e franjas.

Minha alma rejubila feliz,
livre da escravidão de amores
inventados por cruel nostalgia;
Meu corpo, renova, qual petiz,
sangue, lágrimas, suores...
Esvai-se em vida de rebeldia.

Minha boca sorri, desabrocha
líricos de louvores eternos
à natureza pejada de vida;
Minha boca grita e desbocha
canções, desafios de infernos,
toada monocórdica perdida...

Desculpai aves, desculpa rio,
por quebrar as vossas melodias,
desculpa vento por seres arauto
do meu patético desvario.
Desculpai, cedo virão calmarias
para vós e dores para mim, incauto...

Na aldeia, meu paraíso real,
liberto do mal, perdido de mim,
sou menino travesso, sorrindo...
Por irmãs e por irmãos, afinal,
tenho a rosa, o cravo e o jasmim,
que me acenam - sinto-me bem-vindo!

Inserida por TristePoeta

⁠⁠Letra musica...Aldeia (tom A). Quando você voltar na minha aldeia. Vou te esperar perto do mar. E na terra uma fogueira- pra ver você chegar. O vento varre a estrela na areia, esperando o seu pé pisar. Quem é apaixonado faz poema- pra você rir e brincar. Diz aqui pra gente ser feliz. Hoje até o dia de partir. Sei que saudade vou sentir, sem ter você aqui.

Inserida por Done

Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Havia um homem que habitava numa aldeia, denominada Montes de Alvor. Ficava situada no concelho de Portimão. Esse homem era agricultor tinha vacas, as quais ele tratava. Certa vez disse à sua mulher, que no próximo dia tinham que ir ao mercado do Odiáxere comprar um bezerrinho, para dar em adoção a uma vaca, que tinha parido. Ele pensara que a vaca podia muito bem criar dois bezerrinhos. No dia seguinte foram para feira de gado, levando a sua carroça com a mula, como meio de transporte. Compraram o bezerrinho e voltaram para casa, com o animalzinho, dentro do "carro de Besta". Quando vinham na estrada, encontraram outro homem a conduzir outra carroça. E nesta carroça ia um vaca atada atrás da mesma, do lado esquerdo do meio de transporte . Então o homem do bezerrinho vendo o que se estava a passar e temendo que um veículo a motor batesse na vaca, deu um conselho ao dono da vaca, "Amigo ponha a vaca no outro lado do carro, pois não é tão perigozo" O homem mudou a vaca para o lado direito da carroça. Entretanto o homem do bezerrinho passou à frente, mas mais à frente voltaram a encontrar-se. O que tinha dado o conselho perguntou ao outro " Amigo foi bom o meu conselho?" O outro respondeu: " Sou do concelho do Odemira" O homem do bezerrinho nunca esqueceu esta história "do concelho do Odemira" , sempre que recordava, recordara também o muito que riu quando o outro não entendeu o que lhe foi perguntado.
Mário Dias

Inserida por Helder-DUARTE