Falar Verdades
Hoje um sentimento bateu em minha porta
Veio acompanhado da tristeza
Veio me falar umas verdades
Mais falou de uma forma cruel
Do jeito que só fala que não se importa
Falou de um jeito que doeu
De um jeito bem covarde
Veio querendo ficar
Sem do nem piedade
Até que lhe disse minha felicidade pode ir
Saudade.
Não podias falar, era dos ainda, sem lho escrever às verdades pra seres, em simples manifestação o corrigir, pra seguir livre em sertes.
" Escrever histórias é falar verdades, é conter mentiras envolvidas em lindos adornos, é realizar sonhos impossíveis, é dizer o irreal como se fosse a mais originária verdade. Um homem só é uma história quando ele mesmo escreve sua própria história... Quando criarmos histórias reais não estaremos falando do acaso, mas tão somente despindo nossa alma".
A maioria das pessoas não está preparada para ouvir verdades, bem como falar a quem precisa ouvi-las.
O problema de você falar na hora da raiva é que as verdades saem, depois fica difícil desfazer o estrago que as suas palavras causaram em alguém, o que você diz tem poder de construir e destruir vidas, escolha com cuidado o que sai pela sua boca. As consequências sempre aparecem.
Falar verdades, sem medir as palavras e a forma com que o faz, está longe de ser o verdadeiro conceito de sinceridade.
Todos querem a sinceridade como norte na vida, contanto que não seja pra falar de suas verdades. Porque aí já não se trata mais de honestidade, configura-se em ofensa!
Eu sinto muito, mas não sou muito boa em suavizar as coisas, gosto de falar verdades e algumas delas machucam.
E em conversas como essa, quando as verdades são ditas sem perceber, é impossível não falar do amanhã que nunca chega e do ontem que nunca passa.
Ficou fácil falar um oi...
Hoje vivemos num mundo de mascaras e aparências, de verdades nem tão verdades assim, a ilusão se faz presente em quase tudo de nossos dias.
Somos bombardeados diariamente com muitas mentiras, falsas verdades, falsos contextos que nos levam a acreditar que aquilo é correto. Somos carentes de contato, nossos amigos são pela telinha, são virtuais. Nossas conversas são sem contexto, mas tidas como fundamentais. Na realidade precisamos estar conectados, mas há quem ou o que estamos conectados.
Conectados através de um aparelho frio e insensível que apenas serve para escravizar do que realmente ligar há alguém. Nada mais fácil do que apertar uns botões e já estamos falando com alguém, mas será isso suficiente mesmo?
As vezes conversamos com alguém mais por obrigação que por necessidade, ficou fácil falar rapidinho com quem não toleramos, ficou fácil ignorar com quem não queremos conversar e ter por perto. Mais fácil ainda apenas falar um oi para um parente chato, um amigo que nos procura, mas não nos interessa mais. Fácil selecionar com quem falo e o que falo. Enfim, fácil demais...
Modernidade sim, desenvolvimento sim, nada contra, mas ao fazer um aparelho ser mais importante que uma pessoa humana ai é demais.
Esquecemos dos filhos, esquecemos dos velhos, esquecemos de tudo, mas do celular nunca. Nossa vida está resumida hoje há um aparelho de dimensões cada vez mais reduzidas e cada vez mais poderoso e cada vez mais onipresente em nossas vidas. Em muitos casos, ele passa a ser o centro das atenções em tudo, ficamos dependentes, não de sentimentos por alguém, de carinho, mas por uma máquina que é fria e insensível.
O contato gostoso de uma conversa frente a frente, vem aos poucos desaparecendo, os prazeres de uma amizade fraterna ser convivida pessoalmente e fisicamente, está a cada dia mais distante. O abraço, a simples presença, está sendo descartada por algo mais moderno, mais desenvolvido, conversas apenas pela telinha e envio de figurinhas de coraçãozinho e beijos. Enfim... mais fácil de lidar não é mesmo?
Quando precisar de um carinho e um abraço gostoso e aconchegante numa hora difícil... Simples... abrace o celular! se ele vai retribuir, aí é outra conversa.
Quem sabe compreenda que ele foi feito para facilitar as coisas, seus contatos, seus amigos, seu amor, mas, ele não substitui em nada o calor humano de um contato físico de quem você gosta e de quem gosta de você.
Gosto de pensar que conseguimos falar as verdades com o máximo de compaixão possível, deixando uma abertura para a reconciliação e a cura.
Queremos falar nossas verdades, mas não aceitamos ouvir as verdades dos outros.
Queremos que aceitem nossos defeitos, mas não aceitamos os defeitos dos outros.
Queremos que engulam nossos "sapos", mas não engolimos os "sapos" dos outros.
Existem verdades que são como o vidro; visíveis, ao ponto de não ser necessário falar nada a seu respeito... No entanto a partir do momento que uma força grande é exercida sobre tal, o coração que um dia fora completo, se despedaça em pequenas vidraças.
Acreditar que o vidro resistirá é esperançoso, porém vendo o histórico da marca, talvez seja o maior engano e ilusão do meu coração.
Correr segue sendo a melhor opção, mesmo que o coração não queira, afinal, distante do vidro é impossível ser ferido pelos estilhaços; mas o coração que bate forte em meu peito, chora, toda vez, a cada espasmo.
Falar ou dizer qualquer um faz . Isso não significa que falando sejam verdades, de verdade e verdadeiros, pois as ações, atividades e atitudes, são o que realmente mostram a realidade.
