Fala Comigo
Minha fala afônica
Deleita-se num sentimento
Que venha quiçá afadigar;
Num coração estreito
Estou encontrando sentimentos
[desconhecidos.]
O coração subiu à cabeça,
Minha mente acossa-se de tanto pensar.
Estou numa porta estreita, que
Se sentar numa balança, não conseguirei
[pesar.]
Ora se pudera me sair,
Proceder do mundo, enfim!
19. Uma lágrima por si só... Fala por muitas centenas de palavras. Apenas uma lágrima.
Reflexões Chá da Vida
Uma vez Scott Peek disse; "Dívida as semelhanças, célebre as diferenças." — essa fala resume bem o que eu venho aprendendo. Ora, olhe para a sua mão e você perceberá que você tem dez dedos, desses dez dedos, cinco em cada mão nenhum deles são iguais. Alguns são maiores do que o outro, mas a beleza da diferença é que um depende do outro para você manusear qualquer coisas com suas mãos. Não importa se o dedo do meio é o maior, pois ele também depende dos menor que é o polegar e o mindinho.
"Quando se fala em amor sem fim,
muita gente logo duvida,
mas ele está dentro de mim,
me acompanhará além da vida"...
Morrer
A maioria das pessoas não fala sobre o assunto e muitos pedem para parar de falar. Na recusa, saem da roda quando ele vem à baila.
Não é mesmo algo que se veja por aí, discussões, palestras, mesas redondas, seminários e outros ensinamentos. O que se vê, são providências para a hora da morte ou para deixar que outros tomem providências depois da morte, e isso me parece uma procuração.
Os mais ricos fazem testamento, também chamado de disposições de última vontade, e por aí, parece que pobre não tem vontade, pois nunca ouvi falar de pobre que tivesse deixado testamento.
Ninguém sabe como é morrer para quem morre. A gente só sabe como é morrer de ver alguém morrendo ou morto.
Tudo indica que quem morre não vê, não ouve, não fala nem sabe que morreu.
Morrer é absolutamente previsível, mas totalmente desconhecido e sendo a única certeza definitiva, a gente deveria saber um pouco mais, para o caso de termos de tomar, nós mesmos, alguma decisão ou providência depois da hora fatal.
Acho esse um pensamento normal para quem gosta de ter as coisas em ordem. Vou pesquisar mais o assunto, porque tenho visto muita gente morrendo ultimamente e mercadologicamente deve ser bem rentável dar um curso, vender um manual e essas coisas.
Sei que vai ter muita gente criticando a minha ideia. Dirão, com a morte não se brinca. Mas quem disse que eu estou brincando?
Afinal, é nas crenças e religiões tidas como sérias, onde mais se fala da hora fatal, quanto e como devemos estar preparados.
Note que pensar, falar ou escrever da morte não quer dizer que eu queira morrer, só quer dizer que é um assunto como outro qualquer e quem não quer falar, não quer ouvir e não quer saber, só estará menos preparado para a hora ou para depois da hora.
Lembro agora que em alguns povos e religiões como os egípcios, por exemplo, os ricos eram enterrados com muitos dos seus bens, principalmente com ouro. Ainda bem que isso saiu de moda, porque senão teria muito mais gente chorando na beira dos caixões de familiares.
Bem, o assunto é vasto. Ou não.
Pode ser só uma ideia, só um texto ou poderão vir outros, como dizem por aí, até que a morte nos separe.
Ele fala em fugir como se acreditasse que nós estamos presos. Eu nunca havia pensado dessa maneira, o que agora parece uma tolice. (Insurgente)
(Tris Prior - Insurgente)
Uma espiral prateada Um sinal de fogo Uma letra que cala Um silêncio que fala Uma cara de espanto Uns correm pro canto A porta que se fecha Os olhos atrás da brecha O grito da saudade O desespero da idade O amigo que acolhe O outro que encolhe Uns já estão fora Outros irão embora A intensa prece A fumaça permanece A visão asfixiada A tragédia anunciada A última ligação O suspiro do coração A festa que acabou O soluço que sobrou A nativa solidariedade Marginal autoridade A ferida que doi O choro do heroi De dedo em riste O Brasil ficou mais triste!
"Nas nuvens posso vê seu rosto a birra
No, coração sua voes a mim fala que
Seu amor por mim jamais apagará "
Assim como o pensamento não é uma farmácia, o sujo que fala do mal lavado não pode ser uma panaceia.
SILÊNCIO!
Há o silêncio que cala, há o silêncio que fala,
E quando o silêncio predomina parecendo ilusão de um sono de paz,
Ele muito fala,
Ele grita...
Como num pesadelo, que espera a voz do outro que se faz mudo,
é como quando gritamos e nada se ouve,
é como gritar embaixo d’água,
é como o silêncio reclama na paixão,
pela ausência,
pela decência que esperamos do nosso amor, que muito fale, e não que se cale.
Faz a saudade virar desespero,
Faz silêncio gritar por inteiro,
Faz amor virar dor,
Esperando que me diga “Te amo! Meu amor!”
Por isso,
Por favor, não se cale....
...somente fale, nem que seja em silêncio!
Moacir Portolan
