Fábulas
Crie mais uma fábula
Calma, não elabore tanto
Desse jeito, ninguém acreditará em você
Você sabe o que deve ser feito !
Sim, você é um mentiroso
Mas não importa !
Todos eles te amam
Você sabe o que deve ser feito !
Entre para o clube
É seu dever mantê-los felizes
Mas lembre-se de fazer tudo com bastante antecedência
Você sabe o que deve ser feito !
Até quando vc guardará este segredo ?
Não acha que eles já desconfiam ?
Apresse-se, o tempo está acabando
Você sabe o que deve ser feito !
Sim, você é um mentiroso
Mas olhe o sorriso no rosto deles
É assim que deve ser
Você sabe o que deve ser feito !
Mantenha-se afastado
Eles enxergarão, caso chegue mais perto.
Você deve terminar a fábula sem nenhum erro!
Consegue imaginar o parágrafo final?
Você sabe o que deve ser feito !
É hora de engolir as pílulas vermelhas
Apenas o suficiente para cruzar a linha de chegada
A verdade estará estampada em seus olhos
Você sabe o que deve ser feito !
É hora de cortar todos os laços
Até que o trabalho esteja pronto
Até que você cumpra o seu papel
Sua vitória não será comemorada, mas você já sabia disso
Não faça perguntas, as respostas não estão aí
Apenas vá
Na calada da noite
Fora do alcance daqueles que observam
Volte para a sua origem
Não olhe para trás
Percebe o significado do reflexo das sombras agora ?
Há aquela velha e boa fábula que conta a história do menino que sempre alarmava um falso ataque do lobo às brancas indefesas ovelhas. O Pastor, prestativo e atento, sempre acreditava nos falsos avisos do garoto. Quase sempre, um dia o Pastor se cansou. Justamente no dia em que o ataque era verdadeiro. O menino desesperado gritava pela ajuda do Pastor enquanto as ovelhas eram mortas.
Outra versão da fábula, mas com o mesmo efeito moralizante, é a do beija-flor que sempre dava enganosos alertas de incêndio na floresta. A inconsequente ave divertia-se ao ver toda a fauna mobilizar-se a fim apagar o que nunca existiu. Até que um certo dia... todos sabemos o que aconteceu.
Transpondo a fábula à realidade, apesar de não ser o garoto ou o beija-flor, por muito tempo emiti falsos sinais. Distribuí indícios e promessas de algo grandioso. Expressei, amiúde, (com uma dissimulação de fazer inveja a Capitu) sentimentos de bem-querer. Manifestei e fiz transparecer um amor sem começo nem fim.
Tal como o beija-flor ou o garoto, talvez tenha agido com o intuito de suprimir a pungente pequenez a que estava fadado. Fomos, eu e meus personagens, por muito tempo o centro das atenções. Nos divertíamos às custas da credulidade alheia. Crédulos que, por inocência ou ignorância, sempre guardavam na memória lembranças daquilo que, de fato, nunca existiu. Exceto em sonhos.
Hoje, por ironia do destino, minha história vai terminando como a de meus caros companheiros, o garoto e o beija-flor. Somos iguais em descrédito e desgraça. Hodiernamente, por mais sinceras e eloquentes sejam nossas palavras, ninguém mais dá ouvidos a elas. Eu não matei nenhuma ovelha. Quero, assim como o Pastor, cuidar do meu rebanho de um só exemplar. O que, no entanto e infelizmente, é impossível. Transformei-me no Lobo da história.
Eu tampouco quero apagar essa chama que sempre fantasiei ter, mas que só agora a conheço verdadeiramente. [Almejos sem meios. (Sonhos vãos). Não voltam.] O beija-flor que sempre fui, apesar de ter experimentado tantas rosas, apaixonou-se por uma flor intocável. Delicada demais para um lobo; grande demais para um pequeno e dissimulado beija-flor.
E o final dessa história... eu quero mudá-lo.
Nem todas as flores têm a mesma sorte: umas nascem para enfeitar a vida; outras, a morte.
Conversa (des)afinada, por Alexandru Solomon
Uma fábula moderna
Determinado cidadão incomodado com o visual do Lula, nutre o projeto de raspar-lhe a barba. Daí, sabedores dessa vontade secreta, um barbeiro e um ajudante (de barbeiro, obviamente) marcam uma reunião com o sonhador. Na reunião o barbeiro louva seu talento em raspar barbas e oferece-se para ajudar. No meio da reunião que decorre em ambiente cordial, discussões sobre qualidades de navalhas rolam soltas, meu personagem ouve uma batida na porta. Entra o tio... dele que pede desculpas pela invasão, mas como conhece o barbeiro cumprimenta polidamente e sai.
Terminada a reunião, o barbeiro liga para um amigo dele que não pode comparecer ao meeting (com o perdão pelo horrível neologismo) e comenta o que foi discutido. “O tio está acompanhando”, diz ele. Por acaso, a ligação é interceptada por autoridades (com autorização judicial, naturalmente) e a frase pinçada – “a barba do Lula poderá ser cortada e o tio participou da reunião” faz alçar sobrancelhas preocupadas nas mais altas esferas. Pergunta-se. O meu personagem deve ser preso por intenção de agressão ao melhor presidente que o Brasil já teve, na apreciação algo imodesta do próprio? O tio que entrou e cumprimentou deve ser processado também por participação na trama sórdida?
O maior defeito de fábulas desse gênero é induzir os leitores a procurar algum vínculo com situações reais, o que seguramente não é a intenção do autor (da fábula)
Como dizia Baltasar Gracián, uns séculos atrás: ´´Alguns fazem caso daquilo que pouco importa e deixam de lado o que tem muita importância´´. Mas isso valia no século XVII, não é mesmo?
São Paulo adverte-nos em uma de suas epístolas sobre o tempo das fábulas; tempo onde a verdade seria proclamada do alto dos telhados e, mesmo assim, não seria ouvida pelos homens.
Séculos mais tarde, o escritor inglês G. K. Chesterton, rediz o que fora apontado pelo Apóstolo dos gentios, porém, com o seu característico jeitão jocoso. Disse ele, mais ou menos assim: que, cedo ou tarde, viveríamos um tempo em que dizer que a grama é verde seria considerado um absurdo, um insulto à inteligência.
Pois é, hoje em dia há pouquíssima margem para dúvidas quanto ao fato de estarmos imersos nessa época, no tempo das fábulas, onde a insanidade politicamente correta considera o anuncio duma obviedade patente um insulto sem precedentes que deveria ser amoldado e reduzido ao nível da mais rasa demência diplomada para que a verdade não mais seja ouvida e compreendida.
FÁBULA
Ao levantar abro a janela
e presencio o nascer do sol
uma paisagem tão bela!
Os passarinhos logo vêm a cantar
agradecer a mãe natureza
que faz um espetáculo de arrasar
As cigarras começam a chiar
os sapos ficam pulando
e as formigas trabalhando
E durante alguns minutos o galo fica cantando
o cachorro começa a latir
e o gato fica miando
Forma - se um coral divino
uma energia que fortalece a alma
E ao fechar a janela
vejo os galhos das árvores gesticulando em sinal de tchau
e antes de ir trabalhar, reflito:
“que pena que tudo isto está se acabando”.
༺༻
Falam a vida em geral
Ser como uma fábula
Depois falam e falam
Até ao ponto final
Em que da sua própria
Muito tem a dizer
Tanto que vira história
No entanto a realidade
Tantas vezes é
Exactamente o que
Ninguém gosta de ter
Representado a sua
Vida própria sem a ter
Assim sendo protagonista
De uma saga da vida
☘︎
Vida que é saga
Ninguém a quer ter
Por tão triste ser
Até a coragem chegar
Agitando a emoção
Acordando o sentimento
Fazendo o mundo ver
Que quando a vida nos diz
Para o livro largar
Fechar e selar
A realidade existe então
Em outro formato chega
A vida que é real
Nela cabe o sorriso
O riso e gargalhada
E a lágrima também
☘︎
Classificar a vida
Será necessário assim
Com tanta garra
É tanto não saber
Que acabamos por perder
Tempo com algum sem noção
Para diferente não ser
Até lhe irei dizer
Que princesa não sou
Nem creio em encantos
Muito menos em príncipes
Risco a opção
De fábula então
Entre história e saga
E note que
Saga não é história
História não é saga
Muitos assumem
Igual ser a situação
Mas … O que cansa
Satura e massacra
Sua vida assim
Ninguém deseja então
Risquemos a saga
☘︎
Tenho que dizer
Que história é
No passado
No presente
O que realiza a vida
Um dia lá então
No futuro que some
Se história não existir
Na vida que é sua
Na vida que é minha
Na do mundo que vale
Toda a vida real assim
༺༻
ᴀɴᴀ ɪsᴀʙᴇʟ ʙᴜɢᴀʟʜᴏ☘︎
Tc.25032025/041
Tudo tem um começo, meio e fim, o lápis que escreveu meu destino foi o mesmo que escreveu o universo, mesmo o universo tendo bilhões de estrelas, meu destino foi nascer em uma galáxia em que tem um planeta chamado terra, onde temos várias estrelas no céu, e escolhi uma estrela cujo o tamanho era menor que as outras, mais seu brilhar era de uma forma que acendia uma chama que em mim começou a queimar, era o amor que todos na terra tentam encontrar.
Quanto mais esse amor crescia, mais distante a pequenina estrela ficava, e quando mais distante eu via a estrelinha a se distanciar, o meu coração começou a se desmanchar, mas eu não desisti da minha bela estrelinha eu sabia que pra ter ela ao meu lado eu precisaria negar a minha existência na terra, e antes mesmo que eu falasse adeus eu já tinha colocado o punhal atravessando o meu peito, e quando meu corpo começou a ficar frio, meus olhos começaram a se fechar, mais meu coração quente com a chama do meu amor que eu sentia, e quando meu último suspiro começou a se aproximar eu disse minha última frase antes de ir para a escuridão eterna.
''Pra sempre ao seu lado estarei minha estrela'', depois 10 anos se passaram e um casal sentado na beira do mar olhou para o céu e viu duas estrelas a brilhar em uma perfeita e maravilhosa sincronia.
Moral: Nunca desistir do amor verdadeiro é escrever nossos próprios destinos.
422
Como queria ser seu caminho
Pra com carinho
Fazer um ninho de não parar
Como queria ser seu amor
Pra em seu corpo sentir calor
E suar desejos de ardor
Como queria mudar de rota
Pra que em nota
Comunicasse meu querer
E sem vencer
E sem perder
Ser seu alfinete
O mais ínfimo objeto
Que pudesse querer
E como em vida
Em despedida
Soltar foguetes
Fazer cacuetes
Que lhe fossem lembrar
Eternizar
Minha soltura presa
Minha falência sentimental
O que me faz sua em distância tal
Que me transporto em sorrisos
A espera do inesperado
Um namorado
Indignado
Com a falta de poesia
09.11.17
A aranha e a borboleta, uma visão infantil
Uma aranha subiu um Jequitibá
A borboleta voou até lá
A aranha, "trabalhadera"
Teceu sua teia
A borboleta, sonhadora
Voou de folha em folha.
Veio a chuva forte
E a aranha derrubou
E a borboleta tomou chuva
Sob a folha que pousou
Dona aranha jura
Que quem chamou a chuva foi a borboleta
Diz para a bicharada
"Essa aí tem inveja preta!"
Rodopiando de lá pra cá
convenceu as nuvens de água lançar
Só pra minha teia desmanchar
E a borboleta,
Cheia de etiqueta
Voou do Jequitibá
Mas antes disse para aranha
"Sua teia é linda
E muito bem tecida
Mas sou uma borboleta
É com o vento que teço a vida."
O CROCODILO E O MACACO
O Crocodilo, com a boca cheia de dentes afiados, pediu ao Macaco: Junta-te a mim no rio. Juntos podemos controlar a água
Macaco, olhando com desconfiança, respondeu: Com a tua boca tão aberta, parece que queres mais a água do que a amizade.
O Crocodilo, sorrindo maliciosamente, tentou persuadi-lo, mas o Macaco, esperto, afastou-se. Eu não temo a água, mas temerei sempre a tua natureza, disse o Macaco.
A lição ficou clara: nunca se deve confiar em quem tem a natureza de devorar.
Eu sempre pulei na frente das flechas para salvar as pessoas, mas no meio daquele caos ele me empurrou para suas costas e manteve o olha fixo na tormenta que se aproximava. Pela primeira vez alguém quis me proteger, pela primeira vez alguém ficou em um momento que todos fugiriam, pela primeira vez eu me apaixonei. Em meio a todas as ameaças e distúrbios eu só ouvia o som de sua voz, cantando hinos de vitória. Ele disse que tudo ia ficar bem e mesmo no meio da tempestade seus pés não saíram do lugar. Eu que sempre pulava na frente do perigo enquanto todos me abandonavam, mas naquele momento eu o vi ancorado pela sua inabalável determinação. Desde aquele dia nos tornamos porto e farol um do outro. Para ele uma forte amizade, para mim um intenso amor, para nós uma irmandade. Muitos achariam doloroso ter um amor não correspondido, para mim, a verdadeira dor é não ter amor algum. Nós amamos da maneira que podemos. Ele me ama como um irmão e eu como um devoto fiel. Podemos nos amar de formas diferentes, mas ainda sim é amor e eu seguirei essa luz até onde seus pés nos levarem. Até quando? Não sei! Sou um arauto do amanhã e ele um herdeiro da esperança, não seguimos caminhos diferentes em nenhum futuro que eu conheça.
(Diario do arauto do amanhã: I fragmento)
"Pobres Mortais. Até quando vocês irão acreditar na fábula de que são livres? Vós sois escravos. Uns da beleza, outros do conhecimento. Uns dos ídolos de barro, outros da falta de um ídolo. Uns da mentira, outros daquilo que chamam de verdade. Digam-me suas ideais e eu mostrarei quem é o seu senhor" -in Martelo de Nietzsche
Já até tentei acreditar confesso. Mas evidências não são provas concretas, todo mito ou fabula a evidências de sua existência, basta acreditar em textos vagos que remetem a interpretações individuais. Tentar provar que existe ou não existe um ser invisível que necessita de fé para se estabelecer no inconsciente das pessoas é um tiro no pé. Cada um se ilude como quer, fugir da realidade é o que todos desejam, mas no fim ela vem a tona não importa seu credo ou filosofia.
Fosse uma fábula, fosse uma mágica, fosse um sonho que trouxesse a realidade com o despertar. Mas a cidade já está acordada, ela nunca sonha porque ela nunca se põe a dormir. Como poderia então almejar algo mais surrealista do que a própria experiência concreta de seus braços que escondem abraços sob o cansaço de quem a desafia?
"Ignore as convenções sociais e a fábula da primeira impressão. Ela, nem sempre fica. Ou talvez, ao contrário do que disse antes, ela sim, muda. De nada adianta ser quem se é, se quer quem quer que seja não agrada. Mas, do que adianta querer agradar, se ser, no fim de cada noite, ao recostar a cabeça no travesseiro, basta!? Que passemos adiante as páginas em vão. Que sigamos em frente com a cabeça erguida e o sentimento do tentar. Paciência. O mundo não foi feito de acenos de mão, sorrisos e abraços falsos. O mundo precisa do real, longe dos egos. Carinho. Amor. Etc e tal."
Deus não criou o homem e nem o homem criou o universo. A fábula maior se torna rir de tudo isso? Deuses e homens se tornam uma fantasia envolta à uma realidade na qual a falsidade religiosa se perpetuou dentro de uma herança hereditária na qual contestar significa ficar de fora da sua dissimulação.
Não era pra ser uma verdade, era mera fantasia, sonhar em todas as utopias existentes, porém acreditando que todas fossem reais, só que o que era para continuar em fabulas foi se tornando real, o personagem já não fazia mais parte de uma história em quadrinhos ou um conto, o personagem agora ganhou forma real, tem sentimentos, tem planos, tem sonhos, tem objetivos, o personagem agora se alimente, sente fome, sede, não só sede de água, sente sede de amar, de se sentir amado. Se apaixona toda vez que vê uma figura humana semelhante aos celestiais anjos. É, acho que o irreal virou real, que o menino virou um homem e que, o Peter não é mais Pan.
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