Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
CRIANÇA
Sou imensamente criança
quando te vejo
e tu és um brinquedo difícil
complicado
artigo caro de um grande bazar
Sou imensamente criança
e gostaria de te possuir
para brincar de amor contigo
encher-te de ternura e beijos...
Sou imensamente criança
e nunca serei adulto
porque sempre serás brinquedo
para a minha poesia...
Não sou alienada
Há nada e nem há ninguém.
Sou livre
Para agregar tudo que quero!
E se porventura escolher coisas e pessoas erradas,
Eu carrego-as como aprendizados
E não como troféus de recompensas para exibições
Futuras.
Sou um livro de poemas sinceros,
Publico-me sem clareza.
Loquaz, gosto de desperdiçar as palavras,
Como num conto abstrato,
Pintado em letras.
Alma desnuda,
o Sol se faz cinza
a luz encharca a pineal
serenou, engulo o gelo
derretido sou, nesse amargo tênue.
fizera-se na minha hipófise
armazenando o gasoso.
calcificada, falecida alma.
me injeta adrenalina
mais oxitocina
sugiro não ter metástase
nem vermes, nem males
nem derivados amargos
estando livre o espaço
límpido e purificado
em todo meu hipotálamo.
Não sou o "cara" da canção! Mas sou aquele que te abre a porta do carro, que puxa a cadeira para que sentes a mesa, que abre passagem para que ninguém te toque, que te faz comidinhas, para que refaças as forças gastas com o meu prazer, que te deixa atônita, e opressa quando sem pressa, te mostra caminhos paradisíacos que desconhecias, no teu próprio corpo, que faço do meu prazer, ouvir o som quase ináudivel que sai dos teus lábios entreabertos, o reparar tuas indisfarçáveis pupilas e constatar a languidez que domina teu ser, enquanto beijo os teus cabelos, e sugo teus fluidos, agora, pela tua boca!
odair flores
Sou aquele sonho que morreu
que alguem um dia perdeu
e que hoje pode ser teu
que alguem um dia amou
mas depois assim o largou
sou um poeta bem profundo
a tua espera neste mundo
e hoje eu sinto-me seguro
sabendo que serás o meu futuro
por ti falo de coração
acaba com esta solidão
e para deixar esta mensagem
precisei imenso de coragem.
Sou poeta, digo isso com muita alegria,sou da terra quente que aferventa a poesia ; minha terra é banhada pelo Poty e ligada ao Piaui pelos trilhos da ferrovia.
Sou contra o aborto, todavia sou a favor da liberação ou descriminalização dele. É o corpo da mulher, o templo dela. Há o livre-arbítrio e a responsabilidade de cada um. Não julgo quem faz. Só me entristeço pela alminha que não pode nascer.
Há tantas crianças precisando de casa e de afeto, a sociedade deveria manifestar-se mais para que essas crianças fossem bem cuidadas, para um mundo melhor para TODOS.
Créditos ao anonimato
Sou um poeta de poucos recursos.
De fato, de poucos méritos.
E apesar de todos os maus percursos.
Busco meus créditos.
Descobri que poeta não sou,
Pois não sei o que é o amor.
Disseram -me assim
Que só sei falar de mim.
Mas como falarei de alguém que desconheço?
Sou desses que não se lembram
Se sonhei, vivi ou chorei
Lembranças pequenas
Amarrotadas
Surradas
Guardadas
De um amor que um dia
Nem mesmo outro dia
É capaz de esquecer
Aguenta a tormenta
Que a tarde pequena
Faz-me padecer.
Pois bem eu sei
Vivi e chorei
Lembranças gravadas
Recém alteradas
Pensando em você
Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Sou a poesia
Que os teus olhos se encantaram
Tua mente guardou
Teu coração acolheu e os teus lábios
Pronunciaram com tanta ternura cada verso
De minh'alma sonhadora na tua!
Não acredito na sorte e nem tenho medo de azar, porém não posso negar:
Sou supersticioso, mesmo acreditando que sou senhor de meu destino e que nem macumba pode me derrubar.
