Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Já!
Já perdi despedidas, aniversários, datas comemorativas, formaturas...
Já fui chamado de guerreiro, de herói da estrada, de bandido, de ignorante...
Já tive vontade de parar, de chorar, de voltar, para casa e no tempo...
Já se passou tanto tempo, que esqueci que o tempo não pára e não volta...
Já acelerei para chegar mais cedo...
Já tirei o pé para evitar de me atrasar mais, carga atrasada é a que não chega...
Já, já, já... Tudo é prá já... Mas já me dei conta, que já está ficando tarde!
São tantos anos que já perdi as contas. Quantas lagrimas derramei, quantas noites não dormi, quantos pensamentos despendi, e só o que tenho é o coração ainda fragmentado pelo caminho espalhado.
DURANTE MUITO TEMPO
Durante muito tempo
Perdi a esperança
Mesmo quando chorava
Esperava ver o sol
Mesmo longe de casa
Esperava sempre voltar
A ver a tua presença
Mesmo quando chovia
No meu coração
Ficava com esperança
De poder ver o sol
Encontrei nas palavras
A forma de expor todos
Os meus sentimentos
E pensamentos
Acerca do amor e da dor
De tudo que me rodeia.
Perdi a conta do que aconteceu,
eles tem apenas o passado como presente,
de mãos atadas, na hora errada,
eu sigo em frente.
Me ofereceram a crueldade,
um cachorro que finge a morte,
a cortesia e a virilidade
se eu pudesse vê-los longe seria sorte,
duas cicatrizes e um corte... Um norte...
Fiquei a dever a mim mesmo um
bom mestre, a mais,
as corridas, meus desejos,
a nunca dar ouvidos a triviais.
Já perdi a voz, por obstruir minha garganta com palavras que deveriam ser ditas, más preferi a falsa paz de estar calada.
...
Meus olhos choveram
Quando perdi você
Os lábios tremeram
Pois não pude te ver
Parte do que sou, extirpado
Silêncio ecoou, gritado
O vento levou, cremado
Sua alma elevou, curado
Minhas mãos escreveram
Quando lembrei de ti
Os dentes cerraram
Quando tentei sorrir
Agonizei quando percebi
Morri depois que partiu
Renasci assim que entendi
Aceitei o que Deus decidiu
É vida que segue
Mesmo longe de ti
E onde estiver
Sei que zela por mim
Perdi a minha essência
Em algum lugar e ainda não encontrei
Talvez tão cedo não a verei
ou verei apenas quando o sol se por
Ainda não é primavera,
Mas, eu sou uma flor,
que desabrocha a cada instante
E os tormentos da tempestade estão me ensinando a renascer,
Me tornando mais forte
E a água que cai fortalece cada vez mais as minhas raízes
Isso alimenta a minha alma que contra toda e qualquer adversidade resiste
Enquanto isso, sinto um pouco o que é ser jovem
Bebo um pouco da fonte da juventude
Antes que o trem das onze a leve para a estação mais próxima
E a luz serena e pueril que brilha no meu olhar se mude
Dê um lugar a um olhar solitário, enrugado e triste
Tormenta
Ah... então isso não
poderia ser chamado de tormenta?
Toda essa angústia, essa perdição
que me fragmenta...
Essa dor... essas lágrimas...
Que juntas, em um dia de chuva como esse, ficam quase
tão refrescantes quanto hortelã e menta.
Perdi muitas pessoas próximas a mim nesses últimos anos'
nada que nao tivesse acontecido antes mas'
meu circulo de amigos esta começando a parecer apenas'
um ponto final.
#TANTO...
Calei-me por ti...
Sem poder, sem querer, calei-me...
Perdi-me no mundo...
Em silêncio segui...
De olhos tristes e cansados...
Por tanto por ti chorar...
O grito em meu peito...
Por tanta incompreensão...
Tu me fizeste sufocar...
De ti o tanto que recebi...
Foi mais mal do que bem...
No muito que recebi...
Pouco fui feliz também...
Mas sobrevivi...
Diante de tudo que experimentei e senti...
À sarjeta, ao lôdo que me jogaste...
Tal qual bela flor renasci...
Pode não ser fácil...
Interpretar o amor...
Meu coração é frágil...
Amigo...
De ti vou para bem longe...
Você não sabe...
O que é sentir tamanha dor...
O meu coração que um dia tiveste...
Agora segue por outros ventos...
Foste apenas uma ilusão...
Em algum momento...
Passou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
TE AMO meu DEUS.
TE AMO TE AMO.
dói ficar longe da tua presença..
Perdi tudo longe do seu AMOR.
PERDOA PAI todos nós.
DESPEDAÇADO
Vejo os cacos de mim, cá derramado no cerrado
Enrabichado, me perdi, nem mais sei quem sou
Na poesia, o pesar é vivo, e se vivo ainda estou
Me restou o sentimento no pedaço despedaçado
É o desejo quebrado, e uma solidão tão gigante
O meu sussurrar de paixão não pode ser ouvido
São tantos suspiros que no coração foi perdido
Que a inspiração emudece numa aflição falante
Oh, sedutor amor, custoso, se acaso você existe
Dá-me a paciência e a tranquilidade dum aporte
Pois, cá na emoção me esgotei de estar tão triste
E do viver, a melancolia é o meu pesado motivo
Frágil, manso, suxo e duma ilusão não tão forte
Sou só um poeta sonhador que do amor é cativo
© Luciano Spagnol poeta do cerrado
02 outubro, 2021, 05’27” – Araguari, MG
O NOSSO AMOR
É muito bom amar amar alguém
Isso sabemos como ninguém
Amar pode machucar
Mas me perdi em teu olhar
...
O amor pode magoar
Mas pode curar
Ou até mesmo salvar
...
Talvez o amor não é suficiente
Talvez o amor não seja para gente
Nosso coração é diferente
Me perdi nos caminhos infinitos
Da minha mente
Tentado procurar resposta às perguntas
Que me tenho feito nas noites mais frias e sombrias
Hoje procuro-me...
Procuro-me algures
Dentro de mim e,
Sem alguma esperança
De reencontrar-me
A geografia racional
Foi dizimada
Pela história do devaneio vão...
Mudanca vida afora,
Num ilimitado de ruas
Escuras
Rústicas,
Perdi livros,
O livro de mão em mão ,nasce.
O mesmo acontece com a vida!
