Estrada

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No fundo, no fundo estamos sempre sozinhos.
A glória do guerreiro é uma estrada solitária.

Dois homens caminham por uma estrada em sentido contrário, cada um trazendo consigo um pão. Em determinado ponto, os dois se encontram, trocam os pães e cada um segue adiante levando um pão. Em outra estrada, dois homens também caminham em sentido contrário e cada um deles traz consigo uma ideia. Em determinado ponto, eles se encontram, trocam as ideias e cada um segue seu caminho, levando agora duas ideias.

O Problema não é a Morte
O mal não é o fim da estrada,
O problema é a agonia;
A dor da alma apartada,
Que o corpo já não sustenta,
E a dúvida que nos guia,
Nesta dor que nos sedenta.
A dor de quem se despede,
A dor de quem viu partir;
A saudade que intercede,
No peito de quem ficou,
Na dúvida a nos consumir,
No rastro que se apagou.
Quem se foi, já não é mais,
Deste mundo se ausentou;
Colhe os frutos ancestrais,
No lugar onde habitar.
Mas o peso que restou,
Faz a falta machucar.
A saudade, enfim, espanca,
A negação nos maltrata;
Uma dor que não se estanca,
Pois o fim, enfim, chegou;
A morte, em sua mão exata,
Um personagem levou.
Deixou o quadro escrito a giz,
Que o tempo logo consome;
Desta história, o que se diz?
O que de fato ficou?
Resta apenas o sobrenome,
Ou o que o amor preservou?

Na casa clara da manhã, de poeira se enchia a estrada em um redemionho a levar flores de outono que descansam no solo. Canta a asa branca na planície de uma mata vasta e inebriada. A água calma da lagoa acalma a alma vaga na madrugada. Ouve-se a fala mansa de um arara que chama alta na varanda. No mar uma barca branca e iluminada levava uma menina que sorria. Para ela a vida era linda e infinita. A brisa fria da colina ouvia sinos a vibrar nas igrejas. Um poeta põe-se a escrever rima viva e cristalina, trilha antiga e escondida, que fitava a neblina e a poesia ilumina o dia. A melodia inspira a menina de família unida e querida. O rouxinol cantou de novo no dia solto do outono. No quintal havia um poço fundo e silencioso. Nas montanhas se ouviam coros sonoros de monges. Os olhos eram como sóis dourados, no contorno do horizonte e os opostos formam o todo de um sonho longo e misterioso. A lua despida sobre a rua pairava chuva pura da altura, em escultura de ternura. A bruma azul era música muda à alma. Uma luz profunda e absoluta. Na mesa havia uma fruta suculenta e madura, com uma cursa suave de pintura. O dinheiro era escasso e fortuna busca aventura. Mas esqueça. Uma doçura flutua na memória e o céu sereno e pequeno leva o tempo lento e secreto. Um vento leve sobre o campo, faz o verde crescer em silêncio para futuras festas belas e singelas. Uma estrela revela secredos e a névoa leve desliza pela relva. A terra espera a primavera em um verso belo e sincero. Um menino seguia sozinho, sorrigo antigo e tranquilo. Brilho vivo do destino. E há um caminho florido e bonito. Foi um livro escrito com carinho.

Soneto da Vida Eterna


De passo em passo vou mudando a estrada,
E a cada curva, um novo amanhecer;
A vida nunca é reta, nem traçada,
Mas um constante e belo renascer.


Há reencontros na jornada percorrida,
Há despedidas que ensinam a ficar;
E toda mudança acolhida na vida
É uma nova forma de se encontrar.


O bem não mora apenas na grandeza,
Mas no instante singelo e verdadeiro:
Como num lago em calma, ou na suave certeza.


De ter alguém por perto o tempo inteiro.
Pois quem encontra amor na simplicidade
Já toca, ainda em vida, a eternidade.

Jesus, Mestre de todos os tempos,
que tua luz seja o farol que guia nossos passos
nas estradas silenciosas da alma.
Que teu amor nos ensine a suavizar os pesos da vida
e a encontrar, mesmo entre espinhos,
o perfume da flor que nasce no deserto da dor.


És o Caminho, a Verdade e a Vida,
não apenas na promessa distante,
mas no sopro que anima cada instante,
no convite silencioso ao despertar da consciência.
Em ti, Senhor, descobrimos o encontro com o Pai,
a fonte eterna que nos sustenta,
a luz que não se apaga,
o verbo vivo que habita os corações sedentos de paz.


Ensina-nos, Jesus,
a verdadeira caridade —
aquela que não se veste de aparência,
não busca aplausos, nem medalhas,
mas floresce em gestos simples
e se reconhece no olhar que acolhe,
no silêncio que compreende,
na mão que levanta sem perguntar o motivo da queda.


Que possamos viver na harmonia dos céus
enquanto caminhamos sobre a Terra,
unindo pensamento, palavra e ação
num mesmo cântico de amor.
Que nossos passos sejam mais oração do que discurso,
mais entrega do que disputa,
mais essência do que aparência.


Afasta-nos, Senhor, da vaidade que cega,
da competição que divide,
da angústia do querer ter e não ser.
E aproxima-nos do sagrado que habita em nós,
da pureza que nos recorda a nossa origem,
do silêncio onde o Espírito Santo sopra verdades
que nenhum mundo pode calar.


Que, ao te seguir, possamos servir à vontade do Pai,
não por temor, mas por amor.
Que nossos olhos vejam além da forma,
nossos ouvidos percebam além das palavras
e nossos corações batam no compasso do Teu.


E quando a espada do julgamento se erguer,
que possamos, na mansidão, responder com luz;
quando o peso do mundo tentar nos dobrar,
que possamos lembrar:
em Ti somos eternos, livres e plenos.


Porque em Ti, Jesus,
a vida é mais que passagem,
é caminho de retorno.
E cada passo, quando dado com fé,
é ponte entre o céu e a Terra,
entre o humano e o divino,
entre nós e Deus.
🙏🏻🌹

O CARRO E A ESTRADA


"Prefiro ser a estrada que sustenta o passo, do que o carro que brilha, mas se desgasta e exige conserto.


Lúcia Reflexões &Vida

Caminhamos por estradas que milhões de pessoas já percorreram. O chão guarda pegadas esquecidas, as árvores guardam memórias silenciosas, e o tempo segue costurando histórias entre aqueles que vieram antes de nós e os que ainda virão.

Obrigado Patrão Velho,
Por conceber-me a condição,
De trilhar minha estrada,
Em busca de meus ideais,
Seja qual for o destino que me espera...

VELHO CHICO CARRETEIRO

Velho Chico carreteiro pela estrada empoeirada,
Com as marcas da velhice com suas mãos calejadas,
Com os seus cabelos brancos com a visão ameaçada,
Chico velho trabalhou tanto mas não conseguiu quase nada,

Velho Chico Chico velho que ainda era solteirão,
Que vivia tão solito num ranchinho de torrão,
Passando todos esses anos alimentando ilusão,
Hoje está velho e tão pobre nunca passou de um peão,

Velho Chico carreteiro que nos sonhos se perdeu,
A mocidade se foi na vida nunca venceu,
Carreteando pelos rincões foi assim que ele viveu,
O coitado não aguentou assim o Chico morreu....

Na estrada olhos firmes no infinito,
E para onde eu vá levarei,
O teu olhar e este teu rosto bonito...

SONHO MEU...

Sonho em fazer do seu corpo,
Uma estrada longa, em busca do amor,
Estacionar nas suas curvas,
Parando, vagarosamente,
E prosseguir em baixa velocidade,
Sem pressa nenhuma,
De chegar ao meu destino

Em cada passo que tu der, na estrada que escolhestes para trilhar, durante todo o caminho a mão de Deus te guiará.
Tenhas uma feliz noite.

Na bagagem da vida sem rumo pela estrada...
Por este meu mundo desgovernado...
Sempre te tenho em mim! Amada...
Nunca estive enganado...
Quero te deixar sossegada...
Neste meu coração apaixonado...
E no meu silêncio tu és morada...
Eterna, amiga minha idolatrada...
Amor! Paixão! Rainha e namorada...
Somente tu! somente tu! Faz meu mundo encantado.

Não existe dificuldade em caminhar longas estradas, quando Deus caminha⁠ ao teu lado.

⁠A luz dos teus olhos já iluminaram minha estrada, hoje sem ela minha estrada é escura e infinita.

O caminho do teu sorriso foi a estrada que o meu olhar seguiu ao encontro da felicidade.

Na infância, o Sul de Minas era meu destino de férias.
Terra do meu pai, de estradas tranquilas, os deliciosos pães de queijo assados e dias que pareciam não ter fim.
São Sebastião do Paraíso, Itaú, Pratápolis, Passos, Morro do Níquel, Fortaleza de Minas...
Hoje são lembranças guardadas com carinho,
porque a infância passa, mas os lugares onde fomos felizes continuam morando no coração.

⁠Arranquei meu coração do peito e o plantei a beirara da estrada com o tempo que me afastei cresceram flores
No lugar onde havia plantado meu coração era primavera as flores que cresceram exalavam um perfume suave
Que atraia as mas belas damas e as borboletas e os colibris decorava o pequeno e lindo jardim que despertava nos olhares das belas damas um paixão
Como um poema que lhes tocava
o coração como o amor.

Coração em flores

O moço andava afadigado pela estrada, tentando encontrar um caminho pelo qual alcançaria suas realizações. Até que chegou a uma encruzilhada e lá o moço parou, sem saber para que lado ir. No meio da estrada, dividido, ficou a lamentar as fadigas e desilusões da vida. Com o sol quente no céu, o moço chorava triste, a se lamentar, gritava bem alto: "A vida é injusta para quem deseja encontrar uma direção!"


Até que dele se aproximou uma senhora idosa, vivida ao seu lado, se pôs: "Meu filho, porque está no meio da estrada, num calor tão quente, e chora aos gritos?" O moço, entristecido, com os olhos em lágrima, disse: "Minha boa senhora, a vida me trouxe até aqui, numa encruzilhada, agora não sei para que lado fica meu destino, que caminho devo tomar e seguir para que meus desejos se realizem na vida. Só queria um pouquinho da felicidade para viver."


A senhora disse com calma: "Olha, tantos caminhos para seguir, meu filho, por que não escolhe um?" O moço disse: "A tempos tenho procurado a direção. Logo estarei velho, cansado, o tempo não espera por mim. Será que não posso ser feliz?" A senhora disse: "Venha, me siga." O moço se levantou e foi. Logo chegaram a uma casinha de tapera no meio do mato. Ela pegou água e lhe deu, dizendo: "Tome, deve estar com sede."


O moço perguntou: "Como pode viver aqui no meio do nada? Não deseja ser feliz?" A senhora sentou ao lado dele e disse: "Eu sou feliz aqui." O moço perguntou surpreso: "Como?" Ela disse: "Olha à sua volta, o que você vê?" Ele olhou e sem demora respondeu: "Nada." Ela disse, olhando para as matas: "Eu vejo minha felicidade. A felicidade não está nas coisas que desejamos, elas envelhecem, se desgastam e acabam. Temos sempre que buscar mais, como a água que você bebeu, logo terá sede outra vez. A felicidade não está aqui fora, ou numa estrada, em coisas. Mas em nós, quando nos encontramos a nós mesmos, então existimos, e a felicidade é isso. Não buscamos nós, a carregamos em nós."


O moço, pensativo, entendeu. Então a velha perguntou: "Já sabe para onde vai?" O moço disse: "Vou voltar para minha casa, eu encontrei a felicidade. Todo este tempo eu estava fugindo e me perdi. Agora que me encontrei e tenho a felicidade, já posso voltar para o meu lugar." O moço, agradecido, saiu a andar. A uma certa distância, olhou para trás, mas não havia mais a casinha nem a senhora idosa que o aconselhou. O moço sorriu e, seguindo seu caminho de volta, reencontrou sua família e viveu sua felicidade.


Em busca da felicidade
Por marcio H.melo