Estrada

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Amar de verdade é aceitar a distância. Mas é também saber que nenhuma estrada me afasta de ti.

⁠#ESCOLHAS

Hoje, neste tempo que é meu...
Em que estrada é longa e o tempo é curto...
Aquele desejo enorme de voar...

Aquele que se senta na porta de sua casa e deixa o sol passar sobre sua cabeça, assim escolheu...

Pelo simples anseio do que é diferente...
Modificar nossos sonhos...
Renovar nossa esperança...
Uma serenidade rara...

Porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser...
Sem sentido nenhum, mas a verdade é...
Feliz por nada...

Esperar a luz de um novo amanhecer...
O vento que às vezes leva é o mesmo vento que traz...
É da sorte a última palavra...
Basta um segundo passar...

Sandro Paschoal Nogueira

''A Utopia Dispersa''
⁠Ao decorrer da estrada,
olho mundo através da janela do carro,
bate uma brisa fria,
o tempo passa,
e eu continuo na estrada,
vejo pessoas felizes,
vejo outros carros e casas.

Sem querer cochilo,
e quando me dou conta já está a noite
e ainda não cheguei em casa,
der repente começa a chover
e um vento forte vem e minha cara,
fecho a janela,
e abro meus olhos,
tudo aquilo foi um sonho,
apenas um sonho e mais nada.

O conhecimento é um desvio na estrada do "agora é tarde".

Quando se trilha um caminho e nessa estrada que se fez ao caminhar onde
se plantou e nesse plantio se fez a regação correta não tem como não nascer flores e produzir frutos!

Face marcada
Corpo cansado
Fim da estrada.

CALDO DE CANA

No roçado amanhecendo,
Vi o sol beijar a estrada,
A enxada cortando o mato,
Na lida abençoada.
O cheiro verde da cana,
Na memória adormecida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

No engenho a roda cantava,
Gemia o velho moendão,
A garapa escorria farta,
Feito bênção pelo chão.
Cada gota era esperança,
Pela família repartida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Tinha a cana Caiana,
Alta, forte e vigorosa,
Ao lado da velha Pitú,
Sempre doce e generosa.
Cada talo era um tesouro,
Na jornada tão sofrida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O caldo de cana gelado,
Com pão-doce e boa broa,
Era um banquete de pobre
Que a lembrança ainda entoa.
Pouco havia sobre a mesa,
Mas nunca faltou comida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O melaço fervilhando
Na panela de carvão,
Perfumava o terreiro inteiro,
Adoçando o coração.
O doce vencia a dureza
Da batalha já vivida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Quando vinha o tempo da safra,
Era festa no canavial,
Mas depois da derrubada
Recomeçava o ritual.
A terra pedia de novo
A semente repartida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Na reçoca do plantio,
Brota a força da raiz,
A cana vence o tempo,
Sem esquecer seu país.
Quem conhece esse mistério
Vê a vida refletida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O suor de cada homem
Era chuva sobre o chão,
Misturando fé e coragem
Com trabalho e oração.
A colheita era pequena,
Mas a honra garantida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Hoje o engenho silencia,
Muita coisa já mudou,
Mas o cheiro da garapa
O tempo nunca apagou.
Quem provou aquele caldo
Leva a alma comovida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Que o caldo de cana ensine
O valor da tradição,
Da família reunida,
Da coragem do sertão.
Pois o doce da memória
Jamais conhece partida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

⁠Ao soar a primeira palavra, o mantro que me guia pelas estradas do pensamento se esvanece como bruma turvando a visão.

A linha de chegada
O coração ofegante a cada passo.
A estrada cada vez mais pequena aos meus olhos, foscos.
Tanto para frente quanto para trás.
Não importa a direção que se olha
Quando tem que se medir a distância.
Um centímetro do meu nariz.
Ouço o canto do pássaro e imagino um lindo chafariz.
Estou correndo contra o tempo
Nem contra, nem a favor.
Usando as ferramentas que tenho
Eu apenas vou.
Ainda não cheguei.
Estou aqui agora.
E logo estarei lá.
Outrola.....

Apesar de
chamarmos de
felicidade,
ela não é uma cidade,
mas uma estrada.

A gentiliza é um ato de amor ao próximo e ao Criador. Uma linda estrada de doação e carinho. Não é difícil ser gentil, é uma entrega constante e a essência para receber bons frutos, além desse retorno, ela gera humildade e gratidão. Quem pratica esse belo ato, colhe sorrisos, respeito, amor e infinitas lembranças de gestos inesperados de solidariedade. É a extensão do amor de Deus e um afago na alma.
Gentileza sua linda seja sempre bem-vinda!

São raros os casamentos, tão leves e memoráveis, quanto aos das estradas descobertas com o café recém-passado noutra cidade.

⁠Nas Estradas da Distração, quase sempre a Morte convida um Bobo pro mesmo Rolê.

Que o Senhor da Vida liberte os que trilham as Estradas da Saudade calçados com as Sandálias do Remorso!
Amém!

Que o Senhor da Vida liberte os que trilham as Estradas da Saudade calçados com as Sandálias do Remorso!
Amém!


Liberta, Senhor!


Arrebentai as Sandálias do Remorso de todos que revisitam as lembranças dos que partiram antes de nós!


Saudades, sim — Tristeza, não!


Amém!?!


Porque a Saudade, por si só, já é estrada longa o bastante — feita de Memórias, Silêncios e Ausências que aprendem a conversar conosco.


Mas há quem caminhe por ela ferindo os próprios pés, calçado com as sandálias do arrependimento.


São passos, às vezes, demasiadamente pesados, que machucam o coração a cada lembrança do que não foi dito, do abraço adiado, da reconciliação interrompida...


No entanto, a verdadeira cura começa quando entendemos que o amor não termina com a partida — apenas muda de endereço.


E quem parte não deseja nos ver presos ao que faltou, mas gratos pelo que foi vivido.


Descalçar o remorso é um gesto sagrado: é permitir que a saudade volte a ser caminho de amor e não de castigo.


Que possamos, então, revisitar nossas lembranças com a graça de quem sabe que o perdão é o único calçado capaz de levar a alma em paz, sobretudo pelas estradas pavimentadas pela Saudade.


Amém!

Gabiróba depois de pular da gaveta do Gigante fugiu correndo e pedindo carona numa estrada boiadeira e...

Não demorou muito tempo e parou uma caminhoneira e disse sobe ai seu sapo mochileiro.

Na carroceria do caminhão tinham 10 vacas e um leitão que ela estava levando na fazenda do Jão Bolão

a caminhoneira gostava muito de contar prozad e perguntou a Gabiróba se ele já conhecia a " lenda da mulher da pena de galinha,"

e o sapo que estava cansado disse que não, mas que devia ser engraçado

então...tá vendo aqueles morros?

dizem que ela morava lá naquelas bandas, depois do Sítio dos Veloso. e trabalhava numa granja.

....seu marido tinha fugido
ela ficou sozinha cuidando dos filhinhos

e como o dinheiro era pouco e ela boa costureira suas roupas fazia de pena

e foi numa sexta feira santa quando uns moradores do sítio vizinho saíram para roubar umas galinhas para fazer galinhada no almoço do sábado de aleluia.

e voltaram ja perto da meia noite felizes falando da sorte que tiveram de encontar uma galinha branca de grande porte.

Todos ficaram sabendo da sorte daqueles caçadores e estranharam muito quando viram que não tinha galinhada no almoço e que ninguém falou mais nada da tal galinha grande.

E tudo ficou mais estranho quando depois daquela sexta feira santa, todas as noites de sexta uma chuva de penas de galinhas caía no sítio todinho.

E conforme as semanas foram se passando, a chuva de penas foi aumentando e encheu a represa de penaa...e como não tinha mais água para beber e nem cozinhar. todos foram embora para outro lugar. e o sítio ficou abandonado.

E hoje dizem que muitas galinhas vivem soltas por lá e uma mulher vestida de penas de galinhas cuida delas e arranca os olhos dos caçadores que vão lá para caçar.

A estrada te ensina que ninguém sabe de onde você está vindo ou pra onde está indo.

A vida não é uma corrida nem um grafico linear – é uma estrada cheia de curvas, pausas e recomeços.

Maumau
William Contraponto




Te conheci no avesso da estrada,
quando o mundo esquecia de nós.
Havia silêncio em cada palavra,
mas teu abraço fazia voz.


Não prometemos céu nem destino,
nem juramentos diante do altar.
Só dividimos o peso dos dias,
sem perguntar onde ia dar.


Maumau,
se o tempo nos feriu, também nos fez.
Nos corredores da tempestade
aprendemos outra forma de viver.


Maumau...
amor não é o nome que se dá.
É quem permanece quando tudo
parece querer desmoronar.


Hoje te vejo travando batalhas
que nem sempre consigo alcançar.
Queria roubar um pouco da dor,
mas só consigo contigo ficar.


Porque às vezes amar é tão simples:
sentar em silêncio, estender a mão.
Ser companhia quando a esperança
esquece o caminho do coração.


E nossos filhos de patas
fazem da casa um pequeno universo.


Bob, o catiolo, corre feliz
como se toda tristeza pudesse perder a corrida.


Baby, a catiola,
deita entre nós sem escolher um lado,
como quem sabe
que amor não precisa tomar partido.


Eles nos lembram, todos os dias,
que carinho é uma linguagem
que nunca precisou de tradução.


Maumau...
se houver manhã, caminharemos nela.
Se houver noite, acenderemos riso
no olhar de Bob e de Baby.


E quando a vida nos pedir coragem,
que ela nos encontre assim:


com as mãos marcadas pelo tempo,


com o coração ainda inteiro,


e com esse amor teimoso,


que insiste em florescer


mesmo onde quase ninguém acredita.

"Caminhei sozinho por estradas que outros só conhecem por ouvir falar; cometi meus erros na cegueira da confiança, mas sigo de pé, porque a minha retidão nunca dependeu de plateia ou de apoio."