Estrada

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Dividimos a estrada,
mas não os silêncios.
Cruzamos olhares,
mas não as tempestades.
E ainda assim, seguimos
caminheiros de horizonte, mas
estranhos na travessia.

Ter vários torcedores na arquibancada não significa ter vários apoiadores na estrada.

Na estrada da vida, a gente anda tão só. Sofrer é algo opcional, mas nem sempre a oportunidade e as escolhas são favoráveis a nós mesmos. Eu já me lamentei, já chorei, mas a vida me ensina a dar passos que eu não posso parar.

Na estrada da sua vida, segure na mão de Deus, para que seja sempre amparado, ainda que sofra alguma queda.

O CARRO E A ESTRADA


"Prefiro ser a estrada que sustenta o passo, do que o carro que brilha, mas se desgasta e exige conserto.


Lúcia Reflexões &Vida

A estrada do sucesso está sempre em construção. É um caminho que avança, não um fim a ser alcançado.⁠

Tony Robbins
Poder sem limites (1986).

"Que possamos sempre seguir pela estrada da vida suportado nossas dores acreditado que amanhã tudo será melhor !
Não, nem sempre temos o que queremos o que merecemos mas a vida é uma jornada incrível !
Existe um Mundo lá fora e devemos viver porque a passagem é muito curta recordemos sempre o passado com saudade mas não devemos permitir que nos impeça de ser felizes no presente e sem grande preocupação com o Fuuturo porque não sabemos se chega ..
A vida é o momento e devemos temos o direito e dever de fazer com que cada momento seja único, memorável e isso cabe a nós próprios!
porque no dia que você permitir que alguém tone as redeas da sua vida você já deixou de ser você!

"Última Semana do Ano:
Que não nos falte Fé
Para seguirmos caminhando
pela estrada da Vida
Que não nos falte Esperança
para acreditar que dias ainda
melhores virão."

Estrada da Vida
Na estrada da vida, começamos a viagem carregando beleza, pureza e sonhos.
Os primeiros quilômetros surgem cheios de costelas de burro, sacudindo a alma e testando a coragem.
Seguimos assim, ano após ano, atravessando curvas inesperadas, subidas cansativas e retas que parecem nunca terminar.
E então, um dia, percebemos que talvez estejamos nos aproximando do trecho final.
Mas, em vez de acelerar, a sabedoria nos convida a reduzir a marcha.
Afinal, é quando desaceleramos que a paisagem revela sua verdadeira beleza —
e a vida, enfim, mostra o valor de cada detalhe que antes passava despercebido.
Cléber Novais.

Neve quente




As árvores estavam cobertas, carregadas,
a estrada estava intransitável,
o telhado ao mesmo tempo que explorava a fumaça da chaminé a todo vapor também segurava o peso da neve densa que caia impiedosamente aquela noite,


Do frio foram extraídos goles incansáveis de vinho,
da lareira foi consumido o calor sussurrante em cima do tapete de tecido grosso,
dos sorrisos foram arrancados o doce mel do frescor daquela noite,


Já é madrugada,
a neve continua a cair densamente,
a lareira ferve impenitente,
da janela apenas o suor é exposto descaradamente.

Bilateral




Superficial e deficiente,


Perdido na estrada, escondido nos escombros,


Faz barulho, ignora a essência,


Véu da dor, desmantelo das lágrimas,




Quando o violino toca,,,




Encobre, desenrola,


Se encontra é profundo,


Brilha na totalidade é fervor na língua,


Julgamento vencido, jornada de amor.

Não há como pedir a direção de Deus se insistimos em caminhar por estradas que Ele já avisou que não levam à vida.

Assim caminhava João, estrada a fora, sol escaldante, botina apertada, calça larga, e imbira era o curião, camisa remendada com retalhos de um tecido cortado de um velho colchão de capim, na gibeira, algumas palhas para o cigarro, no bornal, uma banda de rapadura e uma lesga de carne seca, o cantil já pelo meio, água por perto não existia, o córrego estava a oito léguas a frente, João pensando na dificulidade da vida que levava, mas no fundo era feliz, pois estava longe dessa guerra que assusta o mundo.
Então, João continuou sua jornada, o sol a pique, a botina apertada, mas o coração leve. Ele sabia que a vida era dura, mas também sabia que a liberdade valia a pena. Ao longe, viu uma sombra, um oásis no deserto. Era uma velha árvore, com um córrego murmurante ao lado. João se aproximou, sentou-se à sombra, e começou a mastigar a rapadura, sentindo a vida simples, mas plena.
(Saul Beleza)

🌹 O Caminho Que Você Já Conhece


Você já andou por estradas de sombra,
e mesmo quando o vento soprou frio,
não perdeu o rumo —
porque o seu coração lembrava o caminho da luz.


Há vitórias que deixam marcas,
mas também deixam mapas.
Você aprendeu onde tropeçar,
onde descansar,
e onde respirar fundo antes de seguir.


O que um dia te ergueu,
continua vivo em você —
a coragem não se apaga,
ela apenas descansa entre um desafio e outro.




Se o mundo pesar outra vez,
lembre-se:
você não começa do zero.
Você já venceu antes,
e quem já venceu uma vez
carrega a rota da vitória dentro da alma.


E se em algum momento
quiser um ombro, um abraço, um passeio,
ou apenas silêncio ao lado —
me chama.
Estarei aqui,
rezando, torcendo,
e pronto pra te lembrar
de tudo o que você é:
força, fé e renascimento.

Contravento das Almas e a Doutora do Avesso

Dizem que existe, escondida entre estradas que levam a lugar nenhum, uma cidade chamada Contravento das Almas.

E dizem mais: quem entra lá precisa tomar cuidado…
porque até a lógica costuma sair de cabeça pra baixo.

Em Contravento, quase todo mundo é especialista.
Especialista em tudo.

De manhã, o padeiro comenta geopolítica.
À tarde, o frentista resolve crises do país.
E à noite, a praça vira tribunal —
onde ninguém estudou direito… mas todos têm certeza absoluta.

Aliás, direito é o forte da cidade.

Há advogados de profissão…
de vocação…
e principalmente de ocasião.

Mas nenhuma figura é tão emblemática quanto ela:

A célebre Doutora do Avesso.

Uma espécie de artista da argumentação.

A Doutora não discute — ela transforma.
Pega um fato, vira pelo avesso, ajeita as palavras…
e devolve como se fosse outra coisa.

E o mais curioso?

Quase convence.

Sua especialidade são as causas difíceis.
Aquelas que tropeçam na própria lógica…
mas que, nas mãos dela, ganham maquiagem, discurso e até aplauso.

Há quem diga que já defendeu o indefensável com tamanha firmeza
que o público não sabia se discordava… ou ria.

Lembra um antigo julgamento da cidade —
em que o advogado foi tão brilhante
que o tribunal inteiro ficou dividido entre a sentença… e o espetáculo.

Em Contravento, isso não é exceção.

É método.

Porque ali, mais importante que a verdade…
é a versão.

E versões, meu amigo, não faltam.

A cidade já foi próspera — dizem os mais antigos.
Tinha comércio forte, ruas vivas, gente acreditando.

Hoje… ainda tem gente.

Mas acreditar virou artigo raro.

Os mesmos que reclamam que nada cresce
são os que não regam.

Os que criticam o comércio
são os que compram fora.

E os que desconfiam da própria terra
plantam dúvida até onde podia nascer esperança.

Há até um costume curioso:

Muitos fazem questão de que os filhos nasçam longe dali —
na capital, de preferência.

Como se o primeiro choro precisasse de endereço mais importante.

Mas o tempo passa…

E um dia, sem aviso, o menino solta:

— “Ô pai… fecha a porteira!”

E pronto.

Contravento reaparece.
Inteira.
Sem pedir licença.

Porque ninguém foge completamente do lugar
de onde aprendeu a ser.

Enquanto isso, na praça, o tribunal segue aberto.

A Doutora do Avesso discursa.
Alguém rebate.
Outro distorce.

E no fim… ninguém muda de ideia.

Mas todos saem com a sensação de vitória.

É uma cidade curiosa.

Não anda pra frente.
Não anda pra trás.

Ela gira.

Gira em torno de si mesma —
defendendo versões,
acusando verdades
e absolvendo ilusões.

E no meio desse espetáculo… sempre há aplausos.

Às vezes sinceros.
Às vezes por hábito.
Às vezes… só pra não ficar feio discordar.

Mas, ainda assim, existem alguns.

Poucos.

Gente que não discute — faz.
Não distorce — constrói.
Não precisa convencer — vive.

Esses não sobem no tribunal.
Não aparecem.
Não gritam.

Mas talvez — só talvez —
sejam eles que ainda impedem
que Contravento desapareça de vez…

engolida pelas próprias palavras.

Porque, no fim das contas…

Em Contravento das Almas, ninguém perde uma discussão —
a verdade é que já deixou de participar faz tempo.

✍️ Nereu Alves

"No escuro da estrada,
sigo firme
sem medo,
a dor é só vento,
não apaga meu enredo.
O tempo até pesa,
mas não me derrota,
sou rio que insiste,
e nunca se corta."

Eu posso até não ser nada,
mas quero ser tudo no teu viver,
ser o colo que ampara na estrada,
aquela que cuida de você.
Que segura tua mão na dor,
te abraça no frio sem pedir,
te protege dos perigos do mundo
e faz tua alma sorrir.
Mesmo sem nada contigo,
te trato como joia rara,
um diamante que brilha sozinho,
mas que no cuidado dispara.
Porque toda mulher merece colo,
respeito, gentileza e calor,
merece cuidado sem rótulos,
merece sempre o melhor amor.

“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.

Hoje o vento trouxe o cheiro do tempo
e bateu no rosto sem aviso.
Tinha gosto de estrada,
de coisa vivida,
de lembrança que não vira saudade,
mas pede atenção.

Gabi


Não nasceu em estrada lisa,
mas aprendeu a pisar firme.
Carrega dias difíceis nos ombros,
e ainda assim escolhe a luz.
Gosta de crianças
porque ainda guarda a própria infância
num canto intacto do peito.
Dança como quem se solta do peso,
canta como quem costura as próprias feridas,
fala do mundo com olhos de quem já entendeu
que ele é duro...
mas não precisa ser dentro dela.
Gabi é riso que sobrevive.
É delicadeza que não se rende.
É flor que cresceu no concreto
e não pediu desculpa por florescer.