Frases de caminhoneiro que mostram a sabedoria das estradas
Equipe editorial do Pensador
Criado e revisado pelos nossos editores
Na boleia ou na vida, cada caminhoneiro carrega mais do que cargas: leva sonhos, histórias e a força que move o país. Suas frases inspiram coragem, fé e superação em cada quilômetro rodado. Entre o asfalto e o horizonte, revelam lições de quem aprende com a estrada e nunca desiste de seguir em frente.
Ser caminhoneiro é atravessar horizontes colecionando memórias na estrada da vida.
O valor do caminhoneiro não está naquela roda de alumínio ou no banco rebaixado, muito menos no motor chipado! Mas sim na sua honestidade e nas batalhas de seus sonhos conquistados!
Entre curvas e retas, minha vida acontece na cabine do meu caminhão.
Somos todos caminhoneiros. Cada um carregando sua carga de pensamentos e emoções pra construção de vias pavimentadas de Luz. Aprendendo com todos os buracos, desvios de curso, acidentes e roubos de cargas.
Caminhoneiro afamado na região, Zé Volante era por todos conhecido, muito respeitado e amado. Dirigir caminhão é sua sina; aprendeu com o pai, que herdou do avô no passado.
Recebeu do pai um Ford antigo, o maior patrimônio da família. De viagem em viagem, juntava dinheiro para realizar seu sonho, sua grande conquista.
Sonhava comprar uma Mercedes 1313 seminova, pois uma nova não podia. Os anos se passaram, e o sonho se realizaria. Agora na garagem uma Mercedes 1313 existia.
Feliz e realizado, não demorou a pedir em casamento a bela Patrícia. Moça educada, que também era sonho de conquista pra formar uma família para toda vida.
Casa e caminhão são suas duas moradias, mas não se sabe onde Patrícia ficou grávida. O que se sabe é que nove meses depois, em 19 de março, nasce na boleia da 1313 o varão da família.
Em homenagem ao santo, com o nome de José lhe batiza, mas é o apelido de Mercedinha que se eterniza. E é agora que minha história se inicia.
Se os Caminhoneiros tivessem a união dos Motociclistas, talvez tivéssemos rodovias mais Transitáveis.
Há algo de profundamente revelador na forma como alguns grupos conseguem transformar indignação em presença coletiva, enquanto outros, mesmo carregando sobre os ombros o peso de um país inteiro, permanecem fragmentados.
Os Caminhoneiros movem a economia, costuram distâncias, abastecem cidades e sustentam prateleiras — mas, paradoxalmente, muitas vezes parecem caminhar sozinhos em estradas que são de todos.
Já os motociclistas, com suas máquinas menores e mais leves, frequentemente demonstram algo que pesa mais do que qualquer carga: a Consciência de Grupo.
Quando um se mobiliza, muitos aparecem.
Quando uma causa surge, a estrada vira ponto de encontro, não apenas de motores, mas de vozes.
Talvez o problema nunca tenha sido apenas o asfalto esburacado ou a sinalização esquecida.
Talvez a maior erosão das nossas estradas seja a da própria capacidade de convergência.
Porque infraestrutura ruim raramente nasce apenas da incompetência administrativa; muitas vezes ela floresce da dispersão social, do silêncio coletivo e da falta de pressão organizada.
Estradas não se deterioram apenas com o tempo e o peso das cargas.
Elas também se desgastam com a ausência de união de quem mais depende delas.
E, no fim, a ironia é deveras cruel: aqueles que carregam o país nos ombros acabam sendo os que menos conseguem caminhar juntos para exigir que o caminho seja melhor.
Lá vai o caminhoneiro padecendo o dia inteiro
Estradas congestionadas, horários apertados
Vigilância controlada, vai e vem, vem e vai
Com tempo, sem tempo ou contra o tempo.
Conhece o caminho na palma da mão
Cansado, vence trilhos de alcatrão
Tem como companhia a solidão
O amor da sua amada e a saudade de pai.
Em percursos intermináveis,sofridos
Vislumbra novas paisagens,aclives, declives
Vales, montanhas, campos de flores
Ou roda com neve e grande tremor.
Na sua casa ambulante
Que se move de maneira sinuante
A estrada é o seu poema, a sua amante.
Classe sempre esquecida, nunca lembrada ou homenageada.
As vezes discriminadas simplesmente por errar uma saída na estrada, as vezes desconhecida por eles.
Nas paradas mais discriminação, locais separados, Viajantes de um lado, Caminhoneiros do outro, banheiros sem iluminação, água fria, ainda tem posto que cobra pelo banho.
Os preços dos alimentos absurdos de caro, ou fazem o almoço ou janta na beira da estrada, no sol, na chuva, no frio ou vão dormir com fome.
O que os aquecem nas madrugadas frias, é o velho chimarrão ou cafezinho do companheiro da boleia do lado.
Quando quebram na beira da estrada,alguns passam pra ajudar outros pra roubar, e assim ficam horas a espera do socorro.
Pior para aqueles que ficam atolados nas estradas rurais de barro, fazendo o escoamento da safra que vale milhões e os caminhoneiros ganhando migalhas as vezes pagando pra trabalhar devido ao alto custo pra manter o bruto na estrada.
Guerreiro sem nome, lembrados só quando seus produtos não chegam as mesas do cidadão, nas partilheiras dos supermercados, quando falta Hortifruti nas feiras livres.
Lembrem-se de quem realmente trás o pão de cada dia,de quem é sempre desrespeitado nas estradas, até já negaram alimentação, nessa Pandemia para que eles seguissem ao destino da descarga, muitos dirigiram com fome, outros ainda conseguiram ajuda de simples e humildes pessoas.
Quando passarem por um Caminhoneiro, não precisa dizer nada, só o deseje uma boa viagem saiba que a dele é maior que a sua.
Uma despedida,
Já de partida,
Me vejo sentado ao volante,
Olho no espelho de fora,
A distância vai mostrando a dor e alterando a saudade,
Olho pelo retrovisor,
E estaciono em qualquer lugar,
Repito a dose da minha visão,
E pergunto-me!
Para onde vou?
Quando chegarei?
Por que estou indo?
Se estou indo!
Vale a pena mesmo ir?
Ou devo fazer o retorno e voltar?
Mas algo me consola,
E me ponho a pensar,
Sou caminhoneiro,
Estradeiro nesse mundo afora,
Se eu for,
Muitas bocas irão se saciar,
O mercado ficará fomentado,
E minha obrigação chegará ao seu destino,
Se eu voltar,
Ficarei com minha família,
E como tenho somente essa profissão,
Regredir não é a opção,
Mesmo doendo,
Eu sinto que preciso ir,
Pois se eu ficar,
Muitas bocas ficarão com fome,
Fazendo isso,
Um ciclo se completa,
Pois se a vida me der outras oportunidades,
Aqui ou em outro lugar,
Fecharei outros ciclos,
Sempre acompanhado da saudade...
A estrada tem uma magia contagiante!
Nela somos reis e plebeus.
Nela não cabe amadores!
É uma alegria ao encontrar aquele amigo que vem contrário,os faróis parecem uma árvore e Natal.
Quando encontramos um na frente do outro as buzinas e sinais viram atrações.
Somos todos iguais!
Loucos e pilhados!
Como é chamado, O palco é o tapetão.
Patrão nenhum sabe o valor que esses encontros tem.
Seja de dia ou a noite
Não importa se faz calor ou frio, aquele papo no pátio sempre vai rolar!
As vezes alí é até um adeus!
E uma cortina se fecha!
Mas quando isso acontece as forças se renova e o sonho daquele que deixou o show passa a ser nosso.
Os encontros ficam mais agradáveis,prq ainda estamos com a saudade.
E essa saudade nós demonstramos com carinho para o outro.
Aí as vezes vc chora!
Não é o choro da saudade e sim o receio do último até logo.
Isso é ser feliz nas divergências
Isso é ser caminheiro e ter o compromisso por obrigação de levar um país nas costas.
Quando criança sonhei...
Sonhei em ser piloto,
Caminhoneiro me tornei.
Sonhei em viajar o mundo,
De certo modo realizei.
Sonhei em ser famoso,
Aquela troca de luz e aceno do colega na estrada me faz sentir.
Sonhei ter grandes aventuras,
Com a Proteção Divina, de algumas enrascadas me livrei.
Tive tantos sonhos...
Sonhei, acordei, ri e chorei,
A estrada, na pista e na vida, por onde passei, deixei um pouco de mim, aprendi e ensinei.
Com sede, com fome, fica as lembranças,
E prossigo....
A carga, é extra pesada,
De partida, ja sinto a emoção fazer o seu papel..
Volante ajustável,
Inspiração variável, porém, vulnerável.
Meu diário, te escrevo na boleia do meu caminhão;
Acelero-te com minha alma e com minha imaginação.
Asfalto antiderrapante.
Livre, solto na estrada como motorista versejante....
Olho pelo retrovisor, nem me lembro se deixei dores, rumores ou saudades.
O desejo de levar a mercadoria adiante fala demais;
O desejo de acelerar, toma conta dos meus pés;
O desejo de levar amor, me faz sofrer e compor.
Minha voz, ja nem sinto e nem ouço mais.
O Poeta fala na banguela, esquece do freio e olha pela janela, só vultos e solidão.
Sozinho, vou traduzindo minha coragem;
Sozinho, vejo relvas e pastagens.
Oh, Sina!
Máquina bruta, Eis aqui o teu comandante.
Aflito por um mistério, coadjuvante de uma profissão com muito privilégio.
No labirinto aberto falo, voa caminhoneiro, voa...
Voa nas asas desse brutão;
Vai com suas ilusões e com suas sensibilidades, vai...
No poema, és o tema.
Na poesia, tuas lágrimas irradia.
Teu parabrisa é de cristal.
Deixe que as gotas serenas lavem seu astral.
Te seduza, te reluza...
Deixe que sua imaginação te conduza, pelos mais belos e floridos caminhos desse mundão, estradão..
Carroceria, vai esbanjando mel, fogaréu.
Coberta de telhas feitas de cordeis.
Matriz conjugada, com a neblina e a serração.
Faróis lampejadores, oh! fina tradução..
Os pneus chiando no tapete breu...
Adeus, vai voando com a turbina que ecoou.
E o diário foi escrito, por poeta,
Condutor....
escutando a música "solidão de caminhoneiro" perturba a interrogação, meu pai foi um freteiro, amava a profissão, sozinho no caminhão jamais desistiu, noites e noites sem dormir, conhecia o Brasil, não falava de solidão, pois viajava com Deus no coração, caminhoneiro conhece solidão?, acho que não, só ganha a madrugada e o sol na imensidão, dia a dia, noite a noite a lutar, e poder abraçar quem o espera com saudades no coração.
De Janeiro a Janeiro sigo em frente o ano inteiro.
Meu caminhão é a minha sina, e o ronco do motor inaugura a matina.
Da boleia vejo a estrada, sinto na pele uma longa caminhada.
Faça frio ou faça calor, venero minha profissão com muito amor.
A provisão do país sob meus cuidados, agradeço por ter sido enviado.
A cada cidade que atravesso é um momento a mais de sucesso.
Apesar do sono que tenho que vencer, muitas vezes, a fome tenho que esquecer.
Nosso dia não acaba tão cedo e a dedicação que tenho é o meu segredo.
No retrovisor deixo meus entes queridos e à frente encontro meus velhos amigos.
Com uma boa música no rádio quero ouvir, a brisa que sopra da janela quero sentir.
A saudade fica em cada esquina, mas a aventura de viajar me fascina.
Digo por mim que é um trabalho do qual me orgulho, por ventura, somos homenageados no mês de Julho.
Viajante desta terra eu serei, pela minha vida ao meu Deus agradecerei.
Seja Janeiro, Fevereiro, Março ou Abril, estarei sempre à disposição deste meu grande Brasil.