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Estrada

Cerca de 5549 frases e pensamentos: Estrada

A VENDA DO SENHOR LANDIM
Ainda me recordo, o som dos cascos do animal batendo forte na estrada, puxando a charrete azul, no raiar do dia.
Todo mês eu e meu pai deixávamos o sitio para irmos a cidade, era uma alegria danada, pois depois tanto tempo, chegou o dia. Ir na venda do senhor Landim, era algo especial tudo parecia tão grande e diferente da vida que conhecia.
Senhor Landim era um velho gordo, chato, mas que, vendia de tudo, arroz, feijão, fumo de corda, mortadela, manteiga derretida, carne seca, bacalhau até hoje, prefiro imaginar que o cheiro era do peixe.
Mas ali também se vendia uma preciosidade, uma iguaria para nos moleques do sitio, GUARDA CHUVINHAS DE CHOCOLATE, o melhor chocolate de todos os tempos. - Se esperava um mês inteiro, só para poder ganha um.
- E....
Exigia uma técnica para se comer, tudo era com muito cuidado:
- Primeiro: Retirava se o papel, devagar, comendo somente a pontinha, deliciando o manjar dos deuses.
E depois em um frenesi, enfiava todo resto na boca;
e só restava o cabinho.
Que por sinal, se mastigava por horas, tudo na esperança, de ainda ter um pouquinho do sabor.
A mente sabia, que, somente daí eternos trinta dias, teríamos a chance de ter, aquele delicioso prazer, novamente.
Passados mais de vinte anos, a venda ainda existe, e por incrível que pareça, os chocolates também.
Mas seria um crime, parar e comer um hoje.
Porque o encanto está na lembrança, que se tem do momento; E não, do chocolate hidrogenado que ele é feito.
Então guardo na memória o sabor, do melhor chocolate de todos.- Guarda chuva de chocolate da
VENDA DO SENHOR LANDIM.

ESTRADAS DA VIDA


Nas estradas por onde andei, deixei marcas e sonhos; parte de mim foi ficando ao longo dos caminhos que percorri. As histórias que vivi, que um dia foram vívidas, hoje parecem sombras distantes, ecoando em minha mente como um sussurro do que já fui. Cada cidade, cada rosto, cada despedida carrega uma fragmento da minha essência, um pedaço dos meus anseios e das minhas esperanças.


Às vezes, me pergunto se as memórias são como as folhas secas que o vento leva, vagando sem destino. Mas, mesmo assim, há beleza nesse desvanecer. Pois mesmo em meio ao que já não faz sentido, há lições aprendidas e amores que resistem ao tempo. O que resta é a sabedoria que adquiri, as amizades que floresceram e os momentos de pura alegria que ainda aquecem meu coração.


E, enquanto continuo a jornada, compreendo que cada passo dado, cada erro cometido, forme um mosaico único que sou eu. Não importa quão longínquas sejam as estradas, cada marca deixada serve como um lembrete do que vivi, alimentando novos sonhos e novas esperanças que ainda estão por vir. Afinal, a vida é essa contínua busca, um caminho feito de vislumbres e lembranças, e ainda tenho muito a explorar.

Na estrada que percorri, sempre houve espaço para a queda e o recomeço. E de tropeço e esperança pavimento meu caminho, como o sol reveste o horizonte.

A minha vontade agora é de sair caminhando em uma estrada sem
Saber onde vou chegar, sem tempo pra retornar, sem que ninguém esteja a me esperar.

A minha vontade mesmo era sumir do mapa ate mesmo dos pensamentos das pessoas dos sentimentos, da vida, como se pudesse ser desfeita toda minha história na terra, que eu pudesse voltar de onde eu vim.

A minha vontade no momento era ir pra um lugar que eu nunca fui mais eu sei que eu vim de la, eu nao sei oq tem la mais com certeza é melhor do que o que tem aqui, é um paradoxo sem fim, parece embaraçoso, mais eu sinto saudade do que eu nunca apalpei, como ser ja tivesse vivido intensamente.

A minha vontade mesmo era sair voando pelo espaço vendo coisas novas sem preocupar com o tempo, pq o tempo ja ficou pra traz e nao me governa mais, estarei a cima do jugo do tempo que tanto me aflinge.

Ao tentar fugir não se lembrou das sandálias, pisou em estrada rochoso em solo áspero, levou consigo feridas abertas nós pés, mas quem se importa com feridas nos pés enquanto se carrega feridas na alma.

O que parece fim é apenas curva da estrada.
Siga com firmeza e dignidade, e verá que cada obstáculo carrega uma nova possibilidade.

O caminho se ilumina quando você decide confiar no próximo passo, mesmo sem ver a estrada toda.

Esses aforismos são para Peregrinos
Caminhantes
e tradutores de estrada.

⁠⁠MUITO ALÉM DE UM JARDIM.

Todos os dias um jardineiro passava por uma estrada cheia de flores, parecendo um jardim. No entanto o jardineiro não se importava muito com aquelas flores à beira da estrada.

Muitas delas murcharam e morreram.

Mas quando ele chegava ao trabalho pelo qual era pago para fazer, ele as tratava com muito amor e carinho.

Acontece que certo dia o dono do jardim foi buscá-lo em sua casa, no caminho ele olhou para aquelas flores ressecadas e murchas.

Curioso perguntou ao jardineiro. Porque você deixaste morrer as flores que fazem parte do seu caminho?. O jardineiro ficou assustado sem saber o que responder ao patrão.

Com a voz trêmula disse patrão elas não fazem parte do meu trabalho, não tenho obrigação cuidar delas

O patrão respondeu: "Como você pode dizer isso? Essas flores não fazem parte do seu trabalho, mas fazem parte do seu caminho.

Todos os dias você passa por essa estrada então por que não cuidou delas?", Disse o patrão ao jardineiro. "

Você está demitido, você só faz aquilo que te pagam para fazer, é quem só faz aquilo está sendo pago para fazer, não está preparado para cuidar das coisas que que está ao seu redor, principalmente das minhas flores.

"Você cuida do meu jardim, sabe que as flores merecem muito cuidado, é você deixou essas flores morrerem só porque não encontrou alguém que te pagar para cuidar delas." O jardineiro ficou calado baixou a cabeça, não teve palavras para responder o questionamento do patrão.

Moral da história.

Será que estamos preparado para cuidar das flores que surgem todos os dias em nosso caminho?

Será que estamos cuidando delas sem esperar ganhar nada em troca? Cuidar do nosso trabalho é muito importante, mas também é muito importante cuidar do caminho que nos leva até ele.

Muitas vezes fazemos como jardineiro, não se importamos com quem não se importa conosco, é acabamos deixando morrer as flores que todos os dias cruzamos em nosso caminho.

Devemos seguir o exemplo do patrão. Visitar sempre a morada dos outros, é observar o caminho que ele faz todos os dias para chegar aos seus objetivos.

Muitas flores murcharam pelas estradas que passei por que não reguei como deveria reguar.

É importante fazer a diferença por onde passamos ate por que nunca saberemos quando o patrão virá até a nossa morada, e se um dia ele vier não corremos risco de ser pego de surpresa.

Regue as flores que estão a beira do seu caminho, não importa de quem seja o jardim.

Eraldo silva.

A ESTRADA.

⁠A vida é como uma estrada com duas vias, uma em que nós seguimos em frente e outra em que o tempo avança em nossa direção. Chegará um momento em que teremos que parar e apenas o tempo continuará a avançar.

A diferença entre carros e motos em auto-estrada está no fato de que os carros têm origem, também destino. Surgem sempre de algum lugar e aqueles que os dirigem sabem para onde vão. Já as motos, não. Não existe um ponto de onde saem. Elas são aparições repentinas em qualquer estrada. Motos, pra dizer a verdade, são fantasmas. Surgem do nada, em alta velocidade, vão para o nada, e dispostas a tudo. Inclusive a nos transportar também para o nada, na companhia de seus pilotos que parecem não ter nada a perder...

Uma estrada só deixa saudades para aquele que sabe apreciar as paisagens e sonhar além do horizonte.

Aquele que já percorreu a estrada até o primeiro milhão, nunca mais esquecerá o caminho.

Bagagem da alma


Nesta estrada que a gente caminha
O que as mãos seguram o tempo desfaz,
Partimos um dia na hora marcada
Deixando o cansaço e buscando a paz


A gente percebe no último instante
Que a vida é um sopro um breve portal
Desta vida nada se leva nada…


Só deixamos a saudade no peito de alguém de mãos vazias seguimos o plano
O que levamos é o que somos por dentro
A alma preparada pro eterno momento


Ficam os risos e os laços de amigos O rastro de afeto que a gente plantou
O abraço guardado os velhos abrigos
E toda semente que o amor cultivou


Pois o que vale não é o que se guarda
Mas como a alma se transformou aqui

A vida, às vezes, se apresenta como uma estrada maltratada, cheia de buracos e curvas perigosas. Para quem já aprendeu a caminhar entre tombos e tropeços, cada obstáculo deixa de ser um fim e passa a ser apenas mais um trecho do caminho.
Os buracos não paralisam quem já conhece a dor da queda. Pelo contrário, tornam-se parte da paisagem, lembrando que a resistência não nasce do conforto, mas da luta. Quem vive aos trancos descobre que a estrada ruim não é inimiga, mas professora: ensina a levantar rápido, a endurecer o passo e a enxergar além da poeira.
O percurso não é fácil, mas é verdadeiro. E quem segue, mesmo entre tropeços, carrega dentro de si uma força que não se mede pela suavidade da estrada, mas pela coragem de continuar caminhando.

Depois de correr muito
Percebi que o fim da estrada
Era o começo do fim

FAZENDA DA VIDA
Autor: Góis Del Valle

Deixei pra trás a estrada de barro, a casa simples da minha mãe. Deixei pra trás os meus irmãos. No rosto, a tristeza de meu pai. É… há esperança pra quem sonha: um dia voltar pra casa!

Eu cresci na fazenda, plantando meus sonhos,
em busca do amor, da sorte e sucesso. Foi em terras floridas que eu dei os meus passos; na asa da sorte, agarrei meu destino. Enfrentei muita luta, nesse mundo cruel, de gente temida, que pisou no meu ser.

Na fazenda da vida, plantei esperança,
e hoje eu colho amor, sorte e sucesso.
Cresci entre sonhos, agora reais, com
força na alma e sorrisos no rosto.

Eu me tornei um cantor.

Ai melancólica não se apegue a quem quer bem viver !


Estrada de hélio.
Leticia 17

É bom sair ao final de semana,
pega a estrada,
ir a praia,
ver que a vida tem outros sentidos
outros sentimentos.

Sair,
esquecer,
viver,
seguir em frente,
viver é simplesmente viver.

Referindo-se a Estrada Vicinal Maria Domingues Veríssimo em 25 de novembro de 2001.


"Na melhoria dos caminhos, a inevitável chegada do progresso"


Paulo Roberto Neto Coimbra