Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me
Não me vem com essas desculpas esfarrapadas de que o telefone descarregou ou que estava sem sinal porque não cola mais comigo. A cada desculpa você me perdia um pouco e hoje se esgotou toda afetividade que havia em mim. Até a reserva você conseguiu sugar. Agora vai, sai da minha vida e não volta nunca mais.
{Ordem de despejo}
Paulo teve as maiores bonanças financeiras de sua vida quando não estava seguindo a Cristo, depois que conheceu á Cristo passou por muitas dificuldades, sofreu emolações, prisões e foi açoitado pôr várias vezes, e o pior orou por três vezes para que o espinho da carne fosse retirado e o Senhor não atendeu o seu pedido e mesmo assim Paulo tinha o prazer de viver todas essas dificuldades pelo evangelho, vendo tudo isso você consegue entender quando o Senhor Jesus diz em 2 Coríntios 12:9 ?: "A Minha Graça te Basta"?
Hylla estava esplendorosa com seus cabelos negros e longos caindo pelos ombros, os lábios estavam com um batom vermelho grená e adesivos do Fluminense nos seios.
Livro -As Mulheres Invisíveis
A maior perda que sofri foi o meu coração. Quando eu estava apaixonado, eu era o homem mais feliz do mundo. Mas ninguém pode amar se não tem coração.
Sandra Pop e Lu acabaram de nos deixar em frente à padaria do bairro Floresta, estava fechada e àquela hora da noite, era muito pouco o que poderia nos acontecer, comigo e com o Taranto; como disse, era pouco, queríamos muito mais do que aqueles breves encontros. Precisávamos de ter tido, mais que meros beijos e olhares apenas sedutores; queríamos beijos que acalmassem os corações famintos. Atravessamos a Contorno, havia ali um bar antigo, posso dizer tão antigo quanto eu me sentia.
A garçonete era nova, e tive que lhe pedir uma cerveja e um copo, não sem antes lhe perguntar o nome, Fernanda, negra de rosto magistral e corpo ainda a ser desvendado. Era uma mulher linda, me contou que morava em Santa luzia e que havia se perdido de louca paixão, por um homem que hoje cumpria um degredo. Tinha dois meninos e batalhava em dupla jornada, pelos filhos, que pouco via.
Trouxe-nos a cerveja e o copo. Túlio a olhava como se estivesse nua no Saara e só ele e ela, ali naquele mundo lunar. Comecei a despejar no copo inanimado e mirar na beleza que Fernanda irradiava.
Pedi outra cerveja, a anterior pela metade, apenas para vê-la de frente e verso.
Taranto, sem qualquer cerimônia, me perguntava, se eu, algum dia, tivera um copo que passasse por minha boca e não perdesse a inocência! Parei imediatamente de deixar cair o líquido egípcio, que seria naquela noite a mera saideira, encerrar o papo e dormir. Olhei-a e vi seu silêncio, enquanto literalmente ela deslumbrante desfilava com um jogo de ancas e um sorriso sensual, havia um quase que nada da cerveja em seu corpo. Ele já me olhava e eu o percebia, era uma percepção de alguém sarcástico e que me afrontava, com um prazer de um inimigo. Ele tinha me encostado às cordas. mas era um copo, um copo vazio, com algum líquido, que me olhava sereno e ria de meu espanto com Fernanda e Tulio, e Fernanda, com sua voz rouca e erótica, envolvia nossas mentes e dava vida aos objetos.
Transfigurava-se já claudicante, uma e outra cerveja que desciam a cada minuto, éramos vítimas de nossos suaves desejos com aquela mulher que mais parecia uma sinfonia, um desenho do Manara que acabara de tomar vida própria.
Eu, sinceramente, estava estupefato com aquele corpo vivo.
Enchi o copo, olhei, esperei, queria o líquido que convulsionava em desespero, sua amplitude vazia.
Bebi, senti imediatamente sua respiração. Voltou a me olhar. Fernanda, de soslaio, queria amá-la, profundamente, aquela mulher, mas realmente assim ela o deveria fazer, pois algo estava errado. Procurava socorro, me procurava, ele riu de minha tentativa de matá-lo, olhou-me fixamente e como quem sabe de meu desespero disse-me, estou aqui e se não for eu serei outro, toda uma parte de sua história é e será comigo, leve-me para o canto de sua alma, enquanto a observava junto com Tulio, que falava de seus tempos de colégio militar. Eu estava dolorosamente sofrendo, tinha que me livrar daquele diálogo surrealista, a cada minuto via-o de uma forma, mas sempre um copo e com todas as razões que o mundo lhe destinou. Estava numa bad e não podia me desvencilhar, o único porto era Fernanda.
Eu, perdido, e ela com a certeza que tinha me dominado. Meus movimentos estavam sendo vigiados. Ela e os objetos me tinham.
Restava meia garrafa, mas minhas mãos, não se movimentavam. Fernanda, ria, sorria, gargalhava, nos destruía. Num repente, Fernanda, encheu nossos copos enquanto determinava nossos corpos e a nossa consciência. Vi o bar alagado, afogávamos, não ousei resistir, deixei-me, olhava para Fernanda, para Taranto, para o movimento das águas, dos objetos e das luzes, tudo se movia freneticamente. Não tinha coragem de me ver, junto com ele esvaia toda uma vida que me pertencia. Sobrara-nos Fernanda e seu sorriso angelical e sensual. Depois de tudo e de ver-me ante a morte da história que me pertence, ainda me sobrara saber que em qualquer momento veria um sorriso. Parti, como cheguei, parti-o, aquele copo servirá de cacos, para serem pisados, até nada, nada, restar que me lembre esses tempos insanos.
Roberto Auad
Republicado a pedidos.
Quando mais ninguém estava la do seu lado
Eu me mantive do seu lado antes e depois da tempestade
Quando o furacão passou você partiu
Rasgou meu peito
Eu era como uma gangorra, quando estava no chão lutava para tirar todo o peso que pairava sobre mim para poder me reerguer. E quando eu conseguia finalmente alcançar o topo, lutava sempre para me manter leve.
Hoje uma amiga minha veio dizer-me que estava lendo meus textos e que tinha se identificado com alguns deles.
Senti uma pontadinha de orgulho de mim mesma, mas, logo em seguida, ao abrir a página em que publico os mesmos,
senti não uma pontadinha, mas uma apendicite daquelas bravas, ao me dar conta que eu simplesmente não escrevi mais.
Não escrevi mais. Olhando assim me parece assustador.
Mas, consegui encontrar uma razão plausível, não compreensível, mas plausível para o causo.
Minha vida tem sido feita de contas. Não sobram mais espaços para palavras.
Faço contas todas as manhãs da semana durante dois semestres por ano na faculdade.
Engenharia não é lá feita para aqueles amantes das palavras.
Faço contas todas as tardes olhando para o relógio, diminuindo de 17h00min o horário em que me encontro.
Faço contas de custos toda vez que compro algo muito caro, abrindo o site do Banco e vendo o extrato do cartão de crédito,
diminuindo do limite total tudo que já gastei até agora. Faço as contas de quantos esporros vou ouvir da minha mãe
por eu estar gastando mais do que minha bolsa de estudos cobre.
Todos os dias da semana faço as contas de quantos dias faltam para o final de semana. E quando chega o final de semana,
faço contas meio que não querendo fazer, pra ver quantas horas ainda me restam de final de semana.
Todo domingo, faço contas de quantas horas vou precisar dormir pra conseguir acordar segunda feira e ir pra faculdade sóbria
o suficiente para fazer contas e depois me manter acordada no trabalho fazendo as contas de quantas vezes minha chefe diz:
por gentileza, dê uma olhadinha no e-mail que eu te encaminhei com um pedido relativo a reserva de carro para a visita
técnica dos pesquisadores... bla bla bla (faço contas inclusive imaginando quanto tempo vai levar pra eu arranjar um estágio
decente).
Todos os minutos faço contas do tamanho da saudade que sinto do meu namorado, e faço contas pra saber quanto tempo ainda
falta para chegar sexta feira pra gente poder ficar juntinho, e daí me lembro que nesse momento, começam as contas infelizes
de quanto ainda sobra de tempo pra gente ficar junto, até chegar domingo a noite e eu ter que fazer as contas de quanto
tempo eu vou precisar dormir para ficar de boa na segunda feira.
Durante todos os almoços faço contas para correr contra o relógio e tentar aproveitar melhor os 45 minutos que tenho para
comer, e faço contas também contra a balança calculando quantas daquelas calorias vão me fazer engordar.
Agora mesmo é que estou assustada. Que vida de números, de contas e de tempo contado que tem sido a minha. Mas não é só
a minha. Como diria meu professor de matemática do Ensino Médio, depois da escola, a vida diz "Bem vindo ao mundo dos adultos".
E nesse mundo meu camarada, quem não faz contas, não sobrevive.
Entretanto, para sobreviver a todas as contas que somos obrigados a fazer, precisamos buscar nas palavras de um amigo, de uma
mãe, de um marido, de um namorado, de um filho, ou sei lá, do porteiro ou do motorista, enfim, palavras que nos dêm suporte
para continuar tendo forças para não jogar as contas para o alto e não deixar a peteca cair. Nessas horas, uma palavra vale
por mil números e mil contas de algorítimos ou então derivadas. É, acho que vou voltar a escrever.
Nem eu memsa estava me reconhecendoo, só depois de me submeter a fraqueza que eu vi o quãao idiota eu estava sendo e não tive medo, nãao! Pelo contrario lutei contra mim mesma, e acordei pra realidade e vi o qe era real era não te ter.
"As Vezes Sonhava Que, Com Você, Minha Vida Seria Feliz. Mas Quando Eu Acordava, Estava Sem Você, E Minha Vida Infeliz"
Inexistência
Hoje quando estava caminhando no meio da noite
Era como se alguém me falasse algo,
Olhei nos olhos daquele garoto mal
Enquanto ele me encarava enfurecido.
As luzes das moradias acesas
O frio começa a estender.
E os jovens sempre eles sofrem
O que jamais conseguiram explicar.
Lembro da música que ouvia e sonhava
Lembro do alegre estrondo dos foguetes,
De quando se comemorava o comemorar
Entre os sorrisos de quem não conhecia.
Posso escolher varias formas de desaparecer
Mesmo que sua certeza diga que estarei bem,
Nunca entenderei o velar triste da partida
De quem não aguenta mais o amanhecer.
...eu estava passando por uma comercial quando vi uma mulher linda. Uns 30 anos, cabelos claros (não loiros), bem séria, de óculos escuros. Ela esperava no meio da pista para atravessar... bem em cima da faixa amarela.
Não pensei duas vezes. Abaixei o vidro, parei bem ao lado dela, atrapalhando todo o trânsito, e disse:
- Você já encontrou o amor da sua vida???
Ela desmontou... e abriu um lindo sorriso para mim...
Neste momento... exatamente neste momento... eu acordei.
Ela não esta. Foi a uma festa!
Tudo estava em uma rotina incrível, já não havia motivos reais para sorrir.
Ele não parava de reclamar, e ela é claro, permanecia em silencio. Não que ela estivesse com remorcio, ela apenas estava viajando em sua mente tentando imaginar o porquê estava com ele ainda.
Ele ficou a maior parte do tempo dizendo: Por que você é assim?Por que você age de tal forma?
E ela com uma paciência inabalável não contestavam uma só palavra dele, pois sabia que naquela etapa da situação ele já estaria com seus pensamentos concluídos.
Então ele continuou: Você não era assim... Agora você quer sair com as suas amigas e não quer me levar. Você não era assim!
Ela já não agüentando mais aquela humilde alma se achando uma das mais nobres do mundo, falando em sua cabeça, disse ironicamente: Nossa como você consegue estar tão certo das coisas assim?
Ele: Nossa como você é irônica!
Ela respondeu: é que é muito chato pensar que só você tem razão, é chato você pegar no meu pé com meses de namoro. É chato você ser chato, é um saco ter um homem inseguro ao meu lado.
Neste momento ele permaneceu estático, claro, ele não esperava que ela o contestasse, afinal, ele sempre tinha razão.
Ela respirou fundo enquanto tirava sua aliança e disse: eu sei que tudo que passamos foi lindo, mas nada se compara a liberdade.
Hoje eles nem se cumprimentam, amanha faria mais um mês de namoro. Mas ela disse que não se arrependeu de nada, pelo contrario, saiu com as amigas, disse a mãe dela para a avó ao telefone.
A avó não acreditando no triste destino disse: mas ele era um mocinho tão bom...
A mãe disse: ela teve seus motivos. Bom me deixe ir, vou buscá-la para levá-la a uma festa.
A avó diz: Deus coloque juízo na cabeça desta menina!
A mãe completa dizendo: Tchau mãe!
Mais outro sonho:
Era de noite e eu estava num lugar que parecia uma casa, só que sem teto... dava pra sentir o vento forte da noite. Eu passando de um cômodo pro outro te vi, te abracei forte, parecia que a gente não se via há séculos... foi um abraço demorado, de coisas ditas no ouvido só que não lembro o que... te soltei, nos olhamos, você pegou no meu braço e me levou pra um outro cômodo... quando estávamos passando pela porta você pegou na minha mão e acariciou com força e passou o dedo médio na palma da minha mão... sabe, nessa hora meu coração acelerou como se fosse real mesmo... senti a mesma sensação de quando estamos aqui, sentindo o que sempre sentimos... e quando você fez isso, eu olhei pra você, com o coração na boca e disse: não faz assim... você já estava se encostando na parede me puxando pra junto de você... daí acordei.
Jota Cê
-
LEMBRO-ME
Lembro-me do teu olhar
Que era o mais síncero
Lembro-me da tua voz
Que sempre estava a me acompanhar
Lembro-me do teu sorriso
Que sempre brilhava para mim
E o mais importante
Lembro-me do teu abraço
Que me acolheu quando eu estava triste
E quando precisava falar com alguém.
Que ficou do meu lado nos piores momentos
Estou triste por isso ter mudado
Queria que você nunca tivesse me deixado.
persistente estava
o indiferente sujeito
com mais pressa que a própria luz
alma tristemente fadada!
sem tempo pra amar ou até pra ver
cegou-se de razão e focou-se no tempo
esqueceu-se da cor e até do pensamento
com a mesma pressa da vida que tinhas
a citada vida trouxe depressa o fim
quem duvidaria da finitude do viver?
como poderias? pergunta-se
nem olhes, dizem que é assim
detestável fato decorrente, penoso pesar
indescritível vista fictícia
do meu fictício sétimo andar
"As vezes, ser feliz, nao é achar quem você estava procurando...mas quem estava procurando por VC..."
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