Coleção pessoal de kathlenh.p.

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não cair na poça, tentando sair viva da roda gigante (mas torcendo pra sentir a lama nos pés quando surgir o azul do horizonte). Gira, gira, gira, gira que o meu ritmo aumenta. Gira que meu pensamento fica frenético, gira que eu finjo ser cigana, e fujo correndo pro litoral, praquela terra onde é rei quem consegue a proeza de não ser teatral. Gira que eu vou tentando ficar lúcida, risonha, medonha, cega. Gira e leva embora o passado, o medo, a incerteza de todo a fugaz certeza. Mas gira rápido, e tão rápido quanto eu não sinta o efeito, pra poder sair direito, sem defeito, e encontrar meu bom e lindo sujeito. Gira roda, roda gira, limpa toda ferida, cura alma, limpa, amorna, acalma

Kathlen Heloise Pfiffer
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"Não ter medo de pular bem alto, de falar de boca cheia.
Não ter medo de rir feito uma hiena, de contar o maior mico.
Não ter medo de cantar a letra errada, de inventar a letra certa.
Não ter medo de ir além, de contar aquilo que mais ninguém sabe.
Não ter medo de exagerar na roupa, de andar meio mocoronga.
To my Angels:
Não ter medo de sair na chuva, no frio, de manhã, de tarde ou de noite.
Não ter medo de pedir ajuda na prova, de tentar ajudar do jeito capenga que dá.
Não ter medo de fazer fofoca, de falar sério, de chorar por causa da briga com a mãe.
Não ter medo de ser exatamente como eu sou.
Não ter medo. Porque sei que vocês estão do meu lado."

Feliz dia dos Amigos!

Kathlen Heloise Pfiffer
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Nosso ponto de encontro.
Você sempre fica ali, parado, com aquele sorriso meio torto e com cara de moleque. Até meio inocente. Vestido meio engraçado, querendo parecer homem feito, acaba se perdendo quando põe aquele tênis preto. E me quebra as pernas quando me olha com fogo, quando respira muito perto. Esconde dos outros toda a falta de pudor quando pensa na gente. Olha rápido em volta, percebe a ausência e me puxa bem forte, morde minha boca, roça a língua no meu pescoço. Fala baixinho o que vai acontecer de madrugada. Drive me crazy.
(...)
“Quer que eu saia?” ele diz; “Não, pode ficar” (malícia).

Kathlen H. Pfiffer
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Pensando bem, o que realmente conta não é se teve velas, se teve música de fundo, se foi cedo. Não importa se ele usava uma roupa esquisita e se tinha roubado o carro da mãe. O brilho no seu olhar, o barulho dos nossos corpos, sua pele macia e um 'eu te amo' suspirado é que fizeramm nossa história de amor. E eu disse sim.

Kathlen Heloise Pfiffer
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Hoje uma amiga minha veio dizer-me que estava lendo meus textos e que tinha se identificado com alguns deles.
Senti uma pontadinha de orgulho de mim mesma, mas, logo em seguida, ao abrir a página em que publico os mesmos,
senti não uma pontadinha, mas uma apendicite daquelas bravas, ao me dar conta que eu simplesmente não escrevi mais.

Não escrevi mais. Olhando assim me parece assustador.
Mas, consegui encontrar uma razão plausível, não compreensível, mas plausível para o causo.
Minha vida tem sido feita de contas. Não sobram mais espaços para palavras.

Faço contas todas as manhãs da semana durante dois semestres por ano na faculdade.
Engenharia não é lá feita para aqueles amantes das palavras.

Faço contas todas as tardes olhando para o relógio, diminuindo de 17h00min o horário em que me encontro.
Faço contas de custos toda vez que compro algo muito caro, abrindo o site do Banco e vendo o extrato do cartão de crédito,
diminuindo do limite total tudo que já gastei até agora. Faço as contas de quantos esporros vou ouvir da minha mãe
por eu estar gastando mais do que minha bolsa de estudos cobre.

Todos os dias da semana faço as contas de quantos dias faltam para o final de semana. E quando chega o final de semana,
faço contas meio que não querendo fazer, pra ver quantas horas ainda me restam de final de semana.

Todo domingo, faço contas de quantas horas vou precisar dormir pra conseguir acordar segunda feira e ir pra faculdade sóbria
o suficiente para fazer contas e depois me manter acordada no trabalho fazendo as contas de quantas vezes minha chefe diz:
por gentileza, dê uma olhadinha no e-mail que eu te encaminhei com um pedido relativo a reserva de carro para a visita
técnica dos pesquisadores... bla bla bla (faço contas inclusive imaginando quanto tempo vai levar pra eu arranjar um estágio
decente).

Todos os minutos faço contas do tamanho da saudade que sinto do meu namorado, e faço contas pra saber quanto tempo ainda
falta para chegar sexta feira pra gente poder ficar juntinho, e daí me lembro que nesse momento, começam as contas infelizes
de quanto ainda sobra de tempo pra gente ficar junto, até chegar domingo a noite e eu ter que fazer as contas de quanto
tempo eu vou precisar dormir para ficar de boa na segunda feira.

Durante todos os almoços faço contas para correr contra o relógio e tentar aproveitar melhor os 45 minutos que tenho para
comer, e faço contas também contra a balança calculando quantas daquelas calorias vão me fazer engordar.

Agora mesmo é que estou assustada. Que vida de números, de contas e de tempo contado que tem sido a minha. Mas não é só
a minha. Como diria meu professor de matemática do Ensino Médio, depois da escola, a vida diz "Bem vindo ao mundo dos adultos".
E nesse mundo meu camarada, quem não faz contas, não sobrevive.

Entretanto, para sobreviver a todas as contas que somos obrigados a fazer, precisamos buscar nas palavras de um amigo, de uma
mãe, de um marido, de um namorado, de um filho, ou sei lá, do porteiro ou do motorista, enfim, palavras que nos dêm suporte
para continuar tendo forças para não jogar as contas para o alto e não deixar a peteca cair. Nessas horas, uma palavra vale
por mil números e mil contas de algorítimos ou então derivadas. É, acho que vou voltar a escrever.

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: contas tempo

Desculpem-me a ausência, a falta de atenção, o olhar longe, o sumisso repentino. Amar e ser feliz me conssome muito.

Kathlen Heloise Pfiffer
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Há muito tempo que eu havia deixado de acreditar no príncipe encantado com seu lindo cavalo branco,em alguém que eu não conseguisse viver sem, não pensava mais em ‘’foram felizes para sempre’’. Na verdade a vida por si só tinha feito com que eu deixasse de acreditar nisso. A vida pegou todos os meus sonhos de Barbie e de romances de cinema e jogou tudo na privada no dia em que levei meu primeiro fora. E depois de chorar litros de lágrimas eu decidi que não pensaria mais em felizes para sempre. E mesmo depois de tanto tempo, eu continuo não pensando. Não penso em contos de fadas, nem em amores eternos como no Titanic. Conforme a idade vai chegando, você acaba percebendo que a vida real é muito mais interessante. Nos contos de fadas, a princesa nunca acorda o príncipe domingo de manha e faz amor com ele escondido, o príncipe nunca discute com a princesa dizendo que tem ciúmes do vizinho, a princesa nunca fala mal da roupa do príncipe rindo da sua cara por sua calça ser grande demais pra ele. A princesa nunca obriga o príncipe a comer maionese, e o príncipe nunca obriga a princesa a comer catchup como prova de amor. No conto de fada, o pobre príncipe tem que conhecer o rei, na vida real, é só conhecer o pai mesmo (apesar de que eu acho que conhecer o rei, nesse caso, é bem mais fácil). Nas histórias, o príncipe não ri do cabelo bagunçado da princesa, e a princesa nunca fala de boca cheia. Tudo isso porque contos de fadas, são só contos de fadas. A vida é bem mais que isso. A vida é bem mais engraçada, mais divertida, mais picante também. Sinceramente, eu não troco meu homem por um engomadinho das histórias de reinos encantados. Não troco minha história com ele por um simples final feliz e viveram felizes para sempre. Que para sempre é esse? Eles brigaram? Reconciliaram-se? Viveram uma crise financeira? Discutiram sobre a comida do jantar? Vai saber... Esse viveram felizes para sempre deles não me satisfaz, e feliz de mim que cheguei a essa conclusão. Não quero passar a vida beijando sapos a procura de um príncipe.Eu tenho em casa algo muito melhor (e já me dá um arrepio na nuca em pensar que nesse momento ele está me esperando cheio de amor pra dar). Isso que ele nem vem me buscar de cavalo branco, a gente vai de ônibus mesmo. E olha, não que eu não consiga viver sem ele, é só que eu não quero viver sem. Não vejo graça em viver sem. Não quero promessas de finais felizes e de vamos viver felizes para sempre. Quero apenas o que tenho, amor de sobra, pra dar e vender. Quero apenas ser feliz, sempre.

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: principe conto

É um gostinho assim bem doce, daqueles que lembram o verão, o calor, a brisa do mar.
Gostinho da última bolacha do pacote, do último pedaço de pizza. melhor dizendo, do último gole de Coca-Cola (assim é bem mais sincero).
Um gostinho apimentado, sonhado, fantasiado. Gostinho de domingos de manhã, aqueles domingos de manhã.
Gostinho de escurinho, de beijinho na nuca e segredinho ao pé do ouvido.
Gostinho de filme na sala, de conversa na varanda, de riso na cozinha e de... bom, o resto dos cômodos deixa pra lá.
Um gostinho que arrepia o pelo, um gostinho que é 'inho' só na palavra, porque é forte, é arrebatador, é viciante.
Mas, quem diria, é leve.
É um gostinho de quero mais você
(pra ele)

Kathlen Heloise Pfiffer
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Eu olho para trás e você ainda é aquele ali, parado na esquina, sorrindo meio desengonçado, esperando que eu abra o portão. Esperando que eu te abrace e depois te beije, e que te diga que sua camisa não combina com sua calça. Eu olho para trás e você ainda é o meninão que ri das minhas piadas, que passa a tarde inteira jogando cartas com minha avó enquanto eu faço as unhas, que sabe que odeio que mexam no meu pé (e que sempre o faz para me ver ficar brava). Eu olho para trás e você ainda é o homem que me faz mais mulher, que me arrepia o pêlo, que balbucia meu nome com fervor, que me segura pela cintura e aperta forte meu corpo contra o seu. Eu olho para trás e você ainda é o amigo que me ouve, o único que me conhece por inteiro, de alma, que conhece cada centímetro de mim. Conhece todas minhas manias, todos os meus sorrisos, todos os meus olhares. Eu olho para trás e você ainda é o confidente que sabe meus segredos, meus medos, meus crimes, meus sonhos.

Mas quando eu olho para trás, você está, atrás. E cada vez mais atrás, e diminuindo, e indo embora. E se tornando mais uma lembrança do que uma presença, mais uma foto no mural do que uma ida à praia, mais uma página do diário (algumas páginas) do que um filme no fim da tarde. Uma paixão que veio, fez tormenta, tirou o sono, fez o teto cair e o chão fugir. Devastador. Mas que resolveu partir, assim, sem mais nem menos, como quem não quer nada. Foi-se com a chegada do inverno. Eu olho para trás e vejo um amor de verão, um sonho bom, uma lembrança terna.

E de repente, bum! É hora de olhar para frente, e ver que a vida está acontecendo, e que há alguém pra se olhar. E eu olho para frente e despeço-me de outra vida, sorrindo com alegria e abrindo meu coração com emoção para a brisa de primavera que traz outra vida, outras emoções, outros contos, que traz mais prosa e poesia, e que traz meu amor.

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: verão vento

Quando as palavras são feitas de puro silêncio, quando o som lá fora se torna inaudível. Quando os outros não importam, a luz apaga, a cortina fecha, o perfume exala. Quando o toque do celular não chama atenção, o vento não traz mais o frio, a chuva não afasta mais pra baixo do telhado. Quando a perna treme, o ar falta, o calor emana, o corpo pede e a boca avança. Aí... Aí a gente beija.

kety

Kathlen Heloise Pfiffer
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Um novo livro, um novo armário, um novo telefone. Uma agenda nova, um cachorro novo, um lindo par de sapatos novos. Uma marca de arroz nova, um guardanapo diferente. Lençóis laranja, verdes, roxos. Nada de branco. Uma sala nova: menos sofás, mais almofadas. Uma viagem, não para a praia, para o campo. Ou não para o campo e sim para a a praia. Hum, que tal um vestido novo pra combinar com os sapatos? É uma boa opção. E então uma nova festa, uma nova dieta, um novo amigo. Um novo namorado, um novo marido. Um novo rumo, uma nova direção, uma nova vida. A pergunta é, você está pronto para seguir em frente, ou ainda se prende aos fantasmas do passado?


kety :)

Kathlen Heloise Pfiffer
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Porque existem certos momentos na minha vida em que tudo muda. São dias em que eu vou dormir sorrindo e acordo cantando. Em que eu passo no espelho e arrumo o cabelo, eu saio na rua e escuto os passarinhos. Eu olho na janela e vejo cores radiantes lá fora. É nesses dias que eu consigo lembrar que dentro de mim ainda existe uma mulher que consegue ser sedutora, que consegue ser atraente, que consegue chamar a atenção de um homem. Mas também consigo lembrar da menininha que vive em mim, que precisa de proteção, de carinho, de atenção. São dias em que não importa se faz chuva, se faz sol, se está frio lá fora. Porque a verdade é que o constante calor que me envolve torna todos os céus azuis, todas as tardes quentes e todos os dias com uma brisa morna e suave.
São dias que me lembram a canção do mundo, o mistério da vida.
E eu vivo intensamente esses dias, e divido esses dias. Talvez seus dias também estão um pouco mais coloridos, talvez a música agora também é mais suave. Mas disso eu não sei. E também não sei se quero saber. Gosto do desconhecido, gosto de andar na corda bamba, gosto do extremo. Acontece que hoje, aqui, o que conta mesmo é cada instante, e cada suspiro de vida. O resto lá fora não importa mais. Agora são só dois. Um estranho par. Um par de amigos, de inimigos, de amantes, de apaixonados.
Por enquanto, deixa estar. Vou aproveitando enquanto aquele que veio de um lugar de apenas 2% está por aqui. Minha porta está aberta, e não me importo mais de o esperar no portão debaixo de chuva. Porque eu andei milhas e milhas, mas parece que meu único destino é a sua porta.
E se o amanhã me reservar o melhor, eu vou continuar aqui escrevendo sobre os dias em que ando em nuvens. Caso contrario, também estarei aqui, escrevendo sobre todos os dias em que consegui abrir as janelas do meu corpo e sorrir com candura para o horizonte. E então eu vou admirar o que fiz no passado, e me sentirei feliz.

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: felicidade

Não que eu não goste de sair pra night, azarar, curtir com minhas amigas, flertar e me divertir.
Sabe como é, eu amo essa vida de solteirisse. Mas chega uma hora, em que eu não consigo parar de me
perguntar porque o homem dos meus sonhos não está aqui do meu lado, vendo um filmezinho na TV tomando nescau, ou então
dormindo de conchinha comigo. Talvez seja porque ele esteja nos meus sonhos. Mas deixa estar.
Uma hora dessas, ele bate aqui na porta de casa e me convida pra tomar um café logo ali.
Tá, tudo bem,eu não estou em uma situação de poder exigir muita coisa.
Não precisa ser o homem dos meus sonhos, deixa ele lá, pra eu ter algo ainda por almejar.
Mas se, por acaso, existir lá fora, não o homem dos meus sonhos, mas um homem que me faça sonhar,
é só avisar que eu passo meu enderço. E eu acredito que uma hora ele apareça.
Afinal, sonhar não custa nada. Mas eu pagaria um preço alto para que isso se realizasse.


(desculpa pelas palavras, o frio parece me deixar mais tolerante)

kety 09/08

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: amor solidão

Antes normalidade do que ética.

Quando o assunto é ética, todos parecem saber o que ela significa, mas na hora de verbalizar seu real significado, parece que as palavras fogem, e fica simplesmente subentendido sua definição. Ético, é algo que vem a ser aceito socialmente dentro das definições de certo e errado, funcionam como princípios permanentes e universais. Princípios que são aplicados em diversos setores da sociedade, incluindo as profissões. Em geral, cada profissão tem o que se chama de código ético, que deve ser cumprido pelos profissionais para assim terem uma conduta moral dentro de seu ramo. Partindo desses princípios, fica a seguinte questão em aberto: é possível incorporar a ética à política?
Seria um tanto quanto moralista demais afirmar que o código ético político deva ser seguido fielmente por aqueles que trabalham ligados a instituições governamentais. É pura utopia, e utopias existem para ficarem em livros. Em uma analogia, pode-se comparar a ética na política com o socialismo utópico de Marx e Engels, muito bonito, muito eficaz, porém, inalcançável.
A própria sociedade já subentende que política e ética são duas coisas que, desde os tempos mais remotos, não conseguem manter uma relação muito harmoniosa. Aquele que se deixa levar somente por princípios éticos, acaba sendo passado para trás por aqueles que não assim o fazem, torna-se um fraco e não tem poder suficiente para comandar um estado. Nas circunstâncias em que a sociedade contemporânea se encontra, é preciso líderes de punho firme, que consigam controlar a população e articular de forma perspicaz os jogos políticos. E se para isso tiverem que burlar o tal código ético político, que o façam. É claro, pressupõe-se que burlar o código ético não conduza a crimes hediondos, como homicídios, pois isto está à parte de qualquer código ético profissional.
No século XVI, um filósofo italiano chamado Maquiavel, escreveu em sua obra prima, “O Príncipe”, que um governante não deve medir esforços para alcançar seus objetivos, se imortalizando com sua frase que diz: “Os fins justificam os meios”. Há quem discorde, e com toda certeza, há motivos morais suficientes pra fazê-lo. Todavia, para que a sociedade continue sobrevivendo, sempre haverá de existir aqueles mais fortes que conseguem dominar a situação, impondo ordem geral. Se for necessário não seguir princípios éticos para atuar na política, mas que somente dessa forma chegue-se a um nível de ordem, que assim seja. No Brasil, quem tem ética parece anormal. É preferível viver em uma sociedade onde políticos não são éticos, mas que exista ordem, do que em uma sociedade que seja comandada por fracos que sequer tem voz ativa no meio para comandar uma nação.


kathlen 18/09/08

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: ética política

"...todas as canções um dia acabam, mas isso não quer dizer que não possamos curtir a música até o fim..." Que nossa música seja eternizada por todos nossos momentos juntos. Que o mundo ouça nossa doce canção e nos embale serenamente no entardecer de nossas vidas, e que nossa melodia sirva de alicerce para que nunca nos separemos, e que, se isto acontecer, que ela nos una pelas lembranças doces de outrora. Obrigado queridos amigos por serem as notas da minha canção!


kety 17/09/08

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: amigos despedida

Debaixo de sete chaves

O homem é naturalmente um ser carente, necessitado de afeto e atenção. E durante sua vida encontra nos seus semelhantes este afeto, criando laços que, não necessariamente, vêm do sangue, que não necessitam de parentesco algum. Estes laços servem como alicerce para a construção de uma verdadeira amizade. Amizade que, devidamente cultivada, serve como pilar na construção do caráter de cada indivíduo.

Disse a canção: “amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração”. Este é o desejo íntimo de todos, ter um amigo sempre por perto, dentro de uma caixinha, para quando a saudade bater, tê-lo logo ali ao lado. Acontece que não funciona assim.

A vida por si é uma constante mudança, cheia de idas e vindas. Hoje mora-se aqui, amanha se ganha um emprego e se vê morando do outro lado do pais. E então como ficam os amigos? Ficam para trás, e não há caixinha em que se possa carregar um amigo. E o momento em que se vê parte de si mesmo ficando para trás. Separações existem não só em amores, mas também em amizades. E esta é uma das separações mais dolorosas por qual o homem passa: a despedida de um amigo.

Contudo, quando a amizade é verdadeira esta suporta distâncias, o passar dos anos, suporta todas as possíveis barreiras. A amizade genuína é construída em cima dos laços do companheirismo. Ela existe sim. Não é possível levar o amigo da escola para a faculdade consigo, mas, quando o sentimento é verdadeiro, as lembranças vividas ficam. São estas lembranças que fazem parte da bagagem que cada homem carrega dentro de si, até o fim de seus dias, até o momento que a memória não ser errante. A verdadeira amizade existe e atravessa todos os obstáculos, pois sua real essência está dentro de cada um de nós, “debaixo de sete chaves, dentro do coração”.

kety

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: amizade amigo

A justiça tarda, mas tarda demais.

O Brasil é um país onde corrupção tornou-se sinônimo de política. Escândalos políticos há tempos fazem parte do dia a dia nacional e, lamentavelmente, o brasileiro parece já ter se acostumado a isto. Ouvir no noticiário que algum governante andou burlando leis, fraudando documentos, subornando funcionários, sonegando impostos, já não chama mais atenção. Não choca mais o ouvido de qualquer pessoa.

Questionam-se os brasileiros: em meio a tanta impunidade dos desonestos que pintam e bordam na sociedade de nosso país, até quando a massa aceitará em silêncio tanta desonestidade e falta de punição? Até quando o povo aguentará sustentar uma corja de marajás que sequer tem noção das dificuldades pelos quais o país passa? A resposta é simples: o povo aguentará enquanto não tiver formação e conhecimento suficiente para da maneira correta intervir e mudar o quadro político brasileiro.

Logo, esta “fiscalização” que o povo pode vir a fazer é praticamente impossível, e se for, está anos luz à frente da realidade nacional. Com um setor de educação deficiente, a base educacional brasileira vem formando indivíduos que só sabem abaixar a cabeça e contribuir, na maior parte das vezes inconscientemente, com a corrupção crescente, sendo coniventes e esperando que alguma solução divina caia do céu.

Em suma, o Brasil continuará sendo palco de corrupção e escândalos políticos por muito tempo. Enquanto cidadãos não possuírem base educacional suficiente para terem consciência da sociedade em que vivem e assim estarem condicionados para contestá-la, restará ao povo brasileiro a esperança de dias melhores, e a crença no dito popular de que a justiça tarda, mas não falha.


kathlen.

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: justiça brasil

Uma eterna aprendiz;
Há certos momentos na vida em que nos vemos diante de encruzilhadas, e que temos que escolher um caminho a seguir. Na maior parte das vezes, há duas ou mais escolhas a fazer; continuar na estrada já conhecida, retinha, sem perigo, ou então arriscar-se a tomar um novo caminho, que pode ou não ter pedras, buracos. Aí é que está uma das grandes graças de se viver, a graça de termos a chance de fazer nossas próprias escolhas.

São nossas escolhas que determinam quem somos ou o que viemos a ser. São elas que podem mudar nossa vida, e a vida de muitas outras pessoas. E é graças a nossas escolhas que podemos mudar, inovar, fazer diferente. Ousar. Colorir, deixar preto e branco, sair da margem de nós mesmos. Graças a nossas escolhas que podemos nos reinventar, de sermos aprendizes de nós mesmos.

Muitas vezes, é preciso que estejamos diante de escolhas para mostrar quem verdadeiramente somos, para que consigamos enxergar dentro de nós mesmos e aí então estarmos prontos para mudar.

Minha vida mesmo é uma constante mudança, uma constante metamorfose. E e assim que desenvolvo meu verdadeiro eu, cheio de altos e baixos, cheio de abismos e de pedras no caminho. Que encaro e não desvio. Não escolho o caminho fácil, e também não fico choramingando por tê-lo escolhido ou talvez até mesmo por me ter pressionado a escolhê-lo. São meus medos enfrentados que me fazem forte, que constroem meu caráter. A minha vida eu levo do modo que me convém melhor, sem vergonha de mostrar o que realmente sou, do que realmente gosto, do que tenho medo. Sem esconder quando levo um tombo, sem sentir vergonha alguma de muitas vezes pedir por ajuda para levantar. Porém, levanto sempre de cabeça erguida, pronta para um novo embate, pronta para lutar novamente para melhorar o que sou.

Ter medo de mudar e fazer novas escolhas é normal, mas é preciso. Ao postar-se diante de um desafio, são nossas escolhas que determinarão a que realmente viemos até aqui. A questão é: aceitar o desafio mudando e aceitando crescer emocionalmente, evoluindo em si mesmo; ou continuar ilhado em um mar de mesmice, em um mundo onde viver é sinônimo de vegetar.

Eu continuo aderindo as escolhas das mudanças. As escolhas que me dão o impulso de viver, de inovar, de ousar, de fazer diferente, e “não ter a vergonha de ser feliz; cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”.

kety 08/08

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: aprendiz mudar

Lembranças de uma viagem

Eu estava pensando sobre uma viagem que fiz para Porto Seguro, lembrando de tudo que havia acontecido em uma semana de pura alegria, diversão, e não pude deixar de lembrar sobre algo que fizemos na última noite daquela viagem. Era uma espécie de brincadeira, em que você tinha que ir até a frente de todos, e pegar um pouco de carinho de um saquinho, e mandar pra quem quisesse. Como o tempo era curto, muitos deixaram de ir até lá e mandar este carinho. Bom, eu tive a oportunidade de ir, e mandei para duas pessoas muito especiais que fizeram a minha semana de férias valer a pena. Duas grandes amigas. Entretanto, talvez por toda a emoção da despedida, todo o sentimento de saudade que aos poucos ia crescendo, eu acabei mandando este carinho pela metade.

A princípio, acredito que todos nesta viagem estavam com o mesmo pensamento apreensivo, afinal, eram duas escolas diferentes, que pouco se conheciam. Eu mesma cheguei a pensar que, nunca que ambas iriam realmente se unir. Acontece que, isso não ocorreu. As diferenças, ou até mesmo as coisas em comum, fizeram com que nos tornássemos um grupo unido, um grupo que brincava junto, ria junto, enfrentava o cansaço junto. Alguns mais juntos que outros, outros nem tão juntos assim. Mas sempre unidos. E no fundo, foi isso que fez toda a magia da viagem acontecer. Afinal, o que vai ficar pra sempre na memória, não é somente as festas, os lugares visitados e conhecidos. O que vai ficar de verdade, é aquela risada de um tombo, é aquele abraço conjunto de felicidade, aquele beijo com carinho, um aperto de mão de fidelidade, um ataque de nervos por causa da roupa jogada no chão. Vai ficar na memória a invasão dos quartos (das varandas), os devaneios, os planos feitos com afinco pelos grupos, as amizades feitas, renovadas, reforçadas. Tudo isso é o que levaremos conosco para a posteridade, é o que contaremos para nossos filhos, e quem sabe um dia netos.

E se eu pudesse novamente mandar meu carinho, eu mandaria para todos que fizeram parte da minha semana. Todos que me garantiram risos, abraços, devaneios, festas, todos que me fizeram sentir especial. A todos os meus antigos amigos, que só fizeram reforçar meu sentimento por eles, que só fizeram com que eu percebesse o quão importantes em minha vida são, por todo o apoio, todo o companheirismo, todas as parcerias. Um carinho mais do que especial para os que entraram na minha vida. Todos que conheci, todos com que junto fiz festa, gritei, pulei, conversei sério também, conheci um pouco além de apenas um nome e sobrenome. (especialmente aos vizinhos de varanda, que eu incomodei até dizer chega). Um carinho especial também para aqueles que não conversei muito. Ora, vocês também fizeram parte de tudo que eu vivi, e vocês também serão lembrados. Um carinhos a todos vocês que fizeram esta viagem acontecer, pois, ir sozinha para lá, não seria NADA, e sem vocês, não haveria mágica ou lembrança boa alguma na melhor semana da minha vida.

Por fim, aos que leram até aqui, venho fazer um pedido. Um pedido com carinho. Durante a viagem, e antes também, ouvi varias vezes a frase: “Sabem quantas pessoas da minha turma de terceirão eu ainda tenho contato? Nenhuma. E com vocês será a mesma coisa.” E sabe o que nós fizemos ao escutar isso? Alguns choraram, alguns aceitaram em silêncio, e uns poucos pensaram que não seria assim. Eu peço a TODOS que pensem que não será assim. Porque dessa vez, não podemos fazer diferente? Porque aceitar que o tempo nos separe, que a vida nos leve para longe? Aceitar isso seria assumir que somos fracos, que nada teve real valor, que tudo significará apenas fotos velhas em um álbum. Não, não pode ser assim. Não deixem que o tempo leve o melhor de vocês, não deixem que o tempo leve aqueles que lhe serviram de alicerce em sua caminhada, serviram de base na construção de seu caráter. Não deixe que a vida leve o que de melhor você obteve.

Fica aqui um pedido de uma amiga. Um pedido difícil, mas não impossível.

08/2008 kety

Kathlen Heloise Pfiffer
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Tags: viagem terceirão

Olhando a foto, foi quando eu descobri que tua ausência inda doía e o tempo que passou não me serviu como remédio. E a minha paciência foi inútil e todo desapego incompetente. Eu me desvencilhei de livros, cartas e bilhetes e me desmemoriei por algum tempo.(Quis tanto ter você, depois silêncio). Mas nessa tarde estranha em que ensaio versos, só vem tua falta à tona...E eu desamarro um pranto que eu sei tão antigo...(Desculpa essas palavras com cara de choro): ainda há reticências.



(pensamentos soltos de outros tempos, quem sabe outras vidas) sem data.

Kathlen Heloise Pfiffer
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