Espetáculo
O sol assiste silenciosamente o espetáculo do abraço entre o mar e o céu sem necessidade de nenhuma explicação.
O palhaço poeta
Pobre palhaço cheio de graça
Anunciando o espetáculo no meio da praça
Faz palhaçada
Leva o povo ao riso
Jogando palavras
Por puro improviso
É metáfora, metonímia e ironia
Seu pequeno espetáculo composto de eufemismo
Mas o palhaço se entristece por ver tanta alegria
Por lembrar que no fim da noite escreverá mais uma poesia
Rasgará sua alma e colocará no papel
Toda dor que esconde atrás dum sorriso.
Naturalmente podemos viver o melhor da vida, nos permitindo fazer dela um espetáculo maravilhoso sem se preocupar o quanto inesperada pode ser seu fim.
Ela já estava habituada a viver o espetáculo da vida "solo",
Mas a vida não é para os fracos e gosta de peças,
Foi então que despretensiosamente ela encontrou um amigo incrível,
E como complicar é tempero da existência, ali, naquele homem ela encontrou o homem que a desconstruiu...
E ela que nunca foi de esperar na praça muito tempo para concretizar um amor, jurou para si mesma que nunca mais vai querer amar outro alguém.
Aos tristes amantes de privilégio singelo resta assistir ao espetáculo da vida alheia por de trás das cortinas. Aonde os personagens fingem ser felizes."
Nem mesmo o sol naquele dia quis perder o espetáculo deste encontro. Um dia que se fazia nublado não resistiu em ver estes dois cometas. Quando se abraçaram pela primeira vez e ainda tímidos iniciavam a conversa e toda formalidade. Um dos Cometas presenteou o próximo com o que ele queria a muito tempo, e juntos passaram a saborear sua primeira sobremesa. Na saída da casa gelada o Sol veio conferir aquela que brilhava mais que ele e um sorriso assim se fez. Tudo é belo e lindo. Parece que o arco- iris e o mar se encontram nos seus olhos. Um espetáculo de vida maravilhosa que somente nele aquele cometa poderia encontrar. A troca de Carinhos os aproximavam e aquele passeio naquele lugar incrível. Um jardim que merecia o aparecimento daqueles que são majestades de corações puros.O sol sempre estava a iluminar o caminho destes que estão apaixonados. O sonho então se realizou, e tudo parece tão perfeito que nem mesmo o tempo queria passar. Pequenos toques e aproximação acontecia lentamente, cada minuto era importante. Entre piadas sem graças e pequenas "mentiras", eles ficavam ainda mais felizes por estarem juntos. Aos poucos os cabelos dela passavam em seu rosto, e sentir o perfume um do outro faziam com que aquela magia perfumasse o ar. Rosto perto, beijo inevitável. O momento mais lindo da tarde. Tudo é mais belo, nem mesmo os anseios e os sonhos puderam trazer tanto prazer e chegar perto do que aquele momento queria dizer. - Eu sou feliz meu pequeno cometa. Sou um panda carente em teus braços. - Que seja sempre assim este carinho entre nós. Dizia ela. Cair da noite e o seu brilho fica como a rainha lua. Como tudo tem seu tempo o caminho de volta é enfrentado com uma parte de tristeza, mas com uma esperança de que valeu a pena esperar. Dois poderes dignos de receber tanto amor. Não existe nada melhor, tudo que ele sempre quis está na imensidão do teus olhos amada minha.
Segunda-feira, tens um gosto amargo de demência, bonita também, eu diria, sem nenhum espetáculo, pela primeira vez estava tão distante...de ser boa.
Não sei definitivamente inventar estórias. Acho que meu estilo de escrever é meio vago, vesgo, cego. É dançar a caneta no papel e rabiscar a folha com palavras inúteis. É escrever sobre um cotidiano que não existe. É escrever simplesmente o óbvio. Por mais clichê que possa parecer, escrevo o que eu acho que é verdade, e o que eu acho que é mentira. Tenho preguiça de revisar acontecimentos concretos. Tenho fome de escrever bobagem.
Um espetáculo cujo nome é Humanidade
Onde os risos são ambições e a alegria uma potência
O sábado negro surtava naquela ambiguidade
E os corações já transbordavam violência.
O espetáculo verossímil estava a pouco instantes distante de cumular meus olhos e minha alma. Era previsível a mim saber o momento que ela apareceria e como apareceria. Sucedeu-se do mesmo modo ontem e antes de ontem e todos os outros dias que antecenderam esta noite. Ela viria logo depois do número final do mágico onde ele fatia a sua cobaia. (É assim que chamo todas as assistentes de mágicos quaisquer.) Ele estara a fazer exatamente o que ela fazia com meu coração, cortando-o em partes, dilacerando-o como o senhor de cartola negra o faz com a loira de sorriso malicioso e convidativo. A criatura de curvas gritantes e o dono da magia ilusória se despedem daqueles que fazem o seu sustento embalados por centenas de aplausos ruidosos. E eis que ela surge por entre os firmamentos da enorme lona de cores vibrantes cortando a brisa da noite com suas longas pernas revestidas de brilhantes que me fazem confundir com o resplendor de seu olhos. Senti tudo o que me rodeava parar ao vê-la esvoaçar pendurada a um trapézio que mesmo com toda confiança que demonstrava em estar empregnado lá no alto provocava-me um temor assustador. A tensão tornava-se alívio só mesmo ao firma-la os olhos e tocando a tranquilidade que desaguava de seu semblante. Acostumada a milhões de olhares atenuosos em sua direção, ela jamais perceberia o meu por entre tantos outros dali e de fato eu não queria que o fizesse. Ela, acredito eu, parecia fitar alguém como uma águia firma os olhos em sua preza. E eu contentava-me apenas em vê-la no alto, como um sonhador centenário ainda almeja seu sonho, como uma criança deseja tocar uma estrela.
Sejamos atores desse espetáculo, onde depois de cada cena teremos outro roteiro... E o passado nada mais é q um personagem já interpretado... "Vidal"
Fim de domingo...
Desce o pano...
Fim de mais um espetáculo.
Todos estão cansados ,(in)satisfeitos, tristes, famintos,
doentes, alguns entregues a própria sorte.
Somos atores...
...cada um em seu papel, muitas vezes interpretando
pantomimas decadentes para uma platéia desinteressada, ano após ano,
semanas após semanas, dia após dia, minuto a minuto...
Morrendo lentamente a conta gotas.
