Esperando
Jamais me encolherei num canto, esperando a morte chegar! Por estar vivo e na vida acreditar, continuo o meu caminho e ela, vendo que ouso, se afasta e torna mais longo o espaço entre nós!
A dor da minha alma me devora, não sei como me defender...
Eu fico sempre esperando uma mudança de fora, mas é preciso de tempo para compreender que a vida espera de mim uma transformação vinda de dentro... Mas na maioria das vezes não consigo, preciso de uma mudança de mentalidade, uma mudança de vida. Sinto-me triste outra vez... Mas não consigo mudar isso... Parece que falta um pedaço dentro de mim.
Na estação do acaso, esperando o último trem passar pela última vez, nesses trilhos velhos e enferrujados.
Bolas de Sabão
Bolas de sabão
Somente voam
Esperando pra dissipasse
Suas lagrimas se lançam ao solo
Frutífero solo juvenil
Meu sorriso a contemplar
Em cada sobro o seu brilhar
Saltos e gritos dispersam
Longe seguem o seu planar
No final vão se os risos
Fica a frágil lembrança
De uma bolinha de sabão
Agora já não as tenho
Bolas de sabão acabam
E levam consigo
A alegria minha
Acabou o sabão
Acabaram-se as bolinhas
Choro e lagrimas
Mainha!
(Edson Patrick Vasconcelos Pereira) (22/08/2011)
Se estás esperando de mim perfeição, não te iludas. Mas sei que algum dia vou ser a perfeita cheia de defeitos de alguém!
Não dá para passar a vida inteira deixando para depois ou esperando o tão sonhado final feliz.
Eu preciso é ser feliz no caminho, no presente, no agora.
Eu mereço viver a alegria do hoje, porque o amanhã talvez nem chegue.
Com destino certo, esperando o ônibus na parada
Me flagro sem rumo.
Não sei o que quero
Não sei se fiz o certo
Não sei se almejo
Seguir no ritmo desenfreado
Da sociedade insana.
Tão perdida quanto a mulher
Que caminha atrapalhada no asfalto gelado,
Beirando a morte.
- E quem não beira?
Caminha como pode. Bêbada.
Vestindo seu pijama e chinelos
Em pleno inverno.
Eu mal respiro, devido a gripe
A mulher ri, sem aparentes motivos.
A persigo com o olhar
Até onde a neblina permite.
Ela sobe o morro
Eu subo no ônibus.
...
Peço um café
Temendo o frio e a chuva.
Um senhor sentado na mesa ao lado
Escreve em um bloco velho.
Me olha e sorri.
Escrevo atrás de um currículo
Que deveria ter entregado.
Mas lembro apenas de estar perdida,
Como de costume.
Caminhos existem vários.
Ainda que não almejo ter tudo,
Sonho muito alto.
O senhor da mesa ao lado soa sabedoria
Arrisco uma conversa tímida,
Peço um conselho sobre a vida.
Volto desapontada e sorrindo.
Lhe perguntei se havia alcançado
O tão aclamado sucesso.
Ele fixou o olhar no chapéu na cadeira
E me respondeu, como pôde:
- Sucesso é relativo, jovem garota.
Sinto minhas mãos, escrevo no meu bloco
Estou vivo! E é claro, paguei pelo meu café.
Considero-me bem sucedido, por hoje.
Amanhã, se acordar, farei isso outra vez
Embora sei que estou beirando a morte
- lembro da mulher no asfalto
Não que isso importe. O meu sucesso eu alcancei.
Eu nunca conheci um ser que bebesse esperando a sobriedade, perdido totalmente em esquecimento.
Minhas lágrimas são secas, escorrem pelo meu rosto que esta totalmente molhado, me transformo em outro ser.
Meu estômago conecta-se com a minha cabeça, e de manhã eu percebo o grande desfecho em dúvidas... "Será que eu fiz alguma coisa de errado?".
Bang, bang! - Fiz!
"Pessoas festeiras não se magoam, não sentem nada" - Quando eu vou aprender?
1,2,3...
Por um acaso muitas coisas acontecem, mas o mais certo é não ficar esperando o acaso, é fazer o que gosta e acreditar do seu potencial, mesmo que não agrade muitas pessoas, mas pouco importa. O que importa é ser feliz com a sua própria felicidade, sem prejudicar ninguém para conseguir alcançar seus êxitos e objetivos.
Faça o que fizer de positivo, não o faça esperando por reconhecimento, menos ainda o persiga, pois se assim vier não será verdadeiro, se não vem por espontaneidade não vale a pena. Uma vez ouvi alguem dizer que o sucesso geralmente vem pra quem está ocupado demais pra se preocupar com isso, o mesmo se aplica ao bendito reconhecimento.
Você
Sinto falta de nossas conversas
Falta dos teus verdes olhos
Esperando meus conselhos
Com pedidos à expensas
De uma nova trama
Sem se importar com a minha má fama
Se ao menos pudesse velos
Quais são seus pesadelos
Se ao menos soubesse
O motivo disso tudo
O que vive lá no fundo
Se pudesse tocar tudo o que disse
E assim extraísse
Toda a dor do seu mundo...
O POVO DO SERTÃO
Desanimado olha pra o céu esperando que vá chover
O Sol abre os olhos sem dó nem piedade
Não se compadece com tanta maldade
Dos bichos que vivem a sofrer...
É céu azul e lágrimas no chão
A água está se acabando
O homem fica implorando
Deus manda chuva pra esse sertão.
Aos poucos o verde que some
O povo já não sabe o que fazer
Se demorar pra chover
O gado morre de fome...
Dizem que passo a vida pensando na morte, errado... pois e ela que passa a vida toda esperando por mim.
