Espaço
O espaço que existe dentro de mim. É o suficiente . Eu não sabia. Até agora. Que eu moraria. Onde ninguém mora. A casa que abraça meus medos. E que me defende da chuva. Vigia minhas metamorfoses . Tudo acontece lá. Ou será que lá sempre foi. Aqui ? . O que tá por dentro tá fora. De dentro pra fora acontece. E se eu duvidar da verdade. É só ver como a flor floresce. De dentro pra fora. Espelho infinito é. O que tá por fora . Espelho infinito é. Eu me acomodo. Sem me incomodar . Caber em si. É nunca precisar de lar. Por fora é um espelho de dentro. De dentro que os rios transbordam e viram mar
Sem ânimo, sem motivação,
minha vida segue sem rumo.
O vazio preenche o espaço do meu ser.
Tudo se torna irrelevante e insignificante.
Me encontro no chão,
a procura de ar para preencher o vazio de meus pulmões.
A vontade de de desistir me assombra constantemente.
Choro baixinho, mas minha alma grita,grita por ajuda.
Ninguém é capaz de ouvi-la.
Assim sendo, desapareço em meio ao meu caos.
Existir é mais do que pensar, ter um lugar no espaço ou sentir, existir é a arte da vida no universo constante.
Eu sou aquele lugar, sou aquele espaço, estou aqui acolá, no visível de muitas coisas, e no invisível de mim mesma.
Ali deixei meu rastro, meu cheiro, minha pegada, de repente tudo e nada, fatos de uma história apagada.
Eu fui um fato, um ato,
uma encenação?
Vai de leve
Vai estreitando os laços
Vai aumentando o espaço
... e vai vendo o que acontece
Vai com malícia
Vai criando a armadilha
Vai sentindo o real clima
... e vai balançando a estrutura dela
Vai e vai que vai dar certo.
É que ela chegou do nada
De passo em passo
Ela é bem mais do que a NASA
Pra me levar pro espaço
Se quiser vir pra minha casa
Conhecer o meu quadrado
Imaginando que tem asa
Vem logo, embrasa
Só não explana o nosso caso
Só o declínio nós fornece força para alcançarmos espaço altíssimos, pois sem rupturas não há partos e sem partos a vida não acontece.
EU EM UM POUCO DE MIM
Todo dia,
Solidão
Reclusão.
Um infinito de mim
Dentro de um espaço
Que não cabe mais ninguém,
Todo dia,
Eu e meu eu.
Nós duas:
A mulher e a menina.
Uma dentro da outra,
Apagadas e nuas
De encantos,
De recantos
E de (en)fins.
Todo dia,
Eu em um pouco de mim!
Nara Minervino.
A partir do momento,em que você deixa de carregar o peso do rancor,você tem espaço para amar novamente
"Numa equipe cada membro é como uma peça de um quebra-cabeça. Cada peça tem seu espaço e todas bem encaixadas encontram harmonia, unidade e beleza. Quando uma peça infla seu ego e quer sobressair sobre as outras, comete um ato de violência sobre as demais porque elas são forçadas a diminuírem seus tamanhos para que a peça rebelde se afirme e usurpando o espaço alheio prejudica a unidade e a beleza e produz desarmonia ".
ARRÍTMICO (soneto)
Amar você foi coisa de espaço
A sofrência é mais que uma dor
Foi tão bom ser teu, o teu laço
Trançado ao teu querer, amor!
Aqui num silêncio, falta pedaço
Pouco me resta do que foi, calor
Também falta! Falta o compasso
Abraços, afagos teus, aquela flor!
E aqui neste poetar derramado
A morte é menos que a saudade
E pelos olhos o pesar é vazado...
E ao ver o teu cheiro na solidão
Então, vejo que sou só metade
E arrítmico o matuto coração...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/07/2020, 14’35” – Triângulo Mineiro
Sumidouro
No espaço quebrado do tempo
que se apaga lentamente
Sem sombras de dúvida
ao que devorar
ferozmente
Desmente
mitificando sem voz
todo traço de certezas
absoluta fraqueza
equívoc(ação)
Suga às tripas o mundo
universo
suas luzes ligeiras
passageiras
no trono do tempo, imperando
solidificando abstratos pedaços
traçados tortos caminhos à serpentear
no escuro vazio da inexistência insistente
que resta
que sobra
linha reta
que dobra
o sopro voraz
Deus não está limitado ao espaço físico, ainda venhamos nos reunir virtualmente, porém em espírito pelo poder do Espírito Santo em nós Ele nos conecta universalmente em Sua presença em uma única e gloriosa comunhão.
