Escritor Famosos
Não sou poeta, nem escritor,
sou mais um sonhador
que construiu seu próprio mundo de sonhos.
alguns realizados, outros ainda são só sonhos
talvez seja mais um que o destino pregou algumas peças,
talvez seja mais um perdido entre sonhos e realidade
mas, também sou mais um que acredita no amor
acima de tudo...
Um dia quem sabe eu deixo de ser um leitor,
Tomo vergonha na cara e me torno um escritor,
Não qualquer um, mas um daqueles aloprados,
Um daqueles que escreve algo com significado.
Um dia quem sabe me torno sensato,
Percebo que vinha vida não difere muito da de um rato,
Reflito um pouco e respiro fundo,
Daí então vou pensar nos problemas do mundo.
Um dia quem sabe resolvo de fato me apaixonar,
E paro de vez de por qualquer uma suspirar,
Um dia ainda coloco meu coração na linha,
E assim quem sabe descubro ter uma mulher só minha?
Um dia quem sabe para com os poemas,
Afinal é chato rimar todos os meus dilemas...
É quem sabe que me levante e vá resolver meus problemas?
Acho dificil tornar realidade essa cena,
Acho que por isso que deveria pegar uma perpétua pena.
Um dia quem sabe obtenho coragem,
E mostro que minha passagem,
Não foi em vão,
Que eu tive um coração,
Que eu espremi um limão,
E que transformei minha vida numa canção.
Um dia... Só um dia... É disso que preciso,
Para deixar de ser um Narciso,
Para parar de ver em três folhas,
Meus desejos realizados com o estourar de bolhas,
Para perceber que eu cresci,
E que desde que nasci,
Só dependo de mim,
Para tornar honrado meu fim.
Numa entrevista, perguntado sobre sua obra, o aspirante a escritor disse, entre batidas de um coração embebido em ansiedade:
_Acho que meus textos têm um quê da sofisticação dos clássicos literários que, já há muito, habituei-me a ler. Essa sofisticação pré-molar, perdida entre repulsas circunscritas, próprios protestos e a necessidade - mais que absoluta - de renovação. Não gosto de trabalhos modernistas em nenhum dos campos da arte, mas absorvo técnicas progressitas como neologismos e excessos, que dão ao texto uma cadência mais intelectual, que não prevê barreiras culturais, contudo. Tento me ater, de forma não muito satisfatória, a um único tema quando escrevo uma primeira palavra; mas eu jamais serei capaz de me ater a algo que não eu mesmo. Essa é uma colocação um pouco egocêntrica para um cronista, mas é fato - mais que consumado - que eu não ajo senão da forma que me prevê a sociedade em que vivo e a qual observo na faculdade de meus trabalhos, literários ou não. E eu não sou um tema de abordagem única.
(...)
(...)
Quiseram, então, saber por que o tal escritor usava tantas metáforas, por que era tão subjetivo na faculdade de seus textos. E ele respondeu.
_As metáforas? (risos) As metáforas são tão ímpares quando bem utilizadas que não sei escrever sem elas. Não digo que sei escrever com elas, nem que sei usá-las, pois - as metáforas - quem as usa são os leitores - bem como cada linha ou entrelinha constituintes de um texto. Habituei-me a metaforizar e exercitar meu léxico de muitos anos como leitor para prolongar períodos e ideias, dificultar o raciocínio, sombrear imagens muito óbvias. Minha alma vem embutida nesse corpo em muito desconfortável, atarefada com as preocupações e tentativas - frustradas - de acomodar-se aqui; sem contar as tentativas de difundir-se, principalmente entre dois corpos, compartilhando, em ambos, o espaço com outra. Eu preciso evadir-me de mim, é o que quero dizer. Para isso figuro em obra abstrata uma realidade tão sóbria, embora tão inacreditável...mente cretina. Minhas palavras edificam quimeras decifráveis a qualquer um que persista. Não sou fácil, nem difícil. Diferença é algo que faz parte de tudo. Fácil é ser clichê!... e difícil é entender por que custa-se tanto a encontrar arte de boa qualidade. O bom-gosto se mudou pra amazônia por falta de uso? Lá: onde tudo se extingue... Minhas metáforas são como disfarces, sim - porque eu mesmo tenho medo de saber a verdade.
(...)
Sou um poeta compositor, sou um músico escritor...
Prefiro ser apenas um homem, homem esse que te entrega o amor!
Eu nao posso ser aquele escritor de poemas ou frases ou textos mas a aminha vida concerteza eh uma grande poesia que tornam os dias em frases e acaba td em textos ;D
Com certeza todo escritor deve se desesperar com uma página em branco, acompanhada de uma mente temporariamente vazia.
Não sou apenas um seguidor...
sou também um escritor
Não sou apenas um homem...
sou também um sonhador
Não sou apenas sentimentos...
sou também sentimental
Não sou único...
sou mais um mortal
Não sou apenas razão...
sou muito mais
sou emoção
caminho solitário pelo mundo...
mas sozinho não sou não...
Não sou mais um ser pensante...
sou espírito errante
Não sou apenas atos...
sou também muitos fatos
Não sou apenas belas palavras...
sou também atitude
Não sou apenas um anjo
sou também as vezes demônio
Não sou apenas um viajante...
Ah, isso eu sou
sou amigo leal
sou apenas um mortal
Vivo...penso...choro...
sou também normal...
este sou eu!!!
O escritor é como um vulcão
em erupção constante
perturbando a ordem das coisas.
Já a gramática neste caso,
é como a virgem sacrificada
para apaziguar os deuses.
E o efeito sobrenatural e glorioso
neste final, é o estilo...
No Algoz do Navio Negreiro
Eu escritor, poeta e passageiro,
Acordei em meio ao algoz de um navio negreiro,
Observando cada sofrimento de um povo,
Em meio a um devaneio,
Qual será o objetivo tão plena perversão?
Gritos de arrepiar os cabelos,
Seres humanos jogados em meio ao mar,
Por mera ineficiência,
E eu ali assistindo este sofrimento, estas mortes e estes maus tratos,
Sem saber o que fazer,
Rezei para as noites sombrias que avistassem uma terra firme,
Fixei meus joelhos rentes ao solo da caravela,
E avistei terra firme.
Oh, povo sofrido,
Deram-lhe suas almas para o lucro e o aconchego dos burgueses,
Meu sofrimento também deste povo,
Em meio a minha veia a rastro de sangue negro,
Resolvi escrever em meio de minhas poesias,
A luta de um povo sofredor, batalhador,
Que nunca se entregou ou muito menos se abalou.
