Escritor
O Litro de Licor
Ficou a vida encaixada um sonho.
Assim como um gosto de licor em um litro;
Que um dia guardou.
Ou como aquela dobra de pano;
Que nunca se estica. Depois que passou.
E por mais que tente,
Aquela sensação aparece novamente ao lado.
E voltar para aquele ao lugar já se cabe.
Sempre esteve lá.
Seria vocação da vida?
Guardada em história de um senso comum?
Daquilo que; se fez por inteiro.
Daquilo que não era mais um.
Era diferente. Especial.
Novas sensações foram passadas.
Aliviavam os fardos pesados, passando.
Mas para quem. Que na vida se atreveu.
Um grande amor viveu.
E mais leve a vida há de ficar.
marcos fereS
O canto do sabiá
Por essas terras andei,
fiz do jardins meu pomar.
Nas laranjeiras encontrei,
O canto do sabiá.
A vida passou; , e o pomar já não se via.
Os muros que as casas erguiam,
escondendo seus jardins.
Mas de vez em quando se ouvia.
O canto do sabiá.
Passaram-se muitos anos,
E de olhar; emudecia.
Fitava as laranjeiras no pomar;
E nada acontecia.
Mas qual , a surpresa viria,
Ao nascer do um novo dia;
Em cima de um fio, a fitar,
o canto de um sabiá.
Marcos fereS
Corrida de salmão
Negar os desejos por medo de amar?
Jogando como lobos querendo ficar.
Cobrando da vida, qualquer razão aparente.
E nas correntezas frias, continuar a nadar.
Corrida de salmão em rio gelado.
De onde as corredeiras levam.
Enfrentas-te ursos famintos, instintos selvagens,
pensamentos sombrios.
Para no final, reproduzir.
Mas reproduzir o que? Se o que falta , é o vir chegar?
Mas, não contes que tu não existas?
Sois tão real, como o ar que acabas de inalar.
O que chamas, é a Chama do Amor. Frutos de um entender.
Homem, mulher, de conhecer-se sentido.
Barreiras transpuseram.
Qual a sorte? Como saber?
A não ser, quando voltares para foz do rio.
Para reproduzir -se entre ursos famintos,
cheios de desejos.
Parecido aos que unem dois corações apaixonados.
marcos fereS
Azul
O azul é profundo
Fúria e calma a desvendar
No horizonte do mundo
Encontrou o céu com o mar.
Anilado bonito
Há um teto acima de nós
Qual é a cor do infinito?
E o que vem após?
O azul é o além
Onde o mistério foi habitar
Não pertence a ninguém
Que não consiga admirar.
O alimento dos espirítos
"Quando algum alimento for ao
chão...
Jamais invente de apanhar...
Pois é para o santo se alimentar"...
"O Escritor Fantasma"
03|07|2011, às 12h.
Se existe algo que a literatura e a natureza nos ensinam é de que está tudo bem ser diferente e que só sobrevivemos por causa da diversidade. Não é só uma questão de opção, é uma necessidade.
Trovador
Sofremos batalhas avassaladoras
Passamos por lutas desbravadoras
Somos guerreiros e não metralhadoras
Dora, você é uma das poucas trovadoras?
Incendeia nas minhas veias
Sangue de trovadores e escritores;
As dolorosas dores deram cores a trova
Cantigas eu entoava numa manhã de garoa
Parece que surgiu esperança
Depois de uma longa viagem a frança
Novamente, me fez metrificar e trovar,
Nunca imaginei que contigo iria trombar!
Há sentido completo, o coração está repleto
Ora, levou um quarto de hora
Para compor quatro versos da redondilha;
Inspirado pela ocasião o qual a salvei da matilha
Vivia numa ilha, felizmente, estou com ela na trilha
Um pequeno poeta coroado rei dos anões;
O que eu sinto por ti traz muitas sensações!
Na dor nasceu um trovador dos contos de farsas
Farei o que disser, se quiser, iremos ao reino das fadas
Pensamentos
Busco aprimorar o meu ritmo
Para acompanhar o algoritmo
Escrever com mais legibilidade
Treinar para ter mais velocidade
Muitas atitudes agressiva-passiva
Expressei na minha escrita cursiva
Cansei de viver sempre na defensiva
De esperar uma habilidade exclusiva
Alterno bastante o meu dialeto
Não tenho somente um apelido;
Brinquei com o meu idioma materno;
Acho interessante um axioma moderno;
Talvez eu possua um diferente linguajar
Quero ser bom em uma poesia singular
Criei uma das melhores melodias
Na minha rápida estadia de 90 dias;
Eu aceitei que é solitário a liderança;
É bíblico, lá eu encontrei temperança;
Enfrentei a mais profunda insegurança
Estava fazendo tudo pelo meu bem
Fiz um estudo pesado sobre a origem
Encontrei todos sentidos da expressão
Queria saber de onde vinha a derivação
Estudei caracteres, da criação a aplicação
Amo todas as formas de paixão, menos as que podem me destruir, pois delas o amargo deixa crateras nessa superfície tão vulnerável do meu coração. Vez em quando aparecem em meu caminho.Mas desde criança corro ligeiro e pulo alto, e aqui estou.
Aí sempre houve
um escutar silencioso e paciente
surtando as mãos loucas para riscar.
Impaciente parte da mete para logo retornar
e mostra-se companhia frequente.
Satisfaz-se a vertente de suas próprias profundezas
riscando o leito
o escorregar vagaroso de sinuosas linhas ao mar
Incomodada à estranha sensação de pulsar outras intensidades
ruminar do seco à água
limpa após o filtro
Mal-feitio do homem
bicho lixo entorpecedor
Logo as fontes se findam para longínquas lembranças
Tais a ver diariamente inícios e fins de inícios e fins
o início do fim
continuamente segue seu rumo pelas esquinas e encruzilhadas de estradas passadas à memórias póstumas
neste imenso túmulo de amontoados desconhecidos
misturados
volvidos ao pó dos tempos em obsoletas inverdades inabsolutas
tornados nada então
Estremece fronteiriço ao inimaginável
tantas pontes ao léu
entrelaça e desfaz o que havia se esquecido por inconsertável ser
Há penas que vêem-nos como companhias
desprovidas do vento
dos tempos
e de inexistência
Torna-se lodo fétido sobre a nascente profunda o tempo rígido do passageiro
caído.
Escuta
Edson Cerqueira Felix
16/02/2019 15:27
Queria eu que tudo fosse diferente
Que o amor não estivesse ausente
Que ausente não ficasse
Que só a voz do coração falasse
E que os gestos das pessoas
Os demonstrasse
E com voz alta, falasse
ESCRITORES DA VIDA
Escritores também sofrem ou você pensa que escrever é algo insignificante? Escritores conseguem pautar sentimentos e como um fotógrafo registram momentos. Escritores perdem o sono no meio da noite ou quando querem escrever, param para anotar tudo antes de esquecer. Escritores são observadores, pois precisam ser detalhistas ao escrever. Sempre admirei os escritores por viverem no anonimato. Não os conhecemos pessoalmente, mas eles estão por trás da falas - na novela, no cinema e no teatro – das músicas, dos poemas ou poesias, da História e estórias, dos contos, dos livros e literaturas. São pessoas comuns mas com um talento admirável pois dão vida a outros personagens que marcam vidas desconhecidas. Escritores são geniais, mesmo no anonimato são reais. Para eles não há hora para escrever, são espontâneos. Basta-lhes uma caneta e um papel, um bloco de notas no celular ou computador para criar uma frase ou elaborar um texto, uma música. Escritores nem sempre escreve bem, mas o que se escreve faz bem. Escrever é um alívio no momento da dor ou uma maneira de compartilhar alegrias, conhecimento. Escrever é uma terapia. Todo escritor deve ter um diário, mesmo que não se escreva todo dia há sempre o que escrever sobre cada dia. Eu amo escrever e parabenizo a todos os demais escritores. Há uma frase que diz “somos autores de nossa própria história” quer dizer que cada um é capaz de escrever. Escreva sobre tudo, relate suas frustrações, suas lutas e vitórias e saberás que tantas outras pessoas se identificam e o entende mesmo sem saber escrever.
Cinza
Edson Cerqueira Felix
23/02/2019 17:54
Querida, eu olho para o céu que está nublado
Quem me déra que você fosse um raio
De sol no meu coração
Ou que trovejasse sobre mim
O meu espelho quebrou
E agora?
Eu estou em pedaços
Espalhados pelo chão
E não há uma esperança
De você pra mim
Mas em algum lugar do cosmos
Há um alguém pra me livrar
Eu vi isso num sonho
Alguém que me ensina
Uma nova forma de amar
Com tantos delírios
Que me fazem
Só me fazem
SONHAR
O ALIENADO
O alienado se sente como um estranho, pois, submetido ao produto de sua própria criação, esquece da verdadeira importância do seu EU criador.
Toda vez que o ser humano se esquece de sua existência e do seu verdadeiro interior e passa agir de maneira despersonalizada, deixando de ser ele mesmo para ser tão somente o que os outros gostariam que ele fosse, está caracterizado o fenômeno da alienação.
O ser humano alienado vive do culto idolátrico a outras pessoas, um artista de TV, um jogador de futebol ou qualquer outra pessoa famosa, ou ainda na supervalorização de objetos materiais, dinheiro, condicionado a obedecer fatores exteriores a si próprio.
O ser humano alienado é aquele que perdeu a sua individualidade e mergulhou num mundo onde todas as suas atitudes são dirigidas segundo consenso da maioria. Sem nunca perguntar o porquê das determinações que lhe são impostas, obedecendo-as sempre, apenas com desejo de obter a aprovação dos demais. O ser alienado destrói a sua capacidade criadora e se acomoda a utilizar os mais diversos produtos, como, modas e objetos, já criados por outros, ou por influência de algum artista do momento.
A liberdade de decidir e optar, de ser diferente e pioneiro não existe no ser alienado. Ele quer apenas se sentir seguro, pensando e agindo como os outros. Ele deseja ficar preso a influencia de alguém, ele tem medo da liberdade, e preguiça de pensar, em ser diferente.
O ser alienado, por exemplo, não reflete sobre suas atitudes. Ele tanto pode aplaudir uma norma inclinando-se para um fanatismo, como discordar com tendências igualmente fanáticas. Ele, portanto, não é capaz de adotar uma visão critica moderadora.
O alienado ou permanece num passado que já não se enquadra a nova realidade ou sonha com mudanças futuras impraticáveis. O que ele nunca faz é olhar o presente com seus próprios olhos.
Ao contrario do alienado, o ser humano consciente de sua existência reflete sobre o sentido de sua existência, obedece às determinações gerais, mas sempre procura aprimorá-las.
Vanderlei Muniz
Soube que Sois poeta.
Escrevo poemas.
Não sei como se é poeta.
Li alguns. Agradam-me.
Alteza, não sei que dizer.
Apreciai o banquete.
Sois tão bem vindo aqui como o anjo Gabriel.
Alguns acham que devíamos ir para o paraíso em colchões de pena e taças da realeza cheias de vinho.
Mas não é assim.
Excelentes notícias!
Temos de comemorar!
