Escrita
Que sejamos palavra que acolhe.
Abraço sempre presente,
Olhar que jamais julga,
Presença que preenche,
O coração transbordando positividade.
Que possamos transmitir boas energias,
Transformar caminhos,
Escrever nossa história, mas valorizar o caminho que percorremos em nossa vida.
Antes, escrevia sem parar.
Hoje em dia, escrevo com calma.
Após um escrito terminado, procuro os erros visíveis.
Ainda assim, sinto um pouco de dificuldade, mas, a cada dia, estou buscando melhorar.
Não é somente um texto escrito, é uma alma que se liberta.
Até mesmo as pausas são necessárias para o nosso aprendizado.
Escrever é um processo de construção individual.
São tantas palavras.
Tantos desejos.
Histórias que sonhamos em viver.
Perguntas em busca de respostas.
Falamos tanto sobre compreender o outro,
mas o primeiro passo é buscar entender os próprios pensamentos.
É fácil resolver aquilo que não se conhece direito.
Difícil mesmo é olhar para si.
A mudança começa por dentro.
Escrever é Esquecer
A literatura e a arte de filosofar, independente da área, é a maneira de nos sentirmos vivos, deixando de lado as mazelas que o mundo nos impõe, criando um mundo mais amoroso em nossos contos, cálculos e versos. Tudo um dia foi rascunho, por que não escrever nossa história sem medo de errar?
Quando alguém escreve algo sobre o Senhor em inglês eu respondo: I love isso: comes from Jesus Cristo.
Escreva algo espiritual que edifique vidas, porque quando passar anos só Deus pode lhe revelar o quanto a sua mensagem foi edificante!
Escritores inteligentes são desbravadores e iluminadores da eternidade, muitos caminhos são abertos e clareados para sempre quando suas palavras são redigidas e disponibilizadas à humanidade.
Os sentimentos esvanecem com o tempo e o vento mas as palavras mesmo que inexatas, perduram a tudo.
Nos momentos certeiros
as palavras eclodem
e deslizam pelo papel,
de forma rápida e espontânea.
Transformo pensamentos
em escrita e externalizo
o que está aprisionado
no meu ser!
Tenho tantas coisas
guardadas em mim!
Às vezes sufoco
e, de repente,
olho para os lados
e acho um ponto de fuga:
A ESCRITA.
Creio que, pela direção que as escritas ocidental e oriental tomam, um dia encontrar-se-ão. Junto com ambas as Civilizações. Para nós nos olharmos por alguns segundos com um ar de curiosidade e reconhecimento tardio. Apertarmos as mãos. E vivermos todos numa Paz Duradoura. Ad infinitum. Oxalá.
A muitos escritores (dentre eles Autores e Poetas, se não todos) deve ser considerada a necessidade de se passar algum tempo sem escrever. Sem falar. Sem nada dizer. Apenas a produzir silêncio – do melhor e mais intenso tipo. Ou em diferentes níveis (não lineares, por falar nisso). Saber que o Silêncio é elemento essencial à sua obra é um sinal de maturidade.
Não adianta ter políticas certas, se o funcionalismo público for burocrático, lento, caro, ineficiente e desonesto (É como ter um carro potente, mas com o motor completamente e irreversivelmente corrompido.).
"Gratidão 💝
pela noite
de descanso"🙏
*
Quando a noite chega
e me pega
a pensar em ti,
e sinto teus versos
como pássaros
do paraíso,
voando a minha volta.
*
Tua escrita
é bela e perfeita,
me alimenta,
sim
e cria em mim
sentimentos
de afetos,
alegria,
empatia,
e enquanto leio
eu sor-rio
e transbordo em prazer,
só de saber
que veio
de ti, das tuas mãos,
orientadas por tua mente
tão brilhante!...✍️💎🙏
***
____Francisca Lucas___
*✍️*
"A cabeça ficou vazia,
sumiram todos os pensamentos,
e agora quem iria ditar a poesia!?
E o coração 💓 o órgão mais velho do corpo, apresentou a sua reflexão,
e a poesia foi escrita
e recitada...✍️💖🎶🎧
***
(Francisca Lucas)
"Sob a Pele"
Leon sempre teve uma visão diferente do mundo. Onde outros viam normalidade, ele via perguntas sem resposta. Ele era um garoto de espírito inquieto, alguém que se recusava a seguir o molde. No fundo, ele sabia que estava procurando por algo – talvez liberdade, talvez propósito – mas era difícil definir exatamente o quê. Ele se sentia como um estranho em sua própria pele, como se usasse um “uniforme” que não era feito para ele, algo que todos enxergavam, mas ninguém realmente via.
Quando a noite caía, Leon vagava pelas ruas da cidade. O silêncio das ruas e a brisa fria o faziam sentir-se vivo, como se a noite fosse seu verdadeiro lar, um lugar onde ele não precisava fingir. Ele andava sozinho, absorvendo a solidão, sentindo-se mais em casa nas sombras do que sob o sol ofuscante do dia, onde as expectativas pesavam sobre seus ombros.
Foi numa dessas noites que ele encontrou um velho misterioso, sentado no degrau de um prédio, com o rosto pintado e os olhos cheios de sabedoria e uma melancolia silenciosa. “O que você vê ao se olhar no espelho, garoto?” o velho perguntou, a voz calma, mas carregada de um tom que despertou algo em Leon. Ele hesitou, surpreso pela pergunta, e por fim respondeu, quase sem pensar: “Eu vejo... alguém que não sou eu.”
O velho sorriu, um sorriso triste e cheio de segredos. “Não é a máscara que define quem você é, mas o que você faz com ela.”
Essas palavras ficaram ecoando na mente de Leon, como um enigma que ele precisava desvendar. De volta ao seu quarto, ele olhava no espelho tentando ver além da própria imagem. Ele percebia que vestia o “traje” que o mundo lhe deu, com todas as expectativas e papéis que os outros projetavam nele. Mas agora ele questionava: qual era o seu verdadeiro papel nessa história?
A partir daquele encontro, algo dentro dele mudou. Ele começou a observar os próprios passos, os próprios sonhos. Percebeu que passava a vida escondendo seus verdadeiros desejos, ocultando quem ele era por trás da fachada que os outros esperavam. Mas, como um herói que veste seu uniforme pela primeira vez, Leon decidiu se lançar em sua própria jornada. A máscara não o definiria, mas o que ele escolhia fazer com ela, sim.
Nessa nova fase, ele começou a frequentar lugares que antes evitava, como o antigo ginásio da escola, onde enfrentou a própria insegurança. Passava mais tempo escrevendo e desenhando, descobrindo no papel uma maneira de expressar suas ideias, seus medos e seus sonhos. Suas criações eram fragmentos de sua alma, partes que antes pareciam desconectadas, mas que agora formavam um quadro maior.
E enquanto ele se dedicava a entender e abraçar quem realmente era, percebeu que não estava sozinho. Outras pessoas ao seu redor também carregavam suas próprias “máscaras”, suas próprias inseguranças. Ele conheceu Julia, uma garota que sorria para o mundo, mas que escondia uma tristeza profunda. Aos poucos, eles se tornaram confidentes, revelando segredos e sonhos. Juntos, eles descobriram que não precisavam se encaixar em padrões, mas sim criar seu próprio caminho.
Uma noite, em um dos telhados onde costumavam se encontrar, Julia o olhou e disse: “Leon, talvez a gente nunca pare de usar máscaras. Mas acho que podemos escolher quem queremos ser enquanto as usamos.”
Essas palavras fizeram Leon perceber que ele nunca precisaria escolher entre esconder-se ou mostrar-se completamente. Ele era um herói e, como todos os heróis, podia carregar as marcas de suas batalhas, visíveis ou invisíveis, sem deixar que elas o definissem.
Agora, cada vez que ele caminhava pelas ruas à noite, ele sentia que estava mais próximo do seu verdadeiro eu. Leon não precisava mais do “uniforme” dos outros; ele havia criado o seu próprio. E, como o Sol que nasce após a noite, ele começou a viver cada dia com a certeza de que sua verdadeira essência não precisava ser escondida – apenas vivida.
Evangehlista Araujjo O criador de histórias
