Escrevo e parece que não Leio
Escrevo e apago.
Andei pensando muito em você, como se fosse alguma novidade.
E mesmo longe, você ainda consegue me machucar.
Parece que meu coração esta aliado a você, e juntos acham formas e mais formas de me destruir pouco a pouco.
Tantas repetições, parece que só assim posso te sentir de novo.
Ainda não consigo me lembrar do som da tua voz.
Mais seu olhar, não sai dos meus.
Chorei como criança, bebi como adulto.
Quando nem Raul Seixas consegue me consolar, acabo ligando para o outro.
Lembro que você o odiava tanto.
Sinto que te traio dessa forma. E isso me consola.
Minha vida era perfeita demais para ser verdade, você tinha que aparecer e acabar com tudo que era palpável e imaginável.
E hoje busco um sentido, que antes não buscava, só sentia.
Você era o amor maior. E os anos passam, pessoas passam, e você não vai.
Memória desgraçada! Um dia te apago. Nem que para isso eu tenha que queimar meus neurônios que insistem em você.
E o álcool acaba por queimar.
O problema que são tantas vitórias, que você deveria ter ficado para trás.
Continuarei buscar um sentido. Mesmo se for só.
Simplesmente estou louco,mesmo quando estou só eu a vejo
,quando escrevo digito seu nome quando sorriu escuto sua voz .Por que? Por que eu não pedi isso , mais eu sinto sinto somente ela,apenas ela
- Na verdade escrevo pela minha vaidade, pra falar pra todo mundo que foi eu quem fiz e que sou capaz.
Acho engraçado... Vez ou outra me aparecem pessoas dizendo que me expresso e escrevo bem. Não sei se posso considerar um elogio, sempre fui muito de gestos, olhares e sorrisos. Achei durante minha vida inteira que nada seria capaz de explicar olhares apaixonados e sorrisos bobos. Talvez seja esse o meu problema: pensar que posso concertar o mundo sem falar, sem agir, apenas olhando e fazendo um gesto de carinho para uma pessoa que necessita mais, bem mais que isso. Preciso preencher minha vida com ingredientes novos que nunca experimentei, aqueles velhos conhecidos da vida humana: atitude, coragem e, acima de tudo, vontade. E para isso, é necessário tirar um pouco da doçura deste meu olhar e colocar na minha boca. É, cada vez mais tenho certeza que não me dou tão bem assim com as palavras.
Transcrição da alma
Quando escrevo eu posso não só entrar em um universo mágico, mas também no meu universo. E isso é algo extremamente íntimo.
Quando escrevo, transcrevo minha alma em palavras, é um modo de me conhecer melhor.
Conhecer melhor as minhas opiniões, conceitos, tudo mesmo.
Quando escrevo me surpreendo comigo mesma, por escrever coisas que nunca havia pensado antes, e depois de ler um texto que eu escrevi passo a pensar. É estranho, mas eu só sinto e escrevo, e só depois disso paro para pensar no que escrevi.
Como se tudo estivesse na minha mente, em algum lugar e só depois da escrita sou capaz de entender.
Não escrevo para fazer as pessoas me entenderem, mas para antes de tudo, eu me entender. Acho que se todos fizessem esse reconhecimento, teríamos pessoas melhores no mundo. Porque só nos entendendo bem, somos capazes de entender e ajudar o próximo.
Quanto tempo faz que eu não escrevo ?! Quanto tempo faz que eu não venho através de um textinho desperado contar sobre minha dor, minha alegria, meu desanimo,minha felicidade.Eu agora sou uma pessoa digamos de passagem, completa. Eu amo alguém, eu sou amada por alguém. Depois de tanto procurar achei sem querer a melhor coisa do mundo. Bem, pelo menos tem sido a melhor coisa do meu mundo. Mas o que a gente faz quando se é feliz, além de ser feliz, é claro ?! Quando é que a gente fica triste ? E o que fazemos com as pessoas que tentam nos roubar essa felicidade ? Eu me queria só um pouquinho de volta. Porque ser feliz me dá medo, e eu não sei agir quando estou com medo. Eu feliz sou mais insegura do que o normal, eu tenho medo até de atravessar a rua. A felicidade muitas vezes nos cega e nos deixa sem saber como agir. Eu só me queria um pouco de volta, só pra não perder tudo. O destino e suas ironias, ele te deixa ser feliz, mas não te ensina como agir com tanta felicidade ... e descubro sem querer que ser feliz de certa forma me deixa triste.
Cada vez que escrevo, fico mais perdido em você, todas minhas defesas não adiantaram, somente seu jeito e sua beleza conseguiram hackear meu coração.
Só não escrevo palavras de mim
Pois já não sei quem sou...
Quando escrevo.
Escrevo o que sinto, medos que vivo,
Sonhos esquecidos.
Minhas palavras descrevem como me sinto e não o quem sou!
É no meu silencio que encontro inspiração para escrever. Na verdade escrevo somente o que eu sinto e o meu silencio é apenas guardião dos meus sentimentos. Sentimento esse que prefiro esconder, pois escondendo não corro o risco de perdê-los.
Não escrevo para agradar ninguém, nem para cutucar a onça com vara curta, escrevo pra cutucar a mente com vara curta.
Eu escrevo muito, porem não escrevo poemas e sim pontos de reflexão... Coisas soltas, portanto nem sempre sou perfeitamente compreendido e muitas vezes sou ate criticado.
- Sei que peco, mas peco por amar demais. Acredite, morrerei assim.
Há dias não escrevo
Há dias não escrevo uma linha sequer,
para contar estória.
parece que fui tomado
por um surto repentino de amnésia.
Até aquele ”eu” invisível
que me confiava seus segredos,
seus delírios absurdos
sumiu, literalmente sumiu.
E o eu, eu,
neste momento emocionado,
coração acelerado,
com a mão trêmula tatuando
essas palavras em forma de desabafo,
num pedaço de papel amarelado.
Com os olhos úmidos
parecendo uma janela de vidro
exposta à chuva, vendo tudo embaçado.
Já imaginando o dia
em que minhas poesias
sem nexo, mal escritas e sem rimas
ganharão o mundo.
Ganharão o mundo,
como um filho fugindo de casa
para habitar, as estantes distantes de bibliotecas famosas
ou de sebos empoeirados das cidades.
É...
talvez seja esse o motivo
pelo qual,
há dias não escrevo
uma linha sequer pra contar estória.
Vem logo e fica pra sempre, a saudade me ataca, no instante em que escrevo me arranca lagrimas do coração que te ama, te almeja, te venera, espera a tua vinda ansioso.
Eu escrevo porque jamais achei um ser que me compreendesse tão bem quanto um pedaço de papel, e uma simples caneta.
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