Escrevo
Quando a alma entristece, eu escrevo. Fica mais fácil contar para o papel os meus lamentos. Ele lê paciente, não dá palpite. Uma ótima válvula de escape. Um ótimo ouvinte. Pena que não me consola. Há se papel abraçasse!...
O sopro
Eu escrevo para mim, não para ti.
Recomponha-se. O sopro da verdade e do amor reacendeu meu coração, e, desde então, eu sigo feliz.
Adoráveis Mulheres — escrevo isso para você, mulher
Meninas, eu quero falar com vocês de um lugar muito honesto.
Adoráveis Mulheres não é só um filme bonito. Ele é um espelho curativo. Um daqueles que não acusa, não pressiona, não romantiza a dor — apenas revela.
Esse filme toca num ponto que muitas de nós carregamos em silêncio:
a ideia de que, para amar, precisamos diminuir.
De que, para sermos escolhidas, precisamos nos adaptar.
De que, para manter vínculos, precisamos desaparecer um pouco.
E não.
Amar não exige desaparecer.
Eu assisti esse filme sentindo cada camada do feminino sendo reorganizada por dentro. Porque ali não existe uma mulher “certa”. Existem mulheres inteiras, em processos diferentes, com desejos legítimos, sem competição, sem anulação.
Jo me lembra — e talvez lembre você — que é possível amar profundamente e ainda assim não negociar a própria alma.
Que querer criar, trabalhar, escrever, liderar, pensar… não nos torna frias.
Nos torna vivas.
Esse filme cura a culpa feminina.
Cura a ideia de que ambição é defeito.
Cura o medo de escolher um caminho diferente do esperado.
Cura a ferida de quem foi ensinada a ser “boazinha”, “agradável”, “fácil de lidar”.
Ele diz, sem dizer:
Você pode amar.
Você pode escolher.
Você pode ficar.
Você pode ir.
E tudo isso continua sendo feminino.
Também cura algo muito delicado entre nós: a comparação.
Cada mulher ali tem um destino possível — e nenhum invalida o outro.
Não existe uma única forma de ser mulher realizada.
Adoráveis Mulheres não vende conto de fadas.
Ele devolve consciência.
É um filme para assistir sem pressa.
Para sentir.
Para lembrar de si.
Para sair com uma certeza tranquila no peito:
- Você não precisa se apagar para ser amada.
- Seu talento não é excesso.
- Seu desejo de mais não é falta de gratidão.
Esse filme é um abraço firme que diz:
seja inteira. O amor que vale a pena sabe lidar com isso.
Não escrevo para massas humanas, mas para cérebros que pensam. Odiaria ter um livro meu na lista de “best-sellers”, pois meus escritos têm dois propósitos viscerais: desafiar meu próprio pensamento crítico e descobrir pérolas entre milhares de ostras estéreis. Um dia uma dessas pérolas raras topa inadvertidamente com um texto meu, e pensa nele como uma fonte escondida entre rochas cobertas de limo. É pra elas que escrevo.
Quando escrevo, sinto que estou sendo iluminado. Assim como você que ao chegar no trabalho seus negócios disparam!
A garganta da alma
Deus,
Não Te escrevo com mãos erguidas, te escrevo com o peito no chão, minha alma não sussurra ("quando irei descansar"?).
E ela grita, grita num lugar onde respostas não chegam, onde o silêncio parece mais rápido que a Tua voz.
Silêncio que não conseguem calar os barulhos da tempestade que a em mim
E me vejo que caminhando contigo não tem sido abrigo, pois as vozes da diversidade ecoam mais alto que sua voz, e por longos dias as portas do céu estão sendo de bronze e vendo que o horizonte nunca converge e cada passo parece confirmar que eu estou fora de rota.
Não é que não seja grata, eu só estou ferida, feridas essas que pessoas fizeram
Há uma diferença brutal entre fé e permanência forçada, e me perdoa, mas eu não tenho mais forças para prosseguir e quero insistentemente desistir.
Existe em mim uma dor que não encontra nome, um desespero que não se sacia com oração repetida, orações onde parece que não são ouvidas, lidas por Ti, vivo em uma espera que não amadurece, e apenas me cansa.
O peso de uma promessa e o preço da espera que para obter eu tenho que renunciar a tudo o que gosto e somente por AMOR.
É como ter sede diante de um poço cheio de água que não precisa baixar o balde para pegar
É como um banquete oferecido depois de dias sem comer, tudo isso como se estivesse em um deserto ( onde vira miragem em meus olhos)
Eu me vejo tentando justificar a minha ausência, ausência essa sabendo que sou falha e fica comparando feridas, diminuindo o que sinto como se a dor precisasse de permissão para existir. Querendo muitas vezes que existisse um botão de emoções pra desligar tudo.
Diz-me, Deus:
por que o Teu caminho, que promete paz, e exige que eu caminhe em estado de ruptura constante? Por que tudo em mim precisa sangrar por dentro antes de merecer descanso?
Minha alma está em colapso por causa de um silêncio ensurdecedor
E não explode — afunda.
E o pior afogamento é aquele
em que ninguém vê água.
Me lembro que andou sob as águas, será que nesse mar de águas salgadas ( sem água ) pode me resgatar?
Não sei mais se perseverar é virtude ou apenas medo de admitir que estou exausta demais para continuar fingindo força
Se Te seguir é isso — esse nó permanente no peito, essa divergência entre promessa e realidade — então me explica por que minha alma não encontra repouso nem mesmo quando pronuncia Teu nome.
Eu não estou desistindo em voz alta
Já cair de joelhos e gritei, era só isso o que conseguia dizer.
Deus? E se alguém ler esta carta?
Será que vai ler como um grito que também está saindo da alma ? Porque não quero que leiam como uma teologia.
Que leia como se fosse a própria ferida, que sinta o peso, que chore, que reconheça o grito que a alma deles não tem coragem de dizer em voz alta.
Escrevo meu mundo,meus sonhos...Se as palavras que escrevo não forem minhas verdades não adianta escrever mentiras,pois não terá sentido mentir para mim mesma e fingir o que não sou para os outros e viver uma mentira.
Eu não escrevo palavras.
Apenas junto letras,
como ímãs.
O que elas formam no fim
fará mais sentido para mim
do que para você.
Há um purgatório em mim,
mil poetas se debatem, gritam, choram
e eu escrevo...
há uma caverna com mil morcegos
e eu me penitencio...
Há um purgatório em mim
Mil poetas gritam,
Choram e se debatem
E eu escrevo...
Há uma caverna
Com milhares de morcegos
E eu me penitencio...
Mil poetas habitam em mim
Muitos deles vem das trevas
Podem ver não tenho estilo
Sou uma espécie de purgatório
Para os seus dias de juízo...
Eu transbordo o que sinto.
Escrevo porque é meu fôlego,
meu modo de soltar a alegria,
ou de dar forma à dor que me atravessa.
Sei que não caminho só..
Em algum lugar do mundo
há alguém que também se encontra em minhas palavras,
como se a mesma tempestade tivesse molhado nossas almas.
E ainda que nunca nos vejamos,
sei que um instante foi partilhado:
minhas linhas tocaram um coração,
num instante eterno disfarçado de segundo.
Fragmentos de mim
me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.
Exercícios de Pensar
Texto III – Escrever
Escrevo porque o silêncio, às vezes, mente. E porque há verdades que só existem quando encontram palavras.
A minha escrita não resolve o mundo, mas impede que ele se torne completamente opaco.
Cada texto é uma tentativa imperfeita de dar testemunho ao tempo, antes que ele se perca. Escrevo para não apodrecer por dentro.
E, se possível, para partilhar essa podridão consigo, que me lê.
escrevo livros,canções, gravo vídeos, cartas de amor, mais de mil declarações só nessa vida, e tudo o que ela entende é
bla bla bla bla gurincrível ☀️
Meu Deus eu escrevo muito mal. Novamente estou aqui compartilhando meus pensamentos e relendo coisas antigas, estou ficando velho, porém, apesar de ter adquirido mais sabedoria eu ainda serei mais burro q o porta de amanhã, vi que possuo um grande vício em repetir palavras, sofrer por mulheres que não querem me assumir publicamente e pilotar na chuva. O ano mal começou mas passei por bastante situações e situações que apesar de serem vergonhosas e decepcionantes foram elas que me fizeram me aproximar da minha mãe.
Estou tentando me afastar de pessoas que ja não me sinto bem perto e tentando crescer na vida, creio que esse ano será um bom ano, me relacionei com uma pessoa legal de verdade, eu casaria hoje mesmo com ela mas nós dois sabemos que estamos em fases diferentes e o que nos resta é apenas sermos amigos.
Estou ansioso pra ver o que o futuro reserva pois nunca achei q chegaria tão longe
O destino é um artesão paciente: enquanto eu escrevo a espera, ele esculpe o teu caminho. Sei que não falhar, pois o que é eterno nunca chega atrasado; apenas espera o instante em que a nossa alma esteja pronta para ser, enfim, a obra-prima
Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro
Geralmente escrevo quando me sinto solitária ou sofrendo por amor, quem não, hein? Nos últimos tempos tenho estado mais solitária do que sofrendo por amor.
Às vezes gosto da solidão, de estar sozinha comigo mesma, voltada para meus pensamentos, nunca deprimida, isso não!
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