Escrevo
Poemas Caseiros
Escrevo poemas em casa
Durante o Tempo vago
Os preparo com muito amor
Como se prepara uma refeição
Os poemas saem do forno
E os sirvo com carinho
Tentando agradar a todos
Com uma variedade de sabores
Sabor de Paixão, amor e alegria
Também tem de saudade, tristeza ou melancolia
De algum deles você irá gostar
Pois terá o sabor que você necessitar.
Desmancho-me
Em palavras
Transformando-me
em poeta
Escrevo,
Seja por fuga
Ou paixão
Ou também por diversão
Se me calo
Desmancho-me
Em lagrimas
Escrever me consola
Dá-me asas
Quando escrevo
Sou livre
Por que escrevo
Escrever me liberta
Dá-me asas para voar, alto
Sem medo da desigualdade
Da falta de tolerância
Sem se preocupar com julgamentos
Escrevo em prosa
Ou em versos
Com ou sem rima
Quando escrevo
Solto os pássaros
E as borboletas,
Soltos os ratos e
Os escombros,
Exorcizo a mente
Escrever me faz livre,
Faz-me infinita
Imortal!
Letras de sangue
Quando escrevo poesia
Não é só letras que gravo
É meu sangue que se esvazia
É uma grande luta que travo
Entre letras e linhas
Minha alma solta um brado
Um grito desesperado
Que só ouve quem lê
Quem tem sensibilidade
Aquele que além do superficial vê
Que minhas letras são meu sangue
É meu refúgio de toda insanidade
Que perpetua a humanidade.
Quando escrevo, me descrevo
Derramo meu sangue tinto
Nas letras rabiscadas
No texto e no contexto
Está ali meu DNA.
Não sou o que escrevo!
Lanço aos átomos as fórmulas.
Da alegria desintegrando desarmonias
Prolixos versos "mímicos"
Só escrevo pois, não tenho escolhas e, essa não é minha razão de viver, nem reclamação, sou simplesmente pra ser.
Não me escondo por adiante do que escrevo, pois é, quântico tudo em quadros, mesmo quando não os vejo.
Escrevo de curas fenecer, aonde o dedo não aponta, alegrias há de chegar até você e, de cristal te equilibrar o entender.
Escrevo-te mil palavras é quero muito o sabor das férias, olho e não desisto, meu prazer está além das telas.
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