Escrevo
Não escrevo para agradar nem para desagradar. Escrevo para desassossegar. acordar consciências, tirá-las do adormecimento do espírito. Fazê-las mais conscientes de que podem ser felizes de verdade.
Se hoje estou errado, amanhã estarei menos errado. Não importa se o que escrevo está errado; o que realmente importa é se eu aprendi com o meu erro.
Escrevo como quem desossa a própria alma diante do espelho —
e oferece cada osso como uma forma de renascimento.
Muitos escritores fazer ‘’ romances, dramas…’’ por experiências vividas, eu não, escrevo o que não vejo, não vi, não vivo nem vive, apenas escrevo.
Podem pensar que sou lunático, não, não sou. Sou apenas mais que quer sentir o Amor como o Ar, não é preciso ver ele apenas deixa ele passar, e sentiras que para falar sobre ele não precisa do passado, mas sim do presente porque é esse que nos leva ao futuro.
Escrevo ‘’ cartas, poemas, prosas…’’ sobre Amor, Dor, Desejo e mais, mas vos garanto que não os tenho em minha mente, para mim eles são apenas ‘’um texto’’ não importa qual a sua Natureza, levo a vida para onde eu quero, tenho controlo sobre ela e não ela sobre mim.
Vendo o Por do Sol, sentir a Brisa do Mar, e respirar o Ar na Floresta, sinto palavras a fluir do meu Coração para minha mente, e isso faz de mim um homem Feliz, e com todos os sentimentos disposto a partilhar.
~~ANJO ARREBATADOR~~
BEIRANDO A SAUDADE
Volto e escrevo, será que me atrevo?
Acho que sim, ser normal é ruim.
A loucura trás liberdade, não sei nem de onde vim!
Na minha insanidade vou beirando a saudade.
Dentro um abismo que imagino não ter fim,
a caminho do desconhecido, sei lá se é assim!
Tudo parece sem graça,
nem o palhaço me faz rir.
Algo me puxa para o infinito,
me dizendo que alguma coisa há de bonito!
Vem aguçando a curiosidade,
que vai me remetendo a eternidade.
O relógio da vida quase para.
Dizendo que o tempo vai acabando.
A consciência está se acomodando,
meditando esperando o fim.
Como se fosse um grito, será que é pra mim?
Escrevo minha respiração nesta folha para que você possa sentir o ar que me consome nesta combustão através de uma chama de misericórdia surgida no interior da caverna que me aprisiona agora e diante dos teus olhos se faz a minha ausência, então te deixo esta folha, onde habita o ar, que consome a minha respiração, escrita aqui.
POESIA DA ALMA
Quando a alma tá vazia, saudosa, escrevo uma poesia.
Quando a alma transborda de alegrias faço rascunhos de poemas.
Quando a alma está inquieta e teima, ensaio algumas rimas.
A alma do poeta é papel branco e tinta nanquim. A alma do poeta é feita de rabiscos de gente, rascunhos do mundo.
escrevo sem sentido algum
não tem fundamento
é rebeldia pura com as palavras
e as leis ortográficas
digo que sou poeta
e ao mesmo tempo não
apenas rasgo o verbo
gritando o caos da minha mente.
escrevo um poema
como se fosse um enigma
vou decifrando palavra por palavra
até descobrir que tudo
é passado, acabou o momento
e não sobrou lembrança de nada
a vida passageira
e eu perdi o tempo
esperando você voltar.
todo dia escrevo poesia
para encontrar o sentido do meu viver
sem perceber
nessa imensidão
no percurso-perdição
busco harmonia
para abraçar a alegria.
Derramo nos meus versos
Meus devaneios,
Escrevo sem sentido
O que sinto é a dor da solidão
O vazio que cresce
O silêncio que alimenta
Abraço tudo
Uma bagunça completa
Não consigo arrumar.
Eu sou isso descrito em poesia
Perdido em meio ao caos do viver.
Em cada verso
Que escrevo
Deixo um pouco de mim,
Quando eu partir
Não será o fim,
Ainda estarei aqui
Em poesia.
Escrevo de olhos vendados
Na imensidão do ser,
Mãos amarradas ao corpo
Vontades que ficam no caminho
Entre perdas e ganhos
Vou tecendo sonhos
Como se não houvesse amanhã.
Escrevo todo dia
Sem pensar no amanhã.
Escrevo todo dia
Sem lembrar do ontem.
Escrevo todo dia
No agora
Quando a vida acontece.
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