Escrever Livros
Eu me sinto como um livro as vezes...
Inacabado, cheio de páginas e com mil histórias....
Tenho muito o que contar e escrever ainda.
Por isto eu escrevo...
Cláudia Leite S.
Adverso
Em cada verso
Em cada verso
Que escrevo
Você existe
Em cada página
Que viro
Você permanece
Em cada lágrima
Que corre
Você escorre
Em cada sopro
Do vento
Que bate em
Meu rosto
Você se reinventa e
Reescreve
Em cada vírgula
Que para, pausa
Você resiste
Em cada dia
Que apaga
Você afaga em
Lembranças
Em cada soluço
Que tropeço
Você navega
Nas lágrimas
Em cada palavra
Que escrevo
Você finge e corre
Em cada rima
Que descrevo
Você é o fim
Em cada final
Que você existe
Eu fico
Feliz
Escorre
Delicadamente
Em cada dia que amanhece
Assim
Eu adereço
O seu jeito de ser
Em cada tempero
Que eu verso
Você compõe
Em cada perfume
Em que fico
Você se banha
E o passado
Permanece
Inalterável
Como presença
Peço ao tempo imperar
Transmutação
Até virar
Dia pó
Areia
Pós dia
Poeira
Sujeira
De um verso
Do avesso
Exausto
De ser
Execrável
Cafajeste
De rimar
Ordinário
Em cada tormento
Que me afronta
Eu escrevo
Rimo
Componho
Crucificação com
Libertação
Alforriado
Em paz
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Eu sempre acabo aprendendo algo, e aplicando na escrita dos meus próprios livros, quando releio Um Girassol Na Janela, de Ganymédes José!
ESCREVI-LHE POEMAS
Escrevi-lhe poemas de amor
E eram como recém-colhida flor a te oferecer...
Mas sem cuidado para reviver,
Murchou ao sol por.
Também, aos ventos,
Rasgou-se a fina folha de papel
onde todo meu sentimento escrevi,
E assim, esses olhos, à noite, cerrou-se
sob um véu de tristeza coberto,
tal qual o rosto de quem findou-se.
Meu poema foi tudo que te dei:
A pérola que recriei: Essência da alma
que a ti guardava, ofereci-te nas palavras
toda minha pena com tinta dourada!
Mas tal qual a flor e o amor,
os poemas também fenecem
na telúrica raiz das pétalas recém colhidas.
VERSO TRISTE
Estou em luto, a poesia morreu.
Morreu nas frágeis mãos de quem a escreveu.
Porque o amor foi para longe, tais quais os monges
que se fecham em antigas catedrais.
E não voltará! Nunca! Nunca mais!
É como a alma sem vestes na noite invernal...
“Nu eu vim do pó e a ele regressarei.”
Sem tema de amor, histórias de rainha ou rei.
E partirei... Cantando ou chorando
os versos que compus para o amor...
O amor que se perdeu e amei tanto!
Mas minha alma purificada,
deixará no chão as folhas orvalhadas
de versos tristes, rabiscadas.
Quando se escreve
Fica-se nu.
Nu perante seus inimigos.
Nu perante as críticas.
Somente as letras nos vestem.
E os críticos
Céticos
Arrancam nossas vírgulas
Pontuam nossas angústias
E você fica nu
Indefeso
Sem alma
Sem arma
Somente exclamação
Com ponto de interrogação
Por que escrevi?
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Sabe por que eu gosto de escrever? Pois posso criar um conto fantasioso cheio de dor e você não saberá que é como me sinto mas tenho medo de lhe contar
'-' Não jugue o livro pela capa, primeiro da uma lida na introdução, no contexto se o livro for bom, começa escrever sua história nele.
Quando partimos deixamos um pouco de nós e levamos partes de tantos que conosco escreveram belas histórias e que, mesmo distantes dos olhos continuam a escrever no livro da vida.
Sinto saudades de te ler, de te escrever. Você foi a minha melhor poesia. Meus recortes, meus milhões de leitores, minha fama, meus elogios e tudo isso graças ao seu ser poético que escorria por todos os seus poros. Você foi a minha melhor poesia. Os seus olhos quase que por si só, varriam as palavras para o papel sem que eu precisasse pegar o lápis. Teus lábios estavam condenados a responder a todos os seus gritos poéticos e inacabáveis. Você foi a minha melhor poesia, minha melhor fantasia, carregada de amor. As palavras te seguiam por toda a casa e você sabia que a não ser você o resto era vazio e frio, meus livros não existiriam e minha pele gritaria mais que a sua boca — por poesia. Somente por poesia.
Eu poderia escrever sobre um monte coisas interessantes relativas às mais diversas áreas técnicas nas diferentes profissões no mundo dos negócios.
Mas, contudo, prefiro escrever sobre pessoas. – antes, quero deixar claro que valorizo demasiadamente os escritores de livros técnicos, pois, sem eles, como poderíamos aprender as teorias gerais, as técnicas e práticas das profissões que exercemos?
Acho interessante e valorizo os livros técnicos, porque, por meio deles são criados os termos técnicos com regramentos na vida em sociedade. – por isso eles são importantes.
Por outro lado, em nós existe um algo a mais, uma necessidade extrínseca que motiva o nosso próprio interior, levando-nos a ir além das percepções técnicas que vislumbramos antes, durante e após termos acesso ao mundo acadêmico e das profissões.
Se alguém escrever na internet que você vai ficar rico comprando um e-book dele, sem precisar ralar muito, desconfie. Porque somente quem ficará rico é ele ao vender o livro para você e para muitos outros que acreditaram na história...
Ouço-vos dizer que a realização existencial consiste em plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Todos esses feitos seriam designificante sem um despertar de consciência. Bom seria que o homem semeasse amor, desce a luz a si mesmo e fosse um livro vivo lido pelo mundo.
Alguém escreveu uma vez que um romance devia apresentar uma série de pequenas surpresas.
É a mesma coisa quando passo uma hora com você.
E aqui está uma escova de dentes verde com um laço amarrado.
Ela expressa meus sentimentos de maneira inadequada.
Foi melhor do que chocolate ficar com você ontem à noite.
Como sou bobo! Achei que nada fosse melhor do que chocolate.
Em um gesto profundamente simbólico, te dou essa barra de Vosges que comprei quando fomos para Edgartown.
Pode comer ou simplesmente sentar ao lado dela e se sentir superior.
