Escrever
Assassinos da gramática...
....escrevo tudo sei ate não saber nada mais...
Não sei escrever apenas copio o que escreveu!
As palavras estão mortas....!
Somos cegos e analfabetos funcionais?
E alguém diz analfabeto político asas da liberdade esta em chamas...
Pois a declaração de pobreza intelectual sera superarada pelos momentos mortos...
Algoz atroz, mundo sem palavras ou fonemas...
Seria possível um percentual absurdo instante.
Voltaria num tempo da inocência...
As palavras era pequeno mundo numa mente vazia...
As chamas dos desenho rupestres elevam sonhos de futuro melhor.
Voto de cabresto ainda vemos as palavras tomarem formas.
Maldizer para o cantor que se perdeu no tempo.
A escuridão sem semântica se torna a deriva a que o abismo da palavras sejam instante de lágrimas de quem aprendeu a ler catando milhos..
A cópia ganha contraste de um abismo.
Para escrever os próximos capítulos da minha história, preciso parar de revisar o passado com os olhos de quem ainda busca revanche.
O amor é algo tão lindo que quando estamos apaixonados queremos escrever nos muros, contar pra todo mundo... que encontramos a felicidade....
Ai do poeta que escrever sobre mim.. terá versos tristes e melancólicos .. Me resumo um poema triste , solitário, um monólogo .
Nada ganho para escrever,
aqui no site do pensador,
mesmo assim escrevo com prazer,
lindos versos de amor!
Somos frases incompletas
do livro que traçamos com letras livres do que decidirmos
escrever nossa história!
Eu poderia escrever esse texto cheio de raiva.
Poderia contar tudo.
Poderia falar das conversas escondidas, das comparações, das humilhações, das coisas que foram ditas pelas costas, das pessoas que acabaram envolvidas em problemas que deveriam ter ficado entre duas pessoas.
Poderia falar de muita coisa.
Mas não vou.
Não porque não aconteceu.
Aconteceu.
Mas porque eu não quero mais viver disso.
Eu sei dos meus erros.
Sei que tenho um temperamento difícil. Sei que sou explosivo, que já fui ignorante, que já falei coisas que não deveria. Sei também que alguns vícios meus fizeram estragos e que preciso continuar lutando contra eles.
Não vou esconder isso para parecer perfeito.
Eu não sou perfeito.
Nunca fui.
Mas também não sou aquilo que alguém pode contar sobre mim quando quer me colocar como o único culpado de uma história que foi vivida por duas pessoas.
Eu assumo a minha parte.
Apenas a minha.
E isso muda tudo.
Porque durante muito tempo eu achei que precisava explicar cada reação minha.
Hoje não.
Eu sei que uma reação errada continua sendo errada.
Mas também sei que existe uma história antes dela.
Existem coisas que foram acumulando.
Palavras.
Desconfianças.
Atitudes.
Promessas que não mudaram comportamentos.
Conversas que deveriam ser claras e pareciam escondidas.
Pedidos de mudança que foram feitos mais de uma vez.
E situações que foram me deixando cada vez mais cansado.
Eu não quero justificar meus erros.
Quero aprender com eles.
Essa é a diferença.
Eu também não quero mais ficar tentando entender por que, depois de uma briga, tudo parecia voltar ao normal tão rápido.
Eu ficava mal.
Pensava.
Tentava entender.
Enquanto do outro lado parecia que bastava colocar uma foto na academia, postar alguma coisa, curtir, sair, sorrir e continuar como se nada tivesse acontecido.
Durante muito tempo, isso me incomodou.
Hoje, não mais.
Porque eu finalmente entendi que a vida que alguém mostra na internet não é responsabilidade minha.
Se está feliz, que seja feliz.
Se não está, que resolva.
Se quer postar foto sorrindo, que poste.
Eu não preciso mais olhar para uma tela tentando descobrir o que existe por trás de um sorriso.
A vida dela não é mais a minha preocupação.
A minha vida é.
E talvez essa seja a maior mudança dentro de mim.
Eu também não vou mais gastar energia tentando entender por que, depois das brigas, coisas que eram nossas chegavam aos ouvidos de outras pessoas.
Eu nunca entendi.
Eu esperava lealdade.
Não queria que ninguém defendesse meus erros.
Se eu estivesse errado, eu queria ouvir.
Mas eu esperava que aquilo que acontecia entre duas pessoas permanecesse entre duas pessoas.
Quando descobri que havia gente falando de mim, e que quem deveria estar ao meu lado também participava dessas conversas, doeu.
Claro que doeu.
Mas hoje não dói como antes.
Porque algumas decepções só têm poder sobre nós enquanto ainda esperamos alguma coisa delas.
Eu parei de esperar.
Também parei de me preocupar com comparações.
Durante muito tempo, ouvir que alguém era melhor, mais isso ou mais aquilo me fez questionar o meu próprio valor.
Hoje eu penso diferente.
Eu não preciso ser melhor que ninguém.
Não preciso competir com ninguém.
Não preciso provar que sou suficiente.
Quem quiser outro tipo de pessoa, que procure.
Eu não vou mais mudar minha essência para disputar espaço na vida de ninguém.
E existe uma coisa que eu aprendi depois de tudo:
quem precisa diminuir você para se sentir maior já está dizendo muito mais sobre si mesmo do que sobre você.
Eu não quero fazer isso com ninguém.
Nem mesmo com quem me machucou.
Porque eu não quero sair dessa história carregando os mesmos comportamentos que um dia me fizeram sofrer.
Eu quero sair diferente.
Mais consciente.
Mais forte.
Mais tranquilo.
E, principalmente, mais dono de mim.
Eu também não vou esquecer das humilhações.
Não porque quero guardar rancor.
Mas porque algumas coisas precisam ser lembradas para não serem repetidas.
Eu sei o que senti quando fui diminuído diante de outras pessoas.
Sei o que senti quando precisei fingir que não tinha doído.
Sei o que senti quando saí de algum lugar sorrindo por fora e completamente destruído por dentro.
Mas aquilo acabou.
E não vai mais me definir.
Eu não sou aquela versão de mim que saiu de uma discussão se perguntando se era um homem bom o bastante.
Eu não sou aquele cara que precisava da aprovação de alguém para saber o próprio valor.
Eu não sou os meus piores dias.
Eu sou também tudo aquilo que estou fazendo para mudar.
Meus vícios não são meu destino.
Minha raiva não é minha identidade.
Meus erros não são minha sentença.
Eu posso reconhecer tudo isso e continuar de pé.
Aliás, é exatamente isso que estou fazendo.
De pé.
Sem precisar fingir que não doeu.
Porque ser forte não é dizer que nada machucou.
Ser forte é olhar para aquilo que machucou e decidir que não vai deixar aquilo controlar o resto da sua vida.
Eu poderia passar horas contando quem fez o quê.
Mas não quero.
Não preciso.
A verdade não precisa de espetáculo.
Eu sei o que vivi.
E quem viveu comigo também sabe.
O resto é opinião.
E opinião dos outros não vai mais decidir como eu me sinto.
Eu não vou mais correr atrás de explicações.
Não vou mais procurar respostas em redes sociais.
Não vou mais investigar conversas.
Não vou mais tentar descobrir quem está falando de mim.
Não vou mais tentar convencer ninguém da minha versão.
Acabou.
Não porque eu perdi.
Mas porque eu escolhi sair da disputa.
E existe uma diferença enorme entre perder uma batalha e decidir que você não quer mais lutar aquela guerra.
Eu escolhi a segunda.
Hoje eu quero cuidar de mim.
Quero vencer meus vícios.
Quero controlar minhas explosões.
Quero trabalhar.
Quero crescer.
Quero recuperar minha paz.
Quero olhar para trás e conseguir dizer:
“Eu passei por isso, mas isso não acabou comigo.”
Porque não acabou.
Eu ainda estou aqui.
Talvez mais cansado.
Talvez mais desconfiado.
Talvez mais cuidadoso.
Mas também mais consciente.
Eu aprendi a prestar atenção nas atitudes, não apenas nas palavras.
Aprendi que amor sem respeito não basta.
Que carinho sem lealdade não sustenta uma relação.
Que transparência não deveria ser implorada.
Que confiança não sobrevive quando existem segredos demais.
Que comparação machuca.
Que humilhação deixa marca.
Que expor o outro depois de uma briga não resolve nada.
E que duas pessoas podem se amar e, mesmo assim, não saber mais fazer bem uma à outra.
Eu não quero mais ser vítima de ninguém.
Mas também não vou aceitar ser culpado por tudo.
Eu tenho responsabilidade pelos meus erros.
Cada um deve ter responsabilidade pelos próprios.
É simples.
Eu não quero vingança.
Não quero que ninguém sofra.
Não quero destruir reputação.
Não quero transformar passado em guerra.
Quero simplesmente seguir.
E talvez seguir seja a resposta mais forte que eu poderia dar.
Enquanto alguém pode estar preocupado em mostrar para o mundo que está tudo bem, eu estou preocupado em fazer com que realmente fique tudo bem dentro de mim.
Essa é a diferença.
Eu não preciso parecer feliz.
Eu quero ficar em paz.
Não preciso provar que superei.
Quero simplesmente superar.
Não preciso mostrar que estou melhor.
Quero realmente estar melhor.
E isso não acontece em uma postagem.
Acontece longe das câmeras.
Na mudança dos hábitos.
Nas escolhas.
No silêncio.
Na distância.
Na coragem de não voltar para aquilo que fazia mal.
Eu não sei se um dia alguém vai reconhecer os próprios erros.
Talvez reconheça.
Talvez nunca.
Isso já não importa.
Eu reconheço os meus.
E isso é o suficiente para eu seguir.
Eu amei.
Eu errei.
Eu fui ferido.
Também feri.
Tive vícios.
Tive explosões.
Tive momentos dos quais não me orgulho.
Mas também tive momentos em que fiquei quando poderia ter ido.
Perdoei quando estava machucado.
Tentei quando já estava cansado.
E hoje eu não preciso transformar ninguém em vilão para reconhecer que aquela relação deixou de fazer bem para mim.
Algumas histórias terminam.
Algumas pessoas vão embora.
Algumas feridas demoram para fechar.
Mas nenhuma delas precisa decidir quem seremos daqui para frente.
Eu não vou carregar ódio.
Não vou carregar vingança.
Não vou carregar uma culpa que não é minha.
Vou carregar apenas o aprendizado.
E seguir.
Porque eu finalmente entendi uma coisa:
eu não preciso provar que sou forte.
Preciso apenas continuar sendo.
E, depois de tudo que aconteceu, existe uma coisa que ninguém mais vai tirar de mim:
a decisão de não me abandonar novamente.
Eu perdi muito tentando não perder alguém.
Agora eu vou recuperar a mim mesmo.
E isso, para mim, é o verdadeiro recomeço.
Dessa vez, eu vou comigo.
Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.
Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.
As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.
Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.
Mas sou brinquedo
das suas carências.
Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.
Me dê espaço.
Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.
Me dê espaço.
“Você pode escrever bem, acima da média, usando apenas a sua mente, sem buscar recursos tecnológicos. Estude e leia muitos livros, sobretudo os clássicos da sua língua. Depois de 40 anos de exercícios — como eu fiz —, quem sabe assim você se convença de que é um escritor. Além de tudo isso, escreva 40 livros, como modo de treinar o que estudou, exercitar o aprendido e corrigir o próprio caminho.”
Ode a Mulher
Minha viola me chamou
E baixinho me falou
É a hora de escrever
Uma ode ou uma loa
Uma canção bem boa
Para a mulher oferecer.
Diga que pra ela tudo é nada
Ela é porto seguro, estrada,
Acalanto, aconchego
Ela é a coisa desejada
A flor mais bela e mais perfumada
O caminho mais curto para sossego.
Diga para ela que se for mãe e tudo
Que é capaz de qualquer absurdo
Por um filho fraco, ou um vencedor
Se for esposa é deusa e rainha
É a segurança que você não tinha
É sua razão, seu verdadeiro amor.
Se ela for filha diga que promete
Ser seu maior fã, seguidor, tiete
Se for sua irmã diga que agradece
Que hoje, como ontem ela merece
Respeito de irmão, que mesmo homem ainda é pivete.
Ah, se for amiga, colega, cliente
Diga que ela é forte, doce, inteligente
Seja o que ela for, ela é mulher
E você homem forte
Seja filho, amigo, pai, irmão, marido
Será só um homem, faça o que quiser.
Eu pensei muito se deveria escrever isso.
Talvez eu nem tenha o direito de esperar que você queira ouvir alguma coisa de mim depois da forma como agi, mas existe algo que eu gostaria de te dizer, independentemente de qualquer coisa que aconteça daqui para frente.
Eu sinto muito.
Sinto muito pela maneira como te tratei naquele momento em que você decidiu se abrir comigo. Você estava sendo vulnerável, confiando em mim para mostrar uma parte sua, e, em vez de te acolher, eu fui frio, grosseiro e arrogante.
Quando você precisava de alguém que simplesmente estivesse ali para te ouvir, eu respondi como se aquilo fosse um problema que você tivesse colocado nas minhas mãos para eu resolver. Hoje eu consigo perceber o quanto isso foi injusto com você.
Eu disse que aquilo era um problema que apenas você poderia resolver. Talvez exista alguma verdade nisso, porque ninguém pode viver a vida de outra pessoa ou resolver seus problemas por ela. Mas eu usei uma verdade como uma forma de me afastar de você naquele momento.
Eu confundi não ser responsável pelos seus problemas com não precisar ser responsável pela maneira como eu te tratava enquanto você falava deles.
E eu estava errado.
Você não estava necessariamente me pedindo uma solução. Talvez só estivesse procurando um pouco de compreensão, um lugar seguro para falar, alguém que dissesse: "Eu estou aqui. Pode falar."
E eu não fui essa pessoa.
O que aconteceu antes explica algumas das minhas reações, mas não torna justo aquilo que fiz com você. Você não era aquela pessoa. Você não merecia receber de mim o peso de uma história que não era sua.
E talvez essa seja uma das coisas mais importantes que eu aprendi com tudo isso.
Eu percebi que posso me importar profundamente com alguém sem carregar os problemas dessa pessoa. Posso ouvir sem tentar consertar. Posso acolher sem assumir responsabilidades que não são minhas. Posso estabelecer limites sem precisar ser frio.
E, principalmente, posso escolher ser gentil mesmo quando alguma coisa dentro de mim está com medo de se machucar novamente.
Eu queria ter entendido isso naquele momento. Queria ter respondido diferente. Queria ter olhado para você e percebido que, naquele instante, você não precisava de uma resposta perfeita.
Você precisava apenas ser ouvida.
E eu sinto muito por não ter percebido.
Também quero te dizer uma coisa sobre você.
Nós nos conhecemos pouco, e justamente por isso eu não quero fingir que conheço toda a sua história ou colocar sobre você sentimentos e expectativas que talvez não correspondam à realidade. Mas o pouco que conheci foi suficiente para perceber que havia algo muito especial em você.
A maneira como você se abriu comigo, a sua sensibilidade e a confiança que teve para mostrar uma parte vulnerável de si foram coisas que ficaram comigo.
Talvez seja por isso que tudo tenha me atingido tanto depois.
Eu fiquei pensando no que poderia ter acontecido se eu tivesse sido diferente naquele momento. Pensei em como seria continuar te conhecendo, descobrir suas pequenas manias, suas histórias, as coisas que te fazem rir, os seus sonhos, os seus medos.
Minha cabeça chegou até a imaginar futuros que nunca existiram.
Mas eu também percebi que não quero transformar uma possibilidade em uma certeza que nunca tivemos.
Você foi alguém que eu tive a oportunidade de conhecer, e talvez essa oportunidade tenha terminado ali.Talvez não, eu não sei.
E, pela primeira vez, acho que consigo aceitar que não cabe a mim decidir isso.
Se algum dia você quiser me perdoar, eu vou ficar feliz. Se algum dia quiser conversar comigo novamente, eu vou receber isso com carinho.
Estou escrevendo porque você merecia um pedido de desculpas que eu não fui capaz de te dar naquele momento.
E porque eu precisava reconhecer, para mim mesmo, que eu errei.
Eu não sei se algum dia você vai conhecer uma versão diferente de mim.
Mas eu espero que, independentemente de você estar ou não na minha vida, eu consiga me tornar essa pessoa.
Uma pessoa que sabe ouvir.
Que sabe acolher.
Que sabe colocar limites sem machucar.
Que não foge da vulnerabilidade.
Que não transforma medo em arrogância.
E que, quando perceber que machucou alguém, tenha coragem suficiente para admitir.
Eu gostaria muito que as circunstâncias tivessem sido diferentes entre nós.
Mas, se essa for a única coisa que ficou dessa história, espero que pelo menos tenha servido para me ensinar algo que eu precisava aprender.
Obrigado por ter confiado em mim naquele momento, mesmo que eu não tenha sabido honrar essa confiança.
E me desculpa por ter feito você se sentir menos acolhida justamente quando estava tentando se mostrar para mim.
E, se algum dia nossos caminhos se encontrarem novamente, espero poder te encontrar sendo uma versão melhor de mim.
“Escrever é o gesto silencioso de transformar vivências em sabedoria; cada palavra que nasce é um aprendizado que escolhe permanecer e iluminar o caminho da vida.”
Roberto Ikeda autor
Entre Renúncias e Liberdade: O Caminho das Palavras
Escrever é mais do que buscar reconhecimento: é um ato de amor às palavras e ao que elas despertam. Cada renúncia — ao imediatismo, ao desejo de aplausos — abre espaço para a verdadeira liberdade: escrever sem correntes, como quem respira.
O escritor invisível constrói, tijolo por tijolo, uma ponte entre sua alma e a do leitor. Dedicação e disciplina são asas que sustentam esse voo, e o tempo ensina que palavras sinceras não precisam de holofotes para permanecer.
O maior triunfo não é o aplauso da multidão, mas o sorriso discreto de quem se reconhece em uma frase. Porque histórias contadas com verdade tornam-se eternas.
Roberto Ikeda
Sinestesia
Cansei de me conter
E comecei a escrever
Os versos voam
Quando penso em você
Quando estou contigo o tempo quer voar
Vira vento, vira vaga, vira ar
Cada pinta tua é um mapa por decifrar
Um segredo que só o tempo vai revelar
Tu serás o motivo dos meus versos
Por isso é que te peço
Sempre que tu falas
Minha boca se cala
Pois cada palavra
Me fura feito bala
Guardo cada frase, nem que sejam falhas
Teu silêncio até vale mais que outras batalhas
Quero aprender teu jeito, teu olhar
Quero aprender contigo a te amar
Aprender como posso te ter
Aprender a te conhecer
Aprender tudo o que és, cada detalhe teu
Aprender ao teu lado o que o mundo não me deu
Quero ser o silêncio antes da tempestade
O instante que antecede toda verdade
Guardar de ti o que ninguém mais sabe
E ser, pra ti, o que mais te cabe
Tu és minha sinestesia
A mistura perfeita que me contagia
Teu beijo tem gosto de correria
Teu toque me anestesia
Vou te chamar de minha, mais que deveria
E mesmo depois de tudo isso que eu sinto
Ainda existe um verso que não termino
Uma palavra presa, quase escapando
Que eu guardo em segredo, mas vou soltando
Prefiro esperar o vento certo chegar
Pra que o que eu sinto não te faça escapar
Um dia o silêncio vai se transformar
No verso mais simples que eu puder te entregar
Amar você foi como escrever a poesia mais bonita do mundo em uma língua que você nunca se interessou em aprender.
Amar à moda antiga em tempos modernos é como escrever cartas de amor à mão em um mundo que só sabe ler mensagens apagadas; exige a coragem de ser eterno onde tudo é passageiro.
