Escrever
Escrever sobre Direito é, muitas vezes, escrever sobre o intervalo entre o que deveria proteger e o que efetivamente abandona.
O Direito deve investigar não apenas quem violou a regra, mas quem teve o poder de escrever a regra.
Há um instante em que o homem deixa de obedecer às verdades recebidas e começa a escrever as suas próprias perguntas.
escrever sem pressão
entre pausas
surge uma lembrança na memória
entre respiros
um suspiro
e uma nova forma de me reconectar comigo
diferente
única
e acolhedora
eu gosto de escrever
isso me liberta
me traz de volta
para as melhores partes de mim
De quem sou
do que gosto
e o novo eu descubro,
de mim.
e me liberto
das correntes
que me aprisionam
uma nova versão renasce
como se ela estivesse adormecida
esquecida
empoeirada
guardada dentro de um baú
para ninguém ver como brilha
como inspira
Como é possível?
Ficar tão escondida!
agora sua luz ilumina o caminho
consigo ver a direção que eu devo tomar
e que a luz me leva
enxergo o céu sobre a minha cabeça
sinto os pés no chão
e o cheiro das flores por onde passo
o mundo do qual sempre fiz parte
é estranho como havia caminhos nebulosos
dentro de mim
mas como é bom estar de volta
para quem sempre fui.
Mundo louco, quando tem um que sabe escrever, não sabe pensar, tem outro que sabe pensar mas não sabe escrever.
Desculpe meus erros ortográficos.
É que eu ainda estou aprendendo a escrever e já quero saber ler.
Desculpe se sou meio desengonçado.
É que eu ainda não sei me sentar direito e já quero ficar de pé.
Desculpe se estou cansado.
É que ainda estou aprendendo a caminhar e já quero correr.
Aprendi que o tempo passa depressa e que a nossa vida é um fio.
E esse fio, entrelaçado a tantos outros fios, forma a teia da nossa existência.
Mas o tempo não espera.
E amanhã, quem sabe, talvez eu já não esteja aqui.
Por isso, me desculpe se tenho pressa.
É que, no fundo, tenho medo de passar a vida inteira aprendendo a viver e não ter tempo de viver tudo aquilo que aprendi.
"Chegou a hora de mudar, chegou a hora de evoluir, pare de ler o passado e comece a escrever o futuro."
Fui questionado. Por que não faz poesia romantica, de amor?
Eu não escolho escrever tristeza! Eu registro a vida como ela chega, as dores, os conflitos, as tensões internas, a frustração com o mundo e com as pessoas.
Meu estilo é mais cronista emocional do que romântico. Talvez seja isso. Observo, sinto, processo, e transformo isso em palavras.
o amor costuma ser silencioso, íntimo, discreto. O amor deveria ser obrigatório, nativo...
Enquanto a dor, o conflito e a luta interior são barulhentos, urgentes, empurram pra fora.
Eu escrevo sobre o que aperta, o que incomoda, o que pesa, porque é isso que pede expressão.
Mas vou tentar...
Me disseram que sou medíocre ao fazer minhas postagens e escrever meus versos, gostei de saber disso, mas te falo com toda minha mediocridade, não escrevo para te agradar, escrevo por ter vida.
(Saul Beleza)
Eu não queria escrever versos de adeus.
Deus sabe que não.
Eu queria os versos de ter ficado.
Mas ficar está longe,
é travessia,
é escolher todo dia.
E o adeus?
O adeus está raso,
qualquer pé descalço toca o fundo,
qualquer mágoa afoga nele.
Eu queria o profundo do ficar,
mas me deram o raso do adeus pra nadar.
Me ensina a ficar?
Fica comigo aqui,
só mais um pouco,
nesse banzeiro que vai deixar saudade.
(Saul Beleza)
14 de novembro de 2022
É. Só hoje tive tempo pra escrever esse sonho confuso e meio louco.
Estava eu em pé diante de uma porta fechada.
Havia um homem que eu não conhecia, ele estava segurando um machado.
O machado era novinho!
Talvez tivesse acabado de sair de uma loja.
Eu olhava pra ele como se quisesse abrir a porta então ele pegou o seu machado e começou a bater com o objeto com muita força na porta.
Ela não quebrava, nem abria.
Ele e eu nos olhavamos com olhares de frustração.
Então eu acordei, e a porta não havia sido aberta.
Bem estranho esse sonho.
Ultimamente, estou tendo cada sonho maluco.
Parece tudo fazer parte da realidade, pra me impor medo e insegurança nas minhas realizações.
Mas, isso não depende de sonhos, nem mesmo do que eu desejo.
Deus, se ele quiser ele me honra.
Porquê eu me conheço, sou uma pessoa de coração puro.
Deus me conhece.
E no momento certo, ele me dará tudo o que ele achar que seja necessário na minha vida.
Preciso muito de um milagre na vida dos meus pais...
Mas, tudo isso, pertence ao Pai.
E, ele sabe o que fazer no momento exato.
"17-10-2020 00:09
Às vezes eu gostaria de escrever tudo o que sinto...
Mas, não posso!
Eu tive sonhos com um barco antigo e me despedia de alguém...
E nesse sonho eu sabia que nunca mais veria essa pessoa, então acordei.
Creio que seja parte da minha vida passada e eu não consigo controlar as lágrimas, porque aquele sonho, não parecia sonho...
Eu queria dizer que são tantas palavras presas em minha garganta...
Eu estou morrendo aos poucos!
Eu vou acabar morrendo de tristeza...
Eu não aguento mais!
Eu estou negando para mim mesma que preciso partir...
Porque aqui não tem mais sentido algum."
2026...Ps!! Quanta melancolia dessa época. Ainda bem que já superei 😂🤭
Escrever cartas um para o outro em outro plano?
Se nesse não escrevemos nesse, imagina esperar o desconhecido para isso...
Mas, eu entendo o que isso significa!!
Ele, me disse para escrever sobre meus sentimentos...
Estou fazendo isso agora, faz parte da minha história.
Escrever, para mim, deixou de ser um capricho bonito de quem gosta de palavras e virou uma necessidade quase fisiológica, tipo respirar depois de subir uma ladeira enorme no sol do meio-dia. Eu estava há tanto tempo inspirando o mesmo ar pesado, reciclado pelas minhas próprias memórias, que quando finalmente escrevi, foi como escancarar uma janela e descobrir que o mundo ainda tinha vento. E não aquele vento dramático de novela, não. Um vento simples, honesto, que não promete nada além de movimento. E, naquele momento, movimento já era tudo que eu precisava.
O curioso é que eu não escrevi esperando resposta. Nem dele, nem da vida, nem do universo conspirador que a gente gosta de culpar quando está carente. Eu escrevi para me ouvir. Porque até então, eu estava cheia de vozes dentro de mim, menos a minha. Era lembrança falando alto, era saudade fazendo discurso, era ilusão pedindo mais um capítulo. E eu, coitada, só anotando, achando que aquilo era verdade absoluta. Quando eu finalmente me escutei de verdade, sem maquiagem emocional, sem aquele filtro poético que transforma sofrimento em obra-prima… foi desconfortável. Mas também foi libertador. Porque ali não tinha mais para onde fugir. Era só eu comigo mesma, sem plateia, sem roteiro, sem desculpa.
E a tal da lucidez… ah, essa não bate na porta, não pede licença, não manda mensagem antes. Ela entra como quem já mora ali há anos e só estava esperando eu parar de fazer barulho para se manifestar. E quando ela chega, desmonta tudo. Derruba cenários, apaga luzes, desmonta personagens. Aquilo que antes parecia gigante, intenso, insubstituível… vira só o que sempre foi: um capítulo. Importante, sim. Mas não eterno.
E é aí que entra a parte que mais assusta e mais alivia ao mesmo tempo: esquecer não é apagar. Eu não virei uma versão fria, sem memória, sem história. Eu virei alguém que olha para trás sem sentir aquele aperto no peito que parecia um lembrete constante de que algo estava inacabado. Não estava. Nunca esteve. Eu só demorei para aceitar que já tinha acabado há muito tempo. A gente sofre mais tentando reescrever o passado do que vivendo o presente. Porque o passado, minha querida, não aceita edição. No máximo, interpretação.
E essa lembrança… a ceia na casa da avó. Olha que cena sutilmente dolorosa. Um convite que parecia simples, mas que carregava um mundo inteiro de significado. E eu recusando. Não por falta de vontade, mas por excesso de consciência. Eu sabia que não cabia ali. E olha a maturidade disfarçada de tristeza. Às vezes, crescer é exatamente isso: reconhecer onde a gente não pertence, mesmo quando o coração quer dar um jeitinho de se encaixar.
Aquele abraço final, as lágrimas sendo enxugadas com uma delicadeza quase contraditória… como se o gesto dissesse “eu me importo”, enquanto a realidade gritava “mas não o suficiente para ficar”. E tudo bem. Porque naquele momento, sem perceber totalmente, eu já estava me despedindo de verdade. Não só dele, mas da versão de mim que ainda insistia.
E a vida, com seu humor meio irônico, meio genial, seguiu. Quase dois anos depois, eu casei. Escrevi uma nova história. Mas dessa vez, não foi sozinha. Não foi baseada em suposições, nem alimentada por silêncios interpretados. Foi construída. Tijolo por tijolo, dia após dia, com alguém que estava ali de verdade, não só na minha imaginação.
E isso muda tudo.
Porque no fim, não foi sobre esquecer alguém. Foi sobre parar de sofrer por algo que já não existia e abrir espaço para o que podia existir. Eu não apaguei o passado. Eu só parei de morar nele.
E hoje, quando eu lembro, não dói. Não pesa. Não chama. Só existe. Como uma página virada de um livro que eu não preciso reler para saber que já entendi a história.
Se você ainda está respirando esse ar pesado, talvez esteja na hora de abrir sua própria janela.
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, ouça até o final.
Quando lemos o capítulo 1 de Gênesis, muitas pessoas enxergam apenas uma narrativa sobre a criação do mundo. Mas existe uma reflexão muito mais profunda escondida nas entrelinhas. Antes de existir forma, existia o caos. Antes da ordem, existia a desorganização. Antes da luz, existia a escuridão.
E não é exatamente assim que muitas vezes acontece dentro de nós?
Quantas pessoas estão esperando um milagre, enquanto ignoram que toda transformação começa quando a luz entra em contato com a escuridão? O primeiro ato da criação não foi construir montanhas, oceanos ou estrelas. Foi trazer luz. Como alguém pode organizar a própria vida sem antes enxergar a realidade como ela é?
Talvez o verdadeiro significado desse capítulo não esteja apenas na criação do universo, mas na criação diária de nós mesmos.
Observe a sequência. Deus não cria tudo de uma vez. Existe um processo. Existe uma ordem. Existe paciência. Primeiro uma etapa, depois outra. Primeiro a preparação, depois a abundância.
Vivemos numa sociedade que deseja resultados instantâneos. Queremos riqueza sem construção, maturidade sem sofrimento, colheita sem plantio. Mas Gênesis nos mostra que até a criação segue uma lógica. A natureza não tem pressa, mas também não para.
Outro detalhe impressionante é que tudo aquilo que foi criado recebeu uma função. O sol, a lua, as águas, as árvores, os animais. Nada foi colocado ali por acaso. Isso levanta uma pergunta poderosa: se tudo na criação possui propósito, por que tantas pessoas passam a vida acreditando que nasceram sem um?
Talvez o maior conflito humano não seja a falta de capacidade, mas a falta de consciência sobre quem realmente é.
Também é interessante perceber que o ser humano surge apenas depois que o ambiente está preparado. Isso nos ensina que nem sempre aquilo que desejamos está demorando porque foi negado. Às vezes está demorando porque ainda está sendo preparado.
Quantas vezes reclamamos da espera sem perceber que a espera também faz parte da criação?
Gênesis 1 nos convida a abandonar a mentalidade do acaso. Ele nos lembra que ordem gera crescimento, que disciplina gera frutos e que a vida floresce quando existe direção. O caos não desaparece sozinho. Ele precisa ser transformado.
A pergunta é: qual área da sua vida ainda está mergulhada na escuridão esperando que você tenha coragem de acender a primeira luz?
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E agora eu lhe deixo uma última pergunta: se hoje fosse o primeiro dia da criação da sua nova vida, qual seria a primeira escuridão que você precisaria iluminar?
