Escrever
Ser escritor, para mim, é uma benção e uma maldição, sendo que a segunda parte, a da maldição, é a que mais gosto.
Para mim, ser escritor é uma espécie de benção e maldição, sendo que a segunda parte, a da maldição, é a que mais gosto.
Beijo roubado
Levou junto
o olhar
o desejo
os pensamentos
o sorriso
o sossego…
nunca mais
ela quis beijar
apenas
que roubasse
seus beijos.
Coragem!
Junte nas tuas mãos
os teus medos secretos
arremesse-os
com muita força
com toda a força
de dentro de ti
para o universo
dissipar
e transformar
em coragem
em afronta
em capacidade
faça com fé
e os medos
terão receio
em te habitar.
Com templo
Contemples enquanto há tempo
a flor
o pistilo
a cor...
o cheiro
inale devagar
é apressada a vida
há beleza no contemplar
contemple
enquanto ha tempo.
Escrevo pra saciar esse apetite indômito que minha alma tem por poesia, por magia, pela beleza que transcende a matéria, que transpõe o umbral do tempo, pra adentrar a misteriosa infinitude do intocável.
Inspiração....
Um poeta sem inspiração
Um Deus sem dom da criação
Palavras falsas de um verdadeiro coração
Uma rima estranha, sem emoção
Estou perdido na escuridão
Vejo algo que parece a solução
Uma luz, um coração
Algo que desperta minha sedução
Algo estranho para mim
Afinal estou onde achava ser o fim
Junto a aquele coração
encontrei o que procurava, encontrei inspiração
Encontrei amizade e talvez... uma paixão.
Queria ser a caneta que toca seus dedos.
Queria ser o pedaço de papel onde você deslisa sua mão.
Queria ser a palavra que ganha toda sua atenção.
Ou até ser o motivo do seu poema.
Queria ser o o sentimento escondido em seu coração.
Poderia ser,
Até quem sabe um pedacinho da madeira,
Daquela mesa com poeira
Aonde você senta pra escrever
Palavras confusas que só eu posso entender
Mas talvez eu até queira ser
Um pedaço branco da folha
Um pouco de luz na encolha
O botãozinho de ascender
Pra ficar pertinho
Só pra você me querer.
“Por que a mim não escreves? {2}
-
Por que a mim não escreves?
Por que, por que não escreves?
Nesta essência não te inseres?
Sentes que sou-me o nada?
E tal nada não alimenta o que queres?
Queres a vida de forma vasta?
Por que a mim não escreves?
Por quê? Por quê? Por quê?
Tens inspiração em falta?
Que falta somente a mim,
Que dás aos outros, completa,
Como se fossem dignos de ti.
Por que a mim não escreves?
Por que, tais letras, sufocas?
Uma carta como outrora
Sílaba esmagada pelo tempo
Que descreve uma maldita história
Que frágil como uma brisa do vento;
Eu não quero que me escrevas
Como quero… Como quero…
Algo que transforme esta treva
Em teu conto dramático eterno;
Eu não quero que me escrevas
Só quero… Somente quero…
Ser a protagonista que inventas
A sofrer em cada trecho mero.”
“Por que a mim não escreves? {1}
-
Por que a mim não escreves
Se te escreves ao respirares?
Se te respiras então escreves
A cada segundo em que vives
E se não vives tão vorazmente
Escreves à solidão e à tristura
No silêncio que lhe persegue
Em meio ao sono que amargura
Escreves quando pensas
Em alimentares teus vícios
E se escreves para todos eles
Para que o existir seja longínquo
Por que a mim não escreves?
Se não lhe sou tão precipício
Se não lhe causo um sentir abismo
Não me escreves por sentires
Sobre mim o mais puro vazio
Sobre esta lacuna, inda assim
Tu poderias escrever-me
Ou contando-me os teus motivos
Do por quê a mim não escreves.”
O bom texto gera reações fisiológicas, borbulha dentro do peito, inquieta, instiga os sentidos e faz com que quem lê queira saber mais: mais sobre o conteúdo, mais sobre o autor....
Vou escrevendo sem pensar as vezes serve para mim ou para outros, o que importa é que as palavras não sejam só jogadas sem objetivos ou alvos, que sirva pra alguém se não pra mim.
Se eu escrevesse um livro sobre a minha vida.
muitos mocinhos...
iriam ser os verdadeiros vilões nessa história.
