Escrever
Toda água parada deve ser drenada, pelo perigo iminente que ali mora. Pode causar frustração e outras doenças.
Tenho em mim
Todos os meus sonhos guardados
E fico aqui parada assim
À espera de os ver realizados?
Ou vou à luta
Caminhando por essa estrada fora
Tento gritar mas a voz não sai
Se calhar ainda não chegou a minha hora
De gritar liberdade
De ver os meus sonhos ganharem vida
E transformarem-se verdade!
Inspirar não é somente incentivar. Inspirar é acreditar em si para que outras pessoas acreditem em você.
A aparência se vê a olho nu... A essência é preciso adentrar o ser e, mesmo assim, só enxerga se quiser enxergar...
“Quando escrevo, nunca vejo uma página em branco: vejo um universo repleto de experiências humanas.”
A impressão que tenho é que quando eu falo ninguém para pra me escutar, mas quando eu escrevo, o mundo todo parece interessado.
Tempo ao Tempo.
Página virada
Página escrita, página virada
Página nova, história nova
História nova escrita, página virada.
Deixa ir
Deixa ir quem não te valoriza, quem te trata com indiferença e desamor.
De uma hora pra outra, deixa ir
Aquela que não move o mundo pra te ver sorrindo e não faz um esforço mínimo para estar com você. Deixa ir quem um.dia te fez bem mas hoje te machuca.
Não implore por carinho, atenção e amor, você merece gestos espontâneos não atitudes calculadas.
Acho necessário que a literatura seja poética. Pela formulação poética tento fazer com que o texto seja menos artificial, reflita a vida. Tento fazer com que as frases contenham mais do que as palavras que estão ali. É o que me motiva a escrever. O que quero contar sei de imediato. A questão é como contar.
Se escrevo romances é porque só através deles é possível dizer certas coisas que estão recalcadas. O romance desvela a realidade, põe a injustiça a nu, possibilitando a identificação e eternizando o universo que ele cria.
Desprecavido andava sem portar o risco da eternidade qual crava como garras gravaram na casca um dia da árvore o sinal. O sinal da escalada que por descuido se perdeu dentre tantas nuvens a se misturar pelos céus do esquecimento, lotado de ausências insentíveis pois tal é a nóia poesia a borbulhar no crânio a(s)cendido de sensações censuradas e reclusas donde saltam ao vazio espaço do esquecimento, em vão, tenta ligeiramente rasgar o papel afiado onde a tinta transborda o pulsar dos sentidos pensamentos trajados de arte vadia, sem rumo nem futuro a seguir balbuciando o que outrora flutuava afastada do solo firme a prender gravitalmente quem pesado liberta a sumir suas crias paridas prematuras mortas e desfiguradas. Segue abortando um rastro de passos vazios sob o espaço do oco pensar habitado por Chronos enquanto num canto o nóia se esconde a riscar o fogo. Paranoico riscar ligeiro de corpo preso à pesada e infeliz realidade sem noites nem sonhos.
201912231601
Flertar com o erro é algo viciante, ele nos deixa mais experientes e nos tornamos mais maduros. Por vezes, o erro costuma bater na mesma tecla, até parece algo cíclico. Há quem diga que se pode escrever – aqui leia-se errar – certo em linhas tortas, o torto ou o erro se torna prazeroso, de certa forma. O que me intriga nesta caminhada é a marca indelével que a caneta é capaz de fazer ou quem sabe a intensidade que eu coloco ao escrever, ao rabiscar, ao desenhar. O papel a qual tanto escrevo é sensível para tantas tentativas de erro e acerto. A tinta indelével com força de expressão, de tanto focar em uma única situação, acaba por perfurar a penumbra daquilo que um dia foi forte. Perfuram-se os papeis! Um buraco se abre e me dá acesso para outra dimensão. Será se ali estaria o lugar o qual eu poderia flertar com o acerto? Este buraco negro que me consumiu ferozmente está me mostrando que aqui o vácuo da intensidade é bem melhor quando é escrito com emoção. Nesta outra dimensão todos os meus erros tornam-se, automaticamente, em acertos. A dimensão do jogo da intensidade prevalece nesse emaranhado de flertes escondidos atrás do desenho feito com a tinta indelével da minha força de vontade de viver o acerto que um dia julguei que era um erro. O que seria dessa dimensão sem os tão sonhados erros que nos fazem melhores a cada linha que pintamos do lado de cá? A resposta está no erro que não pintei ainda.
