Escrever
Sabe! nem tudo que escrevemos para alguém, é para entender! se esse alguém te entende, você não precisa escrever!
Depois que comecei a estudar percebi que minhas composições são meras poesias com algumas notas musicais...falta muito pra de fato ser uma composição. Enquanto isso em mais uma noite estou aqui eu e meu violão inspirado em uma voz que não se cala dentro de mim....
Todo escritor tem sua musa inspiradora. Por isso, eu foco no meu leitor, penso nas respostas simples que ele precisa ouvir. Então faço uma figura com o rascunho do que quero dizer e conto minhas histórias como se fosse um velhinho. Só assim eu consigo ouvir o meu coração.
Muitos me perguntam de onde veem tantas histórias para contar. Eu respondo que só é preciso escutar as pessoas que fazem boas perguntas e depois recontar suas histórias, com as escolhas que eu faria se estivesse em seu lugar.
A favor do contra
O passado, bate em minha porta, com frequência. A frieza é resultado de ter passado por fortes tempestades de neve.
Sem dúvida, o que me faz lembrar, não é a sofisticação do todo, a sofisticação inteira, mas sim a simplicidade dos pedaços, dos pequenos, dos muitos.
Eu não passarei um dia de minha vida sem o recordo. Nos dias frios, sem querer, me esquento com a lembrança e o material, contigo. As lembranças batem na mente, como se um desesperado batesse à porta. Não há razão. Não sei se me cego, mais uma vez, por querer ajudar todos, ou se é o simples, que me chama.
Pessoas, sempre falarão mal de pessoas. Mesmo Jesus Cristo, foi crucificado. Não se pode ter medo da vida. Ela é breve e raramente te devolve oportunidades.
É lindo ler um texto e tentar fazer igual. É lindo ver uma dança e tentar dançar igual. É ótimo ver uma pessoa linda e tentar se parecer com ela. Mas, dificilmente, você pensa nas consequências disso, nas consequências que as pessoas sofrem.
Você só vê lado bom, mas não percebe que o que faz ser bom, é o ruim.
Me faço um instrumento de vingança para a vida. Ajudo todos que posso, sem medir as consequências. Na maioria das vezes não se ganha um sorriso, mas se de centenas não dados, haver um dado sinceramente, meu esforço foi válido.
Escrever, é não ter medo de sentir medo. É colocar a cara a tapa, sabendo que o tapa é forte. É saber que vais ser julgado milhares de vezes, erroneamente e corretamente. É fazer do orgulho, um idiota. E principalmente, é falar tudo o que todos tem medo de falar.
Se existe algo que eu posso afirmar e que jamais poderão dizer ou usar contra mim é que eu nunca julguei, nem jamais vou julgar um escritor pelo que ele escreve, o gênero literário que ele escreve, o tema que ele escreve. A não ser algo que desrespeite ou faça apologia ao desrespeito dos direitos humanos... Pois não dá para concordar com isso.
Cada um escreve o que quiser.
Ao sonhar ou imaginar, somos verdadeiramente livres e inconsequentemente honestos.
Encontrei na escrita um local seguro pra conversar e me comunicar. Arte é voz, é luz. Confluência.
O que desanuvia e bombeia, todos os dias.
Mesmo tão íntima -ou por vezes tão nós- intento que, na interpretação pessoal, da vivência e experiências de cada um, seja colo e aquele abraço quentinho, o que recebo no que me inspiro e me reconheço.
Prazer, meu nome é Mariana.
“Porque lentos demais em acompanhar os pensamentos que céleres voam, quedamo-nos quase sempre impossibilitados de captá-los e descrevê-los com exatidão se nos propomos a escrever. Do lúcido e bom escritor se poderia dizer que é o homem comum, com algo a mais que o distingue: a capacidade de voar na esteira das próprias ideias, dominando-as, conduzindo-as, sem perder-se nos labirintos do ego.”
Nós somos destinados a ser quem somos, fazer o que fazemos e saber o que sabemos mas, só porque as linhas já foram escritas não quer dizer que não podemos reescrevê-las.
Dê mais importância para a sua vida e a torna perfeita, seja os olhos dos que não vêem e uma inspiração para os que são incapazes de compreender.
ESCREVENDO
Eu não quero mais sentir a saudade de antes
Não quero chorar mais a lágrima de antes
Não quero sentir a mesma intensidade daquela dor passada
Não quero mais falar de amor
Prefiro ficar surda do que ouvir sobre o amor
O amor aprontou e muito comigo
O amor foi um livro com sumários negativos
Cada página uma dor
Uma saudade louca
Uma letra que rasga
E meu coração deságua
Cada página uma noite lembrada
Cada cenas e imagens que só fere
Que só sangram
Que me deixa no chão sem vontade de levantar
E fugir de qualquer sentimento positivo
Eu estou abrindo a porta para fugir desse momento e sentimento
Vou andar por aí e andar
Não quero ninguém me dando as mãos
Se vinher me beijar, saiba que não vai ficar
Só vai ser uma visita na sua boca
E eu irei estar inconsciente com certeza
E amanhã eu digo que vou ti esquecer seu grudento chamado amor
Não escrevo livros para ganhar a vida, menos ainda para viver disso. Escrevo porque minha alma deseja disseminar uma parte de mim a quem virá depois. É quase como plantar uma semente sem a pretensão de comer do seu fruto, mas sim, pelo prazer de saber que mais adiante, outros irmãos de humanidade poderão usufruir daquela árvore.
Eu sempre acabo aprendendo algo, e aplicando na escrita dos meus próprios livros, quando releio Um Girassol Na Janela, de Ganymédes José!
PALAVRAS ALADAS (soneto)
Os juramentos jurados nas palavras aladas
Entrelaçadas nas promessas do amanhecer
Envolvam nosso afeto no firmamento de ser
E não somente ao vento, ao serem faladas
E se vão ficar, que permaneçam no haver
Cheias de magia e quimera, encantadas
Fazendo parte de carícias, tão camaradas
Soprando brisa afrodisíacas no bem querer
E nos atos ardentes das frases chamadas
Que nos queime de fascínio e de tal prazer
Que possamos crer, nas vontades elevadas
Firmamo-las no doce leito e, ali então a reter
A paixão no peito, e seduções apaixonadas
Que só palavras aladas, de amor, podem trazer
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, abril. 05'40"
Cerrado goiano
