Era
"Eis que me disseram quando eu ainda era pequena: Sê grande dentro das frestas que fazem a vida poesia. E eu resolvi ser."
Tentei ser sensível, atenciosa até me colocar no lugar do outro, mas quando percebi, já não era mais eu.
Penso que algumas vezes a verdade é que, o que te faz feliz hoje nem era o que você esperava-procurava, clamava, chorava..., mas o que você buscou e que te fizera triste, e com suas consequências te deu ferramentas que agora se encaixam perfeitamente e formam então, melhor momento da sua vida: o hoje, o agora.
Se Não Fosse o Pai
À noite era como se tudo fosse feito para acabar. Os sonhos, os cheiros, as vozes.
Bem simples, cobrava eu o estado natural. Um negro vivo, alguns pontos luminosos e uma bola branca deixando a iluminação pública no chinelo.
Sempre chamava Jugie para contemplar esse nada. Ela corroía comigo pedaços minúsculos de tempo. Um dia disse gostar de mim, o que foi bom, porque eu também gostava dela.
Em umas dessas noites perdidas, resolvemos falar a verdade em forma de vergonha. Nosso silêncio contornava os risos indecisos. Quase saiu um beijo, se não tivesse saído um grito grave da casa dela. Uh!
Ela tinha ar de moça velha. Digo, uma menina sabida das coisas. Criei asas ao vê-la voar contando como fora roubar os brincos da irmã. Eu gostava de uma criminosa. Meu Deus! E ela estava tão bela, os brincos da irmã a perfumaram.
A noite nos cobria de vontade. Poderíamos matar, roubar, fazer horrores sem que ninguém percebesse. Havia um limite, claro.
Mas minha vontade maior era a mesma dela. Eu já estava cansado de namorar aqueles lábios sem provar o gosto. E Jugie quase me comia vivo com seus verdes venenosos.
O problema é que sempre fraquejávamos. Nenhum passo a mais. Algo tinha de ser feito.
Pensei em ideias absurdas, o que me fez parar na hora. Deus castigaria só meu pensamento.
Já ela, foi mais feroz. Até assustei. Pegou-me pelo braço e disse para correr até o galpão do vô Juca. Ficava nos fundos da casa dela.
Chegando lá, esbaforido, descansei com o seu pedido.
Seus olhos brilhavam e a maldade inflamável me excitava. Os passos de Jugie se aproximavam do meu espanto. Ela vestia um moletom preto com alguns dizeres em inglês... Algo como o nome daquela banda em que o vocalista tem um língua enorme e se maquia todo. Doideira total.
Jugie venho ao pé da minha orelha e começou a suavizar meu medo. Falou da noite, que não poderíamos perder aquela chance. A lua, as estrelas, os sonhos. Ela queria ter comigo o primeiro beijo dela. Espantei de novo!
Jugie poderia ser ladrona e tudo, mas assuntos do coração ela reprovara algumas vezes. Nunca amou, apenas gostava. Era diferente para ela.
Então ela pegou minha mão e entrelaçou seus dedos aos meus. Os apertou tremendo um pouco. Eu fiz meu nome soar como proteção. Contei que com Joke ela poderia confiar sempre, que nem as estrelas esperançosas do Sul.
Jugie chegou mais perto. Sua mão esmagava a minha, mas dane-se tudo, a dor era prazer naquele momento. Seus olhos se fecharam e eu fiz o mesmo. Faltava pouco para mais um roubo dela. Um, dois, três... JUGIE! TÁ NA HORA DE DORMIR! VEM.
Droga! O pai dele não poderia dormir mais tarde, não?
Pelo menos a mão dela tatuou na minha e o cheirinho do cabelo ficou no meu casaco.
Disse tchau sem beijo mas com ideias para os sonhos durarem uma semana.
Sempre disse que eu não tinha medo de nada sem saber que era justamente o medo que me movia. Quando descobri isso, comecei a tirar melhor proveito deles e da vida.
Fulano era um
cara bacana
não tinha nome
mas tinha
a competência
em sacudir
o estrado reforçado
da minha
cama!
Quando acordei e senti que você não era é mais uma necessidade minha eu pude sorrir e mergulhar em mim como há muito eu não fazia, encontrei muitos risos e retomei-os, sem esforço pude sorrir e sem me arrepender. Sorri porque não preciso de nós pra ser feliz, eu me basto e espero que percebas o mesmo sobre você. Sem medo, sem mágoa, sem rancor, sou eu em mim mesma e meus sorrisos nunca foram tão largos e verdadeiros como agora são.
"Se mutilar emocionalmente é pouco, eu queria mesmo era me jogar de um abismo com uma pedra mortífera no pescoço."
Exílio...
Fui exilada muito antes de nascer
no fundo, no fundo.... era pra eu não ser.
Exilada... do mundo separada,
numa estrada sem direção...
estranhamento total
vivo uma vida
completamente surreal....
Irreal?
Exílio... fora do trilho,
sem qualquer razão,
sem noção... sem emoção.
Minha vida: uma vida na contramão.
Acredite o mundo da voltas e aquelas pessoas que te xingavam e diziam que você não era nada , Depois vão se ajoelhar em seus pés pedindo desculpas ...
Tente se lembra de quando não era um feto dentro de tua mãe???
Não consegue né???
Pois é... A "morte" é igual antes de nascer, simplesmente não existimos...
Caso seja um(a) "religioso(a)" não acreditará e ignorará essa afirmação...
É surpreendente que na era das redes sociais e tal, eu escreva cartas. Gosto de escrever e, ainda mais, de recebe-las - embora ocorra muito mais a primeira do que a segunda situação. Imaginar que aquelas palavras foram carinhosamente escolhidas e enfim, ver envelhecer: o papel, nós... Guarda - las, para mim, é melhor do que memórias. É uma lembrança que pode ser tocada.
E olhando para trás percebo que minha vida era totalmente preta e branca.Não por ser demasiada monótona mas por ser feita de extremos;de suaves alegrias e refundados sentimentos como o branco e de sombrias desilusões e margas agonias que me roíam por dentro como o preto.E talvez isso seja por demais depressivo mas a verdade é que nem sempre há um arco íris iluminando o horizonte,nem sempre há música e nem sempre o amor é recíproco.Portanto,temos que aprender a nos equilibrar da melhor maneira possível.
Algumas pessoas me perguntaram como era possível meu estilo de escrita ter mudado tanto com o tempo e eu achei muito engraçado. Meu caro, tudo na vida faz parte de uma eterna metamorfose. Eu nunca mais serei a mesma que sou nesse instante, e você não será mais quem é agora no futuro. De qualquer forma, vou explicar.
Eu simplesmente cansei de ter crises, de me isolar de tudo, de ser extremamente pessimista e, principalmente, de ter tanta raiva de tudo e todos. Foi uma fase na minha vida, apenas isso. E já passou. Aquele ódio constante só me fazia mal. Aliás, ódio só faz mal a quem sente. Ficar reclamando de tudo também; só piora as coisas. É o que chamamos de "Lei da Atração": quanto mais você reclama ou fala mal de alguém/alguma situação/qualquer coisa, mais daquilo você está chamando para sua vida. Parece besteira, mas vi acontecer na prática e o resultado não foi nada bom.
Para finalizar, eu me sinto bem melhor tentando manter uma singela esperança dentro de mim. De que tudo é por um propósito maior, seja lá pelo que for, mas que nada será em vão. Tenho crises ás vezes, mas já consigo limpar minha mente e fugir da obscuridade que ali já se encontrou, mas não mais.
Já vi gente falando que virei uma daquelas pessoas super otimistas que irritam todo mundo com sua felicidade extrema. Mas, quer saber? Prefiro ser assim, "tão irritante", se for pra finalmente conseguir minha paz de espírito e ser feliz de verdade.
O Astronauta se deliciou naquela noite
Era sábado e ele não tinha nada pra fazer
Ele e um terráqueo que conheceu a tempos
Falou que ia pra noite ver as borboletas
O amigo topou e começou a decolagem
Chegaram a uma terra de margem distante
Acharam um lugar que guardava
de borboletas um enxame
Porém avistaram uma, uma bela
Que exalava um teor de coisas boas no ar
O amigo terráqueo não pareceu se importar
Então o astronauta avistou o sorriso da borboleta
E estalou sua mão no ar
Ficou meio acanhado foi em busca do seu olhar
Chegou perto e começou a querer se comunicar
A tempos ele vinha a terra e não avistava tanta beleza no ar
Procurou encontrar a isca, encontrou e foi logo fisgar
Pescou!
Conseguiu sentir o amor
Tão belo seu coração ficou
Dali em diante mal sabia o astronauta
Que seus sentimentos jamais iriam querer pousar em outro lugar
Se apaixonou
Mas o astronauta era experiente
Todo blindado e em defesa
Sabe ele que não pode se machucar e ferir
Por tal motivo foi tão condecorado
Escolhido entre milhões a ser o único
O tal que trocaria a eternidade da terra
Pelo brilho da noite no espaço
E eles se beijaram
O Astronauta e a Borboleta terráquea
Se beijaram, se selaram, se cessaram
De tudo que mais a terra possa vir a oferecer
Nada diferente poderia ser melhor
A este beijo e a este abraço
Até estava ele
Pensando em diminuir o espaço
Noite de Borboletas
A noite em que a mais bela tocou seu coração
A noite em que a Borboleta sentiu a verdadeira emoção
Viajou com o astronauta pra longe
Conheceu vários lugares
Deliciou-se com amor que vem de outros ares
Foi até o último suspiro que o amor se esconde
E a noite acabou!
Rápida! Como uma flecha!
Bom, o que acontece ao nosso Astronauta maluco?
Foi parar em qual mundo?
E a nossa borboleta vibrante?
Será que conseguirá viver nesse planeta alucinante?
Não sabemos!
O astronauta ainda irá voltar
A Borboleta, enquanto isso, não vai pousar
O coração do Astronauta esta na sua mão
Espero que eles cuidem do amor
E não façam parecer "só mais uma história em vão"
Astronauta e a Borboleta.
“O celular tocou, era uma mensagem. O conteúdo era pequeno, dizia apenas “saudades”. Olhei o remetente e sorri de canto, mas não pelo motivo que você está pensando. Meu coração, quase parado lá dentro, sorriu comigo e disse: Que engraçado, eu nem lembrava mais de você.”
CACOS
O misterioso QUADRO
Era composto de várias
partes semelhantes
que bem poderiam ser CACOS.
E eu no meio
QUERENDO
encontrar algum nexo
alguma LIGAÇÃO
Eu tentava dominar-me pela RAZÃO
e era apenas o ABSTRATO,
MAS meu coração não entendia,
ainda não tinha TATO...
