Era
Você me falou várias e várias vezes que era fácil pra mim tá ali, pra você que era difícil um pesadelo talvez, isso entrou no meu ouvido como espinhos rasgou meu coração em pedaços infinitos, toda ação tem sua reação, eu queria que realmente as coisas funcionasse como você diz ser, não é fácil tá ao lado de quem você ama, e te o desprezo, ouvir dizer que não o ama que a convivência vai ter prazo você tenta aproveitar o máximo antes que acabe esse tal tempo, não sei definir como facil receber desprezo se dá o máximo e não ter nem o mínimo, cara você é louco, não vou dizer que fácil e pra você por estaria sendo injusta com nos dois, eu não te impeco de correr atrás do teu amor, você tá ao meu lado por que você quer, você tem amor carinho atenção e alguém que realmente cuida de você e lhe respeita ao contrário de mim, eu só espero que não sejamos mas um casal do qual a situação se inverte não seria lamentável até por que eu fiz tudo o que pude você que não fez
Costumava acreditar no quanto era bom.
Hoje cedo fui pega de surpresa por aquele sentimento.
Significou mais do que eu imaginei.
Lembranças ... dos momentos compartilhados.
Lembranças estão em todos lugares.
Mas porque mesmo eu deveria te contar?!
Ele olhava aquela constelação de estrelas, sem saber que ela era aquela estrela cadente que caíra do céu e que agora brilhava ao seu lado.
Quando eu era menor sempre que me perguntavam de que eu tinha medo eu sempre respondia de escuro,barata...
Conforme o tempo foi passando eu pude ir percebendo que esses medos são medos bobinhos na qual basta enfrentá-los para perde-los e foi isso que eu fiz simplesmente os enfrentei,então conforme foi amadurecendo pude perceber que o medo é algo maior... Bom a um ano atras se você me pergunta-se qual era o meu maior medo eu iria te responder que era perder quem eu amava porem se me pergunta hoje em dia eu irei te dar uma unica resposta "decepcionar as pessoas que eu amo", talvez você ache isso estranho,ate porque é algo meio complexo e eu não sei ao certo como explicar,é como eu sempre digo "tudo depende do ponto de vista"
Queria mesmo era ser como uma pedra, pois pedras são eternas. Mesmo que algumas lascas sejam tiradas de sua estrutura e ela se fragmente conforme a ação do tempo, ela vai se transformando, sendo esculpida, ficando menor ou disforme, agregando novas partículas, mas nunca deixando de existir
Já era hora da despedida, os olhos estavam vidrados. Não era o que realmente queriam, o amor sempre falou mais alto. Mais era hora, momento de dizer adeus. Adeus, palavra tão triste, despedir-se de quem se ama..Mais era preciso a despedida era inevitável. As lágrimas eram impossíveis de se controlar. A cada lágrima uma jura de amor e a promessa de um dia, (ah esse dia...) e se acaso permitir, de se reencontrarem para tentar mais uma vez buscar a felicidade.
Eu sabia quem eu era, só não sabia quem eu deveria ser, decidir ser quem eu não era, hoje já não sei mais quem sou, mas de uma coisa eu sei hoje estou melhor do que antes.
Ele era diabético e ela toda doçura. Contra indicada pra ele, que descuidado se esqueceu de ler a bula.
Ele disse como eu era linda enquanto me abraçava e eu pensei com surpresa que meu último namorado fazia a mesma coisa quando me abraçava e me surpreendi ao lembrar dele sem um pingo de saudade. Talvez meu amor por ele tenha voado para longe, ou congelado nas minhas veias, ou ainda, como gosto de pensar, ele tenha ido morar nos meus versos e assim viverá para sempre.
Para mim , se apaixonar era um ato tão simples , da mesma forma como despejar palavras em um papel. Não existia rejeição , distancia e muito menos incertezas. Ao sentir um aperto no peito , como se algo estivesse se quebrando , me dei conta que a reciprocidade é mais possível nas simples palavras em uma folha rasgada.
Outrora o mel era amar,
A nobreza estava em se doar,
Agora é pra mim mui amaro,
Esse ofício ficou muito caro.
Amar ficou mais desumano,
Não passa de um pensar insano,
Do amor tentei me desarmar,
Quão difícil é, porém, desamar!
Amar era uma completude,
O deslizar sobre a amplitude,
Virou jogo de mera destroca,
Um status de gente matroca.
A MENINA QUE UM DIA EU FUI
A menina, que fui, era sábia, vivia a se encantar com as
belas histórias e a vida se alegrava na sua voz de criança...
A menina que, um dia, eu fui, entretanto, ficou adormecida,
cerrou os olhinhos, abraçada ao tempo, que lhe fora de
sonhos e canções... Fechou seu livro de histórias e calou-se na
quietude do tempo. Mas ainda brilha, em sua essência, esperando
que a vida lhe traga doçura e lhe devolva, simplesmente,
o seu bem maior, sua condição de menina.
A menina, que, um dia, eu fui, sorri para mim e me ensina
que a vida é fácil, os obstáculos podemos vencer... É só
deixar a alma falar... Como o dom da escrita, como o vento
que embala a flor...
A menina, que, um dia, eu fui, caminha agora comigo, e
é, de novo, o meu alento, minha melhor forma de expressão...
minha fé de continuar a sonhar com histórias de príncipes e
princesas!
A fé dessa menina, que, um dia, eu fui, me contagia!
Sigo de mãos dadas com ela e, em mim, sinto sua melodia,
a sua alegria, minha melhor forma de expressão...
E é, na sua alegria, que continuo a ser aquela menina...
Agora ela caminha junto a mim e nela repouso as minhas
recordações.
Marilina Baccarat, escritora brasileira, no livro "Caminhos do Viver" ISBN 976-85-366-3227-4
Quando eu era pequeno, brincadeira de médico era coisa séria.
A gente examinava a menina de cima embaixo.
Hoje em dia, os meninos só perguntam o que ela tem, dizem que é uma virose, fazem a receita e acabou a brincadeira
O DETENTO
Era o mais fracote
não tinha cicatriz nem fumava bagulho
mas comia lasquinhas de parede
até sair no ôco do mundo
De onde eu vim pisei na grama logo conheci a lama em cada passada era uma farpa o sol secando e pés rachando uma boa foi o barro sujava e limpava rápido doendo senti uma lasca era pedra triturada era asfalto com pinche encharcada vida longa vida corrida vida andada
